Vera Xavier

Vera Xavier Life Coaching, Desenvolvimento Pessoal e Espiritual

🛑 LÊ A LEGENDA❕Cria um micro-bom-hábito por dia.Nada de ‘vou começar a correr 6 dias por semana.’! Isso é irrealista.Mic...
03/02/2026

🛑 LÊ A LEGENDA❕
Cria um micro-bom-hábito por dia.
Nada de ‘vou começar a correr 6 dias por semana.’! Isso é irrealista.
Micro-hábitos. Ex: Ao sair da cama, agradece o teu dia e sorri.
Garanto que as próximas 24h serão bem melhores do que imaginas. Repete.



📍 Onde está o teu foco❔É aí que está a tua energia. Está no que perdeste? Está no que queres para o teu futuro?Está no q...
28/01/2026

📍 Onde está o teu foco❔
É aí que está a tua energia.
Está no que perdeste?
Está no que queres para o teu futuro?
Está no que te queres tornar?
Onde está o teu FOCO❔



A Quem Devia Lealdade? (O Custo Invisível de Estar Calada)O Guimas era daquelas pessoas que não pedem licença para entra...
22/01/2026

A Quem Devia Lealdade? (O Custo Invisível de Estar Calada)

O Guimas era daquelas pessoas que não pedem licença para entrar na nossa vida; simplesmente instalam-se como se fizessem parte da mobília. Era o campeão do charme, o mestre da boa disposição e tinha aquela aura de "bom rapaz" que até as nossas mães aprovam. A minha aprovou.
Na minha casa, ele já sabia onde moravam os copos, qual era o vinho que valia a pena abrir e como animar um jantar que ameaçava ser do pior. Quando a vida lhe deu um daqueles abanões que deixam qualquer um num caco, nós estivemos lá. De pedra e cal. Ele era um de nós.
Até que o Guimas decidiu trazer a Lurdes para o grupo. Ela vinha do Norte, com aquele sotaque que soava a verdade e um jeito de quem não tem tempo para fitas. Gostámos dela no primeiro segundo. A Lurdes entrou de sorriso em riste e o coração nas mãos. E, com o tempo, a vida — que tem este hábito irritante de desmascarar as personagens — começou a mostrar que a verdadeira peça de coleção ali era ela, e não ele. Enquanto o Guimas se ia tornando num figurante que já não fazia sentido, a Lurdes tornou-se o centro. Era ela a amiga. Ponto.

O Silêncio que se Vende como Lealdade:
Mas havia um problema: o Guimas era um amigo porreiro para beber uns copos, mas era um namorado miserável. Eu vi, vi o que não queria, ouvi o que preferia ter ignorado. Assisti ao que os homens que não cresceram costumam fazer: asneiras da grossa. Pensei em falar? Sim. Mas a amizade com ela era recente, contava-se em semanas, meses, e a minha história com ele vinha de trás. Na minha cabeça, instalei a crença conveniente de que a lealdade era um contrato antigo que me obrigava ao silêncio.
Esta "nobre" decisão tinha raízes bem fundas. Eu já tinha tentado ser a paladina da verdade noutras ocasiões e o resultado foi sempre um desastre ferroviário. Quando contamos a uma amiga que o "príncipe" dela é, na verdade, um traste com tiques de vilão, o que acontece? A negação instala-se, a amizade implode e nós passamos de confidentes a “ressabiadas”, a “invejosas” ou "intrusivas". Aprendi a murro que muita gente prefere uma mentira confortável a uma verdade que as obrigue a arrumar a casa. Por isso, calei-me. Deixei que a vida, essa juíza implacável, fizesse o seu trabalho.

