07/03/2026
Olhamos com lentes reduzidas para a nossa vida, e não podemos ter a arrogância de saber se algo é “bom” ou “mau”. Porque não sabemos. E não sabemos porque: o que o torna algo bom ou mau depende maioritariamente de nós. Dos nossos pensamentos, ações, perceções…
A maior parte de nós vive em modo resistência:
"Porquê eu? Isto não devia ser assim. Como posso fazer para “consertar” a minha realidade? Para compensar?”
E enquanto resistimos ao que é, não conseguimos agir sobre o que é. Queremos tanto mudar que nos sentimos presos, e adiamos, precisamos de fugir.
Este é o ponto de viragem:
Deixamos de ser vítimas das circunstâncias e tornamo-nos autores do que fazemos com elas.
Não porque a dor desapareceu.
Mas porque finalmente paramos de lutar com o inevitável… e começamos a caminhar com intenção.
Uma coisa é tropeçar de olhos vendados, outra é tropeçar com olhos bem abertos. Porque na ultima, podemos aprender, e não voltar a cair ali.