19/03/2026
🚑 Formação Avançada em Emergência Pré-Hospitalar:
Porque ainda não é prioridade em Portugal?
Em Portugal, temos TAS e TEPH altamente dedicados, com experiência real no terreno e um enorme espírito de missão.
Mas há uma questão que precisamos de encarar com frontalidade:
👉 Porque é que a formação avançada ainda não é uma prioridade no pré-hospitalar?
Será o custo?
Será falta de tempo?
Ou será algo mais profundo?
⚠️ A realidade do terreno
Grande parte dos operacionais — incluindo muitos TEPH — continua focada em:
SBV e DAE
Estabilização inicial
Transporte rápido
👉 E atenção: isto é essencial.
Mas também revela uma limitação clara:
Estamos a trabalhar muitas vezes abaixo do potencial real dos profissionais.
📊 O caso dos TEPH
Os TEPH em Portugal:
Têm formação sólida
Têm experiência operacional
Lidam diariamente com situações críticas
Mas…
👉 Muitos não têm acesso (ou continuidade) a formação como:
ECG avançado
Farmacologia pré-hospitalar
Via aérea avançada (nível internacional)
Abordagem ALS estruturada
👉 Resultado: um profissional diferenciado… limitado pelo sistema.
🌍 Lá fora…
Um profissional equivalente (EMT / AEMT / Paramedic):
Interpreta ECG em tempo real
Administra medicação
Decide e atua clinicamente no terreno
Reduz tempo até tratamento definitivo
👉 Faz medicina pré-hospitalar real.
🤔 E em Portugal?
Ainda se ouve:
“Não vale a pena investir”
“Não podemos usar essas competências”
“Isso não é para nós”
👉 E assim se mantém o ciclo.
💡 A verdadeira questão
O problema não é falta de capacidade.
👉 É falta de integração entre formação, sistema e visão.
Porque temos profissionais (incluindo TEPH e bombeiros) capazes de muito mais.
🚀 O futuro do pré-hospitalar
Se queremos evoluir, temos que:
Investir em formação avançada
Criar continuidade formativa (não só cursos isolados)
Alinhar Portugal com padrões internacionais
👉 E, acima de tudo:
dar ferramentas a quem já está no terreno.
👉 Pergunta direta:
Vamos continuar a limitar profissionais altamente capazes…
ou começar a potenciá-los ao máximo?