31/12/2025
2025 - Trans.forma.d♡r
Este foi um ano de perdas.
De lutos visíveis e invisíveis.
De despedidas que mudaram tudo.
Foi pesado.
Foi doloroso.
Foi intenso.
E foi, acima de tudo, transformador.
Pelo caminho, perdi pessoas, referências e certezas:
sobre quem eu achava que era - ou que deveria ser,
sobre como a vida “devia” acontecer,
sobre a ilusão de controlo que às vezes nos embala.
Houve dias em que respirar - muito devagarinho - foi o máximo possível.
Outros em que sorrir parecia quase uma traição à dor.
E muitos em que o corpo foi mais honesto do que qualquer palavra.
Este ano relembrou-me que o luto não é um momento -
é um território.
E que não se atravessa uma perda
sem que algo em nós mude para sempre.
Mas também aprendi isto:
continuar não é esquecer.
É aprender a viver com espaço para a ausência.
É amar mesmo quando dói.
É ficar, mesmo quando tudo em nós quer fugir.
Foi um ano que me obrigou a largar o que já não cabia.
A simplificar.
A ser ainda mais gentil comigo.
A parar de fingir força
onde, na verdade, só havia sobrevivência.
E talvez essa tenha sido a maior lição:
permitir que a dor não me endurecesse,
mas se transformasse
em todas as formas de amor
que hoje sou capaz de sustentar.
Se este ano te levou alguém -
ou algo que era fundamental para ti -
e se algo ainda não está integrado,
quero que saibas: não estás “partida”.
Estás em processo.
Não faço esta partilha para parecer forte.
Nem para inspirar superação.
Partilho para honrar.
Porque nem todas as travessias terminam em luz -
algumas terminam em verdade.
E é exatamente assim que termino este ano:
presente.
honesta.
transformada.
ainda aqui.
✨presença possível > presença perfeita
🦋 quebra o padrão