31/03/2026
Há pessoas que não estão em relações más, mas vivem num "quase" constante.
Quase se sentem vistas.
Quase se sentem escolhidas.
Quase se sentem seguras.
E isto não é o suficiente para quererem ir embora, mas também não é o suficiente para ficarem em paz.
Então começam a fazer um trabalho invisível:
⚠️ Anulam o que sentem para não parecer “demais”.
⚠️ Reduzem o que precisam para não assustar.
⚠️ Ensaiam formas mais suaves de dizer a mesma coisa na esperança de, desta vez, se sentirem validadas.
E, no meio disso, vão-se afastando de si próprias com uma elegância impressionante.
Não há gritos. Não há drama. Há "só" uma solidão bem comportada.
Não é que a outra pessoa não dê nada. Dá o suficiente para criar ligação, mas não o suficiente para criar segurança.
E o corpo sente essa diferença. Sente sempre.
Por isso é que há dias bons que parecem a “prova” de que vai resultar… E dias vazios que nunca são suficientes para legitimar a saída.
Fica-se ali. Entre o que a relação é e o que podia ser.