13/04/2026
Fui convidada pela Câmara Municipal de Moura para falar sobre intervenção sistémica no encontro regional dos SAAS do Baixo Alentejo.
Um tema que, na prática, faz toda a diferença.
Na maioria das intervenções, o foco está no problema:
• O comportamento.
• A dependência.
• A situação familiar.
E o objetivo é resolver.
Mas há uma questão que raramente é colocada:
👉 Qual é a função daquele sintoma dentro do sistema?
Do ponto de vista sistémico, o sintoma não é apenas algo a eliminar.
• É muitas vezes a expressão de uma lealdade invisível.
• De um lugar que está a ser ocupado.
• Ou de uma ordem que foi quebrada no sistema familiar.
E enquanto olhamos apenas para o problema…
Podemos até intervir...
Podemos até melhorar...
Mas o padrão tende a repetir-se.
Foi sobre isto que falei:
👉 Sobre sair da lógica de “corrigir”.
👉 E começar a compreender o sistema que sustenta o problema.
Porque sem este olhar…
Tratamos o sintoma, mas não transformamos a raiz.
É exatamente aqui que a intervenção muda de nível.
Tenho vindo a aprofundar este trabalho também em contexto de supervisão, com profissionais que querem integrar este olhar na prática real.
Se sentes este limite no terreno… talvez faça sentido para ti.