Cura Reconectiva - Reconexão

Cura Reconectiva - Reconexão Teresa Gonçalves, terapeuta formada em várias áreas: Reiki, Naturopatia, Meditação, Biomagnetismo, Hipnose, Auto Hipnose, entre outros.

Reconexão, Cura Reconectiva, estudos teológicos. Equilíbrio e Saúde
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26/01/2026

O DUPLO QUÂNTICO
NATUREZA, PROPÓSITO, PAPEL NA VIDA HUMANA E A SUA RELAÇÃO COM A SAÍDA DA CHAMADA “MATRIX”

O conceito de duplo quântico não nasce da física quântica tal como é estudada em laboratório, nem das tradições espirituais clássicas na sua forma original. Surge numa zona intermédia, onde a experiência directa da consciência profunda tenta ser explicada com uma linguagem moderna, mais aceitável para a mente contemporânea. É precisamente nesse ponto que começam as distorções.

Aquilo a que hoje se chama duplo quântico **não é um segundo corpo**, não é uma entidade autónoma, não é um espírito separado nem uma versão superior de nós próprios a operar num plano paralelo. Essa ideia é confortável, mas falsa. E é falsa porque transfere para fora aquilo que exige maturidade para ser assumido, a responsabilidade directa pela própria percepção da realidade.

Numa leitura séria, o duplo quântico é um **estado funcional da consciência**, acessível quando o ser humano deixa de operar exclusivamente a partir do medo, da identidade social, da sobrevivência emocional e da narrativa pessoal repetitiva. É um estado em que pensamento, emoção, intenção e corpo entram em coerência suficiente para que a percepção da realidade deixe de ser fragmentada.

Não há magia, há reorganização interna.

***

A ORIGEM DO CONCEITO E A SUA APROPRIAÇÃO

A linguagem quântica foi adoptada porque permitia falar de não linearidade, campo de possibilidades e influência da observação sem recorrer a termos espirituais tradicionais, muitas vezes desacreditados. O problema surgiu quando essa linguagem foi transformada em produto. O duplo quântico passou a ser algo que se “activa”, se “comanda” ou se “pede”.

Nada disso resiste a uma análise honesta.

Quando alguém diz estar a contactar o seu duplo quântico, o que realmente acontece, quando acontece de facto, é a entrada num "estado de coerência profunda", onde a mente deixa de se contradizer a si própria. Nesse estado, as decisões mudam, a tolerância ao auto-engano diminui e o comportamento deixa de ser automático.

O campo não responde a palavras, responde a estados internos.

***

O PROPÓSITO REAL DO DUPLO QUÂNTICO

O propósito do chamado duplo quântico não é melhorar a vida no sentido egoico, nem garantir conforto, abundância imediata ou relações ideais. O seu propósito é mais exigente e menos vendável.

Ele existe, enquanto estado acessível da consciência, para:

● Alinhar o indivíduo com a sua verdade funcional
● Reduzir a fragmentação interna
● Interromper padrões inconscientes repetitivos
● Aumentar a responsabilidade consciente sobre escolhas

Quando isso acontece, a vida pode melhorar, mas essa melhoria é consequência, não objectivo. O erro comum é tentar usar este estado para manter uma vida incoerente com menos sofrimento. Isso não funciona.

***

O PAPEL NA VIDA HUMANA

Na prática, o duplo quântico actua como um "organizador silencioso". Não orienta com palavras, não protege, não recompensa nem pune. Ajusta o eixo interno a partir do qual a pessoa percebe, decide e age.

Quando esse eixo muda:

● Certas oportunidades tornam-se visíveis.
● Certas relações tornam-se insustentáveis
● Certas escolhas deixam de poder ser adiadas
● Certas estruturas começam a ruir

É por isso que tantas pessoas relatam que a vida “piorou” depois de entrarem em contacto com este estado. O que piora não é a vida, é a ilusão que estava a ser mantida à custa de negação interna.

***

O QUE ESTÁ OCULTO E RARAMENTE É DITO

O que permanece oculto não é um segredo místico, é uma verdade psicológica profunda.

O duplo quântico "não trabalha a favor da identidade que criaste para sobreviver", trabalha a favor da integridade do sistema. E essas duas coisas raramente coincidem.

Por isso:

● Não responde a pedidos feitos por carência
● Não sustenta relações baseadas em medo
● Não protege ganhos obtidos sem alinhamento
● Não evita perdas necessárias

Ele não é benevolente nem cruel. É indiferente ao conforto. Responde apenas à coerência.

