Carlos Cortes

Carlos Cortes Bastonário da Ordem dos Médicos. Pela defesa da dignif**ação e reconhecimento da profissão médica e da qualidade da Saúde.

Hoje o cinema f**a mais silencioso.Parte Brigitte Bardot.ícone absoluto de uma época, mulher livre, presença que nunca p...
28/12/2025

Hoje o cinema f**a mais silencioso.
Parte Brigitte Bardot.

ícone absoluto de uma época, mulher livre, presença que nunca pediu licença ao seu tempo. F**a a sua luz em películas de celulose e prata.
Entre tantos momentos, há um filme que me acompanha toda a vida Le Mépris (O Desprezo) de Jean‑Luc Godard. Bardot ali é silêncio, rotura, amor e desamor, verdade crua e trágica. E a música de Georges Delerue diz tudo o que as palavras não alcançam.
O cinema não morre. Transforma-se em memória. E algumas memórias f**am para sempre, neste caso pela mestria de Godard.

Delerue - Le Mépris

26/12/2025

Natal 2025: Tempo de Partilha, Alegria e Proximidade ✨🎄

Partilho um momento especial que muito gostei e que resume o que realmente importa nesta quadra: união, solidariedade e esperança.

Este pequeno filme é mais do que imagens festivas, é uma celebração do espírito que nos une como sociedade. É o reflexo de sorrisos, de mãos estendidas, de momentos simples, de escrita genuína, mas profundamente signif**ativos.
Que este Natal 2025 nos recorde que a verdadeira magia das festas está na partilha, no encontro, no abraço com aqueles que nos são próximos e com quem mais precisa de um gesto de bondade.

https://www.facebook.com/share/v/1AP5uCykqa/

✨ Feliz Natal 2025 e um Ano Novo pleno de esperança, saúde e partilha!

COLÉGIOS DA ORDEM DOS MÉDICOSHoje foram eleitas as Direções dos Colégios da Ordem dos Médicos.Mas o que são, afinal, os ...
11/12/2025

COLÉGIOS DA ORDEM DOS MÉDICOS
Hoje foram eleitas as Direções dos Colégios da Ordem dos Médicos.

Mas o que são, afinal, os Colégios?
São as estruturas científ**as e técnicas da Ordem. É nos Colégios que se define o que é boa prática médica, que se protege a qualidade da formação, que se avaliam competências, que se afirmam referenciais técnicos, científicos, éticos e deontológicos. Trabalham longe dos holofotes, mas são o coração da Ordem dos Médicos e um elemento essencial da qualidade da medicina em Portugal.

A Ordem dos Médicos conta com mais de 120 Colégios, que abrangem especialidades, subespecialidades e competências de todas as áreas da Medicina, envolvendo centenas de médicas e médicos que colocam o seu saber e o seu tempo (graciosamente) ao serviço da Medicina e da qualidade dos cuidados prestados às pessoas.

Aos colegas hoje eleitos, felicitações e votos de um excelente desempenho.
Aos que cessam funções, o reconhecimento pela excelência do trabalho feito.

Colégios fortes signif**am Medicina mais exigente, mais rigorosa e mais humana. É assim que se constrói a Saúde. É assim que se protege o ato médico. É assim que se defende a Medicina e os doentes.
Bem haja!!

Direito à saúde: o rosto vivo dos direi­tos huma­nosin Jornal de NotíciasCarlos Cortes10 de dezem­bro é um dia que nos d...
10/12/2025

Direito à saúde: o rosto vivo dos direi­tos huma­nos
in Jornal de Notícias
Carlos Cortes

