Qualia Uma nova psicoterapia para sentir, reflectir e criar com autenticidade – um percurso de consciência, transformação e expressão plena.

A Qualia é um espaço de inovação e colaboração, onde cada pessoa encontra a sua verdade, realiza-se e cria o bem-comum.

O QUE A PEDRA NÃO ATRAVESSARiscaram o carro. Inúmeras vezes. Partiram os retrovisores. Bateram na chapa até a encher de ...
11/02/2026

O QUE A PEDRA NÃO ATRAVESSA

Riscaram o carro. Inúmeras vezes. Partiram os retrovisores. Bateram na chapa até a encher de mossas. Atiraram tijolos. Partiram as ópticas. Violentaram as fechaduras. Estes danos foram efectuados ao longo dos nossos anos aqui, como um castigo lento por não desviarmos o olhar.

E agora, isto. O vidro desfeito sobre o lugar da Maria do Mar. A invasão bruta. Todo o carro remexido, o porta-luvas revirado, a mão cínica a remexer na nossa intimidade à procura de nada. É a violação do pouco que resta. Não queremos insinuar que somos um alvo, mas o óbvio impõe-se: numa rua inteira, cheia de veículos, é sempre o nosso carro. Apenas o nosso.

Eles fingem que somos dispensáveis e irrelevantes. Mas, por trás dos bastidores, atacam, ofendem e mentem. Nós sabemos. É-nos dito por Boas Pessoas que entendem o nosso esforço diário para tornar as nossas vidas melhores e livres destas presenças falsas. O ataque físico ao metal é apenas o sintoma visível do pânico que a nossa integridade lhes causa.

Temos um carro com 20 anos, partido. Um amontoado de metal fustigado pela cobardia de quem gere a sobrevivência através da sombra. Na Qualia, a presença não é uma escolha de conveniência, é o eixo de tudo o que construímos. Mas a verdade é que estamos a tentar gerar sentido num território regido pela política suja e por compadrios que ignoram a dignidade para proteger o privilégio dos "amigos".

É uma exaustão lúcida. Percebemos que a nossa força vital está a servir de amortecedor a uma falência ética que não nos pertence. Mas é precisamente por isto que temos de continuar.

As Boas Pessoas não podem desistir de um Bom Futuro, nem entregar o destino do mundo às mãos dos distorcidos e dos corruptos. Somos um projecto essencial para que o amanhã não pertença ao vazio. O carro pode estar partido, o interior remexido, mas a nossa consciência, a nossa ética e a nossa responsabilidade humanista estão indestrutíveis. A nossa presença é o limite onde o retrocesso deixa de avançar.

Continuamos. Não por falta de opções, mas porque o futuro exige pessoas que se recusem a ser quebradas pelo peso do vidro partido.

Renault Renault

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VIVER NÃO É EXISTIRO segredo para deixares de ser um espectador e passares a ser o autor da tua históriaA saúde mental n...
09/02/2026

VIVER NÃO É EXISTIR
O segredo para deixares de ser um espectador e passares a ser o autor da tua história

A saúde mental não é apenas não ter problemas. Não é ter a agenda organizada ou as contas pagas. Isso é apenas garantir que a tua biologia sobrevive. É o básico para não colapsares. A verdadeira doença do nosso tempo é estarmos vivos mas não existirmos. É parecermos impecáveis por fora mas sentirmos um vazio enorme por dentro. Quando passas os dias apenas a reagir ao que acontece e a guardar a tua verdade no bolso estás a tirar o ar ao teu espirito. E o espirito quando não respira adoece tudo o resto.

Há uma diferença enorme que quase ninguém percebe. Viver é o automático. É o corpo a funcionar. É aquele modo de "ir andando" e de dizer que "tá-se bem" só para não incomodar ninguém. Mas estar vivo sem existir é como ter um carro parado na garagem. Tem as peças todas mas não te leva a lado nenhum.

Existir é outra coisa. É estares presente na tua própria vida. É teres a coragem de dizer o que sentes e de fazer escolhas que são mesmo tuas. A ansiedade e a tristeza que tantos sentem em Portugal vêm precisamente daqui. O nosso corpo está cá mas a nossa vontade está escondida. Vivemos para as expectativas dos outros. Vivemos para as aparências. No fim do dia o espirito f**a exausto porque não tem espaço para ser real.