***

COMO ELE TRABALHA REALMENTE A NOSSO FAVOR

Trabalha a favor quando o corpo está minimamente regulado, quando o sistema nervoso não vive em alerta constante, quando existe disponibilidade para agir sobre a clareza que surge e quando há disposição para perder o que já não é verdadeiro.

A melhor forma de o “usar” é abandonar essa ideia de uso.

O que se faz é:

● Silenciar
● Alinhar
● Observar
● Agir com sobriedade

A vida reorganiza-se não porque algo externo intervém, mas porque a pessoa deixa de se sabotar internamente.

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O DUPLO QUÂNTICO E A CHAMADA “MATRIX”

A Matrix não é uma simulação informática literal nem um sistema controlado apenas por forças externas. A Matrix real é o "conjunto de condicionamentos invisíveis" que moldam a percepção do tempo, do dinheiro, do valor pessoal, do amor, do sucesso e do que é considerado possível.

Ela opera através de medo, repetição, dependência emocional, insegurança económica e narrativas internalizadas. A maioria das pessoas não está presa por correntes externas, mas por "acordos internos nunca questionados".

O duplo quântico não combate a Matrix. Faz algo mais subtil e mais perigoso para qualquer sistema de controlo, "retira-lhe energia ou poder, como lhe queiram chamar.

***

COMO ELE AJUDA NA SAÍDA DA MATRIX

Ajuda ao:

● Interromper o piloto automático humano
● Revelar onde a vida está a ser vivida por defeito
● Expor trocas inconscientes entre verdade e segurança
● Devolver s soberania perceptiva

A Matrix sustenta-se pela reação automática.
A coerência dissolve essa reação.

***

O QUE ELE NÃO FAZ NA SAÍDA DA MATRIX

● Não liberta ninguém automaticamente.
● Não cria independência sem competência.
● Não substitui acção, aprendizagem ou risco consciente.
● Não evita o desconforto da reconstrução.

Quem tenta usar o duplo quântico como ferramenta de fuga acaba apenas por criar uma Matrix espiritual, ainda mais subtil, onde se troca submissão externa por fantasia interna.

***

A VERDADE SOBRE A LIBERDADE

Liberdade não é um estado permanente.
É capacidade de escolher com consciência, mesmo quando a escolha implica perda de conforto, de identidade ou de segurança temporária.

O duplo quântico não liberta do sistema.
Liberta da "necessidade psicológica de se submeter sem perceber porquê".

E isso, por si só, já é profundamente transformador.

***

PORQUE NEM TODOS CONSEGUEM “SAIR DA MATRIX”

Nem toda a gente está preparada para viver sem anestesia.
A saída real implica perda de ilusões, revisão de relações, abandono de certezas e o assumir de falhas próprias.

Para muitos, a Matrix não é prisão, é abrigo.
E o duplo quântico não força saídas. Apenas revela portas.

***

CONCLUSÃO FINAL

O duplo quântico não é algo que se ativa.
É algo que "se sustenta".

Só permanece acessível a quem aceita viver com mais verdade do que conforto, mais clareza do que fantasia e mais responsabilidade do que promessa.

Ele não melhora a vida.
Torna impossível continuar a vivê-la na mentira.

E para quem está pronto, isso não é perda.
É liberdade real.

Parte integrante do livro "PARA ALÉM DA MATRIX" da autoria de
Teresa Gonçalves
Tema musical:"Dream of me" também autoral
Todos os direitos reservados
Plágio punido por lei





🤍🙏

17/01/2026

O verdadeiro autoconhecimento não começa quando te perguntas quem és. Começa quando deixas de fugir daquilo que fazes todos os dias no piloto automático. A maior ilusão humana não é o erro, é a familiaridade. Habitua-te tanto a certas versões de ti e àquilo que dizem sobre ti, que acabas por acreditar que és isso.

As narrativas que dizem sobre nós começam a formar-se muito antes de termos linguagem para nos defendermos. São construídas a partir de olhares, interpretações alheias, expectativas projectadas e medos que não eram nossos. Alguém decide que és “demasiado sensível”, outro que és muito “difícil” de lidar, outro ainda que tens “potencial, mas”... E essas frases, repetidas o suficiente, ganham peso de verdade.

