Inês Henriques - The New Feminine

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hoje levámos os nossos filhos a conhecer o lugar onde bebemos um café os dois, pela primeira vez, há 16 anos.de repente ...
03/01/2026

hoje levámos os nossos filhos a conhecer o lugar onde bebemos um café os dois, pela primeira vez, há 16 anos.

de repente ali estava eu, com este quadro à minha frente [em momento algum imaginado] naquele dia, naquele café de miúdos.

três filhos depois, e mais uma vez, lá veio mais um pós parto desarrumar e desarrumar-nos.

sete meses em que temo-nos perdido mais do que encontrado, mas que aos poucos começamos a vislumbrar quem somos agora.

ter filhos é mesmo uma verdadeira revolução.

a vida de pantanas, entre sorrisos e desespero por algum oxigénio e normalidade do antes.

não sei onde estaremos daqui a dezasseis anos, o que sei agora, é que agradeço tudo como foi até aqui.
até mesmo o que doeu para caraças.

temos a família mais bonita de todas 🤎
(no instagram não precisamos de ser modestos 😛)

2025, num provador por aí.o ano em que o cansaço rebentou a escala e o amor também✨
31/12/2025

2025, num provador por aí.

o ano em que o cansaço rebentou a escala e o amor também✨

  dizem que chegou o momento em que terás o primeiro encontro com o teu EU.com a tua individualidade, separada para semp...
28/12/2025



dizem que chegou o momento em que terás o primeiro encontro com o teu EU.

com a tua individualidade, separada para sempre do que foi até então - uma mistura entre ti a tua família, envolta por uma névoa - que ainda não te permitia sentir exactamente quem és e serás.

dizem, que há uma espécie de solidão que chega também aos nove anos de idade.
iniciarás agora a tua jornada sobre seres quem és.

têm sido desafiantes estes tempos.
já não te revejo no meu filho pequeno, mas ainda quero tanto proteger-te.
tu, queres tanto autonomia, mas pedes-me colo mais que nunca.
uma espécie de jogo de puxa e empurra que eu espero em breve poder saber jogar com sabedoria. (pelo menos na maior parte dos dias)

hoje fazes 9 anos, e eu só queria poder ir lá atrás apertar-te as bochechas gordinhas, e sentir as tuas mãos pequeninas a apertar-me a cara.

não é possível. o tempo não volta atrás, e talvez esta seja mesmo a maior lição que a vida nos dá diariamente: O TEMPO NÃO VOLTA ATRÁS!!!

meu amor pequeno, de coração enorme, o que te defendo hoje é que possas abraçar a vida, e todas as bênçãos que ela tem mesmo à tua frente.

que possas sempre lembrar-te: ser quem somos será sempre uma escolha 🌱

parabéns meu primeiro amor
a mãe,
Inês

quando me perguntam o que faz uma Doula, sinto os olhos postos em mim, à espera de uma lista infindável “I Do(s)”nunca t...
18/12/2025

quando me perguntam o que faz uma Doula, sinto os olhos postos em mim, à espera de uma lista infindável “I Do(s)”

nunca tive uma mochila cheia de mil coisas
nem nunca tive uma lista de coisas para fazer num trabalho de parto

e no início se isso me causava algum sentimento de não suficiência, ou até um resvalo para a comparação, hoje sei que acima de tudo, a maior coisa que uma Doula pode fazer, é sustentar um espaço.

e como é valiosa essa sustentação.

aquela que vibra na fé profunda do corpo da mãe e do seu bebe em total fusão.
da família reunida para ver o milagre da vida acontecer.
do espaço sagrado, que é receber neste mundo, um ser humano no seu maior estado de inocência e vulnerabilidade.

não tenho muitas coisas para dizer que faço.
faço pouco, deslizo pelas entrelinhas, mas quem me tem, tem-me por inteiro.
em total presença, respeito e admiração.

digo e repito:
no dia em que me deixar de emocionar com o milagre do Nascimento, será o momento de partir para fazer [ou ser] outra coisa qualquer.

🤎

📷pela lente da maravilhosa .pt

🌾Porque tantas mulheres querem focar-se no externo da maternidade, e não em espaços de partilha e reflexão?A pergunta é ...
12/12/2025

🌾Porque tantas mulheres querem focar-se no externo da maternidade, e não em espaços de partilha e reflexão?

