13/09/2025
“(…) estas mesmas designações, vazias de sentido essencial, tinham circunscrito os meus dias: eu sou um monge; um filho, um irmão e um tio; um budista; um professor de meditação; um tulku, um abade e um autor; um nepalês tibetano; um ser humano. Qual delas descreve o eu essencial?
(…) Eu queria ir para além do eu relativo - o eu que se identifica com estes rótulos. Eu sabia que, mesmo que estas categorias desempenhem um papel dominante nas nossas histórias pessoais, elas coexistem com uma realidade mais ampla para além de rótulos. Em geral não reconhecemos que as nossas identidades sociais são moldadas e confinadas pelo contexto e que estas camadas exteriores de nós mesmos existem numa realidade ilimitada. Os padrões habituais encobrem esta realidade ilimitada; eles obscurecem-na, mas ela está sempre lá, pronta a ser desencoberta”
~ Mingyur Rinpoche, In Love With the World, p.4.