11/03/2026
Não é uma questão de (in)competência. Nem de (falta de) amor.
É uma questão de distribuição invisível (desequilibrada) das responsabilidades familiares.
E quando uma pessoa vive anos neste modo de vigilância permanente, algo começa a acontecer por dentro: uma sensação difícil de explicar, entre o cansaço, o desamparo e a solidão.
A carga mental não pesa apenas nas tarefas. Pesa sobretudo na sensação de estar sempre a segurar a estrutura inteira da vida familiar.
É um peso silencioso — e precisamente por isso, tantas vezes ignorado. 🧠