A Psicóloga

A Psicóloga Psicóloga, Terapeuta Familiar e de Casal Cláudia Morais é Psicóloga e Terapeuta Familiar. Publica textos e vídeos no blogue "A Psicóloga".

Colabora com regularidade com a imprensa e com a televisão em temas relacionados com a família e o casamento. É autora dos livros "Os 25 Hábitos dos Casais Felizes", "Continuar a Ser Família Depois do Divórcio", "Sobreviver à Crise Conjugal" e "O Amor e o Facebook". Escreve para o Simply Flow by Fátima Lopes.

21/12/2025

Ainda não estou de férias. Há quem precise de ajuda por estes dias.

Porque o Natal não é leve para toda a gente. Para alguns, é sinónimo de muita tensão.

É silêncio à mesa. É sorrir para não estragar o ambiente.

À consulta, não chegam histórias de Natais perfeitos. Chegam pessoas exaustas de fingir que está tudo bem.

Por isso deixo já a minha mensagem de Natal:

🎄 não se comparem.
🎄 não forcem a gratidão.
🎄 não confundam um Natal difícil com falharem como pessoas.

17/12/2025

Antes de pensar “Eu só estou a tentar melhorar as coisas”, talvez valha a pena perguntar:

👉 A outra pessoa sente-se cuidada… ou examinada?

Curiosamente, este padrão é alimentado tanto por quem critica, como por quem se vai calando, adaptando, encolhendo para evitar conflitos.

Há histórias que se repetem mais do que gostaríamos de admitir.

Quem se identif**a?

16/12/2025

Há algo profundamente sedutor na linguagem de quem faz ou fez terapia. 🔥

Ela soa cuidada. Consciente. Evoluída.✨️
E talvez por isso seja tão fácil usá-la… como disfarce.

Tenho visto, cada vez mais, relações onde as palavras são terapêuticas —
mas os comportamentos continuam a ferir.

Chamam limites ao controlo.
Chamam regulação emocional à frieza.
Chamam autocuidado ao egoísmo.
Chamam maturidade à incapacidade de pedir desculpa.

Na terapia não aprendemos a ganhar discussões. 🚫 Aprendemos a tolerar o desconforto. A ouvir sem nos defendermos de imediato. ❤️

Quando alguém usa palavras bonitas para evitar diálogo, para se colocar numa posição moralmente superior ou para silenciar a dor do outro, isso não é desenvolvimento pessoal. ⚠️

É apenas abuso mais sofisticado. 🪞✨

09/12/2025

💬 Quando não nos sentimos vistos, qualquer detalhe se transforma num gatilho.

Não porque o tema seja o mais importante… mas porque a falta de resposta emocional começa a doer.

E é aqui que se eleva o tom de voz, fecha-se a cara, e o coração acelera.

É o sistema de ameaça a tentar proteger o vínculo.

Mas o caminho não é provar que se tem razão. É tentar ouvir o que está por detrás: necessidade de reconhecimento, validação, presença.

Quando o casal consegue responder a essa camada — com escuta curiosa, com um “eu entendo que isto te magoe” — a discussão deixa de ser um campo de batalha. 💛
✨ Há 25 anos que trabalho com casais e, quase sempre, a raiz do problema é esta:
não é o tema da discussão… é a sensação de invisibilidade.

Quando isso muda, tudo o resto muda também.

03/12/2025

Estes padrões dizem mais sobre medo do que sobre falta de amor.

Quando o casal os reconhece, o vínculo reorganiza-se.
E aquilo que parecia “o fim” torna-se apenas um pedido de mudança.

🦋💭 Trabalho há quase 25 anos com casais e vejo isto repetir-se em consulta:a paixão confunde-se com compatibilidade e a ...
02/12/2025

🦋💭 Trabalho há quase 25 anos com casais e vejo isto repetir-se em consulta:
a paixão confunde-se com compatibilidade e a falta de “turbulência” confunde-se com falta de química.

O corpo engana-nos quando ainda não aprendemos a reconhecer a segurança.

💛✨ O amor adulto é regulação.
É sentir que podemos respirar. Não tem de ser monótono, mas dá trabalho.

Confirmam? 🌿💫

27/11/2025

Já sentiu que, sem a outra pessoa, a sua vida perderia o sentido? Muitas vezes, no consultório, vejo pessoas confundirem a intensidade do medo com a intensidade do amor.

Mas há uma diferença fundamental que precisamos de esclarecer:

🥀 Enquanto o apego é um grito de sobrevivência emocional ("não me deixes!"), o amor é um convite tranquilo ("estou aqui porque quero").

👇 Agora, uma reflexão honesta: Ao ler isto, sente que a sua relação atual lhe traz mais Paz ou mais Ansiedade?

26/11/2025

Sim, é estranho e contraintuitivo — mas é real.

Muitas vezes, a traição não nasce da falta de amor… mas da forma como o cérebro reage à oportunidade. 💔➡️💘

🧠 Novidade = dopamina.
E a dopamina adora risco, segredo, excitação. Não é sobre carência. É a sensação momentânea de se sentir especial, vivo, desejado.

Mas esse pico neuroquímico desce rápido — e o que f**a, muitas vezes, é o vazio, a culpa e a desorientação emocional.