10 de dezem­bro é um dia que nos deve recor­dar que os direi­tos huma­nos não são uma abs­tra­ção: ou vivem no quo­ti­di­ano das pes­soas ou não exis­tem. Entre todos as con­quis­tas de liber­da­des, há uma que é con­di­ção de quase todas as outras, é o direito à saúde.
Em Por­tu­gal, este direito tem a sua expres­são con­creta no Ser­viço Naci­o­nal de Saúde. A Cons­ti­tui­ção con­sa­gra um SNS uni­ver­sal, geral e ten­den­ci­al­mente gra­tuito. No essen­cial, está em causa uma ideia sim­ples, em plena doença, nin­guém deve ser dei­xado para trás por falta de dinheiro, de sorte ou de local de morada.
O SNS foi uma das mai­o­res revo­lu­ções silen­ci­o­sas do país. Fez bai­xar a mor­ta­li­dade infan­til, aumen­tou a espe­rança de vida, apro­xi­mou cui­da­dos de quem antes deles estava exclu­ído. Trans­for­mou a saúde de pri­vi­lé­gio de alguns em pos­si­bi­li­dade para todos. Cada vaci­na­ção, cada parto em segu­rança, cada con­sulta de segui­mento é um ato con­creto de rea­li­za­ção de direi­tos huma­nos.
Hoje, porém, sabe­mos que um direito pode estar escrito na lei e, ainda assim, falhar na vida real. Lis­tas de espera, difi­cul­da­des de acesso, ser­vi­ços de urgên­cia com res­pos­tas defi­ci­tá­rias, assi­me­trias ter­ri­to­ri­ais e can­saço acu­mu­lado dos pro­fis­si­o­nais ame­a­çam a efe­ti­vi­dade desse direito. Quando alguém espera meses por uma con­sulta ou uma cirur­gia essen­cial, quando alguém não tem médico de famí­lia, quando alguém não tem recur­sos para os seus tra­ta­men­tos, não está ape­nas em causa efi­ci­ên­cia está em causa jus­tiça.
Defen­der os direi­tos huma­nos no 10 de dezem­bro é, por isso, defen­der com luci­dez e cora­gem o SNS. Isso implica finan­ci­a­mento ade­quado, pla­ne­a­mento de longo prazo, valo­ri­za­ção de quem cuida, capa­ci­dade e cora­gem de ino­var. A tran­si­ção digi­tal, a tele­me­di­cina, a inte­li­gên­cia arti­fi­cial, se gui­a­das por prin­cí­pios éti­cos, podem apro­xi­mar o SNS das pes­soas e aju­dar a redu­zir desi­gual­da­des. Mas nenhuma tec­no­lo­gia subs­ti­tuirá a pre­sença humana, o olhar atento, a pala­vra certa na hora difí­cil, o toque de huma­ni­za­ção.
Pre­ci­sa­mos de um pacto social pela saúde que ultra­passe ciclos elei­to­rais. O SNS não per­tence a um Governo, per­tence ao país. É, tal­vez, o rosto mais visí­vel da ideia de que a dig­ni­dade não se mede pelo ren­di­mento. No Dia dos Direi­tos Huma­nos, a per­gunta essen­cial é esta: esta­mos dis­pos­tos a fazer o neces­sá­rio para que o direito pleno à saúde não se torne uma pro­messa adi­ada?
Hon­rar este dia é res­pon­der “sim” com atos, cui­dando do SNS, pro­te­gendo quem nele tra­ba­lha e colo­cando, sem­pre, a pes­soa no cen­tro. Só assim os direi­tos huma­nos dei­xa­rão de ser um car­taz de calen­dá­rio para se tor­na­rem aquilo que devem ser, a gra­má­tica básica da nossa con­vi­vên­cia.

10 de dezem­bro é um dia que nos deve recor­dar que os direi­tos huma­nos não são uma abs­tra­ção: ou vivem no quo­ti­di­ano das pes­soas ou não exis­tem. Entre todos as con­quis­tas de liber­da­des, há uma que é con­di­ção de quase todas as outras, é...

Quando a burocracia afasta os médicos dos doentes...A prescrição de Transporte Não Urgente continua a ser um dos vários ...
03/12/2025

Quando a burocracia afasta os médicos dos doentes...

A prescrição de Transporte Não Urgente continua a ser um dos vários exemplos gritantes da burocracia pesada que consome tempo clínico e afasta médicos do essencial, tratar das pessoas.
A petição https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT128479 mostra bem o desgaste causado por um processo redundante e desajustado da realidade. O vídeo que a acompanha ilustra bem como esta tarefa retira milhares de horas à prática médica e fragiliza a relação com os doentes.
Agradeço aos colegas que levantaram a voz. A burocracia não pode sufocar a medicina. O tempo dos médicos tem de ser devolvido a quem precisa dele, os doentes.
https://www.youtube.com/watch?v=ZxbW7PThgAM

Este vídeo demonstra o tempo real, cerca de 3 minutos, que um médico do Serviço Nacional de Saúde (SNS) necessita para emitir um único pedido de Transporte N...

António José de Barros Veloso partiu,mas deixou-nos muito mais do que uma vida longa, deixou-nos um legado que atravessa...
02/12/2025

António José de Barros Veloso partiu,

mas deixou-nos muito mais do que uma vida longa, deixou-nos um legado que atravessa a medicina, a cultura e o jazz. O vídeo A ARTE DE… BARROS VELOSO revela bem aquilo que sempre o distinguiu, a inteligência, o humor subtil, a curiosidade insaciável e uma ética que unia o cuidado clínico à criação artística.
Médico de exceção, figura histórica do Hot Clube de Portugal, apaixonado pela azulejaria, Barros Veloso mostrou-nos que a vida ganha profundidade quando cruzamos saberes, ciência e arte, e quando tratamos a pessoa como um todo. Ao piano, nas enfermarias, nos livros ou nas aulas, permaneceu sempre igual a si próprio, atento, generoso, construindo pontes entre mundos que muitos considerariam distantes. Estive com ele em momentos pontuais na minha vida que sempre me entusiasmaram e inspiraram.
Aos 95 anos, encerra-se uma vida extraordinária, mas o seu improviso continua a ecoar nos músicos que acompanhou, nos médicos que formou e apoiou, nos leitores que inspirou. Honrar a sua memória é manter viva essa nota de humanismo que ele nunca deixou de tocar.

