28/04/2026
Há um padrão que vejo repetidamente em consulta.
Pessoas que vivem num ciclo constante de “tenho que…”.
Quando descansam, sentem que deviam estar a fazer algo.
Quando trabalham, sentem que deviam estar a cuidar de si.
Quando cuidam de si, sentem que deviam estar com a família.
Quando estão com a família, sentem que deviam estar a produzir mais.
E assim sucessivamente.
O resultado é um estado de culpa permanente e uma dificuldade real em simplesmente parar.
Do ponto de vista psicológico, isto está muito ligado a uma mente ansiosa que vive no futuro, na antecipação, no “a seguir”, no “quando isto terminar, então sim…”.
Mas esse “então sim” nunca chega. E o presente vai f**ando sempre em segundo plano.
Nunca é suficiente.
Nunca é o momento certo.
Com o tempo, isto gera exaustão emocional e uma sensação constante de estar em esforço, mesmo quando aparentemente está tudo bem.
Se te identif**aste com isto, não é algo raro. É um padrão muito mais comum do que imaginas em contexto clínico e que pode ser trabalhado em terapia.
Se te identif**aste com isto, é provável que também conheças alguém que vive neste mesmo ciclo.
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