José Luís Fonseca Lda

José Luís Fonseca Lda Consultório de Pediatria Médica. Primeiras consultas só utentes dos 0 aos 3 meses. Seguem-se até aos 18 anos.

30/04/2026
30/04/2026
27/04/2026
21/04/2026

Não há evidência de aumento da gravidade da varicela em adolescentes e adultos após a introdução da vacinação universal infantil nos países com programas estabelecidos. Pelo contrário, os dados mostram reduções substanciais nas hospitalizações e mortes por varicela em todas as faixas etárias, incluindo adolescentes e adultos.[1][2]

Impacto nos desfechos graves

Nos Estados Unidos, durante 25 anos de programa vacinal (1995-2019), as hospitalizações e mortes por varicela diminuíram 94% e 97%, respectivamente, em pessoas com menos de 50 anos. A maior redução (97% nas hospitalizações e >99% nas mortes) ocorreu em pessoas com menos de 20 anos nascidas durante o programa de vacinação.[1] As hospitalizações por varicela tornaram-se raras e as mortes foram praticamente eliminadas nessa faixa etária.[1]

Na Califórnia, entre 1995 e 2009, as taxas de hospitalização ajustadas por idade diminuíram aproximadamente 90% (de 2,13 para 0,25 por 100.000), sem evidência de deslocamento do fardo da doença para grupos etários mais velhos.[2]

Mudança na distribuição etária

Embora tenha ocorrido um deslocamento da idade média ao diagnóstico de varicela após a introdução da vacina, isso não resultou em aumento da gravidade geral. Estudos documentaram:

- Na Alemanha, as incidências diminuíram significativamente em todas as faixas etárias desde 2004, sem evidência de deslocamento da incidência para grupos mais velhos.[3]
- No Quebec, a idade média ao diagnóstico aumentou de 8,4 para 12,0 anos em não-imigrantes e de 15,3 para 19,4 anos em imigrantes, mas as taxas de incidência diminuíram 93% e 87%, respectivamente.[4]

Considerações sobre populações imigrantes

Uma exceção importante envolve populações imigrantes de países tropicais, que frequentemente chegam sem imunidade à varicela. No Quebec, após a introdução da vacina, imigrantes adolescentes e adultos jovens apresentaram risco relativo de varicela 1,53 a 4,64 vezes maior que não-imigrantes, com disparidades crescentes no período pós-vacinal.[4] Isso reflete não um aumento da gravidade relacionado à vacinação, mas sim a presença de bolsões de indivíduos suscetíveis não vacinados em um ambiente de menor circulação viral.[4]

Conclusão

A preocupação teórica de que a vacinação infantil poderia aumentar a gravidade da varicela ao deslocar casos para idades mais avançadas não se concretizou nos países com programas vacinais estabelecidos. A imunidade de rebanho e a alta cobertura vacinal resultaram em reduções dramáticas tanto na incidência quanto na gravidade em todas as faixas etárias.[1][5][2][3]

References

1. Decline in Severe Varicella Disease During the United States Varicella Vaccination Program: Hospitalizations and Deaths, 1990-2019. Marin M, Lopez AS, Melgar M, et al. The Journal of Infectious Diseases. 2022;226(Suppl 4):S407-S415. doi:10.1093/infdis/jiac242.
2. Impact of Vaccination on the Epidemiology of Varicella: 1995-2009. Baxter R, Tran TN, Ray P, et al. Pediatrics. 2014;134(1):24-30. doi:10.1542/peds.2013-4251.
3. Trends in Age-Specific Varicella Incidences Following the Introduction of the General Recommendation for Varicella Immunization in Germany, 2006-2022. Moek F, Siedler A. BMC Public Health. 2023;23(1):2191. doi:10.1186/s12889-023-17098-1.
4. Epidemiology of Varicella Among Immigrants and Non-Immigrants in Quebec, Canada, Before and After the Introduction of Childhood Varicella Vaccination: A Retrospective Cohort Study. Greenaway C, Greenwald ZR, Akaberi A, et al. The Lancet. Infectious Diseases. 2021;21(1):116-126. doi:10.1016/S1473-3099(20)30277-2.
5. The Effectiveness of Varicella Vaccine: 25 Years of Postlicensure Experience in the United States. Shapiro ED, Marin M. The Journal of Infectious Diseases. 2022;226(Suppl 4):S425-S430. doi:10.1093/infdis/jiac299.

