01/09/2020
Memórias
Decorria o fim do ano 2019 e surgiram as primeiras noticias, muito vagas, de um tal vírus vindo da China, dizia a comunicação social, vírus esse com nome COVID-19.
Tão longe, pensamos nós. Não chegará cá. Não imaginamos que estávamos perante uma guerra sem armas e que ninguém a faria parar. Espalhou-se pelo mundo, sem que os governantes pudessem evitar. Chega o mês de Março e eis que também o vírus ao nosso país. Governantes do nosso país puseram mãos à obra e tomaram medidas nunca vistas. Seguiram-se encerramentos de comércio, escolas, aeroportos e os centros de dia, como o nosso. Parou o país. Visitas proibidas aos idosos, isolamento social, tão chocante e estranho para nós.
Todos os dias chegavam números assustadores de vitimas, enquanto tínhamos muitos profissionais de saúde numa luta infernal contra o ma***to vírus, e mesmo assim, quantas vidas se escaparam das suas mãos? Vieram os meses de Abril, Maio e Junho e já por essa altura a curva da pandemia atingia o seu pico. Máscaras, distanciamento social, higienização dos espaços já faziam parte do nosso dia a dia. Para nós, no Centro de Dia, os dias passavam devagar, sem expetativas de abertura, complicado para todas as colaboradoras. A nova realidade levou-nos a passar os dias com o sentimento de dever não cumprido. Com o serviço de apoio domiciliário conseguimos acompanhar e tranquilizar os nossos utentes, tentando nos adaptar a uma nova realidade, nunca vivida por ninguém.
No mês de Agosto é finalmente anunciada a abertura dos Centros de Dia, sorrisos no rosto, começa a preparação para receber os nossos utentes, medidas tomadas...triste pelo dever de distanciamento entre cadeiras e mesas, mas necessário para os recebermos em segurança.
Dia 31 de Agosto, dia decisivo para nós, é dia de abertura do nosso Centro de Dia. Nós por cá vamos receber os nossos utentes com alegria, muita fé e esperança de nunca mais encerrar. Boa sorte para todos!
Colaboradora L. S.
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