Que descanse em paz.

Reformou-se de uma vida de grande mérito na medicina e 12 dias depois estava inscrito no curso de Filosofia da Universidade de Lisboa, à procura de respostas...

BATA E VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERESHoje, 25 de novembro, assinala-se o Dia Internacional para a Eliminação da Violência ...
25/11/2025

BATA E VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES
Hoje, 25 de novembro, assinala-se o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Esta data lembra-nos uma verdade que não pode ser ignorada, a violência continua presente nas casas, nos relacionamentos e também nos locais de trabalho.
No artigo que hoje publico no Diário de Notícias, sublinho dois factos que devem inquietar-nos. Metade dos femicídios em Portugal ocorre no próprio domicílio. E na saúde, onde as mulheres são a maioria, continuam a ser frequentes agressões físicas, verbais, psicológicas ou se***is.

Proteger as mulheres é proteger a dignidade humana. Neste dia, quero reafirmar que nenhuma forma de violência é tolerável e que todas as mulheres devem sentir-se seguras em casa, no trabalho, em qualquer lugar. STOP à violência!

https://www.dn.pt/opiniao/bata-e-violncia-contra-as-mulheres

O País, Coimbra e a Região Centro despedem-se hoje do Dr. Júlio Reis, uma figura que marcou a construção do nosso SNS. F...
17/11/2025

O País, Coimbra e a Região Centro despedem-se hoje do Dr. Júlio Reis, uma figura que marcou a construção do nosso SNS. Foi um defensor convicto de um Serviço Nacional de Saúde forte, público e acessível, mas não era apenas alguém de ideias claras e justas, era alguém que concretizava. Nos Hospitais da Universidade de Coimbra e na ARS Centro deixou uma marca feita de visão, pragmatismo e resultados. Coimbra reconhece-o como um dos rostos mas decisivos do desenvolvimento dos cuidados de saúde na região. À família e aos seus mais próximos deixo as minhas sentidas condolências. O melhor tributo ao seu legado é continuar a construir um SNS capaz de cuidar bem dos doentes, das pessoas.

https://www.asbeiras.pt/faleceu-julio-reis-antigo-presidente-da-ars-centro/

MATERNIDADE DO BARREIROOntem estive na ULS Arco Ribeirinho, onde visitei o hospital e vários serviços, Ginecologia e Obs...
11/11/2025

MATERNIDADE DO BARREIRO
Ontem estive na ULS Arco Ribeirinho, onde visitei o hospital e vários serviços, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria/Neonatologia, Medicina Intensiva e a Maternidade.
A Maternidade está muito bem apetrechada e organizada, com instalações recentes resultantes de um investimento de cerca de um milhão de euros, que já se traduz em maior capacidade, diferenciação, segurança e conforto para grávidas, bebés e profissionais.

Reuni com o Conselho de Administração e com as equipas médicas destes serviços. Foi evidente a motivação, a competência e a dedicação de todos os médicos e médicas, que procuram diariamente oferecer a melhor resposta às grávidas, mães e crianças.
Há uma vontade genuína de fazer mais e melhor, e existem condições para isso. Esta foi uma visita muito positiva e animadora, que reforça a confiança no trabalho dos médicos e na capacidade de continuar a elevar a qualidade dos cuidados prestados.

A Ordem dos Médicos continuará ao lado destas equipas, colaborando e exigindo o essencial para que cada pessoa seja cuidada com qualidade e dignidade.
Parabéns a todos os que acreditam, persistem e inspiram esperança.
Seguem nos próximos dias visitas e reuniões nas Maternidades de Setúbal e de Almada para avaliarmos as condições de resposta na Península de Setúbal.
POR UM SNS AO SERVIÇO DE TODOS!

