Escola Saúde Integral da Mulher

Escola Saúde Integral da Mulher Sê bem-vinda à ESCOLA SAÚDE INTEGRAL DA MULHER. Um espaço que acolhe diferentes pessoas, áreas

05/03/2026

Deixo-vos aqui um pouquinho da minha conversa com a Janine , que foi a minha convidada do último podcast da escola saúde integral da mulher.

E vocês que regras têm por aí por casa, se as têm?

Novo episódio do podcast - da rubrica Sanity Fair - SANIDADE MENTAL (E FÍSICA) AO TRABALHAR ONLINE já está disponível. N...
03/03/2026

Novo episódio do podcast - da rubrica Sanity Fair - SANIDADE MENTAL (E FÍSICA) AO TRABALHAR ONLINE já está disponível.

Neste episódio estou numa entrevista com uma pessoa muito importante na minha vida.

É o meu escudo de proteção face ao monstro devorador das redes sociais. É a pessoa que me permite existir lá sem ter que estar lá, ou seja, a gestora das minhas redes.

Ela é o São Jorge que domina o dragão, trabalhando num terreno que para mim seria mortal.

Mãe de uma criança pequena, a impávida Janine Tavares da , tem o ingrato papel de me obrigar a escrever coisas e produzir materiais para publicar. Com o seu chicote virtual, todos os meses ela consegue me extorquir coisas que eu sozinha estaria constantemente a procrastinar, incluido este post.

Como consegue a Janine conservar o seu Estado Transitório de Quase Equilíbrio (o lema do Sanity Fair) estando diariamente a trabalhar online, em casa, e em contato com uma fonte tão grande de inseguranças e ansiedade?

Sabe tudo neste episódio porque a realidade do trabalho em casa e online é algo que precisa de ser falado.

No sábado fui ver uma peça de teatro sobre menopausa.Foi divertida e conseguiu caraterizar com humor as situações e as a...
02/03/2026

No sábado fui ver uma peça de teatro sobre menopausa.

Foi divertida e conseguiu caraterizar com humor as situações e as atitudes sobre menopausa.

Em geral, gostei da peça. Gostei muito menos do final, onde os atores se lançaram numa ação de propaganda farmacêutica onde promoveram o uso de terapia de substituição hormonal como se fosse uma panaceia.

O argumento foi o discutível “Hoje já temos muitos estudos sobre a segurança”, mas sobretudo o “Existem terapias para todas as deficiências: se uma pessoa tem deficiência de vitamina D, ou hormonas da tiróide, ela deve tomar. É a mesma coisa se lhe faltarem hormonas por causa da menopausa”.

Aí eu fico com o olho a tremer. Minúsculo pormenor: a deficiência de vitamina D ou de hormonas da tiróide são (e dão) problemas de saúde, porque a nossa fisiologia exige que elas existam e cumpram as suas funções.

Quanto à menopausa, ela não é um estado de deficiência de nenhuma hormona.

Não podes definir de deficiência a ausência de algo que não é suposto existir.

Não temos deficiência de um 12º segundo dedo, de um 3º olho ou de um 2º umbigo.

A nossa fisiologia não prevê que circulem estrogénio e progesterona pós menopausa. Ponto. Daqui deriva outra pérola: “As nossas antepassadas morriam antes da menopausa! É a primeira vez que temos que existir tantos anos da nossa vida na menopausa”.

Só que não.

A expectativa de vida média era menor em sociedades pré-industriais, devido à mortalidade infantil e causas externas, mas uma proporção signif**ativa de mulheres atingia a idade da menopausa.

A existência de um período pós-reprodutivo prolongado é característica da espécie humana há milénios, e as avós não são de todo um fenómeno exclusivo da era contemporânea.

Queres tomar terapia substitutiva?

Toma-a! Mas não digas que todas deviam tomar. E não digas que graças a este “tratamento”, engravidaste naturalmente aos 55 anos em plena menopausa.

Mesmo se fosse verdade, não é inócuo na psique de milhões de mulheres que ainda estão a gerir as suas esperanças e decepções neste campo tão sensível.