O Tiro pela Culatra e o Café Amargo:
Anos depois, o relacionamento deles morreu de morte natural (ou por exaustão dela). Numa tarde qualquer, entre cafés e desabafos, o nome do Guimas surgiu na mesa. E eu, num momento de honestidade desastrada, soltei a bomba sem qualquer aviso: "Amiga, perdeste pouco. Tu merecias muito mais."
O ar fugiu da sala. O gelo que se formou entre nós dava para arrefecer o Atlântico. Naquele momento, na verdade, nem percebi que tinha cometido o erro fatal. A Lurdes não viu ali um apoio; viu uma traição retroativa.
As mensagens dela deixaram de chegar, os silêncios tornaram-se definitivos. Antes de bater a porta da minha vida, ela ainda me perguntou o óbvio: "Se sabias, porque é que nunca disseste nada?" E a minha resposta, embora honesta, soube a pouco, pelos vistos: "Porque achei que devia lealdade ao meu amigo.”
Ainda me dói o corte da Lurdes. Dói porque percebi que a lealdade verdadeira não se ajusta para evitar o desconforto. Ao tentar não ser a "amiga chata", acabei por não ser amiga nenhuma. A lealdade não é um pacto de silêncio para proteger quem age mal; é a coragem de ser um espelho, mesmo quando a imagem refletida é feia para caramba.

A Anatomia do "E Se...?" e o Peso da Escolha:
A Lurdes afastou-se com a precisão de quem deita fora um s**o de plástico do Pingo Doce. E eu fiquei ali, a olhar para os cacos, a tentar perceber se havia como concertar a cena. Não havia
MAS, e se eu tivesse falado na altura, ela teria acreditado? Provavelmente não. Teria defendido o Guimas e eu teria sido expulsa do harém da amizade muito mais cedo. Mas talvez, só talvez, uma semente de dúvida tivesse f**ado lá.
A verdade é que as pessoas só ouvem quando estão prontas para acordar.

O outro cenário era de filme, onde eu falava, ela via a luz e íamos as duas celebrar a liberdade com um gin tónico… Pois, seria apenas uma fantasia de argumento de Hollywood. Na vida real, a verdade tem dentes e morde. Dizer o que se pensa não garante paz de espírito nem finais felizes; garante apenas que não estamos a viver numa farsa.
E o pior dos cenários? Teria sido perder os dois… e viveríamos os três infelizes para sempre.

A Lealdade como Exercício de Dignidade:
Hoje, a pergunta continua a ecoar: a quem devemos lealdade? Ao passado ou ao presente? À "irmandade" dos velhos amigos ou à integridade das mulheres que entram na nossa vida para nos ensinar o que é a decência?
Se fosse hoje, eu teria tido o desplante de ser desagradável mais cedo? Sim, muito provavelmente. Agora com mais maturidade posso dizer que prefiro perder uma amizade por excesso de verdade do que mantê-la à custa de uma omissão cobarde. A lealdade aos outros começa na lealdade ao que os nossos olhos veem e o nosso coração sabe. O resto? O resto são s**os de plástico vazios levados pelo vento.
Lealdade, a quem? Sim, aos nossos valores.

By Vera Xavier
Mentora da Nova Mulher

14/01/2026

Qual é a tua opinião?
Aqui não há canetas azuis 😁
Viva a que não é crime - nem ataques pessoais, claro! 💪🏼💪🏽💪🏾

A Tirania do PerdãoPorque a tirania do perdão é uma das formas mais sofisticadas de violência espiritual do nosso tempo....
13/01/2026

A Tirania do Perdão

Porque a tirania do perdão é uma das formas mais sofisticadas de violência espiritual do nosso tempo.
Sabes aquele momento em que partilhas com uma amiga um episódio íntimo e doloroso, a ferida ainda a sangrar, e recebes como resposta um solene “tens de perdoar para teu próprio bem”? Aquela frase vazia, tirada da cartola de quem não sabe o que dizer perante a tua dor e resolve parecer sábia à pressa. Zero empatia. Ela quer ajudar, mas se não sabe como, então, fecha a matraca e abraça.

