A Psicóloga

A Psicóloga Psicóloga, Terapeuta Familiar e de Casal Cláudia Morais é Psicóloga e Terapeuta Familiar. Publica textos e vídeos no blogue "A Psicóloga".
(1)

Colabora com regularidade com a imprensa e com a televisão em temas relacionados com a família e o casamento. É autora dos livros "Os 25 Hábitos dos Casais Felizes", "Continuar a Ser Família Depois do Divórcio", "Sobreviver à Crise Conjugal" e "O Amor e o Facebook". Escreve para o Simply Flow by Fátima Lopes.

11/02/2026

“Sou demasiado reativa.” “Estou sempre cansada.” “Expludo sem motivo.” “Devia conseguir controlar-me melhor.”

Eu ouço isto tantas vezes 💔

E quase nunca é falta de carácter. É um corpo que está em estado de alerta há demasiado tempo.

Quando o sistema nervoso vive em modo sobrevivência, não distingue um comentário neutro de um ataque. Não distingue silêncio de abandono. Não distingue conflito de ameaça.

E depois vem a culpa. Porque ninguém quer ser “a pessoa difícil” na relação. 😪

Mas ninguém se regula só através da força de vontade. Regulamo-nos quando o corpo começa a sentir segurança repetida. No sono. No toque. Na previsibilidade. Em limites claros. Em relações onde não precisamos de estar sempre a provar que somos suficientes. 🥰

O que muda uma relação não é apenas comunicar melhor. É ter um corpo que já não está permanentemente pronto para se defender. 🤍

10/02/2026

Quando crescemos a tomar conta de tudo,
o descanso começa a parecer egoísmo e a vulnerabilidade é sentida como um risco.

Na vida adulta, isto não desaparece. Transforma-se. Entra nas relações, no trabalho, na forma como se pede — ou não se pede — ajuda.

Olhar para este padrão não é acusar ninguém.

É permitir, finalmente, que alguém esteja lá. ❤️

05/02/2026

Quando o amor começa a funcionar como anestesia da insegurança, a relação deixa de ser leve e passa a ser um esforço.

Não porque alguém tenha deixado de amar, mas porque ninguém consegue sustentar o desejo quando sente que tem de manter o outro de pé.

Perceber isto não é acusar. É ganhar clareza. E a clareza, muitas vezes, é o primeiro passo para sair do modo sobrevivência.

04/02/2026

É claro que compreendo a confusão que pode surgir quando estamos expostos, em loop, a imagens devastadoras de destruição — casas destruídas, perdas reais — e, de repente, surgem imagens da aparente felicidade de alguém que continua a viver a sua vida (seja lá o que isso for).

Também compreendo que, para muitas pessoas, faça sentido algum pudor, algum recolhimento, alguma contenção na partilha.

E está tudo certo.

O que me parece importante é não transformar essa tensão interna num campo de julgamento — nem aos outros, nem a nós próprios.

A empatia não se mede pela ausência de alegria.

Talvez o exercício mais difícil seja este: aceitar que conseguimos sentir preocupação genuína… e ainda assim precisar de continuar a viver.

21/01/2026

Aprendemos cedo a evitar o que incomoda. A distrair-nos. A “ser fortes”. 💪

Mas os sentimentos desagradáveis não são defeitos a corrigir. Nem sequer são "sentimentos maus ".

São sinais a escutar. 📢

Quando o corpo insiste, com ansiedade, irritação ou cansaço, certamente não é porque está tudo bem.

É porque algo importante está a ser engolido em silêncio.

Dar atenção ao que se sente não resolve tudo de um dia para o outro. Mas ajuda a fazer escolhas para não nos perdermos de nós próprios. ❤️

20/01/2026

Uma red flag não é um diagnóstico do outro. 🚫

É o corpo a dizer: há aqui qualquer coisa que precisa da minha atenção. ⚠️

Quando a relação gera ansiedade constante, dúvidas repetidas ou a sensação de ter de se adaptar para não incomodar, isso não é sensibilidade a mais. ❤️‍🩹

É informação que está a ser ignorada.
Ser gentil consigo não é desistir da relação. É parar de se abandonar para a manter. ✨️

15/01/2026

Quando um casal decide “não tocar em certos assuntos”, o que muitas vezes sente não é paz. 😒 A conversa não acontece, mas o nó no estômago aparece. 🫤 É o desconforto de não haver autenticidade. É o medo de falar sobre coisas/ necessidades importantes. É distância, apesar da leveza. ❤️‍🩹

A vontade de falar vem… e é engolida.
Não para proteger a relação, mas para não a abanar. 💔

Não existem relações seguras sem algum desconforto. 🧠

Existem relações onde o desconforto pode ser exteriorizado e relações onde ele tem de ser engolido.

