OPIN Opiniões Infinitas, Lda

OPIN Opiniões Infinitas, Lda A OPIN, Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental, projecto da Dra. Paula Carvalho, psiquiatra, contan

Para além das diferentes e complementares abordagens clínicas, adaptadas às especificidades de cada pessoa/grupo, os profissionais da OPIN desenvolvem um trabalho em equipa, com discussão de casos, supervisão e intervisão clínicas.

“Eu sei que devia mudar.”“Mas depois... damos por nós no mesmo buraco, com argumentos mais elaborados.”O problema não é ...
28/01/2026

“Eu sei que devia mudar.”

“Mas depois... damos por nós no mesmo buraco, com argumentos mais elaborados.”

O problema não é falhar. O problema é falhar com método, com consistência, quase como se tivéssemos um contrato de exclusividade com os nossos velhos padrões.

O cérebro precisa de mapa (sabermos o que fazer) e de combustível (vontade de fazer).
Temos livros, vídeos, coaches. Mas não temos energia. Porque essa energia está a ser sugada pela vergonha — uma emoção que evitamos tanto que já nem sabemos o que ela nos está a tentar dizer.

E quando dizemos: "Já tentei tudo..." — na verdade, só estamos a dizer que já nos magoámos e temos medo de tentar outra vez.

Ficamos presos entre a vergonha de falhar e a vergonha de não agir.

Se queremos um dia olhar para trás e dizer “ainda bem que tentei”, temos de começar hoje a fazer exatamente aquilo que nos dá mais vergonha, mais medo, e mais vontade de nos esconder debaixo das mantas.“ E sempre que a vergonha bater, lembramo-nos: “Isto é sinal de que estou a fazer algo que vale a pena.”

Vivemos agarrados à promessa de uma saída fácil: basta esperar, basta resistir, que a dor passa e surge uma “luz”.Mas es...
24/01/2026

Vivemos agarrados à promessa de uma saída fácil: basta esperar, basta resistir, que a dor passa e surge uma “luz”.
Mas esquecemo-nos do essencial: entre nós e a luz existe sempre um túnel.

Um túnel feito de desconforto, medo, frustração, falhas e da sensação de que não vamos aguentar.
A dor não é um desvio no caminho para a cura — é o caminho em si.

Cada passo nesse túnel reorganiza o cérebro, remodela hábitos, expõe as ilusões que nos mantêm presos.
A fuga (seja em vícios, distrações ou mentiras a nós próprios) até pode dar alívio momentâneo, mas deixa-nos parados à entrada, a viver na escuridão e a acreditar que não temos o que é preciso para atravessar. O túnel não é castigo — é treino.
É ali que a mente se reestrutura, que o ego se dissolve, que descobrimos que já estávamos a conseguir “lidar”. Apenas dói, e isso não tem de ser mau sinal.

Há um tipo de burnout que não vem de excesso de tarefas.Vem de excesso de tempo a funcionar sem apoio emocional.Ser “for...
22/01/2026

Há um tipo de burnout que não vem de excesso de tarefas.
Vem de excesso de tempo a funcionar sem apoio emocional.

Ser “forte” pode ter sido a nossa única opção durante anos.
E agora que finalmente estamos a quebrar… parece que estamos a falhar.

Mas o colapso não é sinal de fraqueza.
É o momento em que o sistema já não consegue continuar a ignorar que precisamos de parar.

Este carrossel é para quem funcionou demais, cuidou de todos, segurou tudo.
E agora sente que não consegue mais.

Talvez isso não seja regredir, talvez seja avançar para uma vida sustentável.

Amar alguém ferozmente, acreditar em algo com todo o coração, celebrar um momento fugaz no tempo, envolvermo-nos plename...
17/01/2026

Amar alguém ferozmente, acreditar em algo com todo o coração, celebrar um momento fugaz no tempo, envolvermo-nos plenamente numa vida que não vem com garantias - esses são riscos que envolvem vulnerabilidade e, muitas vezes, dor. Mas reconhecer e confiar no desconforto da vulnerabilidade ensina-nos a viver com alegria, gratidão e graça. Aqui está o berço da inovação, criatividade e mudança.