O problema não é o que dizem uma vez. O problema é o que acontece quando começas a organizar a tua vida em torno dessas descrições. Quando ajustas o tom de voz para não pareceres intenso demais, quando amputas palavras, desejos e ações para não confirmares a narrativa de que és uma pessoa instável ou o tão na moda "louca", quando te esforças em excesso para provar que és capaz porque alguém decidiu que não eras.

A maioria das pessoas não se conhece, apenas decorou uma narrativa aceitável sobre si mesma. Uma história suficientemente coerente para ser repetida em público e suficientemente confortável para não ser questionada em privado. Mas há sempre fissuras. Pequenos momentos de desconforto, irritação sem causa aparente, cansaço que não passa, uma sensação vaga de estar deslocado da própria vida.

As narrativas externas funcionam como moldes invisíveis. Não te prendem pela força, prendem-te pela identificação. O ser humano tem uma necessidade profunda de coerência. Se lhe dizem quem é, vezes suficientes, começa a agir para confirmar essa versão, mesmo que isso lhe doa. Chama-se lealdade inconsciente, não à verdade, mas à história.

Há narrativas que te diminuem e narrativas que te enaltecem, mas ambas podem ser armadilhas. A de que és fraco impede-te de tentar. A de que és forte impede-te de parar. A de que és o responsável mantém-te a carregar o que não é teu. A de que és o problema faz-te pedir desculpa por existir. Mesmo as narrativas positivas, quando rígidas, tornam-se prisões douradas.

Poucas pessoas questionam a origem da história que contam sobre si mesmas. Dizem “eu sou assim” como se isso fosse um facto biológico e não uma construção acumulada. Mas grande parte do que acreditas ser “a tua personalidade” foi adaptação. Estratégias criadas para sobreviver emocionalmente a contextos onde não eras visto, ouvido ou nem sequer protegido.

Existe em ti uma zona que nunca foi apresentada ao mundo e, muitas vezes, nem a ti próprio. Não porque seja sombria ou errada, mas porque não foi treinada para agradar. Não sabe sorrir quando devia calar-se, não sabe explicar-se quando sente, não sabe negociar aquilo que é essencial. Essa zona é onde reside a tua força mais autêntica, não a força admirada, mas a força que te sustenta.

O momento mais desconfortável do autoconhecimento é quando percebes que algumas das tuas dores actuais são sustentadas por narrativas que já não te servem mais, mas que continuas a alimentar por hábito. Há histórias que te deram identidade quando não tinhas outra escolha. O problema é continuar a viver por elas quando já tens.

Autoconhecimento não é acumular rótulos, diagnósticos emocionais, mapas astrais, terapias ou teorias psicológicas. Isso é informação. Útil, sim, mas superficial se não for realmente vivida. Conhecer-te é perceber em que momentos traíste a tua intuição para manteres uma pertença, uma relação, um papel. É reconhecer quantas vezes disseste “está tudo bem” quando o corpo já tinha dito “não, não está”.

Grande parte das depressões e esgotamentos não vêm do excesso de esforço, vem da incoerência interna. De viver alinhado com expectativas externas enquanto o interior se contrai em silêncio. O corpo aguenta durante um tempo. A mente racionaliza. Mas algo em ti regista tudo. Não para punir, mas para sinalizar.

Em nós, há uma inteligência silenciosa que não usa palavras. Manifesta-se como aquele aperto que surge do nada, inquietação, vontade súbita de mudar de direção, ou um silêncio pesado que não sabes explicar. A maioria ignora esta inteligência intrínseca porque não é lógica, não apresenta provas, não se defende. Limita-se a estar. Quando não é ouvida, transforma-se em ansiedade, apatia ou somatiza sintomas físicos. Não por castigo, mas por acumulação.

Crescer não é tornares-te melhor, altamente evoluído ou espiritual. É tornares-te mais verdadeiro com aquilo que és. Todavia prepara-te, a verdade raramente é confortável no início. Obriga-te a admitir que repetiste padrões que juraste quebrar, que confundiste intensidade com amor, que permaneceste onde te diminuías porque confundiste estabilidade com segurança e amor com apego. Obriga-te a aceitar que nem todas as tuas escolhas foram inocentes, algumas foram fugas bem disfarçadas.

Há um ponto no percurso interior em que deixas de pedir respostas e começas a observar reações. Já não perguntas tanto “porque me acontece isto”, mas “o que em mim responde sempre da mesma forma”. É aí que algo muda. Quando percebes que não controlas os acontecimentos, mas és responsável pela posição que ocupas perante eles.

