14/12/2025
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Os abusos se***is em adolescentes, tanto em rapazes como em raparigas, muitas das vezes têm inicio na infância, prolongando-se até à puberdade, fase em que o crescimento físico e psíquico permitem romper o ciclo de sofrimento a que foram sujeitos.
Quando as vitimas dos abusos se***is já são adolescentes, os abusadores / adultos pedófilos tem por fixação perversa por estas idades, motivados por corpos ainda não completamente maturos que os torna em objetos preferenciais para a satisfação das suas compulsões perversas.
Os abusos se***is de menores, não mais do que verdadeiros assassinatos de alma, em que parte importante do seu desenvolvimento emocional e da sua personalidade morre. São barreiras físicas e psicológicas que são quebradas de forma irreversível. Morre a ingenuidade, evapora a alegria, desaparece a confiança e esvoaça a esperança.
A maioria dos abusos se***is em adolescentes permanece silenciosa (fenómeno iceberg), em que apenas 25% dos casos emergem da totalidade dos abusos. A razão dos silêncios são vários, ameaças físicas, a coação interna , em que o silencio é mantido por sentimentos de medo, vergonha, humilhação e desconfiança. Muitas crianças abusadas exteriorizam o seu desconforto durante a adolescência, quando a sua capacidade psíquica permite ter uma visão, em relação ao significado dos abusos que foram vitimas.
A capacidade de verbalizar sobre os abusos depende de vários fatores, como a idade, o s**o, a relação com o abusador, a capacidade dos adultos valorizarem a determinados sintomas, ou sinais. Têm sempre melhor prognostico aqueles que conseguem verbalizar os seus traumas, na expressão do seu sofrimento.
Constatando que os abusos se***is são quase sempre perpetrados por adultos do s**o masculino, percebe-se o motivo pelo qual estes, apresentem mais dificuldade em exteriorizar os acontecimentos, pois implica lidar com uma fantasia da homossexualidade que provem da própria natureza do contato físico.
Os abusos se***is de raparigas e rapazes, não acontecem apenas em meios socio económicos mais desfavorecidos, muito pelo contrario. Tal como também é importante salientar o fato que 80% dos abusadores, é alguém próximo da vida da relação com o adolescente, raros são os casos em que são abordados por desconhecidos. É muito mais comum o adulto ter algum grau de parentesco ou ligação afetiva à vitima, em que torna a aproximação mais fácil, a sedução, o abuso, a sua manutenção no tempo e o silêncio. Muitas vezes acontece que estes jovens abusados confidenciarem o sucedido com alguém fora do circuito familiar direto.
A prevenção é cada vez mais uma tarefa importante para todos os que lidam com adolescentes, embora essa tarefa deva se iniciar mesmo durante a infância., uma vez que a construção da sexualidade se inicia desde os primeiros anos de vida e não na chegada da puberdade ou adolescência. Importa salientar a importância dos pais, ou de outros adultos de referencia, como elementos de proteção, através da consistência dos modelos de relação familiares e a intensidade dos laços afetivos entre os adolescentes e as figuras de referência.
A importância do afeto e das identificações masculinas e femininas das crianças e adolescentes , com a mãe e o pai, em que eles se sinta amados; um bom nível de compreensão e comunicação entre os pais e os filhos, em que se saiba escutar e valorizar, não apenas a linguagem verbal na sua expressão manifesta e latente, mas também a não verbal, que tantos pais sabem entender quando algo não está bem com os seus filhos, isso acontece quanto melhor os conhecerem; a diminuição ou o controlo de estímulos,, estigmas, sociais e culturais, que hoje em dia reforçam a intensidade das mensagens de sexualidade agressiva, intrusiva e descentrada de afetos.
Uma criança ou adolescente com um bom vinculo aos pais, afetivamente seguro, explora o mundo de uma forma mais adequada, ao invés daquele que por carência afetiva está mais vulnerável à sedução de um adulto.
A existência de regras e limites irão proteger o adolescente e a organizar-se psiquicamente. Uma criança bem contida de afetos é alguém em que os riscos de serem seduzidos por adultos perversos são mais reduzidos.
Quando falamos de um bom nível de comunicação entre adultos e adolescentes, pensa-se na necessidade de os valorizar e dando sentido ao seu mundo interior. Prevenir, é estar atento, é saber ler os sinais daqueles que mais gostamos, quer seja através da comunicação verbal, ou não verbal, através do seu olhar, ou o seu evitamento, ou nas alterações das suas função de regulação, como o sono ou a alimentação.
O abuso sexual representa essencialmente uma relação de intrusão, que usa a criança ou o adolescente como parte do objeto, sem que o adulto tenha qualquer representação afetiva, bastava que dele ou dela gostasse verdadeiramente para que nunca abusasse.
Prevenir o abuso sexual na adolescência é também aumentar a confiança na relação entre pais e filhos, adultos saudáveis e jovens com um equilíbrio entre a dependência e a autonomia emocional.