José Luís Fonseca Lda

José Luís Fonseca Lda Consultório de Pediatria Médica. Primeiras consultas só utentes dos 0 aos 3 meses. Seguem-se até aos 18 anos.

28/12/2025

Subclade K e gripe 2026

Influenza A(H3N2) subclade K tornou-se a linhagem dominante na temporada de influenza 2025-2026, com impacto epidemiológico significativo devido à sua rápida disseminação e à ocorrência de deriva antigênica. Essa deriva resultou em menor imunidade populacional e maior risco de hospitalizações, especialmente em idosos e crianças pequenas, grupos tradicionalmente mais vulneráveis à influenza A(H3N2).
Dados recentes mostram taxas de hospitalização superiores às médias históricas, com maior gravidade clínica nesses grupos etários.
Implicações para a vacinação: Apesar da redução da reatividade dos anticorpos induzidos pela vacina contra o subclado K, a vacinação continua sendo recomendada e oferece proteção significativa contra desfechos graves. Estudos observacionais e dados de vigilância indicam que a efetividade da vacina na prevenção de atendimentos em pronto-socorro e hospitalizações é de 72–75% em crianças e adolescentes. Embora a proteção contra infecção sintomática possa ser menor, a proteção contra doença grave e morte permanece relevante. Aumentar a cobertura vacinal, especialmente em grupos de risco e contatos próximos, é fundamental para mitigar o impacto da temporada. Vacinas de espectro mais amplo e plataformas de mRNA estão em desenvolvimento, mas ainda não são aprovadas para uso clínico.
Os antivirais recomendados para tratamento e profilaxia incluem oseltamivir, zanamivir, peramivir (aprovado pelo FDA nos EUA para pacientes ≥6 meses) e baloxavir.
O subclado K permanece suscetível a esses agentes, e não há evidências de resistência significativa até o momento. O tratamento precoce com oseltamivir está associado à redução da duração da doença, complicações e mortalidade, especialmente em pacientes hospitalizados ou com doença grave.

A profilaxia pós-exposição com esses antivirais é indicada para indivíduos de alto risco, devendo ser iniciada idealmente em até 48 horas após o contato.
Intervenções não farmacológicas e sistema de saúde: Medidas como higiene respiratória, distanciamento social e uso de máscaras continuam sendo recomendadas como complementares à vacinação e ao tratamento antiviral, especialmente em ambientes de alta transmissão. A sobrecarga dos sistemas de saúde, com aumento de casos e hospitalizações, reforça a importância do diagnóstico rápido e do início precoce do tratamento.
Informações ausentes: Ainda são limitados os dados sobre a efetividade a longo prazo de novas plataformas vacinais e antivirais em populações de alto risco, bem como sobre o impacto de terapias combinadas em desfechos clínicos graves.

Em resumo, influenza A(H3N2) subclade K representa um desafio clínico relevante na temporada atual, exigindo vigilância epidemiológica, alta cobertura vacinal, uso criterioso de antivirais e reforço de medidas não farmacológicas para proteção dos grupos mais vulneráveis.

20/12/2025

Uma menção especial aos mais novos superfãs! Lúcia Rodrigues, Catarina Ribeiro, Lígia Antunes, Nuno Marcos, João Oliveira, Antonio Costa

18/12/2025
06/12/2025
22/11/2025
21/11/2025

A bicicleta é um brinquedo que, de forma geral, surge na infância. Pode ser considerado o primeiro transporte de mobilidade ativa que usamos na vida! Para tirar o melhor proveito dessa experiência divertida é fundamental garantir que a sua utilização é segura.

Conheça as nossas recomendações:
- Utilizar um capacete que deve oferecer-se em conjunto com a bicicleta. Sendo um equipamento de proteção deve estar adaptado ao tamanho da criança e ser corretamente utilizado – estar centrado no alto da cabeça, não estar descaído e estar justo por baixo do queixo. Dê o exemplo: use capacete.

- Usar roupa clara e justa, de modo a não se prender no pedal ou na roda da bicicleta/ para evitar que fique presa na corrente, nos pedais ou nas rodas, e usar ou colocar refletores para aumentar a visibilidade.

- Não usar sandálias ou chinelos, mas sapatos fechados e bem presos aos pés.

-Escolha bicicletas sem pedais para crianças a partir dos 2 ou 3 anos, nas quais o impulso é dado com os pés no chão. Para crianças mais crescidas e adolescentes pode optar por diferentes modelos, apenas para brincar e passear, mas também para corrida, de montanha.

- Verifique se o modelo escolhido está homologado por uma das Normas de Segurança em vigor.

- Confirme que a bicicleta se adapta à idade e tamanho da criança — quando sentada no selim deve chegar com os pés ao chão.

- Explique aos adolescentes os riscos de usarem headphones ou o telemóvel enquanto andam de bicicleta.

Estas recomendações aplicam-se a toda a gente, siga-as também e dê o exemplo aos mais novos.

21/11/2025

Hoje damos cor aos Direitos das Crianças. Porque cada direito é o espelho da luz, proteção e liberdade que merece ser visto, e sentido.

A Convenção sobre os Direitos da Criança foi adotada, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a 20 de Novembro de 1989 e, desde então, este dia recorda-nos de que todas as crianças têm uma paleta cheia de direitos que devem ser promovidos, protegidos e respeitados.

Hoje atribuímos cores a estes direitos, porque as nossas crianças merecem uma vida colorida e respeitada.

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Braga
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Quarta-feira 15:30 - 19:00
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