“Tenho?”, penso eu. “Tenho porquê, se ainda me dói? E dói-me porque ainda não percebi o que raio me aconteceu. Tenho de perdoar para ser considerada uma pessoa decente e espiritualmente aceitável? Tenho de perdoar senão fico ‘cristalizada’, amarga, pequena, mal resolvida — talvez até condenada a um qualquer inferno simbólico inventado para mulheres que sentem demais e calam de menos? Ainda estamos nisto, caneco?”
E eu pergunto: desde quando é que sentir dor passou a ser falta de evolução? Desde quando é que expressar revolta se tornou um defeito de caráter? Não tenho direito a estar frágil, zangada, confusa? A dizer “isto foi injusto” sem que alguém me venha logo tentar corrigir a alminha? Voltámos exatamente a onde? Ao tempo em que a mulher se queria composta, grata, arranjadinha e de sorriso permanente pronto a servir? Pois é, tenho boas notícias: caminhamos no sentido inverso.
“Tens de te despachar com isso, senão és má pessoa e não evoluíste.”
E se eu perdoar à pressa, sou boa pessoa? Ou estou só em negação? Em alheamento total? Em dissociação completa? Porque nesse estado vive meio mundo, minha amiga. Aliás, 99% do mundo. E não me parece que as almas dissociadas sejam as mais livres à face da Terra. Nã...

Achas mesmo que os evoluídos são os que varrem tudo para debaixo do tapete? Ou serão os que param e enfrentam as memórias, os traumas, a revolta, a sensação de injustiça? Os que gritam, insultam e sentem tudo o que as rasga com o único intuito honesto de se libertarem?
E não, o tempo não cura coisa nenhuma. Isso é outra falácia simpática da 'new age'. O tempo arquiva. E o que é arquivado sem consciência não desaparece; f**a ali, à espreita.
Quando me dizem que tenho de perdoar para ser melhor pessoa, o que me estão a pedir, no fundo, é que eu me cale depressa porque não têm ferramentas para lidar com a minha intensidade. E está tudo certo. Têm o direito de sentir esse desconforto; não têm é o direito de despejar estas “verdades instagramáveis”. Não podem exigir que eu salte etapas. Que eu finja que não doeu assim tanto para não incomodar. Isso não seria nobreza, seria censura interna. E disso já a gente fez demais.
Depois deste episódio, fui pedir ajuda aos meus amigos filósofos. Precisava de quem me aquecesse as costas — e aqueceram. Procurava respostas inteligentes.

O meu preferido, Nietzsche — meio louco, meio génio, ou talvez muito de ambos, porque raramente a lucidez extrema e o bom comportamento andam de mãos dadas. Ouviu-me com atenção, sem me interromper. A certa altura, olhou para mim com um certo orgulho pela minha irreverência, aquele olhar cúmplice de quem reconhece uma alma que ainda não foi domesticada, e disse-me, sem qualquer ternura na voz:
“Tudo o que se faz por dever mata a nobreza do ato.”
Boom! Disse-o. Assim, sem vaselina.
E eu agradeci. Porque não estava à procura de colo nem de frases bonitas para pendurar na parede. Precisava de alguém que não me tratasse como uma novata espiritual — que não sou.

Para Nietzsche, perdoar por dever não é virtude nenhuma; é obediência social. É ressentimento legitimado pela moral. É dor reprimida. É pura negação. E isso não fortalece ninguém; só cria almas pequenas com um ar de superioridade moral (atitude que Nietzsche, com a sua ironia, adorava dissecar).
Depois fui falar com Derrida. Francês, irreverente, desconstrutor… Um dos dois únicos franceses de que gosto (brincadeira, gosto de mais um - Saint Germain. o alquimista).

Ouviu-me com atenção, mas com aquele ar ligeiramente petulante de quem tem a certeza de estar um passo à frente de toda a gente. E estava. Disse-me que o perdão só existe, de facto, quando se perdoa o imperdoável.
Disse-o com aquela elegância meio irritante, como se fosse óbvio.
E eu pensei: “Hã?! Pronto, lá ‘tá ele.”
Derrida não entra numa conversa sem baralhar a mona. Ele não resolve, ele agrava — o que pode ser divertido. Ele não fecha discussões, deixa-as suspensas. E eu ali, a desejar estar só um bocadinho mais sossegadita...

