24/11/2016
Avaliação da vítima:
Abordagem abcde
Uma vez verif**ada a segurança do local, deve ser realizada de forma célere uma avaliação inicial.
A avaliação da vítima divide-se em duas partes: avaliação primária e avaliação secundária.
As prioridades durante a avaliação de uma vítima são as seguintes:
1) Garantir a segurança da vítima, de terceiros e da equipa durante toda a intervenção;
2) Identif**ar e corrigir as situações que implicam risco de vida;
3) Não agravar o estado da vítima;
4) Limitar o tempo no local ao mínimo necessário para estabilizar a vítima, iniciar a correção das situações que carecem de intervenção e preparar o seu transporte em segurança;
5) Recolher informações relevantes: CHAMU
(Circunstâncias, História, Alergias, Medicação e Última refeição).
As seguintes 5 etapas constituem a avaliação inicial ou primária da vítima, pela seguinte ordem de prioridade:
A. Airway: Permeabilização da Via Aérea com
controlo da coluna Cervical;
B. Breathing: Ventilação e Oxigenação;
C. Circulation: Assegurar a Circulação com controlo da Hemorragia;
D. Disability: Disfunção Neurológica;
E. Expose/Environment: Exposição com controlo de Temperatura.
Qualquer condição com risco de vida deve ser
imediatamente abordada e se possível resolvida antes de continuar o processo de avaliação (avaliação vertical). Ou seja, não deverá avançar para o passo seguinte da avaliação sem antes resolver a condição
que põe em risco a vida (ex. não é útil avaliar o B se não for resolvida uma condição de OVA superior no A).
A única exceção a esta regra é perante uma hemorragia exsanguinante (lesão de uma artéria de grande calibre), em que a prioridade é o controlo imediato através da compressão manual direta ou com o uso do garrote
caso a primeira medida se revele inef**az.
A avaliação inicial deve demorar apenas 60-90
segundos a realizar, no entanto, se forem necessárias intervenções e/ou procedimentos poderá levar mais tempo.
Vítima críticaou vítima não crítica?
Para além de categorizar a vítima pelo mecanismo de lesão ou natureza da doença, devemos com base em indicadores clínicos objetivos obtidos na avaliação primária determinar se a vítima é CRÍTICAou NÃO CRÍTICA. A vítima instável – CRÍTICA, requer
intervenções imediatas e uma abordagem mais célere e enérgica e frequentemente um transporte mais precoce para o local onde ocorrerá o tratamento definitivo.
Em resumo, independentemente de ser uma situação de doença súbita ou de trauma, a base da abordagem à vítima deve ser a avaliação primária (ABCDE) que permitirá identif**ar ou excluir situações com risco
de vida.
Em situações de TRAUMA a decisão de categorizar a vítima como crítica deverá ter por base não só a avaliação ABCDE, mas também o mecanismo de lesão. Os seguintes mecanismos/evidências podem potenciar e/ou aconselhar a que a vítima seja abordada como crítica:
• Impacto violento na cabeça, pescoço, tronco ou pélvis;
• Incidente de aceleração e/ou desaceleração súbita (colisões, explosões e outros; sobretudo se resultante desse incidente existir alguma vítima cadáver);
• Queda superior a 3 vezes a altura da vítima;
• Queda que envolva impacto com a cabeça;
• Projeção ou queda de qualquer meio de transporte motorizado ou a propulsão;
• Acidentes de mergulho em águas rasas.