08/03/2026
HĂĄ mulheres que escolhem ser fortes.
E hĂĄ mulheres que simplesmente tĂȘm de o ser.
Quando uma doença (como a celĂaca) entra na nossa vida, muda tudo.
Muda a forma como comemos, como viajamos, como vamos a festas, como olhamos para a comida e para o mundo.
No meu caso, mudou também a forma como vivo a maternidade.
Sou celĂaca.
Sou mĂŁe de filhos celĂacos.
E aprendi que proteger quem amamos passa, muitas vezes, por batalhas silenciosas que ninguĂ©m vĂȘ.
Aprendemos a ler rĂłtulos como quem lĂȘ histĂłrias.
Aprendemos a perguntar, a explicar, a insistir.
Aprendemos a reconstruir tradiçÔes, receitas e rotinas.
Nem sempre Ă© fĂĄcil.
Mas hå algo profundamente bonito neste caminho: a força que nasce do amor.
E hoje quero também celebrar quem caminha connosco, mesmo não tendo a doença.
Celebro esta jovem mulher que estĂĄ ao meu lado, que cresceu a aprender que viver sem glĂșten nĂŁo Ă© uma limitação â Ă© apenas uma forma diferente de cuidar de nĂłs â e que nos ajuda tanto no dia a dia, cuidando dos irmĂŁos com uma sensibilidade que me emociona.
Porque viver sem glĂșten nĂŁo Ă© apenas uma dieta â Ă© um compromisso familiar, feito de atenção, empatia e uniĂŁo.
Neste Dia da Mulher, celebro todas as mulheres que enfrentam desafios que nĂŁo escolheram â e tambĂ©m aquelas que escolhem estar ao lado, apoiar e tornar o caminho mais leve.
Ser mulher Ă©, muitas vezes, isto:
transformar responsabilidade em amor e união em força.
Feliz Dia da Mulher.
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