Libertar-te não significa negar o passado nem culpar quem o construiu. Significa perceber que nenhuma narrativa externa tem autoridade ontológica sobre ti. Pode explicar comportamentos, nunca definir essência. Tu não és o rótulo, és aquilo que acontece quando o questionas.

Algo imensamente fértil surge quando deixas de te descrever. Quando não precisas de te justificar, nem de te resumir em traços compreensíveis para que os outros te entendam. Nesse espaço, algo em ti começa a reorganizar-se sem a pressão de corresponder ou agradar. É aí que surge uma identidade mais fluida, menos defensiva, mais honesta de ti mesmo.

O autoconhecimento real não te afasta do mundo. Torna-te mais lúcido dentro dele. Não te isola, torna-te seletivo. Não te endurece, torna-te menos susceptível e menos manipulável. Deixas de precisar de validação constante porque começas a reconhecer coerência interna. E isso é raro.

No fim, descobrir quem és não é encontrar uma identidade fixa. É aceitar que és um processo vivo, em constante ajuste e expansão. Que mudas, que contradizes versões antigas de ti, que cresces para fora de antigas certezas. A única traição verdadeiramente corrosiva não é falhar, é viver inteiro por fora e amputado por dentro.

O verdadeiro crescimento acontece quando deixas de viver para contrariar histórias antigas ou para validar as que achas que te beneficiam de alguma forma e passas a viver a partir de presença. Quando percebes que não tens de provar nada a ninguém, porque a tua existência não é um argumento, é um facto "consumado".

Autoconhecimento não é iluminação instantânea nem romantizada. É um acto contínuo de honestidade. E poucos estão preparados para isso. Mas quem está, nunca mais vive da mesma forma.

As narrativas podem tentar explicar-te ou resumir-te, mas só tu podes escolher se continuam a governar-te.
E essa decisão, que só tu podes tomar, muda tudo.

by Teresa Gonçalves

31/12/2025

Às 24h muda o ano

O ser humano não divide a vida em ciclos por superstição, divide porque a consciência precisa de marcos para se reorganizar.
O tempo não é apenas uma medida externa, é uma estrutura psicológica e energética. Sem ciclos, a mente perde orientação, o inconsciente repete padrões e a vida torna-se um fluxo indistinto onde nada é verdadeiramente transformado.

Dividir a vida em começos e fins é uma necessidade profunda do sistema nervoso e do inconsciente. O cérebro humano funciona por significado, não por continuidade infinita. Um início cria abertura, um fim cria integração. Sem este reset temporal metafórico, não há aprendizagem real, apenas repetição ininterrupta.

É por isso que todas as civilizações, sem excepção, criaram calendários, rituais de passagem, celebrações de viragem e actos simbólicos. Não era ingenuidade, era conhecimento do funcionamento interno do ser humano e dos campos colectivos.

Aquilo a que chamamos energia é informação em movimento. Cada pensamento, emoção e decisão gera um campo. Quando mente, emoção e ação estão desalinhadas, esse campo torna-se caótico. Quando estão alinhadas, cria-se coerência, e a coerência é o verdadeiro poder.

Uma egrégora é um campo colectivo alimentado por atenção repetida e emoção partilhada. A maioria das pessoas vive dentro de egrégoras sem o saber, medo, escassez, culpa, sacrifício, vitimização. Pensam que os pensamentos são seus, mas estão apenas sintonizados com campos dominantes.

Quem está no poder sempre soube disto. Controlar símbolos, narrativas, rituais colectivos e calendários é controlar estados de consciência. Não é conspiração, é psicologia profunda aplicada em grande escala.

Quando um indivíduo consagra conscientemente o início de um ciclo, retira energia de egrégoras inconscientes e coloca-a num campo escolhido. Isso não é fantasia espiritual ou superstição é soberania interna.

A chamada energia crística não pertence a nenhuma religião ou poder. É um estado de consciência integrado. Representa o ser humano que pensa com clareza, sente sem ser governado pela emoção, age em alinhamento com a verdade interna e assume responsabilidade total pela própria vida.

Consciência crística não pede salvação, não vive de culpa, não se ajoelha perante o medo, não foge da sombra. Integra-a. Ilumina-a e, governa-a.