E cria a ideia que a menopausa é algo que se possa “curar” e “pôr em pausa”.

Pausa, só se for em narrativas tolas.

27/02/2026

Isto chama-se Time Restricted Eating Pattern.

Não é jejum intermitente.

Muitas pessoas andam a tentar aquilo que acham ser o jejum intermitente, sem ter em conta a regulação circadiana.

Ainda ontem dei consulta a uma pessoa que afirmava fazer “jejum” porque começava a comer às 14.

Isto não é jejum, isto é atrasar a janela de alimentação…e o metabolismo!

Para perceber, acompanha-me neste trecho de encontro zoom que fazemos duas vezes por mês no programa Os Anos da Transição, onde aprofundamos temas.

Um deles foi precisamente o importantíssimo papel da cronobiologia e da crononutrição na perimenopausa.

Queres saber o que é este Programa - Os Anos da Transição - e o que está incluído?

Sabe mais no link da bio, ou envia-me mensagem…

Porque, no fundo, as hormonas protagonistas do ciclo menstrual, estrogénio e progesterona, não servem “só” para regular ...
26/02/2026

Porque, no fundo, as hormonas protagonistas do ciclo menstrual, estrogénio e progesterona, não servem “só” para regular o ciclo. Elas estão entrelaçadas com o ritmo circadiano - nosso relógio biológico de 24 horas.

E quando essas hormonas começam a flutuar mais (e depois a cair), como acontece na perimenopausa, isso não mexe apenas com o ciclo. Mexe com tudo o que o corpo usa para se orientar no tempo: temperatura, sono, energia, apetite, humor.

Um exemplo muito concreto: os afrontamentos.

O estrogénio é uma das hormonas que ajuda a manter a temperatura corporal mais estável e, em geral, mais “fresca”. Quando ele desce de forma brusca (e desce e sobe como uma montanha-russa nesta fase), o corpo pode entrar naquele mecanismo de “aquecimento” que tantas mulheres reconhecem.

A progesterona, por outro lado, tende a subir ligeiramente a temperatura. E quem já reparou que dorme de forma diferente na fase lútea, ou que sente mais sonolência, sabe do que estou a falar. Só que claro, se a fase pré-menstrual for atormentada por desequilíbrios e sintomas, o sono também pode f**ar afectado pela negativa.

E depois há o resto do sistema endócrino. Porque isto não está isolado.

Estrogénio e progesterona também modulam o metabolismo da glucose e da insulina. E quando estas peças começam a falhar, o efeito “dominó” no corpo é real.

Agora junta a isto as hormonas do ritmo circadiano:

Cortisol, que tem de ter um pico fisiológico de manhã (é a nossa hormona de activação, simplif**ando).

Melatonina, que deveria começar a subir à noite, idealmente a partir das 21h, para induzir sono com qualidade.

Serotonina, que é uma espécie de base do bem-estar e também necessária para que a melatonina funcione como deve ser, para o sono não f**ar hiperfragmentado.

Ou seja: quando perdemos estrogénio e progesterona, perdemos também dois grandes “organizadores temporais”.

Eles regulam ciclos longos (o ciclo menstrual) mas também ajudam a organizar ciclos curtos (as 24 horas).

E é por isso que nesta fase f**amos muito mais vulneráveis à desorganização circadiana.

E, muitas vezes, muitas das queixas que aparecem na (peri)menopausa têm esta camada por trás: o corpo a perder o ritmo.

Dia e noite. Dia e noite. Parece básico, mas é literalmente isto que manda em nós.O ciclo circadiano é só isso: um ritmo...
24/02/2026

Dia e noite. Dia e noite. Parece básico, mas é literalmente isto que manda em nós.

O ciclo circadiano é só isso: um ritmo de 24 horas que o corpo segue, mesmo quando nós fazemos de conta que não.

E a parte que eu acho mesmo interessante é esta: nós mantemos este ritmo mesmo sem relógios, sem janelas, sem “pistas” externas. Houve experiências em que meteram pessoas numa gruta, sem luz natural, sem relógio, sem nada… e o corpo continuou a organizar-se mais ou menos em 24 horas. Isto é tão nosso como respirar.

