27/12/2025
As emoções não são "positivas" nem "negativas".
António Branco Vasco, psicoterapeuta e investigador Português, defende que a utilização generalizada da expressão emoções “positivas” e “negativas” constitui uma simplificação grosseira, enganadora de um fenómeno complexo, que deveria ser abandonada em psicologia.
As emoções não são “positivas” nem “negativas,” mas sim agradáveis ou desagradáveis, adaptativas ou não-adaptativas.
“Existem experiências emocionais que são agradáveis e não-adaptativas (como o prazer associado aos consumos ou a satisfação dos assassinos em série), e experiências emocionais que não são agradáveis, mas que são adaptativas, como a experiência de tristeza associada a uma perda significativa!”
As emoções (todas elas) têm uma função na optimização da sobrevivência, tanto física como psicológica. Ou seja, o seu objetivo não é exclusivamente o da sobrevivência, mas também o da qualidade desta sobrevivência, desempenhando um papel central na promoção do bem-estar.
Na mesma linha, Darwin salientava o facto de não ser o mais forte que sobrevivia, mas sim aquele que era dotado de melhores competências de adaptação.
Ora, são as emoções que geram motivação, e, portanto ações (internas ou externas) tendentes a promover sobrevivência, adaptação e bem-estar.
Como dito pelo próprio autor: “Sinto e penso, logo existo!”