Cura Reconectiva - Reconexão

Cura Reconectiva - Reconexão Teresa Gonçalves, terapeuta formada em várias áreas: Reiki, Naturopatia, Meditação, Biomagnetismo, Hipnose, Auto Hipnose, entre outros.

Reconexão, Cura Reconectiva, estudos teológicos. Equilíbrio e Saúde
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28/12/2025

MENSAGEM DE ANO NOVO

Eu sou do tempo em que da época de Natal e outras épocas festivas, havia sempre uma garrafa separada para o médico de família, para o carteiro que trazia a correspondência ao longo do ano, dos familiares que estavam no estrangeiro, para a enfermeira que nos ia fazendo os curativos ao longo do ano, para a professora e para aquelas pessoas que por algum motivo a gente tinha a noção de estar "em dívida" por eventualmente nos terem feito algum favor, tenha esse favor sido pago e eu via a minha avó pagar e, isto fez-me lembrar uma situação.
Quando alguém trabalha para ajudar as pessoas independentemente de receber por isso ou não, aquela pessoa está ou esteve à nossa disposição, aquela pessoa deu-nos a sua atenção, aquela pessoa, naquele momento transmite-nos o seu saber, conhecimento e sabedoria que levou anos a construir, aquela pessoa não é uma farmácia, onde vamos lá comprar uma aspirina quando estamos com dor de cabeça e, nos despedimos até à próxima dor de cabeça, as pessoas que nos ajudam e nos ouvem, as pessoas que nos curam as feridas sejam elas internas ou externas, fora do âmbito do exercício profissional, elas merecem a nossa atenção, elas merecem ser recordadas mesmo quando não são mais necessárias, isso não tem preço, mas tem imenso valor, uma palavra de apreço, um feliz aniversário, um "lembrei-me de ti" um comentário, genuíno e de coração são coisas que nos aconchegam mesmo sem custar nada a quem o quer doar.
Posso dizer-vos que este ano quando foi o meu aniversário muitas pessoas se lembraram de mim e agradeço, no entanto houveram pessoas que eu considerava amigas e que ao longo da vida se aproveitaram bem dessa alegada amizade e me ligavam imensas vezes a pedir conselhos, para desabafar, a pedir ajuda a pedir que responsasse alguma coisa, e no dia do meu aniversário uma dessas pessoas ligou-me duas vezes, a primeira foi para pedir favores, ligou a segunda e pensei que se tivesse lembrado e fosse para me desejar feliz aniversário, mas não, mais um favor e, sequer se dignou a desejar-me um feliz aniversário, nem depois por mensagem. Eventualmente em outras alturas pode ter reconhecido, afinal de contas tudo o que não é consulta não é cobrado, mas esta situação fez-me pensar e obviamente escrever sobre ela.
Eu tenho uma cicatriz com os aniversários, porque as pessoas com quem partilhei a minha vida sentimental, tinham o condão de se esquecerem, tanto dos aniversários de nascimento, quanto os de casamento e foram mais de 20 anos que nunca foram recordados, mais para o final da minha vida sentimental, uma dessas pessoas desejava publicamente feliz aniversário a todas as outras pessoas, mas não a mim, lá está, tinha vergonha de se expor por estar comigo.
Essa cicatriz está tratada no entanto quando lhe tocam, ela está ainda sensível. Sim, cuidadores, médicos, terapeutas, etc., também temos cicatrizes, caso não o saibam.
O que me fez perceber que também nós cuidadores e ajudadores precisamos de filtrar quem entra da nossa vida e quem consideramos amigos. Quem está apenas por interesse e se lembra de nós quando os podemos ajudar de alguma forma ou se realmente têm um carinho genuíno por nós.
Já tive pessoas a "despejarem" toda a sua vida, raiva, angústia, desamores, pedem para eu pedir e orar por elas, mas na rua têm vergonha e viram a cara... Sim é verdade.
No entanto "felizmente" há outras genuinamente gratas que me cumprimentam com alegria, que me abraçam e f**am genuinamente felizes.
Todavia, este ano que passou, fez-me perceber muita coisa, e uma delas é que o círculo de amigos "verdadeiros" está a estreitar-se cada vez mais.

Conhecidos posso dizer que tenho uma vasta rede, incluindo por esse mundo fora, agora se me ajudariam ou não num momento de dificuldade ou necessidade, isso são outros quinhentos...
Houve tempo em que havia gratidão mas depois as pessoas passam a tratar-nos como um dado adquirido, que fazemos parte da mobília e não "da família".

Há gestos que não se aprendem nos livros nem nos discursos sobre valores, aprendem-se em casa, no silêncio das práticas repetidas, na forma como se observa quem veio antes de nós. A garrafa separada mesmo fora de época, para o médico, para o carteiro, para a professora, não era apenas uma oferta, era um reconhecimento simbólico de algo que hoje se perdeu quase por completo, a consciência de interdependência. Ninguém caminhava sozinho e ninguém fingia que caminhava. Havia uma ética invisível, não escrita, mas profundamente sentida, a ética da gratidão.