Na Qualia nós não olhamos para a saúde mental como algo que precisa de ser "consertado" com uma receita mágica. No nosso modelo generativo ajudamos-te a recuperar a tua soberania pessoal. Ajudamos-te a sair desse modo de sobrevivência para passares a ser o dono da tua história. Trabalhamos para que a tua verdade interna ganhe força. Para que consigas olhar para a tua casa e para o teu trabalho e sentir que és tu que estás lá. Que não és apenas uma sombra a reagir ao contexto.

O nosso trabalho é dar-te as ferramentas para passares da sobrevivência à presença. Queremos que deixes de ser um refém do cansaço e das ideologias que nos querem pequenos. A cura começa quando tu assumes o comando e decides que existir é muito mais do que apenas durar no tempo. Mesmo quando o ambiente à volta é difícil nós ajudamos-te a encontrar o teu próprio chão e a tua própria voz. Tu não tens de ser uma vítima do desânimo geral. Podes ser o arquitecto da tua própria dignidade.

Se sentes que estás apenas a ver a vida passar nós estamos aqui para facilitar esse encontro verdadeiro contigo mesmo. Para que possas finalmente existir com todo o teu peso e com toda a tua verdade.

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A ARTE HUMANISTA DE EXISTIR NUM PAÍS CONSUMIDO POR IDEOLOGIAS NEGATIVAS PARA A HUMANIDADEO florescimento em solo árido e...
09/02/2026

A ARTE HUMANISTA DE EXISTIR NUM PAÍS CONSUMIDO POR IDEOLOGIAS NEGATIVAS PARA A HUMANIDADE
O florescimento em solo árido e a força do espírito perante as circunstâncias

Viver aqui tornou-se um acto de resistência invisível. Estamos mergulhados num ambiente onde as ideias que circulam parecem desenhadas para diminuir o ser humano. Ideologias que nos querem pequenos. Que nos querem zangados. Que nos querem uns contra os outros. No Humanismo Ontológico percebemos que este peso não é apenas social. É um ataque directo ao espírito.

O ar está pesado. Existe uma névoa de negatividade que tenta asfixiar a nossa capacidade de ver o que é real. Não é apenas o que se diz ou o que se escreve. É a vibração de um país que parece ter esquecido o que signif**a florescer.

Manter a saúde mental neste cenário exige uma força brutal. Uma força que não vem de fora. Vem da decisão de não nos deixarmos contaminar. É a coragem de olhar para o que nos rodeia e dizer não. Eu não vou ser mais um escombro. Eu não vou deixar que a minha visão seja turvada por narrativas que só geram medo e separação.

O verdadeiro empreendedorismo da vida é este. Construir um porto seguro dentro de nós. Cuidar da casa. Da família. Do trabalho. Com uma integridade que o mundo lá fora parece ter perdido. Se as ideologias são negativas para a humanidade então a nossa maior rebeldia é sermos profundamente humanos. Autênticos. Presentes.

É na nossa esfera pessoal que a cura acontece. Quando decidimos que no nosso mundo a verdade é o pilar. Onde o espírito respira. Onde a vida ainda tem cor. Florescer em solo árido é a prova de que somos maiores do que as circunstâncias. É o sentido generativo em acção. Contra tudo e contra todos.

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A DOENÇA PORTUGUESA DO "ESTÁ TUDO BEM"O "está tudo bem" é a mentira mais perigosa que contamos a nós próprios. Em Portug...
06/02/2026

A DOENÇA PORTUGUESA DO "ESTÁ TUDO BEM"

O "está tudo bem" é a mentira mais perigosa que contamos a nós próprios. Em Portugal esta expressão tornou-se uma espécie de escudo para não termos de enfrentar a realidade. No nosso modelo de trabalho na Qualia percebemos que isto não é sinal de paz mas sim de uma passividade que nos está a sufocar o espírito. Vivemos uma espécie de Síndrome de Estocolmo onde nos afeiçoámos à ideia de sermos "brandos" e "simpáticos" e por isso protegemos uma harmonia falsa que serve apenas para esconder a nossa verdade profunda. Fingir que está tudo bem quando por dentro as coisas estão a ruir é um acto de violência contra nós próprios.

Esta nossa dificuldade em dizer o que pensamos não é uma virtude de boa educação mas sim uma fuga à responsabilidade. Sempre que evitamos uma conversa difícil ou fugimos de um desentendimento necessário estamos a dizer que a nossa paz superficial vale mais do que a nossa verdade. Este silêncio que tanto defendemos impede que as relações sejam reais. Se eu não tenho a coragem de dizer que não estou satisfeito eu estou a desaparecer da relação e o que sobra é apenas um teatro onde todos sorrimos enquanto o espírito definha por falta de ar e de honestidade.