É por isso que a verdadeira luz assusta. Não promete conforto, promete clareza. E clareza exige maturidade, exige perder identidades antigas, exige dizer não onde antes se aceitava, exige sustentar escolhas sem aplauso.

Rituais funcionam porque falam a linguagem do inconsciente. Não porque o universo precise deles, mas porque o ser humano precisa de algo que lhe pareça tangível. O símbolo organiza, a palavra codifica, a intenção direciona, o silêncio integra.

O início de um ciclo é poderoso porque o inconsciente está mais "plástico", as defesas estão mais baixas e a atenção colectiva abranda, porque está focada numa coisa diferente do habitual. É um portal psicológico e energético. Ignorá-lo não é ser racional, é ser inconsciente.

No entanto, o maior erro é fazer votos, desejar, consagrar um ciclo e continuar a viver como antes. A consagração abre a porta, mas são as decisões quotidianas que mantêm o campo. A energia não responde ao discurso, responde à coerência, foco e ação.

Não é o que se pede ou deseja que molda a vida, é o que se sustenta.
Não é o ritual isolado que transforma, é a presença contínua.
Não é a luz invocada, é a verdade vivida.

Um ano muda quando o ser humano deixa de se trair em pequenas decisões diárias. Quando escolhe consciência em vez de conforto, verdade em vez de aprovação, responsabilidade em vez de culpa.

Dividir a vida em ciclos é lembrar-se que é possível recomeçar.
Consagrá-los conscientemente e lembrar-se que não se veio aqui para repetir, mas para integrar, expandir e encarnar lucidez.

Este é o verdadeiro acto espiritual.
Tudo o resto é ruído.

Deixo-vos esta consagração
para este novo ciclo, retirada do meu livro "REZAS E ORAÇÕES" "Todos os direitos reservados".
Quando soarem as 12 badaladas, em vez do ruído, escolhe o silêncio e ora é vigia o teu campo.

"Consagro este início, este primeiro sopro do novo ciclo, à luz crística viva, consciente e desperta em mim.
Não a luz da fuga, mas a luz da verdade.
Não a luz da submissão, mas a luz da soberania.
Não a luz da ilusão, mas a luz que revela, ordena e sustenta.

Entrego este ano à inteligência superior que habita em mim e além de mim, a mesma que cria, corrige e conduz quando eu escolho escutar.
Que tudo o que não está alinhado com a minha verdade mais alta se revele, se dissolva ou se afaste sem conflito.

Consagro a minha mente para que pense com clareza e não seja escrava de padrões antigos.
Consagro as minhas emoções para que sintam com profundidade, mas não governem o meu destino.
Consagro o meu corpo para que seja templo vivo, firme, respeitado e protegido.
Consagro o meu trabalho para que gere abundância justa, expansão e impacto real.
Consagro os relacionamentos da minha vida para que sejam verdadeiros, limpos, conscientes e livres de jogos inconscientes.
Consagro o meu caminho espiritual para que seja enraizado, lúcido e sem escapismo e manipulação.

Que eu veja as oportunidades que antes ignorei por medo, distração ou condicionamento.
Que eu reconheça as portas abertas mesmo quando não vêm disfarçadas de conforto.
Que eu tenha coragem para perder o que me limita e maturidade para sustentar o que me expande.

Reivindico agora a responsabilidade total pela minha vida.
Abdico da culpa, da vitimização e da espera passiva.
Aceito a abertura de consciência, como parte integrante da minha evolução.

Que este ano seja governado por presença, discernimento, sabedoria e verdade para gerir bem as minhas escolhas, decisões, emoções e recursos que chegarem até mim.
Que eu caminhe com luz nos olhos, sabedoria na mente, firmeza no coração e silêncio interno suficiente para ouvir o que realmente importa.

Assim é consagrado.
Assim é sustentado.
Assim é vivido."