Com o tempo, fomos sendo educados para a ideia de que tudo tem preço, tudo é serviço, tudo é troca imediata. Pagou-se, logo não se deve mais nada.
Esta lógica, aparentemente justa, é na verdade empobrecedora, porque confunde valor com custo e presença com função. Uma pessoa que nos escuta, que nos orienta, que nos sustém num momento de fragilidade, oferece algo que não se esgota no tempo da consulta, da conversa ou do favor. Oferece presença, oferece energia vital, oferece partes da sua própria história, a sabedoria advinda dos seus erros e acertos, das suas cicatrizes transformadas em sabedoria e que genuinamente coloca à disposição de quem dela necessita.

Aqui está algo que muitas vezes esquecemos de nomear, quem ajuda regularmente carrega um peso invisível. O cuidador, o conselheiro, o confidente, o que ora, o que escuta, o que segura o outro quando tudo desaba, raramente ou nunca tem espaço para ser frágil. Cria-se à sua volta a ilusão de que é um ser inesgotável, de que está sempre disponível, de que não precisa de cuidado, porque parece forte e tem de ser sempre forte. Esta é uma das grandes injustiças silenciosas da nossa sociedade, exigimos humanidade dos outros, mas negamo-la a quem nos sustém.

Quando alguém liga apenas para pedir, quando só se lembra na necessidade, quando transforma a relação num escoadouro emocional sem reciprocidade, não está apenas a ser distraído ou egocêntrico, está a revelar uma forma de relação utilitária, onde o outro deixa de ser pessoa e passa a ser apenas um recurso. Isso corrói lentamente quem dá, porque o ser humano não se esgota apenas fisicamente, esgota-se sobretudo quando se sente invisível.

O episódio do aniversário não é pequeno, não é vaidade, não é ego, é apenas revelação. Quem gosta lembra-se, quem respeita honra, quem reconhece cuida dos detalhes.
Uma amiga minha retirou a data do Facebook precisamente para ver quem se lembraria do seu aniversário mesmo sem o lembrete digital... Sim cuidado é isto...
Um feliz aniversário não é uma mera formalidade, é um sinal claro de que o outro existe fora daquilo que podemos oferecer. Quando isso não acontece, algo se quebra por dentro, não por mágoa infantil, mas por lucidez adulta. A lucidez de perceber que nem toda a proximidade é amizade e nem toda a partilha é vínculo.

Há ainda outra camada mais profunda que raramente se diz em voz alta. Muitas pessoas procuram quem as pode ajudar, não para crescer, mas para aliviar a própria consciência. Despejam dores, pedem orações, conselhos, apoio, mas não querem pagar o preço da verdadeira transformação. Querem alívio momentâneo. Quando encontram essa pessoa na rua e desviam o olhar, não é vergonha do outro, é vergonha de si próprias, porque essa pessoa lembra-lhes aquilo que ainda não tiveram coragem de fazer, nem de enfrentar.

O estreitar do círculo não é perda, é depuração. A vida, quando amadurece, deixa de pedir quantidade e passa a exigir verdade.
Eu própria ao longo do meu percurso pessoal e profissional me fui desvinculando gradualmente ou à força toda de pessoas com as quais não havia alinhamento nem reciprocidade, posso ter perdido clientes, e pessoas que me diziam algo, porém ganhei em muitos outros aspetos, em paz, em preservação da minha própria energia e emoções, em tempo. Sim tempo...

Conhecidos haverá sempre muitos, nomes, contactos, mensagens ocasionais, mas amigos são os que permanecem quando nada é útil, quando não há pedidos, quando não há favores, quando só existe a presença. Esses são raros porque exigem maturidade emocional, responsabilidade afectiva e uma coisa que o mundo moderno evita, que é o compromisso humano.

Talvez a maior aprendizagem deste ano que chega ao fim, não seja apenas filtrar quem entra, mas também autorizar-se a descansar. Sim descansar.
Dizer Não, não como castigo ao outro, mas como respeito por si próprio. O cuidador que não se protege acaba por se tornar exausto, amargo ou vazio, e isso não serve nem ao próprio, nem a ninguém. A verdadeira generosidade nasce de um copo cheio, não de um copo a ser espremido até à última gota.

No fundo, o que eu revelo neste texto é uma verdade simples e profunda, gratidão é memória activa, é lembrar quando não se precisa, é cuidar de quem cuida, é honrar quem nos tocou a vida mesmo que já não esteja presente. Quem vive assim pode ter menos gente à sua volta, é verdade, mas dorme em paz consigo próprio, e essa paz não tem preço, mas tem um valor imenso.

Ser tratado como mobília é uma das formas mais sofisticadas de desumanização.
A mobília é útil, enquanto é funcional, enquanto não passa de moda,
está sempre lá, não reclama, não adoece, não precisa de reciprocidade, nem de reconhecimento, faz o trabalho de 'embelezamento ou preenchimento" e pronto é essa a sua função.
A família, a "verdadeira família" que não tem de ser forçosamente de sangue, pelo contrário, envolve cuidado, atenção, memória, respeito, vínculo. Quando alguém cruza essa linha e nos coloca no lugar de objeto funcional, deixa de nos ver como pessoa inteira e passa a relacionar-se apenas com a função descartável que desempenhamos na sua vida.

