01/01/2026
POR QUE ALMAS DE ALTA VIBRAÇÃO ÀS VEZES SÃO ALVO DE QUEM VIBRA MAIS BAIXO
Um equívoco comum diz que apenas vibrações semelhantes se atraem. Na vida espiritual, a lei de afinidade é mais ampla. Semelhantes se aproximam, sim, porém a luz também chama o que ainda tateia na sombra, não por punição, mas por oportunidade de cura. Quem irradia mais consciência, compaixão e clareza costuma funcionar como farol em noite cerrada. A mariposa não busca a lâmpada para feri-la, busca porque precisa de direção.
É por isso que pessoas de frequência elevada, inclusive aquelas marcadas por números mestres na numerologia, como 11, 22, 33 e 44, podem atrair presenças e comportamentos densos. O número mestre não é troféu de superioridade, é compromisso de serviço. Recordemos Jesus, paradigma de amor e consciência que muitos identificam simbolicamente com o 33. Sobre Ele se aproximavam aflitos, contraditores e corações feridos. Sua luz não os condenava. Acolhia, esclarecia e transformava.
Quem traz muito azul e violeta no campo áurico costuma atuar como cadinho de transmutação. Formas-pensamento pesadas, emoções cristalizadas e entidades em sofrimento se acercam para, por ressonância, serem educadas e elevadas. Para trabalhadores da luz, xamãs e curadores, isso também se torna escola. Sem conhecer a dor de perto, como reconhecer seus sinais no outro e oferecer remédio eficaz?
A proteção, porém, é parte da lição. Disciplina mental, prece sincera, vigilância dos pensamentos, Evangelho no lar, caridade ativa, contato com a natureza e limites amorosos preservam a energia. A cada experiência, a alma aprende a filtrar sem absorver, a amparar sem se deixar drenar. Chega um tempo em que o coração já transmuta com suavidade, como quem respira. Então compreendemos: não estávamos sendo atacados por merecimento, mas convocados por misericórdia a servir, crescer e amar mais. Onde a luz se mantém, a sombra aprende a se tornar manhã.