Qualia Uma nova psicoterapia para sentir, reflectir e criar com autenticidade – um percurso de consciência, transformação e expressão plena.

A Qualia é um espaço de inovação e colaboração, onde cada pessoa encontra a sua verdade, realiza-se e cria o bem-comum.

A NATUREZA DA PRECARIEDADE OU O CULTO DA INCOMPETÊNCIAPortugal vive esta semana uma dissonância obscena entre a maquilha...
01/02/2026

A NATUREZA DA PRECARIEDADE OU O CULTO DA INCOMPETÊNCIA

Portugal vive esta semana uma dissonância obscena entre a maquilhagem da campanha eleitoral e o esqueleto do país a desfazer-se. De um lado temos os sorrisos estudados e a simpatia mediática dos candidatos, do outro temos casas a cair, estradas a ceder e vilas isoladas. E logo surge a desculpa habitual de que foi "imprevisível" ou "força da natureza". Isto é mentira. A Engenharia e o Planeamento servem precisamente para domar o imprevisível, porque sabemos que chove no Inverno, sabemos a idade do betão e sabemos o nível de saturação dos solos.

O sistema recusa-se a aceitar que os problemas humanos comuns a todos são técnicos e não emocionais. Quando falha a rede de electricidade, quando colapsam as redes de comunicação e f**amos sem sinal, quando os transportes param e não existe um único plano de contingência activado, não estamos perante um azar. Estamos perante incompetência técnica pura. O nosso drama é que o sistema político premeia a popularidade de pessoas manifestamente incompetentes. Temos gestores públicos e políticos que são óptimos a cortar fitas e a dar abraços em campanha, mas que são nulos a garantir a manutenção de uma infra-estrutura crítica ou a desenhar um sistema de segurança robusto.

Substituímos a competência técnica pela simpatia eleitoral. Preferimos o político que chora connosco na tragédia ao engenheiro frio que a evita. Por isso terminamos zangados e molhados, mas com o voto no bolso dos mesmos de sempre. Continuemos a votar na incompetência política só porque ela é popular, e não num novo sistema de gestão inteligente que cuide, de facto, de todos nós. Enquanto escolhermos o carisma em vez da capacidade, vamos continuar a ver o país cair aos bocados, entre dois tempos de antena.

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AFECTOSCOMO USAMOS ESTA PALAVRA HOJE EM DIANo uso corrente, a palavra sofrer uma "higienização" moral. Usamo-la quase ex...
29/01/2026

AFECTOS

COMO USAMOS ESTA PALAVRA HOJE EM DIA
No uso corrente, a palavra sofrer uma "higienização" moral. Usamo-la quase exclusivamente para descrever interacções positivas: carinho, mimos, abraços, palavras doces. Dizemos "foi uma troca de afectos" apenas quando a experiência é agradável. Se há gritos, castigos ou frieza, o senso comum diz que "não houve afecto". Criámos a ficção de que afectar alguém é sempre fazer-lhe bem.

O QUE SIGNIFICA NA REALIDADE
Filologicamente, o termo é neutro e mecânico. Vem do latim Affectus, particípio passado de Afficere (Ad + Facere).
Morfologicamente, signif**a "fazer algo a", "tocar em" ou "pôr num certo estado".
O afecto não é uma emoção "boa"; é um evento de impacto. É a marca deixada no sujeito por uma força externa. Portanto, a gramática da realidade é clara: existem afectos positivos (nutrição) e afectos negativos (dano). Um estalo é um afecto tão intenso quanto um beijo. Ambos cumprem a função etimológica: alteram o estado de quem os recebe.

O QUE PERDEMOS E O QUE ISSO NOS FAZ
Ao ignorarmos a filologia, perdemos a capacidade de fazer a contabilidade real das nossas relações (especialmente na parentalidade). Muitos pais acham que são "afectuosos" porque dão muitos beijos, ignorando que os gritos e as humilhações também entram na conta como "afectos" (marcas de impacto).
O que perdemos é a Balança. Só conseguimos avaliar a qualidade de uma relação se somarmos os afectos que nutrem e subtrairmos os afectos que ferem. Se chamarmos "afecto" apenas ao que é bom, vivemos numa ilusão de bondade, cegos ao impacto real e total que estamos a ter na vida do outro.