03/03/2026

Há quem confunda limites com autoritarismo.
Há quem ache que dizer “não” é falta de amor.

Mas a verdade é simples:
Tal como os rios precisam de margens para não transbordarem, as crianças precisam de limites para não se perderem.

Limites não são muros. São direções.
Não são gritos. São orientação.
Não são castigos. São segurança.

Uma criança sem limites não é mais livre. É mais ansiosa. Porque não sabe até onde pode ir. Porque não sente chão.

Quando um pai ou uma mãe diz: “Não podes fazer isso.”
Está a oferecer algo muito mais importante do que controlo.
Está a oferecer estrutura. Está a oferecer proteção. Está a oferecer amor com firmeza.

Educar pela positiva não é dizer “sim” a tudo. Não é igual a permissividade.
É saber dizer “não” sem deixar de amar.
É colocar limites com respeito.

Porque tal como um rio com margens flui, uma criança com limites floresce.🪴

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02/03/2026

Há irmãos e há estranhos com quem se compartilha os pais. Mas “meio-irmão” devia ser uma expressão proibida. Porque é um mau exemplo de bondade. E porque, por isso mesmo, faz mal ao crescimento.

É muito difícil ter irmãos. Mas que não haja dúvidas sobre isso: é, também, muito bom. Mas é difícil. Porque se perde muito. Daí que aquela expressão “eles são muito amigos”, tenha uma “evolução natural” e saudável para: “são como o cão e o gato”. Entrecortada pelo já clássico “estão impossíveis”. Unicamente porque a “conta-corrente” que se estabelece entre dois irmãos, faz com que eles sejam capazes das maiores cumplicidades e dos maiores arrufos. Próprios, aliás, duma “relação de irmãos”. Aliás, para que é que se quer que dois irmãos sejam “muito amigos”? Não será isso um degrau abaixo deles serem “muito irmãos”?

Há, depois, os “meios-irmãos” que, de pequena fractura em pequena fractura, se foram afastando e, à conta de tudo o que ficou por dizer entre eles, se transformam em estranhos que partilham os mesmos pais. Que, de início, se evitam. Logo a seguir, se cumprimentam de maneira formal. A seguir, se desculpam com uma mulher ou um marido que possa ter chegado à vida deles aos quais se atribui toda a culpa pela fractura que assumem. E, finalmente, se incompatibilizam por uma “porcaria” sem sentido. Dois irmãos que se incompatibilizam começaram por ser, com a cumplicidade dos pais, “meios-irmãos”.

Para tudo se transformar num desafio de complexidade crescente para os pais há, nas famílias reconstruídas, muitos “meios-irmãos”. Para além daquela fórmula escorregadia “os meus, os teus e os nossos” que faz com que os filhos tenham, desde logo, mais hipóteses de se sentirem “meios-irmãos” do que, simplesmente, irmãos. É muito difícil gerir os cuidados, gerir os gestos de amor, gerir as repreensões e as zangas, e gerir os espaços (dos quartos, dos armários da roupa, da mesa ou do sofá), quando todos eles parecem prontos a reivindicar: “esse é o meu lugar!”. Nada do que se passa entre todos os nossos filhos é fácil! Mas enquanto não for claro o lugar de cada um dos nossos filhos, dentro de nós, estamos a transformá-los em “meios-irmãos”. E isso é mau!

Eduardo Sá

22/02/2026

Sim, o sol é a principal fonte de vitamina D, mas o uso correto de protetor solar não costuma causar deficiência na prática; estudos e revisões mostram que, apesar de o filtro reduzir a produção cutânea em condições ideais de laboratório, na vida real a maioria das pessoas mantém níveis adequados com exposição habitual, dieta ou suplementação quando necessário.

