Escola Saúde Integral da Mulher

Escola Saúde Integral da Mulher Sê bem-vinda à ESCOLA SAÚDE INTEGRAL DA MULHER. Um espaço que acolhe diferentes pessoas, áreas

Vou ser muito honesta: uma parte enorme do tempo de educação em consulta vai para isto: para desmontar a ideia de que “n...
28/04/2026

Vou ser muito honesta: uma parte enorme do tempo de educação em consulta vai para isto: para desmontar a ideia de que “não quero tomar nada” e “se vem num frasco, não é natural”.

Eu entendo o desconforto: a vontade de não depender de nada produzido em laboratório, de obter tudo através da alimentação e estilo de vida. Eu também gosto dessa perspectiva (guia-me em grande parte).

Mas depois entra a vida real: mulheres profundamente anémicas a tentar levantar ferritina só com comida (não dá para levantar uma ferritina de 5 com heroísmo).

Ou o caso do folato: o tubo neural fecha muito cedo na gravidez, e a suplementação tem janela crítica. Além disso, há variantes genéticas (MTHFR) que mudam a conversa sobre forma e dose.

E o caso das leguminosas: o “dá-me gases, logo o meu corpo recusa” é muitas vezes desuso da microbiota e às vezes uma enzima simples resolve, sem empobrecer a dieta.

O ponto não é “tomar tudo”. É perceber quando faz sentido usar uma prótese inteligente num mundo que já não é o mundo ancestral.

Se quiseres ler os exemplos completos e o raciocínio inteiro, está no meu último artigo do blog: “A armadilha do natural” (link na bio).

24/04/2026

Existe relação entre o sistema nervoso e o pavimento pélvico?

Falámos sobre isto e muito mais no último episódio do podcast - cuidar do pavimento pélvico em todas as fases da nossa vida 🌸.

Para este episódio convidei a Michele Carvalho - fisioterapeuta especializada na saúde da mulher.

Vale muito a pena ver ou ouvir.

Links da bio.

F**a descansada. Com este artigo não pretendo insultar a tua inteligência com um conjunto de banalidades do estilo “Nem ...
22/04/2026

F**a descansada. Com este artigo não pretendo insultar a tua inteligência com um conjunto de banalidades do estilo “Nem tudo o que é natural é inócuo”, ou “Há que seguir apenas a Ciênciahhh, única dona da Verdhadehhh”, etc.

O que pretendo examinar contigo aqui é a tendência, que provavelmente ambas temos, a querer viver de modo estritamente natural.

Sinto a necessidade de falar disto porque é um lugar onde eu também me coloco em geral, e onde até já fui muito mais radical.

Mas há uma realidade que não negoceia: o nosso corpo é herdeiro de uma evolução, e vive agora num mundo com um desencontro profundo entre a fisiologia e a vida moderna (mismatch evolutivo).

Por exemplo, a nossa evolução como espécie favoreceu os genes dos indivíduos capazes de armazenar mais gordura no seu organismo, para fazer frente aos períodos de escassez alimentar.

Mas agora, a facilidade com a que armazenamos gordura existe num contexto de hiper-abundância alimentar, onde deixámos de morrer de fome e passámos a morrer por doenças devidas a excessos. Isto tem repercussões na forma como devíamos olhar para o conceito de “natural” quando falamos de saúde. Por exemplo, a toma de determinados suplementos que pode parecer não “natural”, acaba por ser a forma mais direta de preservar a fisiologia.

Se quiseres ler o resto (incluindo exemplos concretos e porque é que a rigidez não nos ajuda), está no meu último artigo do blog: “A armadilha do natural” (link na bio).

20/04/2026

Deixo-vos com um pequeno momento da minha conversa com a Michele Carvalho que podes ouvir na integra no último episódio do podcast da Escola Saúde Integral da Mulher.

Links na bio.

A nova pirâmide alimentar americana chegou com mudanças importantes, mas também com contradições que precisamos conhecer...
17/04/2026

A nova pirâmide alimentar americana chegou com mudanças importantes, mas também com contradições que precisamos conhecer.

Esta nova pirâmide espelha bem a personalidade do Trump…

Opiniões…

Hoje sai mais um episódio do podcast da Escola Saúde Integral da Mulher - Para este episódio convidei a Michele Carvalho...
16/04/2026

Hoje sai mais um episódio do podcast da Escola Saúde Integral da Mulher - Para este episódio convidei a Michele Carvalho , para falarmos sobre como cuidar do pavimento pélvico em todas as fases da nossa vida 🌸.

A Michele Carvalho, é fisioterapeuta especializada na saúde da mulher. Conheci a Michele numa consulta, e fiquei espantada com o seu conhecimento nesta área.

