OPIN Opiniões Infinitas, Lda

OPIN Opiniões Infinitas, Lda A OPIN, Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental, projecto da Dra. Paula Carvalho, psiquiatra, contan

Para além das diferentes e complementares abordagens clínicas, adaptadas às especificidades de cada pessoa/grupo, os profissionais da OPIN desenvolvem um trabalho em equipa, com discussão de casos, supervisão e intervisão clínicas.

Quando paramos, ao fim de semana, f**a uma sensação de cansaço que coexiste com um aborrecimento, uma espécie de vazio. ...
21/02/2026

Quando paramos, ao fim de semana, f**a uma sensação de cansaço que coexiste com um aborrecimento, uma espécie de vazio. Falta algo.

O que dói não é não chegar lá. É chegar… e ver que afinal o buraco ainda está cá.

Muitos de nós vivemos movidos por medo de não sermos suficientes — não por desejo genuíno de crescimento. E isso, embora leve a feitos impressionantes, pode esconder uma dor crónica de insuficiência. Às vezes, chega a altura de nos perguntarmos: Que metas estou a perseguir com a esperança de me sentir finalmente “completo”? Já alcancei alguma coisa… que afinal não resolveu o que esperava?

E se a sensação de plenitude não estiver no futuro, mas na aceitação agora? “A felicidade não é o estado onde tudo está bem. É onde nada precisa de mudar.” É no silêncio depois de aceitarmos que nada falta, mesmo que pudéssemos ter mais.

💡 O ciclo da autoproteção modernaSentimos ansiedade → não agimos→ sentimos culpa→ evitamos mais → mais ansiedadeUm ciclo...
18/02/2026

💡 O ciclo da autoproteção moderna
Sentimos ansiedade → não agimos→ sentimos culpa→ evitamos mais → mais ansiedade

Um ciclo vicioso. A vida interna está à espera de um sinal de segurança. Mas não há garantias. Nunca houve.

O “sentir diferente”, que procuramos sentir para começar, na verdade, não se constrói antes — constrói-se durante. A motivação vem do movimento. A clareza vem da ação. O problema nunca foi a emoção. O problema é esperar que ela desapareça para começar a viver. A felicidade não se encontra antes — encontra-se dentro. Quando aceitamos que nunca vamos estar 100% preparados.

Sim, até podemos ter “f**ado para trás”, podemos ter tido azar, tudo isso é valido. Mas agora estamos aqui. E cada pequeno passo, mesmo torto, é mil vezes mais vida do que mais um dia à espera. Não precisamos de “compensar” nada. Só de continuar a página seguinte.

Se estou a ser julgado… a minha energia vai toda para me proteger.Não para me transformar.Se alguém está a tentar conser...
14/02/2026

Se estou a ser julgado… a minha energia vai toda para me proteger.

Não para me transformar.

Se alguém está a tentar consertar-me… vou resistir.

Ou vou fingir mudança para agradar.

Mas quando alguém me vê… mesmo com tudo o que não está bem… e não recua… há algo que amolece.

E nesse amolecimento, surge espaço interno para me permitir moldar com intenção.

O afeto que não exige transformação, por vezes, é o que mais silenciosamente transforma.

Este fim de semana, pausemos antes de tentar controlar o outro. Mesmo que seja com intenção de o ajudar.

Quanto mais tentamos parecer irrepreensíveis, mais solitários nos tornamos.Todos andamos com uma co**ha. Queremos mostra...
11/02/2026

Quanto mais tentamos parecer irrepreensíveis, mais solitários nos tornamos.

Todos andamos com uma co**ha. Queremos mostrar só o melhor lado. Mas isso bloqueia a conexão verdadeira.

O nosso “não” é, muitas vezes, o gesto mais empático que podemos oferecer.
O nosso silêncio também.
A nossa recusa é respeitarmos o suficiente a nossa relação com alguém para não querer toldá-la de ressentimentos futuros.

No fundo, ninguém quer o nosso brilho.
Querem saber se nós estamos lá.
Mesmo que falhemos.
Mesmo que tremamos.
Mesmo que às vezes digamos pouco.