Explicação científica
A vitamina D é sintetizada na pele quando a radiação UVB do sol converte precursores cutâneos em colecalciferol (vitamina D3). Em teoria, um protetor solar com alto fator bloqueia os raios UVB e pode reduzir a síntese local se aplicado de forma perfeita e em quantidade ideal, o que foi demonstrado em estudos controlados.

O que mostram os estudos na prática
Na prática diária, o efeito do protetor solar sobre os níveis séricos de vitamina D é pequeno ou inconsistente. Pesquisas populacionais e revisões indicam que pessoas que usam protetor solar regularmente não apresentam, em geral, maior risco de deficiência de vitamina D do que quem não usa, provavelmente porque: aplicação é muitas vezes incompleta; as pessoas ainda recebem alguma exposição UV; e há fontes alimentares e suplementares que contribuem para os níveis totais.

Fontes alternativas e quando preocupar
A maior parte da vitamina D necessária vem da exposição solar, mas também existe aporte por alimentos (peixes gordos, gema de ovo, alimentos fortificados) e por suplementos quando indicado. Grupos com maior risco de deficiência incluem idosos, pessoas com pele muito pigmentada, quem passa muito tempo em ambientes fechados, quem usa roupas que cobrem a pele por completo e quem tem condições médicas que afetam absorção ou metabolismo — nesses casos, monitorização e suplementação podem ser necessárias.

Recomendações práticas
- Mantenha a proteção solar para reduzir risco de queimaduras e câncer de pele; a prevenção é prioritária.
- Se houver preocupação com vitamina D (sintomas, fatores de risco ou histórico), faça um exame de sangue (25‑OH‑vitamina D) e discuta suplementação com o seu médico. Suplementos são uma forma segura e eficaz de corrigir níveis baixos quando recomendados por um profissional.
- Para a população em geral, não é necessário deixar de usar protetor solar para “garantir” vitamina D; em vez disso, combine proteção, alimentação adequada e, se preciso, suplementação sob orientação médica.

Resumo prático: use protetor solar para proteger a pele; se tem fatores de risco para deficiência de vitamina D ou dúvidas sobre os seus níveis, peça uma análise ao seu médico e considere suplementação se for indicada.

21/02/2026
11/02/2026

O meu pequeno está constipado… e sei que não é caso único. Parece que andamos todos a lidar com gripes e viroses, dia após dia.

- “Ele ainda está com febre”, digo eu ao médico. - “Já lhe dei o ibuprofeno que receitou, mas passaram só duas horas e a febre voltou…”

E é aqui que muitas de nós, em desespero, começamos a fazer malabarismos: damos paracetamol, depois pensamos em mais qualquer coisa, até um supositório aparece à mistura… só para ver se aquela febre baixa de vez.

E baixa.
Mas o problema continua lá.

A infecção não desapareceu, pelo contrário. E esquecemo-nos muitas vezes de uma coisa importante: a febre também é uma defesa do corpo. É uma forma natural de combater os micróbios. Com a temperatura mais alta, os vírus e bactérias não se multiplicam da mesma maneira.

O ibuprofeno ou o paracetamol (normalmente um ou outro chega, raramente é preciso mais) não são para “apagar” a febre. Servem sobretudo para aliviar dores e ajudar o nosso filho a sentir-se mais confortável, enquanto o próprio organismo faz o seu trabalho.

A febre não é o inimigo.

Misturar medicamentos à pressa, só porque a temperatura voltou a subir, pode até ser contraproducente.

Partilho isto como mãe, porque sei bem a angústia que é ver um filho quente, mole e sem energia. Mas às vezes, mais do que combater a febre a todo o custo, precisamos de confiar um bocadinho mais no corpo deles, e respirar fundo.

Força, mamãs. Não estamos sozinhas nisto. 🤍

27/01/2026

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