A pergunta é directa, mas a resposta não é aquela que acreditamos à primeira: falta de interesse!

Não nos permitirmos estar (ir) a espaços de partilha, reflexão e responsabilidade pessoal, revela algo mais profundo.

O EXTERNO - como a roupa, o enxoval, a estética (de mãe e bebé), os acessórios e até as preocupações básicas de logística - são algo concreto e palpável, logo, que pode ser controlável.

E numa cultura que reforça diariamente que a “boa mãe” é a que se prepara com o quarto perfeito e a roupa mais fancy, sobra pouco espaço para o que não brilha na ribalta ( e que na verdade muitas de nós prefere fazer de conta que não sente)

🌾 ambivalência materna
🌾 saúde mental no pós-parto
🌾identidade que se transforma
🌾 necessidade de apoio
🌾responsabilidade emocional do cuidado
🌾importância de uma Vila que seja rede, suporte, pertença.

Participar EM CÍRCULOS DE MATERNIDADE exige VULNERABILIDADE

Entrar num espaço de partilha é admitir que:

🌾não sabemos tudo
🌾 sentimos coisas contraditórias
🌾precisamos suporte (e merecemos)
🌾estamos a viver uma transformação que é real

É um movimento de coragem emocional, e nem todas se sentem seguras para o dar.

Às vezes a resistência não é falta de interesse - é autoproteção.

🌾 No dia 15 abrimos mais uma vez as portas da .pt para dar espaço ao que não se vende por aí, mas que esta equipa sente como um bem essencial a todas (todos) que com leveza, segurança e respeito pelo seu tempo, queiram ser recebidos por nós 🤍

hoje ao final do dia [lembrei-me] que mais uma vez, não tínhamos feito o trabalho de Natal, que a educadora do Manel ped...
11/12/2025

hoje ao final do dia [lembrei-me] que mais uma vez, não tínhamos feito o trabalho de Natal, que a educadora do Manel pediu para ser feito em família.

não me lembro de em momento nenhum ter falhado tantas coisas “importantes”.
“Mãe não me enviaste as meias”,
“Mãe ainda não assinaste o papel”,
“Mãe o equipamento de Portugal não está lavado??”
“Mãe esqueceste disto. daquilo. do outro”

acordo [depois de mais uma noite em que despertei trezentas vezes] e penso:
é hoje que vou ser uma mãe infalível
só que nem a meio da manhã cheguei, e já levei a primeira finta.

hoje vi este quadro, e perdi-me nele[s]

que se lixe a escola, os trabalhos da escola, as meias que não combinam e a garrafa de água que ficou no carro em vez de na escola.

talvez um dia,
a escola também seja um lugar onde cabe [verdadeiramente] a família

Não precisamos lembrar-nos do nosso nascimento, para ele nos influenciar.O corpo lembra. O sistema nervoso lembra.E, sem...
06/12/2025

Não precisamos lembrar-nos do nosso nascimento, para ele nos influenciar.
O corpo lembra. O sistema nervoso lembra.
E, sem palavras, essa memória molda a forma como reagimos ao desconhecido, ao intenso, ao vulnerável.

Isto significa que, quando estamos diante de um parto - seja a dar à luz ou a assistir - não estamos apenas a responder ao momento presente.
Estamos também a responder ao nosso próprio começo.

Se o nascimento foi apressado…
o corpo aprende urgência. E mais tarde, podemos sentir uma necessidade inconsciente de “fazer acontecer”, acelerar, controlar ritmos, não suportar espera.

Se houve muito controlo externo…
cresce em nós um padrão de vigilância. E no parto (ou na prática clínica), isso pode aparecer como dificuldade em confiar: no processo, no corpo da mulher, na equipa, no fluxo natural.

Se o início foi vivido com tensão ou medo…
podemos desenvolver hipervigilância - aquela sensação de “ preciso de garantir que nada corre mal”. É comum em profissionais experientes, que muitas vezes não entendam, porque não conseguem relaxar, nem quando tudo está bem.