📌 Há pessoas que passam uma vida a tentar “melhorar-se” sem perceber… que o que estava desalinhado não eram elas.Era o f...
07/02/2026

📌 Há pessoas que passam uma vida a tentar “melhorar-se” sem perceber… que o que estava desalinhado não eram elas.
Era o filtro.

👉 Vemos o mundo como somos. Não como ele é.

A psicologia sabe disso. A meditação treina isso.
Até a física quântica confirma: o ato de observar altera o que está a ser observado.

📌 Tudo o que parece bloqueado… pode começar a mudar quando vemos diferente.
Não é força de vontade. É lucidez. É desapego da ideia de que o que percecionamos é “real”.

Refinar a perceção é o primeiro passo para qualquer transformação verdadeira.
Seja quebrar um hábito.
Curar uma relação.
Sair de um looping interno.
Ou simplesmente… ver com clareza.

A arrogância não é só a do poder absoluto. É também a de pensar que sabemos, ou até controlamos a rede infinita de causa...
04/02/2026

A arrogância não é só a do poder absoluto. É também a de pensar que sabemos, ou até controlamos a rede infinita de causas e efeitos. Essa ilusão cria culpa, paralisia e medo.
Mas a verdade é mais humilde: só temos o gesto no presente. Um riso inocente pode ter feito alguém sentir-se humilhado, um sorriso no supermercado pode ter feito alguém feliz. Não sabemos. O impacto é incontrolável.
Quando aceitamos isso, deixamos de agir para garantir resultados — e passamos a agir porque é assim que queremos viver.

Podemos ser convictos na ação, se desapegados do seu resultado.

Na psicologia, sabemos que nem todo o stress destrói, mas que todo ele deixa marcas. E essas marcas podem ser pequenas m...
31/01/2026

Na psicologia, sabemos que nem todo o stress destrói, mas que todo ele deixa marcas. E essas marcas podem ser pequenas migalhas que, seguidas, conduzem a versões de nós mais capazes.

📌 Não é fingir que está tudo bem.
📌 Não é voltar a ser como antes.
📌 É criar um novo normal a partir dos escombros.

É isso que torna a frase “eu vou melhorar” tão poderosa.
Porque não promete nada.
Mas recusa o fim.

A resiliência não grita.
Ela sussurra quando tudo o resto se cala.
E esse sussurro —
é o princípio da mudança.

“Eu sei que devia mudar.”“Mas depois... damos por nós no mesmo buraco, com argumentos mais elaborados.”O problema não é ...
28/01/2026

“Eu sei que devia mudar.”

“Mas depois... damos por nós no mesmo buraco, com argumentos mais elaborados.”

O problema não é falhar. O problema é falhar com método, com consistência, quase como se tivéssemos um contrato de exclusividade com os nossos velhos padrões.

O cérebro precisa de mapa (sabermos o que fazer) e de combustível (vontade de fazer).
Temos livros, vídeos, coaches. Mas não temos energia. Porque essa energia está a ser sugada pela vergonha — uma emoção que evitamos tanto que já nem sabemos o que ela nos está a tentar dizer.

E quando dizemos: "Já tentei tudo..." — na verdade, só estamos a dizer que já nos magoámos e temos medo de tentar outra vez.

Ficamos presos entre a vergonha de falhar e a vergonha de não agir.

Se queremos um dia olhar para trás e dizer “ainda bem que tentei”, temos de começar hoje a fazer exatamente aquilo que nos dá mais vergonha, mais medo, e mais vontade de nos esconder debaixo das mantas.“ E sempre que a vergonha bater, lembramo-nos: “Isto é sinal de que estou a fazer algo que vale a pena.”

Vivemos agarrados à promessa de uma saída fácil: basta esperar, basta resistir, que a dor passa e surge uma “luz”.Mas es...
24/01/2026

Vivemos agarrados à promessa de uma saída fácil: basta esperar, basta resistir, que a dor passa e surge uma “luz”.
Mas esquecemo-nos do essencial: entre nós e a luz existe sempre um túnel.

Um túnel feito de desconforto, medo, frustração, falhas e da sensação de que não vamos aguentar.
A dor não é um desvio no caminho para a cura — é o caminho em si.