Trocar a nossa autenticidade por segurança, geralmente resulta em ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, dependência, raiva, culpa, ressentimento e tristeza inexplicáveis (entre outros).

A vulnerabilidade é o berço da esperança, empatia, responsabilidade e autenticidade. O caminho para uma maior clareza no nosso propósito ou vida espiritual mais profunda e mais significativa.

Porque possuir a nossa história pode ser difícil, mas não tão difícil quanto passar a vida a fugir dela.

Somente quando formos corajosos o suficiente para explorar a escuridão é que descobriremos o poder infinito da nossa luz.

O culto da felicidade é muito popular nas redes sociais, que destacam apenas as coisas boas da vida e escondem ou negam ...
14/01/2026

O culto da felicidade é muito popular nas redes sociais, que destacam apenas as coisas boas da vida e escondem ou negam as restantes. Predomina, por vezes, um clima de “positividade tóxica”, pautada na ideia de que podemos ter mais saúde e qualidade de vida se mantivermos um “pensamento positivo”, como se tal fosse o suficiente para prevenir infortúnios - e como se sentimentos desagradáveis fossem errados ou sinais de fracasso.

Tal coloca-nos num registo de “fazer” e “mostrar”, também necessários mas não suficientes, pois precisamos também de SER e SENTIR. Isso, inevitavelmente, só contribui para que mais e mais pessoas desenvolvam ou agravem problemas emocionais.

Na verdade, sentimentos tidos como negativos que são reprimidos durante muito tempo eventualmente ressurgem com muito mais intensidade, como se a mente fizesse um esforço tão grande para os manter em memória que estes tornam-se ainda mais centrais.

Além disso, a positividade tóxica sugere que não existem desculpas para não sermos pessoas produtivas e “perfeitas” de acordo com os padrões da sociedade. Esta exigência de “ver o lado positivo em tudo” e de “não nos deixarmos abalar” cria frequentemente pressões que podem levar-nos a sentir-nos incapazes de corresponder às expectativas que a sociedade coloca sobre nós em determinado momento.

Cultivar e apreciar experiências e emoções agradáveis (gratidão, alegria, paz…) ou atividades que as promovem/maximizam é importante, mas tal não deve ocorrer à custa da invalidação emocional de sentimentos desagradáveis.

Quando interpretamos quer comportamentos do outro, quer situações, quer até mesmo as nossas próprias reações e pensament...
10/01/2026

Quando interpretamos quer comportamentos do outro, quer situações, quer até mesmo as nossas próprias reações e pensamentos, é importante conseguirmos ter uma “visão helicóptero” das mesmas, saindo de nós e separando-nos um pouco dos nossos pensamentos automáticos.

Uma visão deliberada inclui o relembrar constante de que o mesmo comportamento/situação pode ter significados totalmente diferentes em diferentes pessoas, bem como diferentes comportamentos/situações podem ter significados muito semelhantes também em diferentes pessoas.

É aqui que a verdadeira comunicação e proximidade se estabelecem.
É aqui que a sintonia e encontro começam. Na relação terapêutica, e na vida.

Não subestimemos as nossas emoções!Revela-se, portanto, essencial:- Prestar atenção e permitir o experienciar emocional;...
07/01/2026

Não subestimemos as nossas emoções!

Revela-se, portanto, essencial:
- Prestar atenção e permitir o experienciar emocional;
- Permitir a ativação de diferentes emoções e o seu expressar;
- Procurar regular essas emoções, particularmente agindo de acordo com as motivações que as emoções primárias espoletam, de forma ajustada ao contexto.

Tal funcionamento emocional adequado, desempenha um papel fundamental no bem-estar pois é ele que nos ajuda a REGULAR A SATISFAÇÃO DAS NECESSIDADES PSICOLÓGICAS!
De acordo com Branco Vasco, esta regulação é a “pedra-de-toque do bem-estar e da saúde mental”.

Em sequência das nossas publicações relacionadas com as emoções, com o ser e o sentir… Muito antes de nos apercebermos, ...
03/01/2026

Em sequência das nossas publicações relacionadas com as emoções, com o ser e o sentir…
Muito antes de nos apercebermos, a emoção é o que dá significado à nossa experiência.