Isto acontece muitas vezes com quem tem uma natureza cuidadora, disponível, empática. A disponibilidade constante cria uma ilusão perigosa, a de permanência eterna. O outro deixa de agradecer porque, na sua mente, já não há escolha, há simplesmente a obrigação do outro ter de estar sempre disponível. E, quando a escolha desaparece, a gratidão também desaparece. O gesto deixa de ser visto como dádiva e passa a ser encarado como dever.

Há aqui uma verdade que custa aceitar, mas liberta, nem toda a ausência de gratidão é ingratidão consciente. Muitas vezes é imaturidade emocional. Pessoas que nunca aprenderam a cuidar de vínculos, apenas a consumi-los. Pessoas que confundem proximidade com posse e presença com direito adquirido. Essas pessoas sentem-se traídas quando um dia o ajudador se cansa, porque acreditavam, erradamente, que ele existia apenas para elas.

Ser dado como adquirido dói porque apaga a individualidade. Apaga o esforço, o tempo, a energia emocional investida. Apaga até o amor. E quando alguém percebe que deixou de ser visto, nasce a necessidade de reposicionamento interno e externo. Não para exigir reconhecimento, mas para recuperar a sua dignidade e valor pessoal.
E se esse valor não é reconhecido, a pessoa já sabe o movimento que tem de fazer.

Talvez uma das maiores maturidades da vida seja esta, perceber que nem todos os lugares onde somos úteis são lugares onde somos vistos, respeitados e amados. E que não somos obrigados a permanecer onde já não somos vistos como humanos inteiros. Retirar-se, nestes casos, não é abandono nem ingratidão, é autocuidado consciente.

A verdadeira família, seja de sangue ou de escolha, nunca trata ninguém como mobília. A verdadeira família, têm aquele brilho no olhar quando nos vêem, repara quando faltamos,
pergunta quando nos calamos, agradece mesmo quando já não é preciso. Tudo o resto são arranjos temporários, confortáveis enquanto servem, descartáveis quando deixam de servir.

Quando alguém deixa de agradecer, não revela quem tu és, revela quem essa pessoa se tornou. E reconhecer isso não endurece o coração, pelo contrário, torna-o mais lúcido, mais selectivo e, paradoxalmente, mais livre.

A minha mensagem deste ano é que sejamos gratos com as pessoas que nos rodeiam, não apenas com presentes, mas se o quiserem e puderem, tudo bem, mas com algo que não tem preço, estarmos presentes em momentos importantes ou difíceis da vida das pessoa, um gesto, uma palavra, um abraço, um "eu estou aqui" um "eu vejo-te".
Não se ajuda para se ter reconhecimento nem gratidão, porém o provérbio é antigo, por isso alguns nem se devem recordar dele.
'Mãos que não dais, por que esperais?"
Como tudo na vida, o que vai volta, se não forem gratos pelo que recebem, talvez comecem a ter cada vez menos coisas para agradecer...
Vale a pena pensar nisto.

Sou grata por todas as pessoas que tornaram este ano de 2025 ainda mais rico, mesmo sem terem gasto um cêntimo comigo, sou grata às pessoas que vêem o meu valor e que valorizam a minha amizade, mesmo que eu não tenha assim tanto para vos dar. Sou grata às pessoas que pagaram pelo meu trabalho e o reconheceram, sou grata aos meus.
Sou grata às pessoas que fazem o bem pelos meus.

O meu bem Bem Haja. ❤️

Um feliz 2026 para todos
Sejam gratos pela vida e pelas pessoas que têm nela.
Paz e Luz
by Teresa Gonçalves

Tema musical autoral

26/12/2025

Os predadores sociais não escolhem vítimas ao acaso, nem seguem o estereótipo confortável que a maioria das pessoas acredita. A ideia de que estes indivíduos se aproximam apenas de pessoas frágeis, inseguras ou emocionalmente dependentes é uma narrativa simplista que protege mais o predador do que a vítima. A realidade, sustentada por estudos sérios sobre personalidade, é muito mais incómoda: cerca de 63% das vítimas apresentam aquilo a que se chama super-traços de personalidade.

Todos os seres humanos têm capacidades e personalidade. Ela não é algo que se molde livremente na idade adulta, nem muda ao sabor das circunstâncias. Ao contrário das capacidades que se podem ir cultivando e expandindo ao longo da vida, personalidade organiza-se num espectro relativamente estável, podendo manifestar-se de forma saudável ou deslizar para o patológico. Os traços em si não são bons nem maus; tornam-se perigosos ou virtuosos consoante o contexto e a consciência com que são vividos. Tal como acontece com a introversão e a extroversão, existem características que permanecem ao longo da vida e que estruturam a forma como cada pessoa sente, pensa e se relaciona.

As pessoas com super-traços de personalidade tendem a ser conscienciosas, responsáveis, éticas, trabalhadoras e comprometidas e entregues aos seus valores. Valorizam o dever, a integridade e o trabalho bem feito não por medo da punição, mas porque agir de outra forma lhes provoca conflito interno. São também, na maioria dos casos, afáveis, empáticas, tolerantes, disponíveis emocionalmente e genuinamente interessadas no bem-estar dos outros. Estas qualidades, que socialmente são vistas como virtudes elevadas, constituem precisamente o perfil mais atractivo para um predador social.

