22/02/2026
Você não está cansado de amar.
Você está cansado de sustentar o que nunca foi sua função.
Tem gente que chama de amor o que, na prática, é sobrecarga emocional.
Você resolve, acolhe, segura, entende, espera…
e, sem perceber, começa a viver por dois.
Só que felicidade não se transfere.
Não se ensina no grito, nem se sustenta no colo de quem não quer crescer.
Quando alguém não assume a própria vida, cria um vazio.
E quem está perto, se não tiver consciência, vira preenchimento automático.
Aí o que era escolha vira obrigação.
O que era afeto vira função.
E função… desgasta.
Tem um ponto que dói admitir:
você não está ajudando.
Você está mantendo a dinâmica.
Porque ajudar é estar ao lado.
Assumir é tomar o lugar.
E quando você toma o lugar do outro, alguém sempre f**a sem existir.
E geralmente… é você.
Devolver a responsabilidade não é abandono.
É respeito.
Pelo outro e, principalmente, por você.
Limite também é cuidado.
Só não é o tipo de cuidado que agrada quem se acostumou a depender.
Se isso te incomoda, talvez não seja frieza.
Talvez seja você começando a sair do papel que te adoeceu por tanto tempo.