Ele continuou, impassível: porque quando o perdão é fácil, rápido e exigido, não é perdão nenhum. É apenas um acordo tácito para não se voltar a falar do assunto. Uma forma educada de dizer: “Pronto, já chega, isto está a ser incómodo”. Ele não o disse nestas palavras, claro. Disse-o de forma muito mais hermética, mas foi isto que eu retirei.
Por fim, como quem se senta à mesa sem fazer barulho, apareceu Schopenhauer. O meu velho companheiro de muitos anos de escrita. Sempre fiel, sempre lúcido. O quanto eu gosto dele! O que não signif**a que concorde com tudo o que escreveu. Continuo a achar profundamente injusto chamarem-lhe pessimista, quando, na verdade, ele apenas não gostava da Maya (a ilusão).

Schopenhauer não faz floreados. Não infantiliza — graças aos deuses! — nem ilude. Olha para a vida como ela é, e não como a queremos ver. Ouviu tudo e disse-me, com aquele tom sereno de quem não precisa de convencer ninguém: “Enquanto não compreenderes, não há perdão nenhum. O resto é treta.” (Ele não disse “treta”, para que fique claro).

Continuou em schopenhauerdês e eu traduzi: Fingir que já passou, que já estás bem, ou que és maior do que a ferida, é uma exaustão silenciosa. É viver com o corpo em tensão e a mente em vigília constante, a tentar sustentar uma fachada civilizada enquanto o verdadeiro conflito ferve cá dentro. E como essa vigília cansa, a mente acaba por desistir e "arquivar" o que não quisemos ver. Só que o tempo não cura o que foi arquivado à força; ele apenas adia o inevitável, guardando o trauma com promessas vagas de “um dia destes”.
E eu sei que, quando ele diz isto, não é para nos desanimar. É para nos despertar com responsabilidade. Porque a clareza custa, mas a confusão custa muito mais. E, como diz Tony Robbins (sim, grande salto temporal): “Clareza é Poder!”

Por isso, não, amiga. Não tenho de perdoar enquanto ainda me dói. Não tenho de me despachar com a dor para aliviar o teu desconforto. Não tenho de ser serena à força para ser considerada evoluída.
Se ainda dói, é porque ainda há ali matéria. Se ainda incomoda, é porque ainda não foi vista nem compreendida. Há trabalho a fazer antes.

Claro que sei que terei de perdoar — por mim, não pelos outros. Sei-o e fá-lo-ei ao meu ritmo, de forma consciente e estruturada.
O perdão é a nossa pedra filosofal: todos a procuramos, e é precisamente por isso que não se encontra escondida debaixo da primeira pedra que aparece.
Está lá mais à frente, ou quiça, aqui, agora, onde a dor e a compreensão finalmente se encontram. Será que o momento é agora? Sentes que é? Só tu sabes. Só eu sei.
Pergunta a Parsifal. Ele soube.
A tirania do perdão é, de facto, uma das formas mais sofisticadas de violência espiritual do nosso tempo.

By Vera Xavier
Mentora de Empoderamento Feminino
Instagram

05/01/2026

🆘 SOS LINHA ANTI-SABOTAGEM FEMININA
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Envia a uma que precise de ouvir esta conversa.


Reunião no Céu: 2026 Aprovado com o 10 como regente, a Roda da Fortuna, o Cavalo de Fogo! Este ano não é para menin@s! 😁...
04/01/2026

Reunião no Céu: 2026 Aprovado com o 10 como regente, a Roda da Fortuna, o Cavalo de Fogo!
Este ano não é para menin@s! 😁

Cenário: Um gabinete etéreo com vista panorâmica sobre a galáxia. As estantes são feitas de poeira de estrelas, os livros piscam como constelações, e um ecrã mostra a Terra, onde humanos correm em círculos à procura de si e de validação exterior. Duas Entidades conversam: uma é o Chefe Supremo, de olhos exaustos, mas ofuscantes de tanto Amor; a outra, uma jovem alma entusiasmada, com um tablet que parece ter mais aplicações que sabedoria.