Agora… o problema é que o nosso estilo de vida é uma espécie de “gruta moderna”: pouca luz natural, muita luz artificial, e claro que o sono f**a baralhado e não temos energia quando é suposto.

“Ah, mas eu sou coruja, é genético (falo contigo amiga Ana, tu sabes. Tu provavelmente pertences a uma minoria, como em muitas outras coisas).

Há alguma verdade nisso, sim. Mas o que os estudos mostram é que, na maioria das pessoas, a genética explica pouco. Porque quando essas “corujas” vão viver uns dias com luz natural a sério (acampar, sem luz artificial nenhuma), o corpo re-sincroniza depressa. Melatonina mais cedo, cortisol de manhã… e de repente a coruja já não é assim tão coruja.

Ou seja: muitas vezes não é “eu sou assim”.

É “eu vivo assim”: janto tarde, deito-me tarde, até aí tenho tudo iluminado estilo Las Vegas e claro, tenho os olhos colados a ecrãs até dentro da cama.

Se te identif**as com um dos lados da imagem, diz-me: és mais coruja ou mais madrugadora? E sim, podes ser as duas, dependendo do caos da vida. 😅



(imagem feito com recurso à IA)

10/02/2026

As mulheres portuguesas que mais compaixão me suscitam são as perimenopáusicas que trabalham em empresas.

Não lhes invejo nadinha o ambiente de trabalho. Numa aula do curso que estive a seguir, a formadora (psicóloga) referiu um episódio contado por uma paciente dela.

Durante uma entrevista de trabalho que até estava a correr bem, ela precisou de usar um leque para aliviar uma onda de calor. O entrevistador olhou para ela com cara de horror e disse algo como “Ai. não vai andar a trabalhar de leque na mão, pois não?”.

Escusado será dizer que não obteve o emprego.

Só um pequeno exemplo daquilo que poderá ser trabalhar num ambiente onde a menopausa é praticamente um palavrão.

Curiosamente os estudos indicam que a “queda de produtividade” que tanto temem as mulheres na perimenopausa, na verdade não tem lugar.

Nem mesmo depois de uma noite mal dormida!

Não é coincidência que foi precisamente uma exigência de abafar a concorrência feminina em âmbito profissional que, nos anos ‘50, deu impulso a um novo uso das indústrias da moda/cosmética/das dietas etc.

Estas indústrias receberam o impulso de começar a funcionar como máquinas para criar um terceiro turno de trabalho às mulheres: o trabalho infindável de tentar fazer encaixar o corpo em moldes impossíveis, congelar no tempo, e jamais trazer a sua fisiologia para o lugar de trabalho.

Vale a pena ouvir ou ver este episódio.

Tudo no link da bio.

04/02/2026

“Desde que comecei a tomar a terapia hormonal, durmo muito melhor. E a pele melhorou imenso” disse a amiga de uma amiga minha, ligando um cigarro e terminando o seu café das 15 da tarde numa esplanada da Graça.

Eu, dentro de mim, pensei “Wow, isto é de manual”, e perguntei-me quantos outros hábitos dela se podiam ter corrigido para que ela tivesse um sono reparador e tivesse melhor pele sem recorrer às hormonas.

Mas ela não me estava a pedir opiniões e é uma mulher inteligente que de certeza absoluta não me queria ouvir a fazer de grilo falante . Isso sim, talvez lhe faltasse a noção da medida do impacto real de determinados hábitos. E às vezes a função da educação é esta: não é comunicar notícias bombásticas, é relembrar o básico.

Recursos não farmacológicos deviam ser de primeira, segunda e terceira linha.

Mas neste momento a menopausa é um enorme business. Portanto, mais uma vez, o recurso à farmacologia, especialmente hormonal, é neste momento incentivado até de forma “preventiva”(!!!) junto de muitos e muitas profissionais.

Neste terceiro episódio da série (Hot) Flash News concluimos a panorâmica dos pilares essenciais da medicina do estilo de vida na perimenopausa e arredores.