O predador não procura fragilidade estrutural, nem defeitos evidentes, nem baixa autoestima crónica. Procura vantagens. Procura acesso, validação, apoio, serviços, s**o, recursos, escuta constante e alguém que o sustente emocionalmente sem exigir ou aparentemente não ter necessidade de reciprocidade real. Procura pessoas que dão mais do que recebem, que explicam em vez de confrontar, que compreendem em vez de limitar, que acreditam no potencial alheio mesmo quando os sinais de alerta já são claros.
Pessoas que têm facilidade em pedir desculpas em vez de as exigir.

Existe, no entanto, um elemento decisivo que facilita a aproximação, o momento de vida. Mesmo pessoas emocionalmente maduras e estáveis atravessam fases de maior vulnerabilidade circunstancial, como um divórcio, um luto, uma mudança de cidade ou de trabalho, a perda de uma referência afectiva ou um período de reorganização externa e interna. Não se trata de fraqueza de carácter, mas de uma desestabilização temporária. É nesse intervalo que o predador entra em ação, não como ameaça, mas como solução.

Ele surge como quem compreende profundamente, como quem valida dores, como quem escuta sem julgar e eleva a vítima, colocando-a num pedestal emocional. Mas esse encantamento não é amor, amizade nem cuidado genuíno. É estratégia. O predador social não vê a pessoa, vê o que pode extrair dela. Alimenta-se da energia psíquica, emocional e prática de quem tem excesso de humanidade e défice de limites.

Aqui reside uma das verdades mais ocultadas: empatia sem discernimento não é virtude, é exposição. Bondade sem fronteiras não é evolução emocional nem espiritual, é uma forma sofisticada de auto-abandono. O verdadeiro crescimento pessoal não passa por dar sempre mais, mas por aprender a dar melhor, com critério e consciência. Dizer não também é um acto de maturidade. Retirar acesso não é crueldade, é higiene emocional e psíquica.

Muitas pessoas não entram na nossa vida para partilhar caminho, entram para consumir percurso e recursos tanto energéticos quanto emocionais. Enquanto esta realidade permanecer invisível, os predadores continuarão protegidos pela ingenuidade colectiva. Quando se torna clara, o jogo muda. E quem desperta deixa de ser presa.

No meu percurso profissional tive alguns casos explícitos destas personalidades, uma dessas pessoas chegou mesmo a dizer, quando questionada do porquê de ter entrado na vida de determinada pessoa mesmo sem o interesse de f**ar com ela e, a resposta foi simples, direta e esclarecedora para uma eterna estudante da psique humana.
"Para me provar que posso, provar que sou capaz de ter e, de "desviar" alguém com essas características e capacidades."
Aqui está uma pequena amostra daquilo que o ser humano é capaz.
by Teresa Gonçalves

  era a "outra". Por dez longos anos, ela ouviu a mesma história:  "O meu casamento acabou, só estamos juntos pelos filh...
26/12/2025

era a "outra". Por dez longos anos, ela ouviu a mesma história: "O meu casamento acabou, só estamos juntos pelos filhos."
"Tem paciência, vou pedir o divórcio no mês que vem."
"Tu és o amor da minha vida, ela não me entende."

Júlia passou natais sozinha. Passou aniversários esperando uma mensagem escondida. Ela aceitou ser o segredo, a sombra, o descanso do guerreiro. Mas a promessa nunca se cumpria.

Numa sexta-feira solitária, vendo fotos dele viajando com a "ex-mulher" (que nunca deixou de ser atual), a dor de Júlia ficou insuportável. Ela olhou para o frasco de remédios. "Eu não aguento mais ser a segunda opção" ela chorou. E engoliu tudo.

O quarto girou. A escuridão veio. Mas Júlia não morreu. Ela acordou em um lugar diferente. Um deserto cinza, seco, sem vida. O vento uivava tristeza.

Ela olhou para o lado e viu o amante. Mas ele não era o homem charmoso de terno e perfume caro. No mundo espiritual, a aparência é a essência. E o que ela viu foi um ser monstruoso, deformado, acorrentado ao tornozelo dela.

Ele tinha ventosas nas mãos e sugava a energia vital de Júlia como um parasita faminto. Ele f**ava forte, enquanto ela murchava. Eu amo-te... tentou ela dizer, mas a voz saiu fraca. Tu és apenas o meu alimento, és reabastecimento de energia quando a minha está em baixo, és gotas de felicidade quando a minha vida me esgota dela.
Respondeu a criatura, rindo.

Júlia gritou de pavor. Foi quando o céu cinza se abriu. Uma ser de luz desceu. Com uma espada brilhante e, o Mentor cortou a corrente que prendia Júlia àquele parasita. O monstro recuou, queimado pela luz.

A Mentora levantou o rosto de Júlia e disse a frase que mudaria tudo: Julia aceitaste migalhas porque esqueceste que nasceste para o banquete.

O mentor tocou a testa de Júlia e mostrou o futuro: Dois anos à frente. Júlia estava sorrindo, caminhando de mãos dadas em um parque com um homem que a olhava com admiração, à luz do dia, sem segredos.
Esse é o amor que te espera — disse o Mentor. — Mas ele só vai chegar quando o lugar na tua vida e no teu coração f**arem livres.

