25/12/2025
Essa é a foto do meu olho.
Ontem fiz esse registro na Iris Gallery Venice e achei bonito transformar a imagem em explicação. Todo mundo que me conhece diz que meus olhos são verdes. Mas o verde, na verdade, não é um pigmento de verdade.
A íris não tem pigmento verde. O que existe é a melanina, que varia do castanho ao amarelo. Quando há pouca melanina, a luz que entra no olho se espalha nas camadas da íris. Parte dessa luz é refletida em tons azulados e, ao se misturar com o amarelo natural da melanina, o nosso cérebro percebe a cor verde. É uma ilusão de ótica, não uma tinta.
A íris é formada por fibras musculares, criptas, sulcos e anéis que controlam a entrada de luz no olho. Essa arquitetura é definida ainda na vida intrauterina e continua se ajustando nos primeiros anos de vida. O desenho final é único. Não existe duas íris iguais, nem mesmo entre gêmeos idênticos.
Por isso a íris funciona como uma impressão digital. Cada detalhe, cada linha, cada abertura conta uma história diferente. Essa foto não mostra só uma cor, mostra identidade, biologia e luz trabalhando juntas.
E talvez seja isso que mais me encanta nos olhos. Eles nunca são só o que parecem à primeira vista. 😍