Juntei vários pilares, todos relacionados com o bem-estar mental: vida social, atenção aos hábitos em relação a alcool e tabaco, acesso aos serviços de saúde mental e sono reparador.

Podes ver ou ouvir nos Youtube ou Spotify - links na bio

No sábado passado estive no Jardim da Estrela a dar um workshop sobre suplementos para a saúde da mulher. Dia 7 de Março...
23/01/2026

No sábado passado estive no Jardim da Estrela a dar um workshop sobre suplementos para a saúde da mulher.

Dia 7 de Março volto lá para falar de cacau! A programação ainda não saiu, mas já está na minha agenda. Virei aqui avisar mais perto do evento.

Uma boa parte dos pedidos de conselhos e orientações que recebo nas consultas têm a ver com os suplementos com fins cosm...
22/01/2026

Uma boa parte dos pedidos de conselhos e orientações que recebo nas consultas têm a ver com os suplementos com fins cosméticos.

E o número um destes últimos anos é o colagénio.

Não admira, vista a quantidade de produtos de colagénio publicitados em todo lado, incluindo shots e águas (!!!) com colagénio.

Por isso, quando se tratou de escolher o suplemento a examinar nesta rubrica mensal, não tive dúvidas.

Queres saber se os suplementos de colagénio servem para alguma coisa? Ou seja, para melhorar a qualidade da pele e/ou melhorar a saúde articular?

Escrevi tudo na rúbrica do blog - o Fantástico Mundo dos Suplementos.

Vai lá ler e deixa-me o teu feedback. Link na bio, como sempre 😃.

Um trecho do último artigo do meu blog, a propósito de como pesquisar sobre saúde com base na evidência científ**a dispo...
20/01/2026

Um trecho do último artigo do meu blog, a propósito de como pesquisar sobre saúde com base na evidência científ**a disponível.

“Outra ferramenta muito usada por quem tem preguiça de peneirar o PubMed, é a inteligência artificial. Ora, deixa que te diga: não te deixes substituir o cérebro por ela. De momento, não está minimamente à altura. Serve para muitas coisas, mesmo. É ótima em muitos aspetos. Pode dar inputs iniciais, ajudar-te a orientar a pesquisa. Mas tende a não balizar a qualidade da evidência, e a ser antes uma porta-voz do marketing dos laboratórios.

Como dizia um famoso infectologista argentino, Francisco Maglio:

“El mayor avance de la medicina es la silla”

(A maior invenção na história da Medicina, foi a cadeira).

Sim, eu também acho que, apesar dos grandes avances tecnológicos, a cadeira continua a ser a maior invenção científ**a de sempre.

Porque quando tens um problema de saúde, o que tu queres é ser vista por alguém que tenha o hábito de apoiar o rabo sobre a cadeira, os cotovelos sobre a mesa…e estudar!

E as cadeiras também servem para criar um espaço e um tempo de conversa, de escuta, de atenção.

“O que se passa contigo? Como te posso ajudar?”.

Novo episódio do Podcast! Continua a série (Hot) Flash News da Rubrica Sanity Fair.Neste episódio concluímos o relatório...
19/01/2026

Novo episódio do Podcast! Continua a série (Hot) Flash News da Rubrica Sanity Fair.

Neste episódio concluímos o relatório dum grande artigo de revisão em que se examinam os 6 pilares da saúde da mulher na menopausa naquilo que se define “Medicina de Estilo de Vida”.

Falaremos do bem-estar psicológico, do sono, do álcool, e da importância duma vida social REAL (e não nas “redes sociais”).

Há aspectos que me deixam perplexa nas novas abordagens à saúde mental, como por exemplo o entusiasmo com o qual os autores falam da IA a conversar com as mulheres sobre temas pessoais…se quiseres saber mais, podes ouvir no spotify ou no youtube.

Links na bio. São pouco mais de 20 minutos, não te toma muito o tempo ☺️.

Endereço

Estrela
Lisbon
1200-678

Website

https://bio.site/escolasaudeintegraldamulher, https://t.me/escolasaudeinte

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