JOVEM: Chefe, o briefing para 2026 está pronto. Diretrizes enviadas: Número 10, Roda da Fortuna, Cavalo de Fogo. Mas, honestamente, será que eles vão perceber? E será que vão usar estas ferramentas para... evoluir?

CHEFE: (Suspira. Aquele suspiro divino que faria Buda meditar durante mais 3 horas.) Perceber? Ah, meu anjo em estágio permanente, eles adoram símbolos, sim. Adoram pendurá-los ao pescoço, tatuam-nos no pulso, no… na… deixa estar. Imprimem-nos em canecas com frases motivacionais — bem giras! Nem fui eu que as enviei pelos profetas! — e f**am à espera que eles, per se, resolvam as vicissitudes. Portanto, familiarizados estão; entendê-los já é outra galáxia. Vê o que fazem: pagam para que outros resolvam os seus desafios! Pagam aos milhares!

JOVEM (Com um sorriso meio malandro): Chefe, refere-se a macumbas? Há quem leve 50 euros.

CHEFE (Finge-se de surdo): Estão tão viciados em facilitismo que esperam que a Roda da Fortuna vá com instruções, tipo Lego — o Lego foi um grande sucesso, não foi, filho? Se eles dedicassem tanto tempo à resolução dos dilemas da vida como ao Lego… Bom, e o Cavalo de Fogo querem-no com rédeas para vários tamanhos, géneros e tal. Não há pachorra!

JOVEM: Chefe, quer um s**o de papel para respirar? Quer que chame O Buda?

CHEFE: Chama, sim, há que séculos não o vejo. Tenho saudades dele. Mas, como eu estava a dizer: dizem que não têm tempo para se conhecer, mas fazem maratonas de séries sobre gente mais perdida do que eles. Dizem que querem paz, mas estão naquelas coisas infernais — como essa que tens na mão — como se o Nirvana estivesse no próximo vídeo de gatinhos.

JOVEM: Já que estamos num ano tão forte, podemos dar-lhes mais dons? Novos profetas? Uma série de workshops de autorresponsabilidade?

CHEFE: Filho, isso já foi. Quando demos mais dons rebentaram as guerras, lembras-te? Já demos profetas incríveis, e olha o que lhes fizeram! Um deles penduraram, literalmente. Não vou mandar mais ninguém. Agora é a Era de Aquário. Eles têm de ser os seus próprios mestres. Mandámos manuais e olha o que lhes fizeram: deturparam tudo. E milagres? Mais? Agora é a fase bricolage: “façam vocês mesmos”.
Bom, o número 10 é mágico. É um diploma que diz: “Filh@, fechaste um ciclo! Agora dá um passo em frente.” Tiveste nove anos a acumular lições — algumas incríveis, estás mais madur@, outras, convenhamos, escusadinhas. Já reparaste, filho, que 10 mil anos depois eles ainda lutam por terra? Por petróleo que vai acabar num ápice? Em quantos anos terrestres? Menos de 50?! Pelo Amor de MIM! O Buda está a caminho?! Okay, já me acalmei. Estou melhor.
Então, o número 10 fecha e abre — o vazio não existe — e agora é hora de integrar, agir, sair do modo espera ad aeternum e passar ao modo “olha quem eu me tornei”, não com sobranceria, mas com integridade.

JOVEM: (Furiosamente a escrever no tablet com um dedo divino.) Portanto: “Sobreviveste. Parabéns. Agora cria.”
E a Roda da Fortuna? É tipo máquina de lavar kármica?