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ABANDONAR A TERAPIA QUANDO A DOR PASSA: O ERRO DA ILUSÃO DE CURASobre a catástrofe de confundir alívio biológico com con...
29/01/2026

ABANDONAR A TERAPIA QUANDO A DOR PASSA: O ERRO DA ILUSÃO DE CURA
Sobre a catástrofe de confundir alívio biológico com consistência existencial

É necessário falar com total clareza sobre um padrão que destrói o potencial terapêutico: o abandono precoce do processo.

O cenário repete-se. O paciente chega em ruptura. Inicia o trabalho. O sintoma agudo diminui. O alívio instala-se. E, nesse momento exacto, decide interromper a terapia porque "já se sente bem".
Esta decisão não é uma vitória. É uma falência do processo.

O erro reside na confusão fundamental entre Biologia e Existência.

Quando sais porque a dor parou, estás a responder a um impulso biológico de "sobrevivência". O corpo (Viver) procura apenas a homeostasia, o equilíbrio, a ausência de ameaça.
Mas o Ser Humano (Existir) precisa de mais. Precisa de Sentido, de Estrutura e de Verdade.

Ao contentares-te com o alívio do sintoma, escolheste funcionar como um organismo biológico que apenas evita a dor, em vez de te assumires como um sujeito existencial que procura a sua própria construção.

O alívio rápido é traiçoeiro. Ele silencia o alerta, mas mantém a estrutura interna intacta — com as mesmas falhas e os mesmos vazios que causaram a crise original.
Sair nesta fase é garantir que a história se vai repetir.

A Ontoterapia exige a permanência para lá do alívio.
É no silêncio do sintoma que o verdadeiro trabalho de construção do Ser começa. Sair antes disso é recusar a própria evolução.

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A PENA DIMINUI... A PRESENÇA LEVANTASobre a diferença brutal entre quem olha de cima e quem olha nos olhosJá sentiste o ...
29/01/2026

A PENA DIMINUI... A PRESENÇA LEVANTA
Sobre a diferença brutal entre quem olha de cima e quem olha nos olhos

Já sentiste o peso de um olhar de "pena"?
Aquele olhar "bondoso" de quem te vê a sofrer e, lá no fundo, agradece por não estar no teu lugar? Isso é Compaixão na sua forma vertical. É alguém que te olha de cima para baixo. Parece carinho, mas é distância. Quem tem pena de ti mantém-se seguro no seu degrau superior, enquanto tu f**as sozinho no degrau de baixo, reduzido ao papel de vítima.

Agora... imagina alguém que não recua perante a tua dor.
Alguém que não tenta "animar-te" nem desviar o olhar. Alguém que se senta exactamente ao teu lado, no mesmo chão, sem medo de se sujar na tua escuridão. Isso é Compatia.

A diferença sente-se na pele.
A Compaixão (Vertical) diz: "Pobre de ti, deixa-me ajudar-te."
A Compatia (Horizontal) diz: "Eu estou aqui. E aguento isto contigo."

Na Qualia, recusamos a verticalidade. Não somos superiores à tua dor.
A nossa ética é horizontal. Não te damos a mão para te puxar como um salvador puxa um náufrago; damos-te a mão para sentires a firmeza de quem te respeita demasiado para te tratar como um "coitadinho".

A pena alivia a consciência de quem vê.
A compatia devolve a dignidade a quem sente.

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A INTENÇÃO ÉTICA NÃO É O CONFORTO... É A VERDADESobre a distinção entre o alívio temporário e a transformação estrutural...
29/01/2026

A INTENÇÃO ÉTICA NÃO É O CONFORTO... É A VERDADE
Sobre a distinção entre o alívio temporário e a transformação estrutural

Existe uma confusão frequente sobre o papel do Humanismo na terapia. Muitas vezes, assume-se que uma abordagem humanista é, por definição, uma abordagem de validação incondicional, onde o objectivo primordial é o conforto emocional de quem nos procura.

É fundamental clarif**ar a nossa posição: a Qualia não opera na lógica do "conforto", opera na lógica da Actualidade.

O Humanismo Ontológico recusa a infantilização do cliente. Não estamos aqui para amortecer a queda ou para oferecer paliativos que permitam suportar uma vida inautêntica. Estamos aqui para servir de espelho limpo. E um espelho, quando é fiel, não distorce a imagem para a tornar mais agradável. Ele devolve a Realidade tal como ela é.

A verdadeira saúde mental não nasce de nos sentirmos "bem" ou "calmos". Nasce da capacidade de suportar a Verdade sobre quem somos. O nosso trabalho não é eliminar o sintoma para que voltes a ser funcional na tua "doença"; é escutar o sintoma para que ele te guie até à tua integridade.