Cada passo nesse túnel reorganiza o cérebro, remodela hábitos, expõe as ilusões que nos mantêm presos.
A fuga (seja em vícios, distrações ou mentiras a nós próprios) até pode dar alívio momentâneo, mas deixa-nos parados à entrada, a viver na escuridão e a acreditar que não temos o que é preciso para atravessar. O túnel não é castigo — é treino.
É ali que a mente se reestrutura, que o ego se dissolve, que descobrimos que já estávamos a conseguir “lidar”. Apenas dói, e isso não tem de ser mau sinal.

Há um tipo de burnout que não vem de excesso de tarefas.Vem de excesso de tempo a funcionar sem apoio emocional.Ser “for...
22/01/2026

Há um tipo de burnout que não vem de excesso de tarefas.
Vem de excesso de tempo a funcionar sem apoio emocional.

Ser “forte” pode ter sido a nossa única opção durante anos.
E agora que finalmente estamos a quebrar… parece que estamos a falhar.

Mas o colapso não é sinal de fraqueza.
É o momento em que o sistema já não consegue continuar a ignorar que precisamos de parar.

Este carrossel é para quem funcionou demais, cuidou de todos, segurou tudo.
E agora sente que não consegue mais.

Talvez isso não seja regredir, talvez seja avançar para uma vida sustentável.

Amar alguém ferozmente, acreditar em algo com todo o coração, celebrar um momento fugaz no tempo, envolvermo-nos plename...
17/01/2026

Amar alguém ferozmente, acreditar em algo com todo o coração, celebrar um momento fugaz no tempo, envolvermo-nos plenamente numa vida que não vem com garantias - esses são riscos que envolvem vulnerabilidade e, muitas vezes, dor. Mas reconhecer e confiar no desconforto da vulnerabilidade ensina-nos a viver com alegria, gratidão e graça. Aqui está o berço da inovação, criatividade e mudança.

Trocar a nossa autenticidade por segurança, geralmente resulta em ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, dependência, raiva, culpa, ressentimento e tristeza inexplicáveis (entre outros).

A vulnerabilidade é o berço da esperança, empatia, responsabilidade e autenticidade. O caminho para uma maior clareza no nosso propósito ou vida espiritual mais profunda e mais signif**ativa.

Porque possuir a nossa história pode ser difícil, mas não tão difícil quanto passar a vida a fugir dela.

Somente quando formos corajosos o suficiente para explorar a escuridão é que descobriremos o poder infinito da nossa luz.

O culto da felicidade é muito popular nas redes sociais, que destacam apenas as coisas boas da vida e escondem ou negam ...
14/01/2026

O culto da felicidade é muito popular nas redes sociais, que destacam apenas as coisas boas da vida e escondem ou negam as restantes. Predomina, por vezes, um clima de “positividade tóxica”, pautada na ideia de que podemos ter mais saúde e qualidade de vida se mantivermos um “pensamento positivo”, como se tal fosse o suficiente para prevenir infortúnios - e como se sentimentos desagradáveis fossem errados ou sinais de fracasso.

Tal coloca-nos num registo de “fazer” e “mostrar”, também necessários mas não suficientes, pois precisamos também de SER e SENTIR. Isso, inevitavelmente, só contribui para que mais e mais pessoas desenvolvam ou agravem problemas emocionais.

Na verdade, sentimentos tidos como negativos que são reprimidos durante muito tempo eventualmente ressurgem com muito mais intensidade, como se a mente fizesse um esforço tão grande para os manter em memória que estes tornam-se ainda mais centrais.

Além disso, a positividade tóxica sugere que não existem desculpas para não sermos pessoas produtivas e “perfeitas” de acordo com os padrões da sociedade. Esta exigência de “ver o lado positivo em tudo” e de “não nos deixarmos abalar” cria frequentemente pressões que podem levar-nos a sentir-nos incapazes de corresponder às expectativas que a sociedade coloca sobre nós em determinado momento.

Cultivar e apreciar experiências e emoções agradáveis (gratidão, alegria, paz…) ou atividades que as promovem/maximizam é importante, mas tal não deve ocorrer à custa da invalidação emocional de sentimentos desagradáveis.

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