11/02/2026
“Pessoas tristes não fazem pessoas felizes.”
É uma frase simples. Mas carrega uma verdade desconfortável.
Vivemos numa cultura que nos ensina a entregar resultados, a cumprir expectativas, a cuidar de todos à nossa volta. Mas raramente nos ensina a cuidar de dentro para fora. E a verdade é esta: ninguém dá aquilo que não tem.
Não damos paciência quando estamos em guerra connosco.
Não damos presença quando estamos exaustos.
Não damos amor quando estamos vazios.
Podemos até tentar. Podemos desempenhar o papel. Podemos sorrir, liderar, cuidar, inspirar.
Mas, mais cedo ou mais tarde, aquilo que está por resolver em nós começa a falar mais alto do que as palavras que dizemos.
A coragem começa aqui:
na honestidade de reconhecer a nossa própria tristeza.
na vulnerabilidade de admitir que também precisamos de apoio.
na responsabilidade de perceber que o nosso estado interno impacta tudo — as nossas equipas, os nossos filhos, as nossas relações.
Autocuidado não é egoísmo.
É responsabilidade emocional.
Porque quando escolhemos curar, crescemos.
Quando escolhemos crescer, expandimos.
E quando expandimos, então sim — temos algo verdadeiro para oferecer.
Não perfeição.
Mas presença.
Não controlo.
Mas consciência.
E isso muda tudo.
Antes de perguntares “como posso fazer os outros felizes?”, talvez a pergunta mais poderosa seja:
“como estou eu, realmente?”
Porque pessoas conscientes fazem pessoas mais conscientes.
Pessoas inteiras fazem relações mais inteiras.
E pessoas que aprendem a cuidar da própria luz deixam de espalhar sombra sem querer.
Ninguém dá aquilo que não tem.
Mas todos podemos escolher construir dentro aquilo que queremos ver fora. ✨