12/03/2026
A ideia de que homens muito orientados para desempenho (high achievers) carregam uma motivação profunda ligada ao reconhecimento do pai aparece frequentemente na psicologia do desenvolvimento, na psicanálise e em estudos contemporâneos sobre motivação e identidade masculina.
Acredito que muitas de vocês conseguem observar isto nos vossos parceiros ou nos homens à vossa volta, se souberem um pouco da história familiar ou de vida deles. Correto?
Neste carrossel falo nos vários motivos que levam os homens a perseguirem a carreira e a investirem tão fervorosamente nela, parecendo que nunca nada é suficiente, como se nada chegasse verdadeiramente, por mais conquistas e estatutos que possam alcançar.
A maturidade e o desenvolvimento psicológico de muitos homens passa por um momento crucial: quando deixam de trabalhar para uma figura idealizada do pai e param de buscar essa aprovação ou reconhecimento externo. Ou seja, quando passam a valorizar-se e a reconhecer o próprio sucesso, sem perseguir esse afã inconsciente que é o reconhecimento do pai - que pode até nunca vir, mesmo que o pai esteja, de facto, orgulhoso. Sabemos que muitos pais são incapazes de verbalizar e mostrar isso diretamente aos seus filhos.
Este salto e mudança de paradigma psicológico costuma trazer três mudanças importantes: menos ansiedade de desempenho, mais liberdade criativa e maior prazer nas conquistas. Em termos simbólicos, é quando o homem deixa de ser o filho que tenta impressionar e passa a ser o adulto que cria o seu próprio caminho e encontra a verdadeira realização e lugar no mundo, mais em paz com ele próprio.
Há algo semelhante que acontece com as high achievers, as mulheres super bem sucedidas que também sentem sempre que nada é suficiente. Falarei nisso num próximo post. Até lá partilhem este post com o vosso bestie, amigo ou companheiro que sente sempre que nada do que faz é suficiente.