30/12/2025
No início do ano lancei um desafio: abraçarem a escrita terapêutica e regressar no último capítulo para revisitar o caminho.
Ao pedir feedback para este post (algo que faço frequentemente) surgiu a seguinte questão: “𝐶𝑜𝑚𝑜 𝑎𝑠𝑠𝑖𝑚 𝑟𝑒𝑝𝑎𝑟𝑎𝑟?” - Questão que eu respondi com outra questão: “𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑟𝑒𝑓𝑙𝑒𝑡𝑖𝑟𝑒𝑠 𝑝𝑟𝑒𝑐𝑖𝑠𝑎𝑠 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑝𝑎𝑟𝑎𝑟 𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑖𝑟𝑜...𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑠 𝑟𝑒𝑓𝑙𝑒𝑡𝑖𝑟 𝑠𝑜𝑏𝑟𝑒 𝑐𝑜𝑖𝑠𝑎𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑎̃𝑜 𝑟𝑒𝑝𝑎𝑟𝑎𝑠𝑡𝑒?”
Acho que na verdade, esse é exatamente o motivo que me levou a iniciar este desafio e também o motivo pelo qual o levo comigo de ano para ano. Permite-me reparar em coisas que durante o ano f**aram escondidas entre as linhas do que vivi, no meio da correria, do fazer, do ser e do sentir.
Ao reler os meses que f**aram para trás, reconheço que cada um deles me proporcionou uma aprendizagem que não acontece de repente - mas que acontece devagar, por entre a rotina e muitas vezes sem darmos conta, até nos permitirmos, precisamente, reparar.
Todas as grandes conquistas que posso nomear este ano, não teriam sido possíveis sem essas pequenas aprendizagens. Dei muitos passos atrás, questionei, desfiz ideias antigas, fui e fiz, a medo e com medo, permiti-me mudar de caminho mesmo sem uma direção. Insisti e persisti em viver de forma alinhada (comigo própria).
Fui a guardiã dos meus valores, dos meus limites, do meu bem-estar, da minha felicidade.
Foi um ano onde senti que me faltaram as palavras, para mim, para os meus e também para vocês.E é apenas agora, que reparo, que embora me tenham faltado palavras, não me faltaram ações. Este foi o ano onde mais agi, onde dei mais passos em frente, mais passos atrás, mais passos em profundidade.
A quem abraçou este desafio, espero que se tenham permitido reparar e refletir sobre as pequenas coisas que conquistaram 🤍
Encontramo-nos para o ano? ✨