CHEFE: (Acende uma luz dentro de si que ofuscaria uma supernova.)
É mais tipo professora de krav maga kármica. A Roda não baralha, filho. A Roda ensina — às vezes à bruta, é certo. Não castiga, não recompensa: ela expõe. Mostra o cimo e depois o fundo, só para que compreendas se já aprendeste que nenhuma posição é permanente, em particular quando a alma ainda é muito jovem. A constância vai sendo conquistada com trabalho prático espiritual. Ela quer que aprendam que a segurança não vem da estabilidade externa, mas da confiança interior. A Roda é o treino intensivo para o desapego — não do Amor, com A maiúsculo — mas da mania de querer controlar tudo. Filh@s, parem com isso! Não viram já que não funciona, canecos? E depois admiram-se de andarem exaustos e doentes. Escreve isso, filho. A lição é: se a tua segurança depende do degrau, estás lixad@… Achas que posso dizer lixado? Vai cair bem em Cascais e na Foz? Vamos colocar uma metáfora de mar, que eles adoram. A Roda quer ver se consegues dançar num convés molhado de um iate, em tempestade, sem te agarrares ao mastro nem gritares: “MIM, salva-me com um 11:11!”

JOVEM: (Aos pulos em cima de uma nuvem qual trampolim) Que máximo! Falando nisso: o Cavalo de Fogo! Parece épico. É tipo centelha divina com esteroides?

CHEFE: Filho, o que sabes tu sobre esteroides? O que andas a tomar?

JOVEM: Eu, Chefe? Só kombucha, juro!

CHEFE: Hum... então, repara que não é um simples ano do Cavalo, é um Cavalo de Fogo. Isto signif**a a vontade pura de alma em combustão máxima. Mas atenção, não é o “quero tudo para agora” do ego mimado. Não, não. É o “eu sou capaz, canecos!” da alma desperta com valores maiores. Ele vai chegar para incendiar os planos adiados desde a infância e rasgar o papel de vítima passiva presa ao passado, às velhas histórias, aos traumas… as coisas que as mentes deles arranjam.
Olha, uma coisa muito importante: aponta aí, filho, fazer um upgrade à mona deles. É factual, não o fazemos há milénios. Isso é responsabilidade nossa. O cérebro deles ainda está em modo sobrevivência.

JOVEM: Bem pensado, Chefe!
(O tablet vibra com aquela solenidade celestial típica de más decisões humanas transmitidas em direto.)
Chefe, o Primeiro-Ministro deles veio pedir “mentalidade vencedora”, ou garra, ou fogo no… espírito, não tenho bem a certeza, e, para ajudar à festa, enfiou no discurso um jogador da bola. A cena não caiu lá muito bem. Há memes com fartura. Diz-me, achas que ele já está a sentir o efeito do Cavalo de Fogo, ou foi só um pequeno-almoço com um cimbalino duplo? Podes espreitar o arquivo?

CHEFE: Talvez... ou talvez tenha confundido “garra” com entusiasmo sem estrutura. As resoluções de ano novo — e a gente vê bem aqui de cima — duram as 12 badaladas. Porquê? Porque são estipuladas na euforia e não num plano bem construído. É só adrenalina e zero planos. É “manifesto um novo eu!” sem sequer saberem o que fizeram ao velho. Sabes o que me faz lembrar? Que há quem acredite que eu construí o mundo em sete dias! Acreditas? Ai estas minhas criações… mas estão todas a crescer, é o que vale.
Então, escreve, filho: chega de analisarem os relatórios do IPMA para saberem quando será o momento ideal para começarem. Escreve isso de forma bem clara.

JOVEM: Então 2026 é sobre: tomar as rédeas da vida. Sem culpas para os outros, sem salvadores?

CHEFE: Exato. O Dez traz fecho e abre. Cabe a cada um abrir a porta que achar melhor.
A Roda traz perspetiva e sorte aos audazes.
O Cavalo traz iniciativa, coragem e paixão. Juntos, formam o trio que pode curar a doença crónica deles: a passividade conveniente, vulgo: zona de conforto. Filho, tu sabes o quanto eu gosto de chavões — sentiste a ironia? — mas “zona de conforto” é talvez aquela que me daria mais comichão… se eu tivesse um corpo físico. Também gosto daquele hábito de esperar “um sinal do universo” enquanto fazem… como é que se chama? Soll? Csoll Isso, scroll até a alma adormecer.

JOVEM: Chefe, e se eles falharem? Se não fizerem nada?