A Michele explica como os cuidados do pavimento pélvico vão muito além dos Kegel e da reabilitação pós-parto. Em todas as etapas, inclusive em idades bem anteriores à menopausa, é importante cuidar do nosso pavimento pélvico, e a Michele ensina-nos como o fazer.

Aproximadamente entre os 35 e os 40 anos, os níveis de progesterona começam a descer. A progesterona é a hormona produzi...
09/04/2026

Aproximadamente entre os 35 e os 40 anos, os níveis de progesterona começam a descer. A progesterona é a hormona produzida depois da ovulação pelo corpo lúteo, o “casulo” do óvulo que f**a retido no ovário após a ovulação.

Nesta fase da vida, é normal que haja uma diminuição da qualidade dos folículos, o que leva a uma menor produção de progesterona, e/ou que haja mais ciclos anovulatórios, o que leva a nenhuma produção de progesterona.

Esta descida é muito mais pronunciada e evidente que a diminuição da produção de estrogénios.

Aliás, nesta fase, os estrogénios são comparativamente muito mais altos que a progesterona.

Que fazer nesta fase para aumentar a produção de progesterona?

Aplicar as recomendações gerais sobre Nutrição - já falei disto aqui…

E ainda:

- Dormir mais!
- Defender o nosso espaço, aprender a delegar, aprender a dizer não.
- Magnésio bisglicinato à noite, com vitamina B6 e açafrão, ajudam a reduzir irritabilidade, oscilações de humor, e melhoram a produção de progesterona.
- Vitamina C, sustenta a produção de progesterona.
- Chá de urtiga vulgar, tónico adaptogénico, remineralizante, ótimo anti-inflamatório.
- Extrato líquido de Anho-casto. O Vitex agnus-castus é uma planta que ajuda na regulação hormonal e na produção de progesterona. Ainda, estimula a nossa produção de melatonina, ajudando a relaxar e a ter mais qualidade no sono.
- Comer mais sementes de linhaça moídas, sementes de girassol, sésamo e abóbora todos os dias, que nos fornecem minerais como zinco, selênio e magnésio essenciais para a produção de progesterona.

E a pergunta não devia ser “o que é que eu tenho?”, mas “o que é que eu preciso agora para apoiar esta transição?”.

E é precisamente esta falta de informação que deixa tantas mulheres desorientadas: sentem coisas no corpo que não encaix...
08/04/2026

E é precisamente esta falta de informação que deixa tantas mulheres desorientadas: sentem coisas no corpo que não encaixam nessa história.

O ponto chave é este: a perimenopausa é um processo longo que começa muito, muito mais cedo do que a cultura popular quer aceitar.

E por isso é que tantas mulheres dizem: “mas eu ainda nem tenho 50…” - e já estão a viver o começo da mudança.

Não é para criares medo. É para criares mapa. Porque quando tens mapa, deixas de achar que és “fraca” ou “instável”. Passas a ver o que está a acontecer.

Queres que eu faça um post só com os sinais menos óbvios? Comenta “sinais”.

Os ciclos começam a mudar mas continuamos a ouvir que “é muito cedo” , que “ainda és nova para isso”. E então seguem-se ...
07/04/2026

Os ciclos começam a mudar mas continuamos a ouvir que “é muito cedo” , que “ainda és nova para isso”.

E então seguem-se anos de desconfortos, de sintomas “difusos” e diagnósticos dispersos: uma ansiedade aqui, um intestino desregulado ali, uns quilos que não descem, um sono que desaparece…

É a perimenopausa. Ou, como eu prefiro chamar-lhe: a fase de transição. Biologicamente, é o momento em que a função ovárica começa a abrandar, mas forma não linear, como em tudo o que é verdadeiramente vivo.

É como se o corpo estivesse a mudar de estação. E como em qualquer transição, o desconforto não é um erro: é um sinal. O eixo hormonal, que gere muito mais do que apenas ovulação, começa a reorganizar-se. E isso, afeta tudo: o cérebro, o sono, o humor, a digestão, a gordura corporal, o desejo, o foco, a força.

Não há nenhum sistema que passe imune.

O problema é que a cultura médica olha para estas alterações ou como desvios, ou como “coisas da idade” a ignorar ou a remediar com uma pílula.

Na realidade, o corpo está a fazer um reajuste profundo. E precisa de apoio, não de supressão.

Se isto te bateu: não estás doente, nem demente. Estás em transição. E quando compreendes o que se passa, tudo muda.

Com as estratégias certas, e sem dogmas, é possível navegar esta fase com mais clareza, menos medo e mais poder.

F**a por aqui… estou a preparar algo que te pode apoiar nesta transição….

Há cada vez mais formações específ**as sobre menopausa para profissionais. E devia até haver mais. Esta foi mais uma, e ...
06/04/2026

Há cada vez mais formações específ**as sobre menopausa para profissionais.