Não prometemos alívio rápido. Prometemos a dignidade de um encontro real, onde a prioridade não é agradar, mas despertar.

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SOBRE A PAZ, A VIOLÊNCIA E A HIPOCRISIA PARENTALSobre a autorização plena que entregámos à Maria e a recusa dos pais em ...
27/01/2026

SOBRE A PAZ, A VIOLÊNCIA E A HIPOCRISIA PARENTAL
Sobre a autorização plena que entregámos à Maria e a recusa dos pais em olharem para o espelho

Queremos deixar aqui um aviso para todos os pais do planeta: se o teu filho estiver a fazer bullying à Maria... e ela já tiver conversado... afastado... e pedido para parar... cumprindo todo o protocolo da civilização... e mesmo assim a agressão continuar... ela tem a mais profunda autorização consciente da nossa parte... para se defender como for necessário daquela ameaça.

E f**a um outro aviso: se o teu filho estiver a ofender... gritar... atirar coisas ou a fazer bullying verbal para a Maria ou outras crianças... e nós assistirmos... ou escutarmos... e vermos... nós iremos sempre falar com ele... dizer-lhe para se ir embora dali... e para ir procurar os pais dele. Vamos falar... sempre.

Este tom pode parecer duro, mas reflete o diagnóstico que fazemos à parentalidade actual: temos recebido demasiados pais que nos trazem os filhos como se fossem máquinas avariadas, pedindo para "ver o que conseguimos fazer deles", mas que entram em negação absoluta quando lhes devolvemos o espelho e lhes explicamos que a "avaria" da criança é apenas o sintoma do caos gerado por quem a educa.

Vamos deixar isto cristalino: os filhos são provas vivas do bom ou do mau que acontece lá por casa. São o reflexo exato da vossa saúde ou da vossa doença. Mas os filhos dos outros não são as vítimas, nem os sacos de pancada, daquilo que eles sentem por terem pais assim.

A reacção é quase sempre a mesma quando percebem que o trabalho interior deve ser neles próprios, enquanto pais: ou se zangam connosco ou inventam desculpas para fugir o mais rápido possível. Sabemos até de casos que procuraram ajuda "noutra loja" na esperança de comprar uma mentira mais confortável... apenas para escutarem o mesmíssimo diagnóstico.

Nos modelos modernos fala-se muito de "educação para a paz", mas sermos humanistas não é sermos parvos e muito menos cúmplices. Portanto... aos pais negligentes: se o vosso filho for fazer queixas de que aquelas pessoas lhe disseram para se ir embora... ou se ele for a chorar para ao pé de vocês... lembrem-se apenas disto: foram vocês que falharam.

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PROCURAS UMA CONSULTA DE PSICOLOGIA? E SE FOR MUITO MAIS DO QUE APENAS ISSO?Sobre como transformamos pedidos de ajuda em...
23/01/2026

PROCURAS UMA CONSULTA DE PSICOLOGIA? E SE FOR MUITO MAIS DO QUE APENAS ISSO?
Sobre como transformamos pedidos de ajuda em projectos de vida, cruzando a psicoterapia humanista com a ontologia humanista

Quem chega até nós vem, quase sempre, à procura de uma resposta para uma dor imediata. Talvez sejas tu que sentes que a ansiedade te está a roubar a vida, talvez seja o teu casamento que parece ter perdido o chão, ou talvez estejas preocupado com o teu filho e procures alguém que o entenda e ajude a crescer.

A resposta curta é: sim, garantimos todo o rigor clínico e terapêutico que procuras. Mas a Qualia não é um consultório tradicional onde vais apenas gerir sintomas.

Nós acreditamos que a saúde mental não deve ser apenas um penso rápido para a dor. Por isso, a nossa forma de trabalhar nasce do cruzamento directo entre a Psicoterapia e a Ontologia. Fazemos a parte clínica — a Ontoterapia — para tratar a ferida, resolver o trauma e acalmar o sofrimento que te trouxe até aqui. Mas não f**amos por aí.

O nosso grande compromisso contigo é ensinar-te a não precisares de nós.

Ao mesmo tempo que cuidamos da tua saúde mental, fazemos um trabalho de educação do ser — a Ontogogia — onde te ajudamos a perceber como funcionas. Seja numa terapia de casal ou num processo individual, o nosso objectivo é entregar-te a estrutura e a clareza necessárias para que saibas lidar com os teus desafios sozinho no futuro.