— Eu quero viver! — Júlia gritou. — Eu quero o banquete!

Ela sentiu um puxão violento. Júlia acordou no chão do quarto, engasgada, vomitando os remédios e o veneno emocional que guardou por uma década.

Ela sobreviveu. A primeira coisa que fez, ainda trémula, foi pegar no telemóvel. Bloqueou o amante. Apagou as fotos. Jogou fora os presentes.

Hoje, Júlia está viva. E aprendeu a lição mais valiosa de todas:

Não sejas a segunda opção de ninguém. Quem te ama de verdade, não te esconde no escuro. Quem te ama, assume-te na luz. Não aceites ser o "depois logo se vê" "deixa fluir e veremos no que isto dá".
Quem realmente te quer, jamais te deixará na dúvida ou à espera de "talvez no futuro..."
Tu nasceste para ser o "agora". #

Autor Desconhecido

" RECUPERAÇÃO DO PODER PESSOAL E ESPIRITUAL

A história de Júlia não é exceção. É um padrão silencioso, repetido todos os dias por pessoas emocionalmente lúcidas, inteligentes e sensíveis que, ainda assim, se colocam num lugar de escassez afetiva. O nome popular é “ser a outra”. A verdade mais profunda é outra: Júlia não era a outra mulher. Júlia era o intervalo emocional. O lugar onde alguém repousava quando a própria vida não lhe devolvia sentido.

Durante dez anos, Júlia viveu suspensa. Não estava solteira, mas também nunca esteve verdadeiramente acompanhada. Não era prioridade, mas também nunca foi dispensável. Esse é o lugar mais perigoso de todos, porque mantém a pessoa viva o suficiente para sofrer, mas não inteira o suficiente para partir.

A promessa adiada não é ingenuidade. É um mecanismo de controlo emocional. “Para o mês que vem” não é futuro, é anestesia. Mantém o outro disponível, esperançoso e quieto. Quem aceita viver em espera prolongada está, sem perceber, a abdicar do próprio tempo vital. E tempo é energia. Energia desperdiçada nunca volta da mesma forma.

O ato extremo de Júlia não nasce naquela noite. Nasce anos antes, em cada silêncio engolido, em cada data passada sozinha, em cada momento em que se convenceu de que amor exige paciência infinita. Não exige. Amor exige presença, clareza e decisão. O que Júlia viveu foi uma erosão lenta da identidade. Quando a alma já não se reconhece, o corpo tenta fugir da dor.

O deserto que surge não é castigo nem fantasia espiritual. É o estado interno de quem vive fora do próprio centro. Relações onde não há reciprocidade produzem secura emocional, cansaço existencial e uma sensação constante de vazio, mesmo quando há palavras bonitas e demonstrações externas.

A figura monstruosa não representa maldade sobrenatural. Representa a verdade sem máscaras. No plano simbólico, aquilo que chamamos de amor aparece como realmente é: uma troca energética. E ali estava uma relação onde um crescia enquanto o outro definhava. Isso não faz de alguém um demónio. Faz dessa pessoa alguém que consome o que o outro oferece sem consciência ou responsabilidade. Mas há uma verdade ainda mais dura, ninguém pode sugar o que não é permitido.

A corrente que prendia Júlia não foi colocada por ele. Foi colocada no momento em que ela aceitou migalhas para não enfrentar o vazio da própria solidão. O mentor não salva Júlia atacando o parasita. Salva-a cortando o vínculo. Isto é fundamental, não se recupera poder tentando mudar o outro, mas retirando o acesso que lhe foi concedido.

A frase central é simples e devastadora: aceitaste migalhas porque esqueceste que nasceste para o banquete. Ninguém nasce para ser plano B emocional, descanso de quem não tem coragem de decidir, nem sombra de uma vida que não é assumida. Maturidade espiritual começa quando se compreende que aquilo que se tolera molda aquilo que se atrai.

O futuro mostrado não é promessa mágica. É consequência. Quando o lugar do segredo f**a vazio, quando o papel de segunda opção é abandonado, quando a espera termina, o campo energético muda. Relações saudáveis não são perseguidas, surgem quando há espaço interno para elas. Amor verdadeiro não entra onde ainda existe migalha acumulada.

O gesto final de Júlia é um ritual de recuperação de poder. Bloquear não é imaturidade, é limite. Apagar não é negação, é limpeza. Descartar não é raiva, é encerramento simbólico. Sem estes gestos, a alma continua presa, mesmo que o corpo siga em frente.

Agora, a verdade que quase ninguém quer encarar: muitas pessoas aceitam ser a “outra” ou apenas pedaços porque, no fundo, também têm medo de serem plenamente vistas. Ser vista exige verdade, exige reciprocidade, exige sustentar o próprio valor sem negociar. O segredo protege da rejeição, mas também impede o amor real. Enquanto alguém aceita pouco, confirma ao universo que pouco basta.