Depois de quase 25 anos a acompanhar casais, vejo isto repetidamente:

A infidelidade pode revelar uma crise no relacionamento… ou uma crise interna — autoestima, identidade, medo da rotina, confronto com o envelhecimento. 🌪️

💬 Compreender não é desculpar.
A traição fere, desorganiza, muda a história.

A reconstrução exige verdade, responsabilidade e tempo. 💞

Para quem está a atravessar isto: não se apressem a decidir.
Primeiro, respirem. Observem. Falem. Peçam ajuda.✨

🔎 A pergunta não é só “porquê?”.
É: “O que é que fazemos com isto agora?”

Deixem a vossa reflexão nos comentários. 💬👇

Este tema é difícil, eu sei.E é ainda mais difícil para quem foi traídoporque muitas explicações acabam por soar a descu...
20/11/2025

Este tema é difícil, eu sei.
E é ainda mais difícil para quem foi traído
porque muitas explicações acabam por soar a desculpas esfarrapadas.

Mas não são. Entender o mecanismo não é relativizar a dor. Não é justif**ar o injustificável.

É apenas reconhecer que a responsabilidade continua no mesmo lugar: em quem traiu e negou.

Quem foi traído f**a muitas vezes com a sensação de que está “a enlouquecer”,
de que exagerou, de que viu sinais que “não eram assim tão claros”.

A negação prolongada alimenta esta dúvida até ao limite.

E isso é profundamente injusto.

Por isso, se passou por isto, é importante ouvir isto com clareza:
não foi ingenuidade, não foi fraqueza, não foi dramatismo.

Confiou e merecia conhecer a verdade desde o início.

Compreender a negação serve para explicar o comportamento, nunca para diminuir a dor de quem sofreu com isso.

19/11/2025

💬 Há silêncios que curam…
e há silêncios que corroem.

Nem sempre é fácil distinguir — sobretudo quando quem desaparece diz que “precisa de espaço”. Mas o espaço que nasce do cuidado não deixa o outro à deriva. Não cria insegurança. Não constrói medo.

✨ O que vejo, vezes demais em terapia, é outra coisa: 👉 pessoas que usam o silêncio como forma de controlo emocional.

Não para pensar. Não para se regularem.
Mas para castigar. Quando isto acontece, a relação deixa de ser um lugar seguro.

A honestidade passa a ser um perigo.
E o amor começa a ser vivido como um teste, uma tentativa constante de “não estragar”.

💛 Se reconhecem este padrão, o problema não é “serem sensíveis demais”. É estarem a viver numa dinâmica que mina a confiança e distorce a ideia de intimidade.

🫂 O amor não precisa de castigos para se reorganizar.

Precisa de maturidade, comunicação e respeito pelo impacto que temos no outro.

17/11/2025

🧠 Muitos de nós crescemos a achar que “estar pronto” é uma obrigação. Por isso, quando surge a proposta de dar um passo maior, instala-se a culpa:

“Se gosto… porque é que não consigo avançar?” 🤷‍♀️

A verdade é que a maturidade emocional não se vê pela velocidade com que se corresponde às expectativas dos outros. 😒
Vê-se na capacidade de reconhecer limites antes de os ultrapassar — e antes de magoar alguém. 🤎

🌿 Há alturas da vida em que o coração quer… mas o resto de nós ainda está a organizar-se. Isso merece respeito, não julgamento.

O compromisso saudável nasce desta honestidade tranquila: a de quem sabe que amar sem se trair é sempre o primeiro passo para amar bem. 💖

💭 Talvez a pergunta não seja “Porque é que não consigo dar este passo?”,
mas sim “O que é que em mim ainda precisa de espaço para crescer?” ✨️
É aí que a relação — e cada um — realmente amadurece.

06/11/2025

📌 Há relações em que o problema não é a falta de amor — é a falta de sintonia.
Um acha que está a mostrar que gosta — o outro sente que o parceiro já não quer saber.

Um acha que “ajudar” ou “resolver coisas” é cuidar — o outro só queria sentir-se visto.

🎯 O amor pode existir e, mesmo assim, não ser sentido pelo outro.

💡 Vale a pena observar como é que a pessoa que está ao nosso lado tenta mostrar que se importa.

Se, mesmo assim, não houver sinais de respeito, presença ou empatia… então não é uma questão de linguagem.
É uma questão de prioridades.

💬 Já vos aconteceu sentir que estão na mesma relação, mas em mundos diferentes?

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Rua Marcelino Mesquita, N. 11, Loja 8, Sala 3, Linda-a-Velha
Lisbon
2795-134

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Terça-feira 09:00 - 18:30
Quarta-feira 09:00 - 16:30
Quinta-feira 09:00 - 16:30
Sexta-feira 09:00 - 16:30

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Categoria

Psicologia clínica e terapia familiar

Cláudia Morais é Psicóloga e Terapeuta Familiar. Colabora com regularidade com a imprensa e com a televisão em temas relacionados com a família e o casamento. É autora dos livros “Os 25 Hábitos dos Casais Felizes”, “Continuar a Ser Família Depois do Divórcio”, "O Amor e o Facebook" e "Sobreviver à Crise Conjugal". Publica textos e vídeos no blogue "A Psicóloga". Escreve para o Simply Flow by Fátima Lopes.