Se houver separação precoce, toque brusco ou falta de acolhimento…
podemos sentir dificuldade em entregar, receber ajuda, pedir apoio. E isso surge tanto na mulher em trabalho de parto, quanto em quem cuida dela.

Nada disto é racional.
São respostas somáticas profundamente enraizadas, que voltam à superfície sempre que o corpo atravessa uma experiência que se parece - mesmo que vagamente - com o momento do próprio nascimento.

E o nascimento é exactamente isso: um portal que toca camadas muito antigas.

Por isso, muitos padrões que vemos no parto não são “traços de personalidade”. São heranças emocionais. Marcas somáticas que não tiveram espaço para ser compreendidas ou integradas.

E isto não é culpa de ninguém.
Não é falha da mulher. Nem falha do profissional.
É apenas humanidade.

Quando compreendemos que o nosso próprio nascimento influência a forma como vivemos e acompanhamos outros nascimentos, algo se abre dentro de nós: um espaço de gentileza, de auto-responsabilidade, mais consciência e presença.

E é neste espaço que transformações profundas começam a acontecer✨

Inês e Lurdes

Fala-se muito do medo das grávidas.
Pouco se fala do medo dos profissionais.Mas ele existe.
Mesmo que raramente receba e...
02/12/2025

Fala-se muito do medo das grávidas.
Pouco se fala do medo dos profissionais.

Mas ele existe.
Mesmo que raramente receba esse nome.

Porque quando se trabalha com nascimento, trabalha-se também com intensidade. Com responsabilidade. Com vidas em mãos.
Com histórias que marcam, algumas belas… outras pesadas demais para caber no corpo.

E é aí que começa o medo que não parece medo.
Às vezes manifesta-se como hiper-controlo.
Como urgência.
Como distanciamento emocional.
Como pressa em intervir.
Como tentar “salvar” antes mesmo de observar.

Outras vezes aparece como fadiga silenciosa — um cansaço que não é só físico, mas emocional:
o peso acumulado de noites intermináveis, decisões difíceis, expectativas do sistema, exigências institucionais e a pressão para acertar sempre.

Muitos profissionais carregam dentro de si histórias de partos passados que nunca tiveram espaço para ser integradas.
E essas histórias vivem no corpo.
Tornam-se vigilância constante.
Tornam-se tensão.
Tornam-se memória.

E isto importa por um motivo muito simples:
👉 O medo no parto não é individual. É relacional. Ele circula. Ele contagia. Ele molda ambientes. Ele é parte do inconsciente coletivo.

Quando uma grávida entra numa sala e sente que “algo está tenso”, muitas vezes está a sentir — não a sua ansiedade — mas a ansiedade acumulada da equipa, do sistema, das horas de trabalho, das pressões invisíveis, de outros partos difíceis.

Da mesma forma, quando um profissional sente dificuldade em confiar no processo, muitas vezes não é pela mulher à sua frente…
mas pelas histórias antigas que ainda habitam o seu corpo.

E tudo isto merece ser reconhecido.

Não para apontar culpados — mas para humanizar.
Porque mulheres e profissionais não são lados opostos do parto.
São corpos humanos a atravessar, juntos, uma experiência profundamente primitiva / ancestral.

Quando admitimos que todos sentimos medo — cada um à sua maneira — abre-se espaço para uma nova qualidade de presença:
mais honesta,
mais sensível,
mais inteira.

E o nascimento, quando acontece nesse campo humano partilhado, transforma todos os envolvidos.

Com amor
Inês e Lurdes

Dia 4 sentamo-nos em Círculo 🕯️Valor de troca - 20€Com amor Inês Henriques
02/12/2025

Dia 4 sentamo-nos em Círculo 🕯️

Valor de troca - 20€

Com amor
Inês Henriques

Há coisas que não sabemos explicar… mas sentimos.
O corpo sente.
Reage.
Contrai-se.
Aguenta.
Ou foge.E muitas vezes, qua...
28/11/2025

Há coisas que não sabemos explicar… mas sentimos.
O corpo sente.
Reage.
Contrai-se.
Aguenta.
Ou foge.

E muitas vezes, quando falamos de parto — seja como grávida, doula, enfermeira, médica — estamos a lidar com algo que não nasceu na vida adulta. Nem na adolescência.