As emoções são secundárias quando “tapam” outras mais adaptativas e primárias (por exemplo, quando alguém sente que não ...
30/12/2025

As emoções são secundárias quando “tapam” outras mais adaptativas e primárias (por exemplo, quando alguém sente que não se pode zangar e em vez disso se entristece: “tristeza secundária” em vez de “zanga adaptativa primária.”)

Este tipo de emoções parece ter um carácter eminentemente defensivo, normalmente a regras proibitivas ou pressupostos.

Adaptação implica o ultrapassar da emoção secundária com o objetivo de experienciar a emoção primária subjacente, ou encontrar formas adaptativas de regular a necessidade que levou à emoção instrumental.

As emoções não são "positivas" nem "negativas".António Branco Vasco, psicoterapeuta e investigador Português, defende ...
27/12/2025

As emoções não são "positivas" nem "negativas".

António Branco Vasco, psicoterapeuta e investigador Português, defende que a utilização generalizada da expressão emoções “positivas” e “negativas” constitui uma simplificação grosseira, enganadora de um fenómeno complexo, que deveria ser abandonada em psicologia.

As emoções não são “positivas” nem “negativas,” mas sim agradáveis ou desagradáveis, adaptativas ou não-adaptativas.

“Existem experiências emocionais que são agradáveis e não-adaptativas (como o prazer associado aos consumos ou a satisfação dos assassinos em série), e experiências emocionais que não são agradáveis, mas que são adaptativas, como a experiência de tristeza associada a uma perda significativa!”

As emoções (todas elas) têm uma função na optimização da sobrevivência, tanto física como psicológica. Ou seja, o seu objetivo não é exclusivamente o da sobrevivência, mas também o da qualidade desta sobrevivência, desempenhando um papel central na promoção do bem-estar.
Na mesma linha, Darwin salientava o facto de não ser o mais forte que sobrevivia, mas sim aquele que era dotado de melhores competências de adaptação.
Ora, são as emoções que geram motivação, e, portanto ações (internas ou externas) tendentes a promover sobrevivência, adaptação e bem-estar.

Como dito pelo próprio autor: “Sinto e penso, logo existo!”

Reações como a alegria face a acontecimentos muito desejados; a tristeza face à perda; o medo face ao perigo; e a zanga ...
23/12/2025

Reações como a alegria face a acontecimentos muito desejados; a tristeza face à perda; o medo face ao perigo; e a zanga ou nojo devido à violação de fronteiras são sempre adaptativas! Põem-nos em contacto com o nosso contexto e impulsionam tendências de ação essenciais à sobrevivência e ao bem-estar.

Estas emoções são primárias porque:
- Relacionam-se mais diretamente com a sobrevivência (porque dão significado à experiência);
- Parecem ser inatas (isto é, expressamo-las desde muito cedo, parecendo que “nascemos” com elas);
- Mantêm-se em vários lugares no mundo e ao longo da história.

No entanto, segundo Branco Vasco, até as emoções primárias se podem tornar não adaptativas (ex: medo face à intimidade), quando surgem de uma aprendizagem em contextos “não seguros” (ex: sempre que a criança procura intimidade, os cuidadores rejeitam).

Queremos fazer amigos, encontrar alguém, ter companhia.Então treinamos estratégias: frases melhores, mais confiança, mai...
20/12/2025

Queremos fazer amigos, encontrar alguém, ter companhia.
Então treinamos estratégias: frases melhores, mais confiança, mais charme. Mas…ficar obcecados com mudar o mundo externo… é a armadilha da solidão crónica.” A maioria das interações online, hoje, é transacional, não profunda. O que os estudos têm mostrado é que plataformas como Tinder são usadas para suprir necessidades emocionais — não relacionais, e isso pode ser um tiro no pé. Estamos a alimentar os nossos cérebros com snacks emocionais.
Mas continuamos esfomeados por refeições com sentido.

Enquanto continuarmos a utilizar uma máscara nas nossas interações, e as mantivermos a um nível superficial, estas interações, em vez de nos fazerem sentir conectados, vão apenas reforçar a ideia de que a única coisa nossa que é digna de ser amada é tudo o que não conseguimos realmente ser.

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