CUIDAR DE QUEM CUIDAOntem estive no Hospital de Évora num encontro, organizado pela Ordem dos Médicos, dedicado à saúde ...
06/11/2025

CUIDAR DE QUEM CUIDA
Ontem estive no Hospital de Évora num encontro, organizado pela Ordem dos Médicos, dedicado à saúde e ao bem-estar dos médicos. Foi um momento muito interessante de reflexão e de partilha, com a presença de colegas de várias gerações, unidos pela mesma preocupação, encontrar equilíbrio entre a exigência da profissão e a preservação da própria saúde.
A medicina é feita de ciência, mas também de humanidade. E a humanidade começa por reconhecer que os médicos são pessoas com limites, emoções e necessidades, como qualquer outra pessoa. Cuidar de quem cuida é uma responsabilidade ética e uma condição essencial para que o sistema funcione com dignidade e qualidade, garantindo que os doentes recebam os melhores cuidados possíveis, prestados por médicos em plena capacidade.
No mesmo dia, foi inaugurada no Hospital do Espírito Santo de Évora a exposição “Saúde e Bem-Estar dos Médicos”, uma iniciativa conjunta do Gabinete Regional de Apoio ao Médico – Região Sul e do Gabinete Nacional de Apoio ao Médico, que têm desenvolvido um trabalho notável em todo o país. Esta mostra desafia-nos a olhar com mais atenção para temas como a violência, o assédio e o burnout, realidades que exigem escuta, prevenção e uma verdadeira cultura de respeito.
Todos contam.
Para cuidarmos bem dos doentes, também precisamos de saúde, equilíbrio e condições adequadas para exercer a nossa vocação. O SNS precisa de todos.
O meu agradecimento ao Conselho de Administração da ULS do Alentejo Central e à Sub-Região de Évora da Ordem dos Médicos, pelo trabalho exemplar e pela hospitalidade.
Aos colegas que participaram, deixo o meu reconhecimento e o meu apreço. É nas conversas francas e nos gestos simples que começa a verdadeira mudança.

“A luminosa película da vida”O cinema, tal como a medicina, nasce do mesmo impulso, o de cuidar do humanoPubliquei, hoje...
05/11/2025

“A luminosa película da vida”
O cinema, tal como a medicina, nasce do mesmo impulso, o de cuidar do humano
Publiquei, hoje no Público, um texto sobre algo que me guia há anos: a Medicina só é verdadeiramente grande quando se liga com a ciência, a cultura, a ética, as artes e a vida concreta das pessoas. A Medicina não é um corredor estreito de paredes, tem muitas portas para abrir.

Retomo uma lição que atravessa gerações, “Um médico que só sabe de Medicina, nem Medicina sabe.” Esta máxima, celebrizada entre nós por Abel Salazar é um lembrete diário de que saber escutar e olhar o mundo é tão essencial quanto saber ler um exame médico.

https://www.publico.pt/2025/11/05/opiniao/opiniao/luminosa-pelicula-vida-2153391

Não há país que prospere com o SNS assim…A propósito deste artigo publicado hoje “Nunca em sacrifício dos doentes” (http...
03/11/2025

Não há país que prospere com o SNS assim…

A propósito deste artigo publicado hoje “Nunca em sacrifício dos doentes” (https://www.dn.pt/opiniao/nunca-em-sacrifcio-dos-doentes), deixo um apelo que nasce de uma profunda preocupação, minha e de todos nós. Ninguém pode f**ar indiferente perante a situação atual do Serviço Nacional de Saúde.
Assistimos a falhas em múltiplas áreas, urgências a encerrar em várias regiões, quase um milhão de pessoas à espera de primeira consulta (mais de metade já para além dos prazos recomendados), listas cirúrgicas a crescer e 1,6 milhões de utentes sem médico de família, entre muitas outras dificuldades. Situações que se agravam de ano para ano.
Isto é a normalização do inaceitável.
São sinais claros de um SNS em rotura, em risco real de colapso se nada mudar.
Não se trata de apontar o dedo, só por apontar. O Serviço Nacional de Saúde tem tido, ao longo dos seus 46 anos de existência, um extraordinário desempenho e continua a contar com o esforço incansável dos seus médicos e de todos os que nele trabalham. Mas é inegável que atravessa imensas dificuldades. É difícil contrariar de forma séria aquela que é a realidade: o SNS está exausto, sobrecarregado e a precisar de decisões firmes e de uma orientação clara, não de discursos, de planos, de mais demissões e de mais desculpas. E tudo indica que 2026 trará ainda maiores dificuldades.
Se continuarmos distraídos, ocupados com temas secundários e sem a coragem política nem a determinação de concretizar mudanças profundas, o SNS poderá perder ainda mais a sua capacidade de resposta.
O país precisa de reencontrar o essencial, cuidar do SNS é cuidar da confiança, da equidade e do nosso futuro coletivo. O país não pode continuar distraído, salvar o SNS é agora!

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Coimbra

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