Nasceu no início de tudo: no nosso próprio nascimento ou antes.

Antes de termos linguagem, já tínhamos corpo.
E o corpo grava tudo através de sensações.

Não guarda frases.
Guarda experiências.
Não guarda só memórias visuais.
Guarda ritmos, distâncias, aproximações.

Guarda a forma como fomos recebidos — ou a falta dessa receção.

Isto significa que quando vivemos um momento intensa, como o parto…
o corpo não pergunta à mente: “Isto é do passado ou do presente?”.
Ele reconhece apenas os padrões, e esses padrões são activados com a força do sub consciente.

E então, sem qualquer palavra, a fisiologia entra em ação:

🍁Os músculos contraem-se antes mesmo de sabermos porquê.
🍁A respiração acelera para nos proteger.
🍁A dor aumenta, porque tensão é amplificador.
🍁O corpo fecha, porque a abertura ameaça.
🍁O pedir ajuda torna-se difícil, porque talvez nunca tenha sido seguro fazê-lo.
🍁A entrega assusta, porque num tempo muito antigo, entregar significou sofrimento.

Tudo isto acontece sem intenção.
Sem escolha consciente.
Sem culpa.
É o corpo a dizer:
“Eu já conheci esta sensação. E não foi fácil.”

E o ambiente hospitalar, com os seus ruídos, protocolos, movimentos rápidos e entradas constantes de pessoas desconhecidas, pode ativar ainda mais estes marcadores somáticos — tanto no corpo da mulher que vai parir quanto no corpo dos profissionais que assistem.
Porque todos nós fomos bebés. Todos já passámos por um corredor de sensações que moldou a forma como hoje lidamos com:
🍂dor
🍂pressão
🍂 espera
🍂toque
🍂vulnerabilidade
🍂entrega

E o parto, por ser uma experiência tão primordial, toca exatamente nessas camadas mais antigas.

Quando compreendemos isto…
em vez de julgarmos a reação do corpo, começamos a escutá-lo, e abrimos espaço para o que realmente importa:
uma relação mais humana, consciente e presente com a experiência do nascimento — nossa e do outro.

Com amor
Inês & Lurdes

A maioria das mulheres acredita que o medo do parto surge ao longo da vida ou gravidez, alimentado por histórias, mitos ...
25/11/2025

A maioria das mulheres acredita que o medo do parto surge ao longo da vida ou gravidez, alimentado por histórias, mitos e experiências alheias.

Mas o corpo guarda memórias muito mais antigas do que isso.

Antes de sabermos falar, pensar ou compreender o mundo… já tínhamos vivido a nossa primeira grande travessia: o nosso próprio nascimento.

E essa experiência — intensa, sensorial, cheia de pressão, contração, passagem e separação — deixa marcas no corpo, mesmo quando a nossa consciência não as recorda.

É por isso que, quando um parto se aproxima, algo mais profundo desperta.
Um eco antigo, quase primitivo, que não é apenas medo da dor… mas memória de uma dor que o corpo já conheceu.

E isto não se ativa apenas nas mulheres grávidas.

Profissionais que assistem partos, carregam também no corpo, as suas histórias de chegada ao mundo.

E assim, tantas vezes, sem perceber, essas memórias influenciam/comandam a forma como cuidam, como intervêm, como observam a dor e como vivem a intensidade do nascimento de quem assistem.

O medo do parto, não significa em nenhum momento, fraqueza.
É um convite — um lembrete — de que há algo em nós que quer ser olhado, libertado e ressignificado.

E quando entendemos isto…
o parto deixa de ser um lugar de ameaça
para se tornar um portal de consciência.

🍁 Este é o primeiro post de uma série onde vou trazer com profundidade - a memória somática do nascimento, a origem do medo e como podemos transformar essa narrativa

🍁Se estás grávida, és doula, enfermeira, obstetra ou simplesmente alguém que nasceu, e este tema te tocou, guarda este post e segue os próximos.

Há um mergulho bonito a caminho.💫

Com amor
Inês

Só muito grata a vocês que estiveram presentes ✨
16/11/2025

Só muito grata a vocês que estiveram presentes ✨

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