05/12/2019
A História da Reflexologia
Índia – Hinduísmo
O hinduísmo é uma das religiões mais antigas do mundo. Os textos sagrados datam de 1500 a.C., embora alguns pesquisadores acreditem que as suas origens sejam ainda mais antigas, remontando à pré-história.
O hinduísmo é uma das religiões mais multifacetadas, abrangendo quase todas as formas de expressão religiosa da Humanidade, desde a veneração dos deuses da Natureza, passando pelo politeísmo, até ao monoteísmo filosoficamente exigente e a crença numa lei universal dominante (dharma).
Está intimamente ligado à ordem social (sistema de castas) e exige determinados ritos de sacrifícios. Não dita convicções metafisicas ou religiosas absolutas, mas dá enfase ao espectro da lei universal, também no seu contexto ético.
Um aspeto típico do hinduísmo é a causalidade da retribuição da doutrina do karma, que se reflete no seu ciclo de reencarnações e idades (yugas).
Atualmente o hinduísmo é a terceira maior religião do mundo em número de seguidores. Sendo politeístas, os hindus acreditam em vários deuses e que cada um influencia uma área ou proteção específica.
Brahma é sem dúvida o Deus maior dos hindus, é o Deus criador, o primeiro Deus da Trindade dos Deuses do Hinduísmo (Brahma, Vishnu e Shiva). Representa a força do Universo.
Vishnu simboliza o vigor, é capaz de suportar qualquer coisa e acima de tudo é capaz de fazer possível os impossíveis.
A esposa de Vishnu Supremo, a Deusa Lakshmi é sempre vista a massajar os pés de lótus do Supremo.
Lakshmi é uma Deusa Mãe, a deusa da prosperidade, da beleza e que reflete o feminino.
” A deusa da fortuna, embora por natureza muito inquieta e em movimento, não poderia sair dos pés do Supremo.”
Os mortais não podem controlar a Deusa Lakshmi. Porém, muitos desperdiçam as suas vidas tentando alcançar a riqueza e boa sorte, os quais são ilusórios e temporários.
Como um devoto servo do Supremo, a deusa da fortuna dá sua graça apenas com as bênçãos do Supremo.
Embora Lakshmi seja a Deusa da riqueza, e presida todas as faces da prosperidade, ela mostra ao mundo que servir os pés do Supremo é maior do que todos os tesouros na terra.
Nos tempos atuais, muitos adoram mais a riqueza do que o Supremo. O que não percebem é que, adorando os pés do
Supremo, a riqueza é obtida automaticamente.
“Que loucura é que ele vá atrás de dinheiro, esquecendo os pés de lótus do Supremo, que são a fonte de toda prosperidade!”
Na tradição milenar, tocar os pés dos pais e dos sábios, como sinal de respeito aos caminhos trilhados por eles, é uma prática comum por toda a Índia. Esse respeito traz bênção aos que os tocam, pois essas pessoas recebem mantras de benevolência e longa vida, além de ensinamentos.
Às vezes as pessoas deitam-se no chão com as mãos estendidas aos pés de quem é venerado.