19/02/2026
🔵 Pessoas de meia-idade, sobretudo mulheres, que tendem a estar mais ativas durante a noite revelam piores indicadores de saúde cardiovascular do que aquelas que funcionam melhor durante o dia, de acordo com uma investigação divulgada no Journal of the American Heart Association.
Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram informações clínicas de mais de 300 mil adultos, com idade média de 57 anos, recolhidas no "UK Biobank". O objetivo foi perceber de que forma o cronótipo, isto é, a tendência natural para preferir determinados horários de sono e vigília, influencia a saúde do coração.
A condição cardiovascular dos participantes foi avaliada com base em vários indicadores, incluindo alimentação, prática de exercício físico, consumo de tabaco, qualidade do sono, peso corporal, níveis de colesterol, glicose no sangue e pressão arterial.
Os resultados mostraram que os indivíduos com perfil noturno tinham uma probabilidade 79% maior de apresentar uma pontuação global desfavorável de saúde cardiovascular. Além disso, tinham um risco 16% superior de sofrer enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral ao longo de um acompanhamento médio de cerca de 14 anos, quando comparados com os participantes mais ativos durante o dia.
Os investigadores apontam que este aumento do risco entre os notívagos está, em grande medida, associado a hábitos de vida menos saudáveis e a fatores prejudiciais ao coração, especialmente o consumo de nicotina e a privação de sono.
Por outro lado, as pessoas com perfil matutino demonstraram uma prevalência de problemas cardíacos 5% inferior em relação ao grupo mais ativo à noite.