12/12/2025
O Guilherme chegou até mim com um perfil complexo:
PHDA Tipo Combinado + PEA Nível 1 + Ansiedade.
Dificuldades de autorregulação, disrupção emocional, recusa escolar e desafios de socialização estavam a afetar o seu dia a dia.
Após uma avaliação completa, neuropsicológica, comportamental e neurofisiológica (QEEG), percebemos que o cérebro dele estava em esforço constante:
• ↑ theta frontal (PHDA)
• ↑↑ hibeta (ansiedade)
• hipercoerência (PEA)
E isso explicava muito do que a família vivia.
✨ O que mudou? (e mudou muito!)
Com uma intervenção integrada entre casa, escola, clínica e desporto estruturado, os progressos foram claros:
✔ Melhor adaptação social
Participar numa equipa de hóquei trouxe regras claras, previsibilidade e pertença. Hoje, o Guilherme coopera mais, tolera melhor o erro e interage com mais confiança.
✔ Regulação emocional e sensorial
A atividade física ritmada tornou-se um verdadeiro “reset” - menos tensão, menos ansiedade e menos episódios de desregulação.
✔ Autoestima mais forte
Com vitórias pequenas e reais, o Guilherme começou a reconhecer a própria competência e orgulhar-se dos seus progressos.
🌱 O que este caso nos lembra
Crianças com perfis de neurodesenvolvimento complexos crescem melhor em ambientes consistentes, previsíveis e articulados.
Quando clínica, família e escola trabalham juntas, o impacto é profundo.
E o mais importante:
👉 O Guilherme não mudou porque “deixou de ter PHDA ou PEA”.
Mudou porque o mundo à volta dele começou a trabalhar a seu favor.