Somos uma família real e trazemos essa humanidade para dentro do consultório. Aqui não há batas brancas nem diagnósticos frios que te rotulam. Há uma relação de "tu a tu", segura e próxima, onde olhamos para ti não como alguém "doente", mas como alguém que precisa de recuperar a autoria da sua própria vida.

Se procuras psicologia, psicoterapia ou apenas um lugar seguro para resolver o que te preocupa, a Qualia é a casa humana onde transformamos esse pedido de ajuda numa estrutura sólida para o futuro.

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A ÚLTIMA FRONTEIRA QUE OS MESTRES NOS DEIXARAMsobre a coragem de ir além da reparação psicológica para abraçar a arquite...
21/01/2026

A ÚLTIMA FRONTEIRA QUE OS MESTRES NOS DEIXARAM
sobre a coragem de ir além da reparação psicológica para abraçar a arquitectura do Ser

Há um segredo aberto na história da Psicologia que poucos ousam discutir. Nas fases finais das suas vidas, os grandes pioneiros do Humanismo — de Maslow a Rogers — começaram a sentir que o mapa que tinham desenhado estava incompleto. Eles perceberam que a "auto-realização" e o alívio dos sintomas não eram o destino final, eram apenas o acampamento base.

Nos seus últimos escritos, apontavam para algo maior. Chamaram-lhe uma "Psicologia do Ser".

Mas o tempo não lhes permitiu sistematizar essa visão. A tocha ficou suspensa.
E foi essa tocha que decidimos recolher.

Há 11 anos que, na Qualia, nos dedicamos a investigar, teorizar e aplicar essa resposta. A Ontoterapia não é uma adaptação; é a estrutura original que desenvolvemos para dar corpo a essa linhagem. É o resultado de mais de uma década de estudo contínuo para transformar a intuição dos mestres num método fenomenológico real.

A distinção que criámos é subtil, mas muda todo o paradigma. A Psicoterapia clássica é exímia na Arqueologia: escava o passado, limpa o trauma e entende a dor. É um trabalho necessário. Mas a Ontoterapia, tal como a desenhamos e investigamos, é um trabalho de Arquitectura.

Não nos basta perguntar "porque é que dói?".
A pergunta que nos move é: "agora que já não dói, quem é que tu és?".

Para um investigador atento, isto é o elo perdido. Passamos da etiologia (a causa do sofrimento) para a teleologia (o propósito da existência). Deixamos de olhar para a pessoa como um mecanismo avariado que precisa de conserto e passamos a vê-la como uma consciência que precisa de transcendência.

Muitas pessoas chegam até nós com as gavetas da infância arrumadas, mas com uma angústia existencial que nenhuma análise resolve. Estão "funcionais", mas não estão vivas.

A Qualia existe para responder a esse silêncio.

Não rejeitamos a psicologia; elevamo-la. O nosso modelo — maturado ao longo destes 11 anos de aplicação fenomenológica — assenta na convicção de que o ser humano não foi feito apenas para sobreviver sem sintomas, mas para viver com Signif**ado. É sair da gestão da dor para a construção do carácter.

Este é o convite da Qualia: honrar o passado, sim. Mas ter a audácia absoluta de construir um futuro que não seja apenas uma repetição "saudável" do que fomos, mas uma criação inédita de quem escolhemos ser.

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A ESTRANHA PAZ DE NÃO ESTARMOS AQUIsobre o silêncio macio dos ecrãs e a aspereza necessária do amor realExiste uma suavi...
21/01/2026

A ESTRANHA PAZ DE NÃO ESTARMOS AQUI
sobre o silêncio macio dos ecrãs e a aspereza necessária do amor real

Existe uma suavidade perigosa na forma como nos desencontramos dentro da própria casa. Não é uma ruptura violenta, é um deslizar lento. Chegamos, sentamo-nos no mesmo sofá e, quase sem darmos por isso, deixamos o corpo ali, quente e presente, enquanto a mente emigra suavemente para o vidro frio de um telemóvel.

É compreensível. O "Real" é rugoso. A vida doméstica, com as suas rotinas, os seus cansaços e as suas exigências, tem uma textura que arranha. Exige paciência, exige pele, exige que estejamos inteiros mesmo quando nos sentimos quebrados.

Em contrapartida, as "Realidades" que trazemos no bolso são lisas.