***
As grandes mudanças começam por pequenos passos e por escolhas decisivas que apenas cada um pode tomar por si.

by Teresa Gonçalves

28/12/2025

MENSAGEM DE ANO NOVO

Eu sou do tempo em que da época de Natal e outras épocas festivas, havia sempre uma garrafa separada para o médico de família, para o carteiro que trazia a correspondência ao longo do ano, dos familiares que estavam no estrangeiro, para a enfermeira que nos ia fazendo os curativos ao longo do ano, para a professora e para aquelas pessoas que por algum motivo a gente tinha a noção de estar "em dívida" por eventualmente nos terem feito algum favor, tenha esse favor sido pago e eu via a minha avó pagar e, isto fez-me lembrar uma situação.
Quando alguém trabalha para ajudar as pessoas independentemente de receber por isso ou não, aquela pessoa está ou esteve à nossa disposição, aquela pessoa deu-nos a sua atenção, aquela pessoa, naquele momento transmite-nos o seu saber, conhecimento e sabedoria que levou anos a construir, aquela pessoa não é uma farmácia, onde vamos lá comprar uma aspirina quando estamos com dor de cabeça e, nos despedimos até à próxima dor de cabeça, as pessoas que nos ajudam e nos ouvem, as pessoas que nos curam as feridas sejam elas internas ou externas, fora do âmbito do exercício profissional, elas merecem a nossa atenção, elas merecem ser recordadas mesmo quando não são mais necessárias, isso não tem preço, mas tem imenso valor, uma palavra de apreço, um feliz aniversário, um "lembrei-me de ti" um comentário, genuíno e de coração são coisas que nos aconchegam mesmo sem custar nada a quem o quer doar.
Posso dizer-vos que este ano quando foi o meu aniversário muitas pessoas se lembraram de mim e agradeço, no entanto houveram pessoas que eu considerava amigas e que ao longo da vida se aproveitaram bem dessa alegada amizade e me ligavam imensas vezes a pedir conselhos, para desabafar, a pedir ajuda a pedir que responsasse alguma coisa, e no dia do meu aniversário uma dessas pessoas ligou-me duas vezes, a primeira foi para pedir favores, ligou a segunda e pensei que se tivesse lembrado e fosse para me desejar feliz aniversário, mas não, mais um favor e, sequer se dignou a desejar-me um feliz aniversário, nem depois por mensagem. Eventualmente em outras alturas pode ter reconhecido, afinal de contas tudo o que não é consulta não é cobrado, mas esta situação fez-me pensar e obviamente escrever sobre ela.
Eu tenho uma cicatriz com os aniversários, porque as pessoas com quem partilhei a minha vida sentimental, tinham o condão de se esquecerem, tanto dos aniversários de nascimento, quanto os de casamento e foram mais de 20 anos que nunca foram recordados, mais para o final da minha vida sentimental, uma dessas pessoas desejava publicamente feliz aniversário a todas as outras pessoas, mas não a mim, lá está, tinha vergonha de se expor por estar comigo.
Essa cicatriz está tratada no entanto quando lhe tocam, ela está ainda sensível. Sim, cuidadores, médicos, terapeutas, etc., também temos cicatrizes, caso não o saibam.
O que me fez perceber que também nós cuidadores e ajudadores precisamos de filtrar quem entra da nossa vida e quem consideramos amigos. Quem está apenas por interesse e se lembra de nós quando os podemos ajudar de alguma forma ou se realmente têm um carinho genuíno por nós.
Já tive pessoas a "despejarem" toda a sua vida, raiva, angústia, desamores, pedem para eu pedir e orar por elas, mas na rua têm vergonha e viram a cara... Sim é verdade.
No entanto "felizmente" há outras genuinamente gratas que me cumprimentam com alegria, que me abraçam e ficam genuinamente felizes.
Todavia, este ano que passou, fez-me perceber muita coisa, e uma delas é que o círculo de amigos "verdadeiros" está a estreitar-se cada vez mais.

Conhecidos posso dizer que tenho uma vasta rede, incluindo por esse mundo fora, agora se me ajudariam ou não num momento de dificuldade ou necessidade, isso são outros quinhentos...
Houve tempo em que havia gratidão mas depois as pessoas passam a tratar-nos como um dado adquirido, que fazemos parte da mobília e não "da família".

Há gestos que não se aprendem nos livros nem nos discursos sobre valores, aprendem-se em casa, no silêncio das práticas repetidas, na forma como se observa quem veio antes de nós. A garrafa separada mesmo fora de época, para o médico, para o carteiro, para a professora, não era apenas uma oferta, era um reconhecimento simbólico de algo que hoje se perdeu quase por completo, a consciência de interdependência. Ninguém caminhava sozinho e ninguém fingia que caminhava. Havia uma ética invisível, não escrita, mas profundamente sentida, a ética da gratidão.