Esta é a verdadeira origem da nossa exaustão mental. A ansiedade e a tristeza que vemos crescer no país são muitas vezes o grito de um espírito que já não aguenta o peso de carregar esta personagem que diz sempre que "está tudo bem". Não estamos doentes porque trabalhamos muito mas sim porque mentimos muito à nossa própria essência. Um espírito que não se manifesta na discórdia perde a sua força e a sua capacidade de mudar a vida. A cura só pode começar na autenticidade e em Portugal temos de aprender a limpar este chão que foi pavimentado por séculos de resignação e de "se Deus quiser".

É urgente voltarmos a falar a sério. No processo da Qualia entendemos que uma harmonia sem verdade é apenas um cenário vazio e que ser frontal é muito mais curativo do que manter uma mentira confortável. Precisamos de recuperar a coragem de estar desconfortáveis e aceitar que o "não" é a base necessária para que o nosso "sim" tenha algum valor. Só quando a nossa palavra é verdadeira é que deixamos de ser reféns desta passividade e passamos finalmente a estar presentes na nossa própria vida.

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A NATUREZA DA PRECARIEDADE OU O CULTO DA INCOMPETÊNCIAPortugal vive esta semana uma dissonância obscena entre a maquilha...
01/02/2026

A NATUREZA DA PRECARIEDADE OU O CULTO DA INCOMPETÊNCIA

Portugal vive esta semana uma dissonância obscena entre a maquilhagem da campanha eleitoral e o esqueleto do país a desfazer-se. De um lado temos os sorrisos estudados e a simpatia mediática dos candidatos, do outro temos casas a cair, estradas a ceder e vilas isoladas. E logo surge a desculpa habitual de que foi "imprevisível" ou "força da natureza". Isto é mentira. A Engenharia e o Planeamento servem precisamente para domar o imprevisível, porque sabemos que chove no Inverno, sabemos a idade do betão e sabemos o nível de saturação dos solos.

O sistema recusa-se a aceitar que os problemas humanos comuns a todos são técnicos e não emocionais. Quando falha a rede de electricidade, quando colapsam as redes de comunicação e f**amos sem sinal, quando os transportes param e não existe um único plano de contingência activado, não estamos perante um azar. Estamos perante incompetência técnica pura. O nosso drama é que o sistema político premeia a popularidade de pessoas manifestamente incompetentes. Temos gestores públicos e políticos que são óptimos a cortar fitas e a dar abraços em campanha, mas que são nulos a garantir a manutenção de uma infra-estrutura crítica ou a desenhar um sistema de segurança robusto.

Substituímos a competência técnica pela simpatia eleitoral. Preferimos o político que chora connosco na tragédia ao engenheiro frio que a evita. Por isso terminamos zangados e molhados, mas com o voto no bolso dos mesmos de sempre. Continuemos a votar na incompetência política só porque ela é popular, e não num novo sistema de gestão inteligente que cuide, de facto, de todos nós. Enquanto escolhermos o carisma em vez da capacidade, vamos continuar a ver o país cair aos bocados, entre dois tempos de antena.

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AFECTOSCOMO USAMOS ESTA PALAVRA HOJE EM DIANo uso corrente, a palavra sofrer uma "higienização" moral. Usamo-la quase ex...
29/01/2026

AFECTOS

COMO USAMOS ESTA PALAVRA HOJE EM DIA
No uso corrente, a palavra sofrer uma "higienização" moral. Usamo-la quase exclusivamente para descrever interacções positivas: carinho, mimos, abraços, palavras doces. Dizemos "foi uma troca de afectos" apenas quando a experiência é agradável. Se há gritos, castigos ou frieza, o senso comum diz que "não houve afecto". Criámos a ficção de que afectar alguém é sempre fazer-lhe bem.

O QUE SIGNIFICA NA REALIDADE
Filologicamente, o termo é neutro e mecânico. Vem do latim Affectus, particípio passado de Afficere (Ad + Facere).
Morfologicamente, signif**a "fazer algo a", "tocar em" ou "pôr num certo estado".
O afecto não é uma emoção "boa"; é um evento de impacto. É a marca deixada no sujeito por uma força externa. Portanto, a gramática da realidade é clara: existem afectos positivos (nutrição) e afectos negativos (dano). Um estalo é um afecto tão intenso quanto um beijo. Ambos cumprem a função etimológica: alteram o estado de quem os recebe.