CHEFE: Ah, meu jovem, a Vida não pune e é disso que eles têm de se capacitar. A Roda gira outra vez, as vezes que forem precisas.
O Fogo acende noutro lugar, é só estarem atentos.
A lição volta disfarçada, renovada, sempre disponível.
O tempo é cíclico para eles. Não para nós. Nós só observamos com muito Amor e muita paciência. Por falar nisso, já convocaste O Buda?!

CHEFE: A verdadeira mensagem para finalizar? Parem de olhar para mim como um Pai birrento, um guru fofinho ou um despachante de milagres. Olhem para vós. Vocês são os artistas. A tela é a vida. As tintas são as vossas escolhas. Eu só forneci o estúdio, este espaço maravilhosamente caótico. Agora… pintem!

JOVEM: (Com uma lagriminha brilhante nos olhos, a alma neófita sente profundamente aquela mensagem.) Chefe… isso seria um post perfeito para o Instagram.

CHEFE: (Confuso com o peito de nebulosa.) Para onde? Ah, já sei, manda isso para o TokTok, que é mais animado.
Por falar em animação, não convides só o Buda porque ele vai pôr-me a fazer meditação e pranayama; liga ao Elias, ao Maomé, ao Abraão… esse deve estar velho, coitado… ao Zaratustra, ao Rumi, ao Tagore! Ao Krishna, que é bem animado! Hare, Hare! Ah e à HPB, ela faz uns truques giros com colheres. E à Maria Madalena e Jesus, claro, que trazem sempre vinho do bom!
FIM (Ou melhor, início.)

Nota:
Este texto teve como inspiração o trecho A pequena Alma e o Sol de Neale Donald Walsch que, senão leram, pf, façam-no, mas depois descarrilou. :)

By Vera Xavier
Mentora de Empoderamento Feminino
Academia da Nova Mulher

04/01/2026

Olha que resolução porreira! Ler mais! O youtube está cheio de documentários incríveis 😁
Não há só uma Verdade.
Estamos cheios de informação, já conhecimento… e sabedoria estamos longe.



É assim termina mais um ano civil…Que as primeiras palavras sejam: EU SOU LIVRE! LIVRE DE FAZER O QUE EU QUISER! DE SER ...
31/12/2025

É assim termina mais um ano civil…
Que as primeiras palavras sejam: EU SOU LIVRE! LIVRE DE FAZER O QUE EU QUISER! DE SER O QUE EU QUISER!
Espero que sejam porque, de facto, tu és livre.
🙏🏻🙏🏽🙏🏾🙏🏿
Feliz 2026 com muitas, mas mesmo muitas bênçãos!

#2026

No Minuto Zero, Grita: Eu Sou Masé Livre!Se ainda achas que dia 1 de janeiro vem com superpoderes… senta, irmã, porque p...
30/12/2025

No Minuto Zero, Grita: Eu Sou Masé Livre!
Se ainda achas que dia 1 de janeiro vem com superpoderes… senta, irmã, porque precisamos de conversar.