Com o tempo, fomos sendo educados para a ideia de que tudo tem preço, tudo é serviço, tudo é troca imediata. Pagou-se, logo não se deve mais nada.
Esta lógica, aparentemente justa, é na verdade empobrecedora, porque confunde valor com custo e presença com função. Uma pessoa que nos escuta, que nos orienta, que nos sustém num momento de fragilidade, oferece algo que não se esgota no tempo da consulta, da conversa ou do favor. Oferece presença, oferece energia vital, oferece partes da sua própria história, a sabedoria advinda dos seus erros e acertos, das suas cicatrizes transformadas em sabedoria e que genuinamente coloca à disposição de quem dela necessita.

Aqui está algo que muitas vezes esquecemos de nomear, quem ajuda regularmente carrega um peso invisível. O cuidador, o conselheiro, o confidente, o que ora, o que escuta, o que segura o outro quando tudo desaba, raramente ou nunca tem espaço para ser frágil. Cria-se à sua volta a ilusão de que é um ser inesgotável, de que está sempre disponível, de que não precisa de cuidado, porque parece forte e tem de ser sempre forte. Esta é uma das grandes injustiças silenciosas da nossa sociedade, exigimos humanidade dos outros, mas negamo-la a quem nos sustém.

Quando alguém liga apenas para pedir, quando só se lembra na necessidade, quando transforma a relação num escoadouro emocional sem reciprocidade, não está apenas a ser distraído ou egocêntrico, está a revelar uma forma de relação utilitária, onde o outro deixa de ser pessoa e passa a ser apenas um recurso. Isso corrói lentamente quem dá, porque o ser humano não se esgota apenas fisicamente, esgota-se sobretudo quando se sente invisível.

O episódio do aniversário não é pequeno, não é vaidade, não é ego, é apenas revelação. Quem gosta lembra-se, quem respeita honra, quem reconhece cuida dos detalhes.
Uma amiga minha retirou a data do Facebook precisamente para ver quem se lembraria do seu aniversário mesmo sem o lembrete digital... Sim cuidado é isto...
Um feliz aniversário não é uma mera formalidade, é um sinal claro de que o outro existe fora daquilo que podemos oferecer. Quando isso não acontece, algo se quebra por dentro, não por mágoa infantil, mas por lucidez adulta. A lucidez de perceber que nem toda a proximidade é amizade e nem toda a partilha é vínculo.

Há ainda outra camada mais profunda que raramente se diz em voz alta. Muitas pessoas procuram quem as pode ajudar, não para crescer, mas para aliviar a própria consciência. Despejam dores, pedem orações, conselhos, apoio, mas não querem pagar o preço da verdadeira transformação. Querem alívio momentâneo. Quando encontram essa pessoa na rua e desviam o olhar, não é vergonha do outro, é vergonha de si próprias, porque essa pessoa lembra-lhes aquilo que ainda não tiveram coragem de fazer, nem de enfrentar.

O estreitar do círculo não é perda, é depuração. A vida, quando amadurece, deixa de pedir quantidade e passa a exigir verdade.
Eu própria ao longo do meu percurso pessoal e profissional me fui desvinculando gradualmente ou à força toda de pessoas com as quais não havia alinhamento nem reciprocidade, posso ter perdido clientes, e pessoas que me diziam algo, porém ganhei em muitos outros aspetos, em paz, em preservação da minha própria energia e emoções, em tempo. Sim tempo...

Conhecidos haverá sempre muitos, nomes, contactos, mensagens ocasionais, mas amigos são os que permanecem quando nada é útil, quando não há pedidos, quando não há favores, quando só existe a presença. Esses são raros porque exigem maturidade emocional, responsabilidade afectiva e uma coisa que o mundo moderno evita, que é o compromisso humano.

Talvez a maior aprendizagem deste ano que chega ao fim, não seja apenas filtrar quem entra, mas também autorizar-se a descansar. Sim descansar.
Dizer Não, não como castigo ao outro, mas como respeito por si próprio. O cuidador que não se protege acaba por se tornar exausto, amargo ou vazio, e isso não serve nem ao próprio, nem a ninguém. A verdadeira generosidade nasce de um copo cheio, não de um copo a ser espremido até à última gota.

No fundo, o que eu revelo neste texto é uma verdade simples e profunda, gratidão é memória activa, é lembrar quando não se precisa, é cuidar de quem cuida, é honrar quem nos tocou a vida mesmo que já não esteja presente. Quem vive assim pode ter menos gente à sua volta, é verdade, mas dorme em paz consigo próprio, e essa paz não tem preço, mas tem um valor imenso.