O QUE PERDEMOS E O QUE ISSO NOS FAZ
Ao ignorarmos a filologia, perdemos a capacidade de fazer a contabilidade real das nossas relações (especialmente na parentalidade). Muitos pais acham que são "afectuosos" porque dão muitos beijos, ignorando que os gritos e as humilhações também entram na conta como "afectos" (marcas de impacto).
O que perdemos é a Balança. Só conseguimos avaliar a qualidade de uma relação se somarmos os afectos que nutrem e subtrairmos os afectos que ferem. Se chamarmos "afecto" apenas ao que é bom, vivemos numa ilusão de bondade, cegos ao impacto real e total que estamos a ter na vida do outro.

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ABANDONAR A TERAPIA QUANDO A DOR PASSA: O ERRO DA ILUSÃO DE CURASobre a catástrofe de confundir alívio biológico com con...
29/01/2026

ABANDONAR A TERAPIA QUANDO A DOR PASSA: O ERRO DA ILUSÃO DE CURA
Sobre a catástrofe de confundir alívio biológico com consistência existencial

É necessário falar com total clareza sobre um padrão que destrói o potencial terapêutico: o abandono precoce do processo.

O cenário repete-se. O paciente chega em ruptura. Inicia o trabalho. O sintoma agudo diminui. O alívio instala-se. E, nesse momento exacto, decide interromper a terapia porque "já se sente bem".
Esta decisão não é uma vitória. É uma falência do processo.

O erro reside na confusão fundamental entre Biologia e Existência.

Quando sais porque a dor parou, estás a responder a um impulso biológico de "sobrevivência". O corpo (Viver) procura apenas a homeostasia, o equilíbrio, a ausência de ameaça.
Mas o Ser Humano (Existir) precisa de mais. Precisa de Sentido, de Estrutura e de Verdade.

Ao contentares-te com o alívio do sintoma, escolheste funcionar como um organismo biológico que apenas evita a dor, em vez de te assumires como um sujeito existencial que procura a sua própria construção.

O alívio rápido é traiçoeiro. Ele silencia o alerta, mas mantém a estrutura interna intacta — com as mesmas falhas e os mesmos vazios que causaram a crise original.
Sair nesta fase é garantir que a história se vai repetir.

A Ontoterapia exige a permanência para lá do alívio.
É no silêncio do sintoma que o verdadeiro trabalho de construção do Ser começa. Sair antes disso é recusar a própria evolução.

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A PENA DIMINUI... A PRESENÇA LEVANTASobre a diferença brutal entre quem olha de cima e quem olha nos olhosJá sentiste o ...
29/01/2026

A PENA DIMINUI... A PRESENÇA LEVANTA
Sobre a diferença brutal entre quem olha de cima e quem olha nos olhos

Já sentiste o peso de um olhar de "pena"?
Aquele olhar "bondoso" de quem te vê a sofrer e, lá no fundo, agradece por não estar no teu lugar? Isso é Compaixão na sua forma vertical. É alguém que te olha de cima para baixo. Parece carinho, mas é distância. Quem tem pena de ti mantém-se seguro no seu degrau superior, enquanto tu f**as sozinho no degrau de baixo, reduzido ao papel de vítima.

Agora... imagina alguém que não recua perante a tua dor.
Alguém que não tenta "animar-te" nem desviar o olhar. Alguém que se senta exactamente ao teu lado, no mesmo chão, sem medo de se sujar na tua escuridão. Isso é Compatia.

A diferença sente-se na pele.
A Compaixão (Vertical) diz: "Pobre de ti, deixa-me ajudar-te."
A Compatia (Horizontal) diz: "Eu estou aqui. E aguento isto contigo."

Na Qualia, recusamos a verticalidade. Não somos superiores à tua dor.
A nossa ética é horizontal. Não te damos a mão para te puxar como um salvador puxa um náufrago; damos-te a mão para sentires a firmeza de quem te respeita demasiado para te tratar como um "coitadinho".

A pena alivia a consciência de quem vê.
A compatia devolve a dignidade a quem sente.

