22/12/2025
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Serviço de Psicologia na APD – Associação Distrital de Braga
A quem se destina o acompanhamento psicológico?
O acompanhamento psicológico é destinado a todos! De facto, qualquer ser humano pode beneficiar do acompanhamento psicológico em qualquer fase do ciclo de vida. Do mesmo modo, todos os associados da APD e os seus familiares podem beneficiar da consulta de psicologia quer apresentem sintomatologia ansiosa, depressiva, ou outras, desde que, mediante uma avaliação clínica, se entenda que o acompanhamento faça sentido para a melhoria da qualidade de vida.
Qual a diferença entre o acompanhamento psiquiátrico/farmacológico e o acompanhamento psicológico?
De um modo muito resumido, pode dizer-se que o primeiro elimina os sintomas de um modo rápido, mas estes podem voltar pelo facto da causa dos mesmos não ter sido eliminada. O que acontece é que muitas vezes se medicam emoções!... Será que devemos anestesiar com um fármaco uma dor que é emocional, embora esteja a causar sintomas físicos?
Se pensarmos nas perdas de um modo geral, sejam elas na perda de um ente querido, na perda sentida aquando de um divórcio/projeto que falhou, numa doença crónica ou incapacidade… Deixo-vos esta questão: essa dor deve ser “calada” com um medicamento?…
Dependendo da intensidade da sintomatologia, a ajuda farmacológica pode ser uma coadjuvante extraordinária e, por vezes, indispensável. Contudo, embora em casos severos seja aconselhável, não deve impedir a externalização da dor. O trabalho terapêutico deve permitir que, mediante a externalização do sofrimento, este possa a ser recordado sem causar dor. Por vezes, o desejável é o trabalho conjunto entre o médico psiquiatra e o psicólogo.
Na consulta de psicologia pode trabalhar-se também, de um modo reflexivo, o autoconhecimento/autoconsciência, a autorregulação, a empatia, e a capacidade de criar relações significativas, tão importante para a felicidade e bem-estar do indivíduo. Já alguma vez avaliou a sua inteligência emocional (I.E.)? Sabia que a I.E. pode e deve ser desenvolvida ao longo da vida? O que diz a investigação é que a nossa felicidade está diretamente relacionada com a nossa capacidade de avaliarmos cognitivamente as situações, não sendo os problemas em si causadores do sofrimento humano, mas o modo como estes são cognitivamente avaliados.
Que fardos guardamos do passado, que impacto podem ter no presente, como os podemos ressignificar?
O “Eu” enfermo, disfuncional, doente, pode ser reeditado, reescrito, recuperado, auxiliando-o a ser o autor da sua própria história.
O atendimento/acompanhamento psicológico pode ser benéfico de diferentes formas: por exemplo, pode ajudá-lo na insónia/dificuldade em dormir.
Adormece tarde ou acorda muito cedo e já não sente conforto em permanecer na cama? Sente algo que considera estranho que não sentia anteriormente, ou que piorou? Sente perda de energia e entusiasmo/prazer nas atividades habituais? Sente um aumento ou perda do apetite, ou, ganho ou perda de peso significativos?
Sente uma necessidade exagerada de lavar as mãos ou de limpar e organizar a casa, de confirmar repetidamente aquilo que faz?
Sente necessidade de guardar objetos que, embora não sendo necessários, tem dificuldade em desprender-se deles?
Sente repentinamente dificuldade em respirar, taquicardia ou o coração a bater muito rápido, arritmias, dores de cabeça, tonturas, medo intenso de morrer ou ficar louco/a, muito calor ou muito frio, visão em túnel ou diminuída, sem condição médica associada?
Estes são apenas alguns exemplos de sintomatologia compatível com perturbações do humor e da ansiedade.
Conhece o termo psicossomática, ou doenças psicossomáticas?
Aquelas em que o médico não encontra explicação para estarem a acontecer. Estas podem surgir quando se abafam repetidamente emoções e sentimentos dolorosos intensos, nestes casos, como refere o neurocientista português, reconhecido internacionalmente - António Damásio, a “carne chora”.
Na consulta de psicologia com um simples teste de avaliação neuropsicológica é possível detetar se um indivíduo tem défice cognitivo. Nestas situações, também se trabalha a estimulação cognitiva, tão importante para retardar o mais possível o declínio das funções executivas, como o planeamento e a organização, a concentração/atenção, a nomeação, o raciocínio, a aprendizagem, a abstração, a memória/evocação tardia da retenção da informação, a orientação temporal e espacial, as habilidades percetivas e motoras, entre outras.
Procure-me! Estou aqui para o ajudar!
A Psicóloga da APD – Lurdes Sá
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