Quando um (ou os dois) evita conversas difíceis, a intenção até pode ser boa. Mas o corpo entra em alerta. ⚠️

A pessoa começa a medir palavras, a calar necessidades. E isso cansa. 🥵

Mais cedo ou mais tarde, alguém vai sentir que está a anular-se demasiado para manter a ligação. E não compensa.

14/01/2026

Será medo? Imaturidade? Trauma?

Talvez. 🤷‍♀️ Mas essa pergunta mantém-nos presos ao outro.

O ghosting (desaparecimento) raramente é sobre desinteresse. ⚠️

É, muitas vezes, sobre incapacidade. 🧠 Incapacidade de tolerar a culpa. De sustentar o desconforto. De permanecer presente quando a ligação exige responsabilidade emocional.

Mas enquanto tentamos perceber porquê,
quem desaparece vai-se afastando emocionalmente, vai seguindo com a própria vida, enquanto quem f**a estagna, paralisa. ❤️‍🩹

Talvez a pergunta mais terapêutica não seja “Porque é que ele desapareceu?”, mas
“O que é que esta ausência me traz?” e
“De que tipo de presença é que eu preciso e mereço para me sentir segura numa relação?”. ❤️

Nem todas as respostas vêm da outra pessoa. Algumas aparecem quando nos escutamos.

07/01/2026

O cansaço não vem da loiça que se lava ou da roupa que se coloca a secar às onze da noite.

Vem de ser a pessoa que pensa por dois. A que antecipa, organiza, lembra, distribui, enquanto o outro aguarda instruções.

Se eu recebesse um euro por cada vez que oiço "Eu estou pronto, ela é que se atrasa"... estaria rica. É fácil estar pronto a horas quando o volume de coisas em que é preciso pensar se resume a cuidar de si.

Quando há filhos, sair de casa pode implicar uma checklist que nunca mais acaba.

"Deixa, que eu ajudo. Eu trato dos miúdos... só preciso de saber onde é que está a roupa. Como é que eu vou saber? E visto o quê? Eu não sei se amanhã é dia de Educação Física ou não. Porque é que não me avisaste?"

A isto chama-se carga mental.
E não mata o amor de forma súbita —
vai desgastando em silêncio.

E aí em casa? O que é que vos sobrecarrega?

05/01/2026

Exaustão emocional. 💥 É o nome que damos a "isto".

A crítica constante — sobretudo aquela disfarçada de “ajuda” — é um destruidor silencioso da intimidade. 💔

“Ainda não chega.”
“Nunca é suficiente.”

O corpo entende isto como ameaça. ⚠️
Às tantas, a pessoa defende-se. Fecha-se. Afasta-se.

É assim que muitos casais se perdem:
não porque deixaram de amar,
mas porque deixaram de se sentir emocionalmente seguros um com o outro. ❤️‍🩹

A mudança começa com o reconhecimento. ❤️ Fazer com que o outro se sinta visto (e não apenas corrigido).

A conexão vem antes da correção.

Agora digam-me: sentem-se vist@s na vossa relação? Ou sentem-se hipercriticad@s?

21/12/2025

Ainda não estou de férias. Há quem precise de ajuda por estes dias.

Porque o Natal não é leve para toda a gente. Para alguns, é sinónimo de muita tensão.

É silêncio à mesa. É sorrir para não estragar o ambiente.

À consulta, não chegam histórias de Natais perfeitos. Chegam pessoas exaustas de fingir que está tudo bem.

Por isso deixo já a minha mensagem de Natal:

🎄 não se comparem.
🎄 não forcem a gratidão.
🎄 não confundam um Natal difícil com falharem como pessoas.

Endereço

Rua Marcelino Mesquita, N. 11, Loja 8, Sala 3, Linda-a-Velha
Lisbon
2795-134

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 18:30
Terça-feira 09:00 - 18:30
Quarta-feira 09:00 - 16:30
Quinta-feira 09:00 - 16:30
Sexta-feira 09:00 - 16:30

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando A Psicóloga publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para A Psicóloga:

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria

Psicologia clínica e terapia familiar

Cláudia Morais é Psicóloga e Terapeuta Familiar. Colabora com regularidade com a imprensa e com a televisão em temas relacionados com a família e o casamento. É autora dos livros “Os 25 Hábitos dos Casais Felizes”, “Continuar a Ser Família Depois do Divórcio”, "O Amor e o Facebook" e "Sobreviver à Crise Conjugal". Publica textos e vídeos no blogue "A Psicóloga". Escreve para o Simply Flow by Fátima Lopes.