30/12/2025
A tiroide é uma glândula situada na parte anterior da base do pescoço, com a forma de uma borboleta, apresentando dois lobos localizados de cada lado da traqueia. As patologias associadas a esta glândula são cerca de dez vezes mais frequentes nas mulheres. Calcula-se que, aos 60 anos, cerca de 17% das mulheres apresentem hipotiroidismo, a forma mais comum de doença da tiroide.
Muitos problemas da tiroide passam despercebidos, pois os sintomas são geralmente confundidos com sinais de stress ou depressão. Investigadores portugueses, responsáveis por um dos grupos de investigação em cancro da tiroide mais produtivos da Europa, referem que manifestações como aumento da frequência cardíaca, nervosismo, inquietação, dificuldades em dormir, alterações de peso, depressão, impotência sexual e sensibilidade excessiva ao calor ou ao frio podem ter origem no mau funcionamento desta glândula.
A tiroide produz duas hormonas, T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que são libertadas na corrente sanguínea e atuam em quase todas as células do organismo. Estas hormonas regulam o metabolismo, a utilização da energia, a temperatura corporal, o crescimento e o desenvolvimento intelectual nas crianças, bem como o funcionamento do cérebro, dos músculos, do coração e de outros órgãos. Quando a produção hormonal é insuficiente ocorre hipotiroidismo; quando é excessiva, verifica-se hipertiroidismo. O hipotiroidismo é cerca de dez vezes mais frequente do que o hipertiroidismo.
Entre as doenças da tiroide, o cancro é uma das mais graves. Trata-se do tumor maligno mais comum do sistema endócrino e do quarto mais frequente nas mulheres. Pode surgir em qualquer idade, sendo mais habitual após os 35 anos, e apresenta elevadas taxas de cura ou controlo quando diagnosticado precocemente.
Conte com a Dr.ª Diana Catarino, especialista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.
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