Retomar o próprio poder real e espiritual começa por três decisões inegociáveis. Primeiro, retirar energia de tudo o que não é claro, recíproco e assumido. Segundo, parar de romantizar a escassez emocional como se fosse profundidade. Terceiro, ocupar o próprio lugar com dignidade, mesmo que isso implique atravessar solidão temporária. A solidão consciente cura. A espera inconsciente adoece.

Quando queres ser vista, porque te sentes parte e, te negam essa vontade, pensa e reconfigura a história.
Porque é que te querem manter na penumbra?

Quem te ama não te esconde. Quem te quer não te adia. Quem te respeita não te mantém em dúvida. Tudo o resto é apego, medo ou conveniência disfarçada de amor.
Prioridade, respeito e responsabilidade não é compensação com presentes, bens ou dinheiro.

Não nasceste para ser o “talvez”. Nasceste para ser escolha, presença e agora. E quando decides isso internamente, o mundo externo, mais cedo ou mais tarde, é obrigado a alinhar."

OBS.: Este texto não é apenas sobre "Júlias" nem apenas sobre relacionamentos extra conjugais.
by Teresa Gonçalves

25/12/2025

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO DIA 25 DE DEZEMBRO
Origens, paganismo, poder simbólico e a razão pela qual Jesus não nasceu nesta data.

O dia 25 de Dezembro não é, nem nunca foi, a data real do nascimento de Jesus. Isso não é opinião, crença alternativa ou teoria marginal, é um facto histórico reconhecido por teólogos, historiadores, biblistas e até pelo próprio Vaticano. O que existe hoje é uma construção simbólica, política e espiritual cuidadosamente escolhida ao longo dos séculos.

Vamos por partes, sem filtros.

1) JESUS NÃO NASCEU A 25 DE DEZEMBRO
Os próprios Evangelhos não indicam qualquer data concreta. Pelo contrário, os detalhes descritos apontam noutra direção:
– Os pastores estavam nos campos com os rebanhos à noite, algo improvável no inverno da Judeia, que é frio e chuvoso.
– O recenseamento romano referido exigia deslocações em épocas mais favoráveis, geralmente na primavera ou outono.
– As primeiras comunidades cristãs nunca celebraram o nascimento de Jesus, celebravam a morte e a ressurreição.

Durante os primeiros três séculos do cristianismo, ninguém falava em 25 de Dezembro.

2) ENTÃO DE ONDE VEM O 25 DE DEZEMBRO?
A resposta é direta: do paganismo solar.

Antes do cristianismo dominar o Império Romano, o 25 de Dezembro já era uma data sagrada. Não para Jesus, mas para o Sol.

Principais celebrações pagãs nesta data:
– Sol Invictus (O Sol Invencível): celebrado oficialmente em Roma a 25 de Dezembro. Marcava o “renascimento” do Sol após o solstício de inverno.
– Saturnália: festa romana de vários dias, marcada por excessos, trocas de presentes, inversão de papéis sociais e libertação temporária das regras.
– Culto de Mitra: divindade solar muito popular entre soldados romanos. Mitra nascia de uma virgem, numa gruta, a 25 de Dezembro, e era chamado “a luz do mundo”.

Nada disto é coincidência.

3) O SOLSTÍCIO DE INVERNO — O VERDADEIRO CENTRO DA DATA
O solstício de inverno (cerca de 21–22 de Dezembro) é o momento em que a noite atinge o seu máximo e, a partir daí, os dias começam lentamente a crescer. Para as culturas antigas, isto simbolizava:
– Morte e renascimento
– Luz a vencer as trevas
– Esperança após o declínio

O 25 de Dezembro era visto como o “terceiro dia” após a paragem aparente do Sol, o momento simbólico do seu renascimento.

Aqui está a chave oculta:
Jesus foi associado ao Sol não por acaso, mas por estratégia.

4) A DECISÃO DA IGREJA — PODER, NÃO REVELAÇÃO
No século IV, o cristianismo precisava de absorver o mundo pagão sem o destruir completamente. A solução foi simples e genial:
– Manter as datas
– Mudar os nomes
– Reinterpretar os símbolos

O “Nascimento do Sol” tornou-se o “Nascimento do Filho de Deus”.
O Sol Invictus foi substituído por Cristo, agora apresentado como:
– A Luz do Mundo
– O Caminho
– A Verdade

Constantino, imperador romano convertido ao cristianismo, foi peça-chave nesta fusão. O objetivo não era histórico, era político e espiritual: unif**ar o império sob uma nova narrativa, sem quebrar os hábitos ancestrais do povo.

5) A ÁRVORE, AS LUZES E OS PRESENTES — NADA É CRISTÃO
– A árvore de Natal vem de rituais germânicos que celebravam a vida eterna das árvores verdes no inverno.
– As luzes simbolizam o regresso da luz solar.
– A troca de presentes vem diretamente da Saturnália romana.
– O Pai Natal é uma construção moderna, misturando São Nicolau com arquétipos antigos de deuses do inverno.

Jesus nunca esteve numa árvore, nem pediu presentes, nem nasceu rodeado de luzinhas.

6) A VERDADE MAIS PROFUNDA (E QUASE NUNCA DITA)
O 25 de Dezembro não é uma mentira — é um símbolo.

O problema não é a data. O problema é:
– As pessoas pensarem que é literal.
– A história ter sido ocultada.
– O símbolo ter sido esvaziado e transformado em consumo.