Atão, mas vamos lá ver uma coisa aqui entre nós, mas está tudo maluco ou fomos todas atingidas por um surto coletivo de amnésia no momento em que as passas entram pela goela abaixo? Eis a razão porque deixei de as comer!
Faltam cinco minutos para a meia-noite e lá estamos nós, de caneta na mão - mental ou não - ou bloco de notas do telemóvel aberto, a redigir o testamento das nossas futuras torturas, digo, resoluções. É que repara bem na perversão da cena: nós estamos exaustas! Estamos a um passo de adormecer em cima do bacalhau, com olheiras que nem o melhor corretor de Paris consegue disfarçar, e o que é que decidimos fazer por livre e espontânea vontade? Acrescentar cenas… quase disse ‘merdas’, foi por pouco.
Mais cenas! Numa vida onde já não temos tempo para nos coçar nem agendar uma reunião prévia com o nosso próprio rabo, decidimos que o que nos falta mesmo é aprender mandarim, fazer ioga às seis da manhã e fazer o próprio pão artesanal por causa do gluten que nos incha…
Ó irmã, ouve-me bem: no minuto zero, quando o relógio bater as doze, a única coisa que tu tens de gritar — entre um gole de champanhe e um abraço — não é “este ano vou ser melhor”. É “EU SOU LIVRE!”.
Livre de quê? Das expectativas. Das tuas, das minhas, das da sociedade e daquelas vozinhas chatas que vivem na tua mente e que dizem que devias estar a fazer mais. NÃO DEVIAS, NÃO! Livra-te dessa necessidade patológica de seres "a tua melhor versão". Mas quem é que decidiu que a tua versão atual, aquela que mal consegue encontrar as chaves de casa, não é já um milagre da engenharia humana?
Vamos estabelecer aqui um acordo de cavalheiras:
Se insistires em fazer novos planos, se decidires mesmo acrescentar um "algo" à tua vidinha já de si cheiinha que nem um ovo, eu exijo (lol) que retires outro "algo". É a lei da física, caneco. O copo está cheio. Queres deitar mais vinho? Tens de beber o que lá está ou deitar fora - não faças isso! É pecado.
Compreendido? Parece-me justo.
Queres ir ao gym? Maravilhoso. Estás poderosa nesse conjunto de lycra. Mas o que é que vais prescindir? Vais deixar de cozinhar todos os dias? Vais deixar de responder a e-mails às dez da noite? Vais abdicar daquela hora sagrada em que f**as a olhar para o teto a questionar por que raio o jornal A Bola é a leitura favorita dos homens? Estou a brincar! Eles também lêem a Pl***oy!
Vá, escolhe. O que f**a para trás? Não sei... escolhe agora! Já escolheste? Não? Então daqui eu não saio. Não podes querer o abdómen de aço e manter a agenda do Marcelo. Escolhe o sacrif**ado ou larga os ténis!
Temos de parar com esta tirania de Ano Novo. A ideia de que o dia 1 de janeiro é um botão de reset que nos transforma em super-mulheres é a maior "fake news" da história da humanidade… só comparável àquela aldrabice de que 'os 50 são os novos 30'. Atão, mas onde? Às nove da noite o meu corpo já está a pedir asilo ao sofá. E mais, as minhas hormonas estão a organizar um motim - sem qualquer razão válida porque eu até as trato bem -, e querem convencer-me que sou uma pós-adolescente? Tenham juízo!
No dia 1, tu continuas a ser tu, possivelmente com uma ligeira dor de cabeça e o frigorífico cheio de restos… do Natal.
Por isso, este ano, proponho uma revolução silenciosa. Em vez de uma lista de afazeres, pensa numa lista de "não fazer coisíssima nenhuma”. Ia sair ‘merda’ novamente’. O que se passa comigo? Resolução de ano novo: Consultar um terapeuta.
Em vez de metas, estabelece limites. Hã, isso é que era!
No minuto zero, sorri confiante e abre os teus braços e mente ao novo, ao inesperado, à surpresa e talvez possas dizer algo como:
Pedras no Caminho? Guardo-as todas para construir o meu Castelo!

By Vera Xavier
Mentora de Empoderamento Feminino
Academia da Nova Mulher

Quais são os valores por que te reges?Convido-te a encontrares a tua escala de valores. Quais são aqueles que queres lev...
29/12/2025

Quais são os valores por que te reges?
Convido-te a encontrares a tua escala de valores.
Quais são aqueles que queres levar contigo para 2026?
Quais não prescindes?
Quais queres trabalhar mais?
Responsabilidade
Alegria
Empatia
Sucesso
Justiça
Respeito
Amor
Aventura
Gratidão
Abundância

Aceitação
Humor
Tolerância

Este exercício é simples mas muito poderoso. Coloca-nos no centro de nós e da nossa missão de vida.
💫 Feliz 2026, Alma bonita! 💫
🙏🏻🙏🏼🙏🏽🙏🏾🙏🏿



Endereço

Avenida De Roma
Lisbon

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 12:00 - 22:00
Terça-feira 12:00 - 22:00
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