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A INTENÇÃO ÉTICA NÃO É O CONFORTO... É A VERDADESobre a distinção entre o alívio temporário e a transformação estrutural...
29/01/2026

A INTENÇÃO ÉTICA NÃO É O CONFORTO... É A VERDADE
Sobre a distinção entre o alívio temporário e a transformação estrutural

Existe uma confusão frequente sobre o papel do Humanismo na terapia. Muitas vezes, assume-se que uma abordagem humanista é, por definição, uma abordagem de validação incondicional, onde o objectivo primordial é o conforto emocional de quem nos procura.

É fundamental clarif**ar a nossa posição: a Qualia não opera na lógica do "conforto", opera na lógica da Actualidade.

O Humanismo Ontológico recusa a infantilização do cliente. Não estamos aqui para amortecer a queda ou para oferecer paliativos que permitam suportar uma vida inautêntica. Estamos aqui para servir de espelho limpo. E um espelho, quando é fiel, não distorce a imagem para a tornar mais agradável. Ele devolve a Realidade tal como ela é.

A verdadeira saúde mental não nasce de nos sentirmos "bem" ou "calmos". Nasce da capacidade de suportar a Verdade sobre quem somos. O nosso trabalho não é eliminar o sintoma para que voltes a ser funcional na tua "doença"; é escutar o sintoma para que ele te guie até à tua integridade.

Não prometemos alívio rápido. Prometemos a dignidade de um encontro real, onde a prioridade não é agradar, mas despertar.

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SOBRE A PAZ, A VIOLÊNCIA E A HIPOCRISIA PARENTALSobre a autorização plena que entregámos à Maria e a recusa dos pais em ...
27/01/2026

SOBRE A PAZ, A VIOLÊNCIA E A HIPOCRISIA PARENTAL
Sobre a autorização plena que entregámos à Maria e a recusa dos pais em olharem para o espelho

Queremos deixar aqui um aviso para todos os pais do planeta: se o teu filho estiver a fazer bullying à Maria... e ela já tiver conversado... afastado... e pedido para parar... cumprindo todo o protocolo da civilização... e mesmo assim a agressão continuar... ela tem a mais profunda autorização consciente da nossa parte... para se defender como for necessário daquela ameaça.

E f**a um outro aviso: se o teu filho estiver a ofender... gritar... atirar coisas ou a fazer bullying verbal para a Maria ou outras crianças... e nós assistirmos... ou escutarmos... e vermos... nós iremos sempre falar com ele... dizer-lhe para se ir embora dali... e para ir procurar os pais dele. Vamos falar... sempre.

Este tom pode parecer duro, mas reflete o diagnóstico que fazemos à parentalidade actual: temos recebido demasiados pais que nos trazem os filhos como se fossem máquinas avariadas, pedindo para "ver o que conseguimos fazer deles", mas que entram em negação absoluta quando lhes devolvemos o espelho e lhes explicamos que a "avaria" da criança é apenas o sintoma do caos gerado por quem a educa.

Vamos deixar isto cristalino: os filhos são provas vivas do bom ou do mau que acontece lá por casa. São o reflexo exato da vossa saúde ou da vossa doença. Mas os filhos dos outros não são as vítimas, nem os sacos de pancada, daquilo que eles sentem por terem pais assim.

A reacção é quase sempre a mesma quando percebem que o trabalho interior deve ser neles próprios, enquanto pais: ou se zangam connosco ou inventam desculpas para fugir o mais rápido possível. Sabemos até de casos que procuraram ajuda "noutra loja" na esperança de comprar uma mentira mais confortável... apenas para escutarem o mesmíssimo diagnóstico.

Nos modelos modernos fala-se muito de "educação para a paz", mas sermos humanistas não é sermos parvos e muito menos cúmplices. Portanto... aos pais negligentes: se o vosso filho for fazer queixas de que aquelas pessoas lhe disseram para se ir embora... ou se ele for a chorar para ao pé de vocês... lembrem-se apenas disto: foram vocês que falharam.

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PROCURAS UMA CONSULTA DE PSICOLOGIA? E SE FOR MUITO MAIS DO QUE APENAS ISSO?Sobre como transformamos pedidos de ajuda em...
23/01/2026

PROCURAS UMA CONSULTA DE PSICOLOGIA? E SE FOR MUITO MAIS DO QUE APENAS ISSO?
Sobre como transformamos pedidos de ajuda em projectos de vida, cruzando a psicoterapia humanista com a ontologia humanista

Quem chega até nós vem, quase sempre, à procura de uma resposta para uma dor imediata. Talvez sejas tu que sentes que a ansiedade te está a roubar a vida, talvez seja o teu casamento que parece ter perdido o chão, ou talvez estejas preocupado com o teu filho e procures alguém que o entenda e ajude a crescer.