A verdade oculta é esta:
O nascimento celebrado a 25 de Dezembro não é o de um homem — é o da consciência, da luz interior, do princípio crístico dentro do ser humano.

Os antigos sabiam disso.
As religiões mistéricas sabiam disso.
A Igreja institucionalizou o símbolo, mas retirou-lhe a chave.

7) O QUE ESTÁS A PERDER AO NÃO SABER ISTO
Enquanto muitos vivem o 25 de Dezembro como obrigação social, consumo e nostalgia, perdem a oportunidade real:
– De compreender os ciclos da vida
– De usar o simbolismo do renascimento para si próprios
– De alinhar corpo, mente e espírito com os ritmos naturais

O verdadeiro “Natal” não acontece num calendário.
Acontece quando a tua luz interior volta a crescer depois da tua noite mais longa.

Essa é a verdade que raramente é divulgada.

Sem filtros.
Sem dogmas.
Sem medo.

by Teresa Gonçalves

20/11/2025

O ORI
Tema musical original e da minha autoria, em 4 idiomas, iorubá, português, francês e inglês,
criado com a vibração de 417 hrtz e 432 hrtz.
417 hrtz limpa toda a energia negativa, liberta dos medos subconscientes e aumenta a energia positiva.
432 hrtz, é a frequência dos milagres, do amor e da cura emocional.
Quem ouvir esta vibração musical vai sentir uma grande diferença. O Ori vai dar sinal de alguma forma.

ORI — A Divindade Interna, o Destino e a Essência Suprema do Ser Humano na Tradição Iorubá
Existe um conhecimento espiritual ancestral que, quando compreendido, altera profundamente a nossa forma de estar no mundo, de tomar decisões e de compreender o nosso destino.
Esse conhecimento é o entendimento do ORI — um dos conceitos mais sagrados e complexos da cosmologia iorubá.

Ao contrário do que muitos imaginam, Ori não é apenas a cabeça física.
É muito mais do que isso.

Ori é::
a tua centelha divina pessoal,

o teu destino escolhido antes do nascimento,

a tua identidade espiritual mais profunda,

a tua consciência superior,

o teu carácter e caminho,

a divindade que vive dentro de ti.

Em termos simples e diretos:

ORI é o Orixá que habita dentro de ti.
O teu primeiro e mais poderoso protector.
A tua bússola divina.

1. O que é realmente o Ori?
No pensamento iorubá, o ser humano é composto por várias dimensões — corpo, alma, energia, ancestralidade e destino.
O Ori é o centro que governa todas elas.

É visto como:

✔️ Uma divindade pessoal
Cada pessoa tem um Orixá “externo”, mas tem sobretudo um Orixá interno: o seu Ori.
Nenhuma energia espiritual te pode ajudar se o teu Ori não estiver alinhado.

✔️ O teu destino
Antes de nascer, cada ser escolhe o seu destino espiritual, os desafios, as possibilidades, os dons e os limites.

✔️ O teu livre-arbítrio e julgamento
Ori é também a tua capacidade de escolher, decidir e agir.
É o teu senso moral e a tua consciência mais íntima.

✔️ A tua força vital
É a energia que te levanta, te guia, te puxa para o que é teu e te protege do que não é para ti.

2. As Três Dimensões do Ori: ÒDE, INÚ e IPÒRÍ
Para compreender Ori de forma profunda, é essencial conhecer as suas camadas:

ORI ÒDÉ — A cabeça externa
É a cabeça física, a aparência, as atitudes visíveis, a forma como te apresentas no mundo.
É através dela que o teu destino se manifesta no plano material.

Representa:

escolhas diárias

comportamentos

imagem perante o mundo

decisões conscientes

É “quem tu és por fora”.

ORI INÚ — A cabeça interna
É a camada mais sagrada do Ori.
O teu eu verdadeiro, o teu destino espiritual, a tua missão de vida, o teu carácter profundo.

Aqui vive:

a tua força espiritual

a tua intuição

a tua sensibilidade

a tua essência

É o “quem tu és por dentro”.

Se o Ori Inú está em paz, a vida flui.
Se está em guerra, nada avança.

IPÒRÍ — A origem divina do Ori
É o ponto sagrado onde escolheste o teu destino antes de nascer.
É o “lugar espiritual” de onde a tua essência veio.

Representa:

a ligação directa ao divino

o propósito original

o plano que vieste cumprir

3. De onde vem o Ori? A escolha do destino antes da vida
A cosmologia iorubá ensina que, antes de encarnar, cada alma ajoelha-se perante Olodumarê (Deus) e escolhe:

a sua história

o seu caminho

os seus desafios

os seus dons

as suas provas

o que precisa resolver

o que precisa curar

o que precisa aprender

Esta escolha é o ORI INÚ.

É por isso que se diz:

Ninguém foge ao seu Ori, mas todos podem honrá-lo ou traí-lo.

⚖️ 4. Ori e o Carácter: ÌWÀ PẸ̀LẸ́
O carácter é o alimento mais importante do Ori.

ser verdadeiro

cumprir a palavra

não enganar

não trair a si próprio

agir com ética

assumir responsabilidades

respeitar limites

Um Ori forte depende de carácter forte.
Sem isto, nenhum ritual espiritual funciona.

