21/03/2026
É o equinócio da primaVera!
O Equinócio da Vontade: Porque esperar por Milagres se tu és a Jardineira de Serviço?
Olha para a janela. Vês aquele verde atrevido a empurrar o asfalto? Pois é, a primaVera chegou e não pede licença. Ela é aquela amiga que entra pela tua casa adentro, abre as cortinas e diz: "Chega de m**o, 'miga, levanta-te porque temos um mundo para dominar". E, como tua estrategista de serviço, eu subscrevo. ‘Bora!
Vamos ser pragmáticas: o inverno é ótimo para comer sopa quentinha e culpar o frio pela nossa inércia, por isso mesmo, o equinócio não pede licença para chegar: ele bate à porta, entra e vai direto ao fusível escangalhado.
Pensa na tua mente como aquele armário onde guardas as calças de ganga de 2012 "para quando emagreceres" e aquela camisola de lã que pica, mas que foi cara por isso não doas. Pára de tentar caber em versões antigas de ti mesma! A primaVera exige espaço. Se queres semear algo novo, tens de deitar fora as mágoas de estimação que já nem combinam com os teus sapatos novos. (Sim, aqueles que vais levar ao próximo encontro do networking feminino Elevate Her) Se uma crença te faz comichão na alma, é porque é sintética. Lixo com ela e siga.
Semear o que queres exige uma precisão de cirurgiã e um humor de quem sabe que a vida, às vezes, nos prega partidas. Não adianta plantares "paz interior" e passares o dia a regar o feed do Instagram daquela pessoa de quem ainda esperas um pedido de desculpa. Isso é plantar orquídeas e regá-las com lixívia. Não queremos isso para nós, pois não?
O nosso cérebro é um solo fértil, mas é um bocado totó, convenhamos: ele faz crescer aquilo que lá pusermos, não aquilo que é melhor para nós. Se plantarmos "eu não consigo", ele entrega uma floresta amazónica de desculpas em três dias. Se plantarmos "eu sou uma criadora poderosa!”, ele começa a desenhar o mapa do tesouro. Funcionamos por vibração. Que emoção vibras agora? Hum…
Como especialista em empoderamento, deixo-te o exercício mais barato do mercado: o riso frontal. Ri-te das tuas quedas passadas. Recordas-te daquela vez que achaste que o mundo ia acabar porque aquele plano falhou? Ou porque aquela pessoa te deixou? Lembras-te do teu primeiro amor? Que drama! Não caiu o Carmo nem a Trindade, certo? Olha para ti agora, estás aqui, vivinha e com um equinócio inteirinho para estrear. Olha, há pessoas que já não vão ter outro equinócio para estrear - o Chuck Norris, por exemplo. Este é todo teu.
A vida não é um drama de época da BBC; é uma comédia de improviso onde tu és a… adivinha? Isso, a protagonista, a realizadora e a senhora que vende as pipocas. Recomeçar não é admitir derrota, é fazer um upgrade de software enquanto a concorrência ainda está a tentar perceber onde se liga o cabo. Sim, esta podes ser tu.
E agora f**a-te com algo concreto, porque a intenção sem forma é só poesia bonita. Para marcar este novo ciclo com a força solar de quem assume o trono, convido-te a um ritual de ativação inspirado na precisão da Golden Dawn e no poder de Sekhmet. Não é um pedido tímido ao destino, mas um contrato executivo com o teu futuro.
E esquece os pedidos tímidos, o teu inconsciente não aceita sugestões, aceita decretos. Risca o "eu gostava" e o "eu queria" do teu vocabulário; são sementes ocas que não germinam. No teu escrito, usa o presente do indicativo como quem assina um contrato irrevogável: "Eu crio", "Eu sou", "Eu torno-me agora". Se queres mudança real, sê específ**a: "Eu deixo para trás o medo da crítica e avanço com a minha autoridade". Atenção, o papel não é um muro de lamentações, é o teu novo mapa de operações. E quando regares esta planta, lembra-te do que escreveste e confirma-o, porque cada gesto repetido com intenção desperta a força que transforma uma promessa num destino vivido.
A primaVera é este momento glorioso em que a biologia se alia à tua vontade para dizer que o recomeço é uma decisão tua. O sol está em equilíbrio perfeito com a noite e a caneta está na tua mão. Levanta o queixo, ajusta a coroa e semeia com clareza: sabes exatamente que horta queres construir. Tu és a dona desta horta toda.
Semeia.
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