E devia até haver mais. Esta foi mais uma, e fiquei bastante satisfeita com a organização dos conteúdos.

Há muitas formas de comer bem, não existem fórmulas únicas, mas existem factores comuns e fenómenos que é necessário conhecer para actuar da melhor forma.

O que é certo que depois da menopausa, perdemos a proteção que os estrogénios nos davam antes. Tudo o que fizermos, e sobretudo, tudo o que fizemos antes da menopausa, de repente já vem com um preço.

Não há descontos, não há proteções extra, não há nada mais nem menos que as consequências diretas das nossas ações e da nossa genética.

E a tentação de recorrer à medicação sem tentar sequer alterar o estilo de vida, é altamente alimentada pelos interesses da indústria.

Hoje mais que nunca, já que ela vem disfarçada de muita p***a e apelidos integrativos. Mas cuidar de nós continua a ser tarefa nossa, e passa muito pela Nutrição em sentido amplo: não é só como nos alimentamos, mas todo o nosso contexto de vida.

Primeiro: a palavra nem sequer é científ**a. É um termo popular que foi engolido pela estética e pela medicina como se f...
28/03/2026

Primeiro: a palavra nem sequer é científ**a. É um termo popular que foi engolido pela estética e pela medicina como se fosse um diagnóstico. E entretanto, muita gente ainda acha que é “falha”, “desleixo”, “falta de disciplina”.

Não. Celulite é, na maioria dos casos, uma combinação de genética + tecido conjuntivo + distribuição de gordura + circulação/linfa + pele. E sim: há um padrão mais frequente nas mulheres, porque a arquitetura do nosso tecido conjuntivo e a forma como armazenamos gordura tende a favorecer “rabo e coxas”. Não é defeito. É biologia.

Agora, a parte que interessa: o que funciona (um pouco).

✅ 1) Perder gordura corporal (quando faz sentido)

Perder peso encolhe as células adiposas. Menos volume a empurrar o tecido conjuntivo = menos aspecto de “casca de laranja”. Não precisa ser “emagreça 20 kg”. Às vezes, uma pequena redução já muda muito.

✅ 2) Massagem independentemente do creme que usas

A massagem melhora circulação, drenagem e o aspecto da pele. O creme não faz nada de especial. A massagem faz. O efeito vem sobretudo do estímulo mecânico.

✅ 3) Tonif**ação muscular

Treino de força não “cura” celulite, mas melhora imenso o aspecto: dá mais suporte por baixo, muda o contorno e a textura visual.

E suplementos e creme, são absolutamente inúteis.

Há suplementos que têm um currículo científico impecável e outros que têm, sobretudo, um currículo de “eu experimentei e...
27/03/2026

Há suplementos que têm um currículo científico impecável e outros que têm, sobretudo, um currículo de “eu experimentei e… sim, notei”.

O ómega-7 (principalmente o ácido palmitoleico) está muito nesta segunda categoria: muita evidência empírica, alguns dados interessantes, e resultados que dependem muito da pessoa.

Encontras principalmente no óleo de espinheiro-marítimo (sobretudo o óleo da baga, não apenas da semente). E a razão pela qual ele aparece tanto no mundo da pele é simples: o ómega-7 está ligado à hidratação e integridade de barreiras (pele e mucosas) e tem um perfil anti-inflamatório suave.

Na prática, o que é que algumas mulheres relatam?

- pele menos “papel”, mais macia e hidratada
- menos sensação de repuxar, sobretudo em fases de secura (perimenopausa/menopausa, inverno, pós-sol)
- algumas melhorias na sensação de mucosas secas (sim, não é só “pele de cara”…)

Mas Óleo nenhum vence genética sozinho. A qualidade da pele tem uma base enorme de “como a tua pele foi construída”, e isso varia imenso entre pessoas e etnias.

Há peles que enrugam mais cedo, há peles que colapsam mais tarde, há peles que secam mais, há peles que inflamam com facilidade. E isto não é falha moral, é biologia.

E depois há o resto, que é o que realmente move a agulha:

- proteína suficiente (colagénio não se fabrica com pensamentos positivos)
- vitamina A, C, E, zinco, gorduras boas
- sono, stress, álcool, açúcar, exposição solar… o pacote inteiro

Portanto, se queres experimentar o ómega-7, pensa nele como um apoio, não como um milagre. E dá-lhe tempo (não é “tomei 3 dias e virei um pêssego”).

Endereço

Estrela
Lisbon
1200-678

Website

https://bio.site/escolasaudeintegraldamulher, https://t.me/escolasaudeinte

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Escola Saúde Integral da Mulher publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Escola Saúde Integral da Mulher:

Compartilhar