A resposta curta é: sim, garantimos todo o rigor clínico e terapêutico que procuras. Mas a Qualia não é um consultório tradicional onde vais apenas gerir sintomas.

Nós acreditamos que a saúde mental não deve ser apenas um penso rápido para a dor. Por isso, a nossa forma de trabalhar nasce do cruzamento directo entre a Psicoterapia e a Ontologia. Fazemos a parte clínica — a Ontoterapia — para tratar a ferida, resolver o trauma e acalmar o sofrimento que te trouxe até aqui. Mas não f**amos por aí.

O nosso grande compromisso contigo é ensinar-te a não precisares de nós.

Ao mesmo tempo que cuidamos da tua saúde mental, fazemos um trabalho de educação do ser — a Ontogogia — onde te ajudamos a perceber como funcionas. Seja numa terapia de casal ou num processo individual, o nosso objectivo é entregar-te a estrutura e a clareza necessárias para que saibas lidar com os teus desafios sozinho no futuro.

Somos uma família real e trazemos essa humanidade para dentro do consultório. Aqui não há batas brancas nem diagnósticos frios que te rotulam. Há uma relação de "tu a tu", segura e próxima, onde olhamos para ti não como alguém "doente", mas como alguém que precisa de recuperar a autoria da sua própria vida.

Se procuras psicologia, psicoterapia ou apenas um lugar seguro para resolver o que te preocupa, a Qualia é a casa humana onde transformamos esse pedido de ajuda numa estrutura sólida para o futuro.

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A ÚLTIMA FRONTEIRA QUE OS MESTRES NOS DEIXARAMsobre a coragem de ir além da reparação psicológica para abraçar a arquite...
21/01/2026

A ÚLTIMA FRONTEIRA QUE OS MESTRES NOS DEIXARAM
sobre a coragem de ir além da reparação psicológica para abraçar a arquitectura do Ser

Há um segredo aberto na história da Psicologia que poucos ousam discutir. Nas fases finais das suas vidas, os grandes pioneiros do Humanismo — de Maslow a Rogers — começaram a sentir que o mapa que tinham desenhado estava incompleto. Eles perceberam que a "auto-realização" e o alívio dos sintomas não eram o destino final, eram apenas o acampamento base.

Nos seus últimos escritos, apontavam para algo maior. Chamaram-lhe uma "Psicologia do Ser".

Mas o tempo não lhes permitiu sistematizar essa visão. A tocha ficou suspensa.
E foi essa tocha que decidimos recolher.

Há 11 anos que, na Qualia, nos dedicamos a investigar, teorizar e aplicar essa resposta. A Ontoterapia não é uma adaptação; é a estrutura original que desenvolvemos para dar corpo a essa linhagem. É o resultado de mais de uma década de estudo contínuo para transformar a intuição dos mestres num método fenomenológico real.

A distinção que criámos é subtil, mas muda todo o paradigma. A Psicoterapia clássica é exímia na Arqueologia: escava o passado, limpa o trauma e entende a dor. É um trabalho necessário. Mas a Ontoterapia, tal como a desenhamos e investigamos, é um trabalho de Arquitectura.

Não nos basta perguntar "porque é que dói?".
A pergunta que nos move é: "agora que já não dói, quem é que tu és?".

Para um investigador atento, isto é o elo perdido. Passamos da etiologia (a causa do sofrimento) para a teleologia (o propósito da existência). Deixamos de olhar para a pessoa como um mecanismo avariado que precisa de conserto e passamos a vê-la como uma consciência que precisa de transcendência.

Muitas pessoas chegam até nós com as gavetas da infância arrumadas, mas com uma angústia existencial que nenhuma análise resolve. Estão "funcionais", mas não estão vivas.

A Qualia existe para responder a esse silêncio.

Não rejeitamos a psicologia; elevamo-la. O nosso modelo — maturado ao longo destes 11 anos de aplicação fenomenológica — assenta na convicção de que o ser humano não foi feito apenas para sobreviver sem sintomas, mas para viver com Signif**ado. É sair da gestão da dor para a construção do carácter.

Este é o convite da Qualia: honrar o passado, sim. Mas ter a audácia absoluta de construir um futuro que não seja apenas uma repetição "saudável" do que fomos, mas uma criação inédita de quem escolhemos ser.

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Visão e Missão

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