5. Sinais de um Ori Forte
clareza mental

estabilidade emocional

coragem tranquila

intuição ativa

caminhos abertos

crescimento natural

força interior

prosperidade que flui sem esforço

paz com quem és e com o que vens fazer

6. Sinais de um Ori Enfraquecido
confusão interna

escolhas contraditórias

sensação de peso na cabeça

bloqueios repetitivos

dificuldade em avançar

insegurança constante

sensação de não ter rumo

cansaço profundo

Quando o Ori está perturbado, tudo se fragmenta.

7. Como Cuidar do Teu Ori
1. Bòrí — “Dar comida ao Ori”
Um dos rituais mais importantes da tradição iorubá.
Utiliza elementos simples, cânticos, rezas e energia de cura.

Serve para:

fortalecer o destino

limpar bloqueios

reconectar com o propósito

acalmar a mente

abrir caminhos

É um ritual profundo e transformador.

2. Limpezas e banhos de cabeça (Orí-Bíbí)
Cada casa tem o seu método, mas normalmente envolve:

folhas maceradas

água fresca

rezas específ**as

Purif**a, limpa, acalma, equilibra.

3. Oração tradicional ao Ori
Trecho famoso:

“Ori mo pé ó.
Não me deixes cair.
Não permitas que eu me perca.
Guia os meus passos.
Fortalece o meu destino.”

4. Conversar com o Ori
Ajoelhar, inclinar a cabeça, colocar as mãos na nuca, respirar fundo, e falar com sinceridade.

O Ori responde através de:

intuição

sensações

calma repentina

clareza inesperada

8. Termos importantes: o que realmente signif**am
“Fazer Ori”
Ritual de alinhamento e fortalecimento da cabeça espiritual.
Equilibra e desbloqueia.

“Matar Ori”
Termo metafórico.
Signif**a acalmar a cabeça teimosa ou confusa.

“Bater Ori”
Despertar a energia do Ori através de folhas, rezas ou água consagrada.

9. Porque o Ori é o Orixá mais importante da tua vida
Nenhuma entidade espiritual pode ajudar-te se o teu Ori estiver contra ti.

Não há guia, santo, anjo ou Orixá mais forte do que a tua própria cabeça espiritual.

O que é teu, ninguém te tira.
O que não é teu, o Ori não deixa entrar.
O que é para ti, o Ori abre caminho.
O que não é para ti, o Ori fecha.

Ori é justiça.
Ori é destino.
Ori é verticalidade.
Ori é verdade.

🌟 10. A Realidade Essencial
O Ori não é um mito.
Não é simbólico.
Não é metáfora.

É a tua própria divindade interna.
É a tua coluna espiritual.
É a tua raiz.
É a tua missão.
É a parte de ti que veio para cumprir um propósito maior.

Quem se reconcilia com o seu Ori reencontra-se consigo mesmo.
E nada é mais poderoso do que isso.

✨ ORI: Quando a Nossa Cabeça Espiritual Adormece ✨
Na sabedoria iorubá, Ori é muito mais do que a cabeça física.
É o nosso destino, a nossa consciência profunda, a nossa força interna e a nossa porção divina pessoal.
É o primeiro Orixá: o Orixá que vive dentro de nós.

Quando o Ori está alinhado, sentimos clareza, foco, direcção, intuição e vitalidade.
Mas quando está sobrecarregado ou “adormecido”, entramos num estado de anestesia espiritual.

Quando o Ori adormece
Acontece quando:

o stress é constante

a vida se torna rotina

a mente está cheia de ruído

vivemos longe do nosso propósito

fazemos tudo no automático

ignoramos o que realmente sentimos

É um estado em que a pessoa se sente:

desligada

“anestesiada”

sem foco

cansada da alma

como se faltasse vida por dentro

Na tradição, isto chama-se amnésia causal:
quando o Ori se afasta, esquecemo-nos do porquê das coisas, do que queremos, do que viemos fazer.

Sinais de Ori enfraquecido
falta de vontade

confusão mental

bloqueios repetitivos

sensação de vazio

cansaço que o sono não cura

viver no modo automático

Como acordar o teu Ori
Nada disto exige religião, apenas reconexão.

1. Silêncio diário
5 minutos com a mão na cabeça.
Respira e diz internamente:
“Ori, eu volto para mim.”

2. Descanso real
Menos estímulos, mais pausa, mais presença.

3. Pequenos actos de vida
Natureza, música, água, criatividade — qualquer coisa que te devolva brilho.

4. Verdade interna
Ser honesto contigo.
O Ori alimenta-se de coerência e carácter.

A verdade essencial
O Ori nunca desaparece — apenas f**a abafado.
E quando o voltamos a ouvir, a vida volta a ganhar direcção, cor e sentido.

Cuidar do Ori é cuidar do teu destino.
Quem volta ao seu Ori, volta a si mesmo.

Se queres avançar espiritualmente, começa pelo Ori. O resto virá como consequência.

by Teresa Gonçalves

Parte integrante do livro Rezas e Orações
Todos os direitos reservados
Plágio punido por lei




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