São lugares perfeitamente curados onde nada nos confronta, onde o mundo flui sem atrito e onde podemos estar sozinhos sem sentir a solidão. Nós fugimos para lá à procura de descanso. E as crianças, que nos observam com a precisão dos radares, fazem o mesmo. Elas não escolhem o tablet apenas pelo jogo; escolhem-no porque sentem que o nosso espírito saiu da sala. Se os pais estão naquele lugar iluminado e silencioso, é porque deve ser lá que a vida está.

Criámos, assim, uma coreografia de ausências onde ninguém se toca.

Trocámos a imprevisibilidade do afecto humano pela segurança do algoritmo. Mas na Qualia, sentimos que é preciso voltar a sentir a textura da vida. O amor não é liso. O amor é feito de contacto, de voz, de olhar e dessa "aspereza" maravilhosa que é ter outra pessoa, real e imperfeita, diante de nós. Talvez o segredo não seja deitar fora os ecrãs, mas ter a coragem de sair desse banho morno de distracção e aceitar o frio, o calor e a verdade de estarmos, finalmente, uns com os outros.

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A Maria do Mar olha para esta montra e diz:"LACTOSE"Srs. designers da Lacoste ... vão ter que se esforçar mais um pouco!...
20/01/2026

A Maria do Mar olha para esta montra e diz:

"LACTOSE"

Srs. designers da Lacoste ... vão ter que se esforçar mais um pouco! 🥛🐊

A ARTE DE SUSTENTAR RUÍNASsobre a ilusão de que carregar as dores da família é um acto de amor e o preço que pagamos por...
20/01/2026

A ARTE DE SUSTENTAR RUÍNAS
sobre a ilusão de que carregar as dores da família é um acto de amor e o preço que pagamos por nos tornarmos o pilar de tudo

Há pessoas que não avançam. Têm talento, têm vontade, têm sonhos, mas permanecem no mesmo sítio ano após ano como se tivessem os pés pregados ao chão por uma gravidade que ninguém mais vê. Não estão paradas por preguiça. Estão paradas porque estão a segurar o tecto.

Sem se darem conta tornaram-se os pilares invisíveis de uma estrutura familiar que ruiria sem o seu sacrifício permanente. Assumiram a responsabilidade de ser o psicólogo da mãe, o suporte financeiro do pai, o mediador dos conflitos dos irmãos e o contentor de todas as angústias que não lhes pertencem. Acreditam que isso é amor e bondade, mas a ontologia diz-nos que é apenas uma forma lenta de suicídio existencial.

O drama é físico: quem tem os braços ocupados a segurar a vida dos outros não tem mãos livres para construir a sua. É uma armadilha perfeita porque a pessoa sente que se se mexer, se for viver a sua própria vida, tudo à sua volta desaba. Então f**a. Transforma-se numa estátua de suporte e sacrif**a o seu movimento para garantir a estabilidade alheia. O acto mais corajoso e difícil não é aguentar mais peso, é ter a frieza necessária para o largar no chão, aceitar o barulho da queda e, finalmente, dar o primeiro passo leve em direcção a si mesmo.

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A SOLIDÃO DE QUEM VÊ DEMAISsobre o momento em que a sensibilidade de uma filha é punida por expor a fragilidade que os p...
20/01/2026

A SOLIDÃO DE QUEM VÊ DEMAIS
sobre o momento em que a sensibilidade de uma filha é punida por expor a fragilidade que os pais tentam esconder

Há um momento na vida de uma jovem em que a inocência se torna perigosa. É aquele instante preciso em que ela olha para a mãe e já não vê apenas a figura que cuida, mas a mulher que se apaga. Ela percebe a subserviência, o silêncio engolido e o medo disfarçado de respeito pelo pai e, porque a sua sensibilidade humana ainda não foi domesticada pelas conveniências, ela faz a única coisa que sabe fazer: pergunta. Não é um ataque, é um gesto de amor e de espanto de quem quer perceber.

Mas a resposta que recebe é terra queimada. De repente, a filha vê-se cercada, não só pelo pai autoritário mas pela própria mãe que ela tentou defender. É punida com uma severidade que não corresponde à pergunta, mas ao pânico que essa pergunta provocou na estrutura da casa. O castigo é a forma de a família fechar a ferida que ela abriu com a sua verdade.

Ali, isolada no meio da sala, ela aprende a lição mais dolorosa de todas. Descobre que a lealdade à mentira da família vale mais do que a sua lucidez e que, para continuar a pertencer àquele lugar, ela terá de aprender a fingir que também é cega.

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Visão e Missão

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