Ser tratado como mobília é uma das formas mais sofisticadas de desumanização.
A mobília é útil, enquanto é funcional, enquanto não passa de moda,
está sempre lá, não reclama, não adoece, não precisa de reciprocidade, nem de reconhecimento, faz o trabalho de 'embelezamento ou preenchimento" e pronto é essa a sua função.
A família, a "verdadeira família" que não tem de ser forçosamente de sangue, pelo contrário, envolve cuidado, atenção, memória, respeito, vínculo. Quando alguém cruza essa linha e nos coloca no lugar de objeto funcional, deixa de nos ver como pessoa inteira e passa a relacionar-se apenas com a função descartável que desempenhamos na sua vida.

Isto acontece muitas vezes com quem tem uma natureza cuidadora, disponível, empática. A disponibilidade constante cria uma ilusão perigosa, a de permanência eterna. O outro deixa de agradecer porque, na sua mente, já não há escolha, há simplesmente a obrigação do outro ter de estar sempre disponível. E, quando a escolha desaparece, a gratidão também desaparece. O gesto deixa de ser visto como dádiva e passa a ser encarado como dever.

Há aqui uma verdade que custa aceitar, mas liberta, nem toda a ausência de gratidão é ingratidão consciente. Muitas vezes é imaturidade emocional. Pessoas que nunca aprenderam a cuidar de vínculos, apenas a consumi-los. Pessoas que confundem proximidade com posse e presença com direito adquirido. Essas pessoas sentem-se traídas quando um dia o ajudador se cansa, porque acreditavam, erradamente, que ele existia apenas para elas.

Ser dado como adquirido dói porque apaga a individualidade. Apaga o esforço, o tempo, a energia emocional investida. Apaga até o amor. E quando alguém percebe que deixou de ser visto, nasce a necessidade de reposicionamento interno e externo. Não para exigir reconhecimento, mas para recuperar a sua dignidade e valor pessoal.
E se esse valor não é reconhecido, a pessoa já sabe o movimento que tem de fazer.

Talvez uma das maiores maturidades da vida seja esta, perceber que nem todos os lugares onde somos úteis são lugares onde somos vistos, respeitados e amados. E que não somos obrigados a permanecer onde já não somos vistos como humanos inteiros. Retirar-se, nestes casos, não é abandono nem ingratidão, é autocuidado consciente.

A verdadeira família, seja de sangue ou de escolha, nunca trata ninguém como mobília. A verdadeira família, têm aquele brilho no olhar quando nos vêem, repara quando faltamos,
pergunta quando nos calamos, agradece mesmo quando já não é preciso. Tudo o resto são arranjos temporários, confortáveis enquanto servem, descartáveis quando deixam de servir.

Quando alguém deixa de agradecer, não revela quem tu és, revela quem essa pessoa se tornou. E reconhecer isso não endurece o coração, pelo contrário, torna-o mais lúcido, mais selectivo e, paradoxalmente, mais livre.

A minha mensagem deste ano é que sejamos gratos com as pessoas que nos rodeiam, não apenas com presentes, mas se o quiserem e puderem, tudo bem, mas com algo que não tem preço, estarmos presentes em momentos importantes ou difíceis da vida das pessoa, um gesto, uma palavra, um abraço, um "eu estou aqui" um "eu vejo-te".
Não se ajuda para se ter reconhecimento nem gratidão, porém o provérbio é antigo, por isso alguns nem se devem recordar dele.
'Mãos que não dais, por que esperais?"
Como tudo na vida, o que vai volta, se não forem gratos pelo que recebem, talvez comecem a ter cada vez menos coisas para agradecer...
Vale a pena pensar nisto.

Sou grata por todas as pessoas que tornaram este ano de 2025 ainda mais rico, mesmo sem terem gasto um cêntimo comigo, sou grata às pessoas que vêem o meu valor e que valorizam a minha amizade, mesmo que eu não tenha assim tanto para vos dar. Sou grata às pessoas que pagaram pelo meu trabalho e o reconheceram, sou grata aos meus.
Sou grata às pessoas que fazem o bem pelos meus.

O meu bem Bem Haja. ❤️

Um feliz 2026 para todos
Sejam gratos pela vida e pelas pessoas que têm nela.
Paz e Luz
by Teresa Gonçalves

Tema musical autoral

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