A Psicóloga

A Psicóloga Psicóloga, Terapeuta Familiar e de Casal Cláudia Morais é Psicóloga e Terapeuta Familiar. Publica textos e vídeos no blogue "A Psicóloga".

Colabora com regularidade com a imprensa e com a televisão em temas relacionados com a família e o casamento. É autora dos livros "Os 25 Hábitos dos Casais Felizes", "Continuar a Ser Família Depois do Divórcio", "Sobreviver à Crise Conjugal" e "O Amor e o Facebook". Escreve para o Simply Flow by Fátima Lopes.

21/01/2026

Aprendemos cedo a evitar o que incomoda. A distrair-nos. A “ser fortes”. 💪

Mas os sentimentos desagradáveis não são defeitos a corrigir. Nem sequer são "sentimentos maus ".

São sinais a escutar. 📢

Quando o corpo insiste, com ansiedade, irritação ou cansaço, certamente não é porque está tudo bem.

É porque algo importante está a ser engolido em silêncio.

Dar atenção ao que se sente não resolve tudo de um dia para o outro. Mas ajuda a fazer escolhas para não nos perdermos de nós próprios. ❤️

20/01/2026

Uma red flag não é um diagnóstico do outro. 🚫

É o corpo a dizer: há aqui qualquer coisa que precisa da minha atenção. ⚠️

Quando a relação gera ansiedade constante, dúvidas repetidas ou a sensação de ter de se adaptar para não incomodar, isso não é sensibilidade a mais. ❤️‍🩹

É informação que está a ser ignorada.
Ser gentil consigo não é desistir da relação. É parar de se abandonar para a manter. ✨️

15/01/2026

Quando um casal decide “não tocar em certos assuntos”, o que muitas vezes sente não é paz. 😒 A conversa não acontece, mas o nó no estômago aparece. 🫤 É o desconforto de não haver autenticidade. É o medo de falar sobre coisas/ necessidades importantes. É distância, apesar da leveza. ❤️‍🩹

A vontade de falar vem… e é engolida.
Não para proteger a relação, mas para não a abanar. 💔

Não existem relações seguras sem algum desconforto. 🧠

Existem relações onde o desconforto pode ser exteriorizado e relações onde ele tem de ser engolido.

Quando um (ou os dois) evita conversas difíceis, a intenção até pode ser boa. Mas o corpo entra em alerta. ⚠️

A pessoa começa a medir palavras, a calar necessidades. E isso cansa. 🥵

Mais cedo ou mais tarde, alguém vai sentir que está a anular-se demasiado para manter a ligação. E não compensa.

14/01/2026

Será medo? Imaturidade? Trauma?

Talvez. 🤷‍♀️ Mas essa pergunta mantém-nos presos ao outro.

O ghosting (desaparecimento) raramente é sobre desinteresse. ⚠️

É, muitas vezes, sobre incapacidade. 🧠 Incapacidade de tolerar a culpa. De sustentar o desconforto. De permanecer presente quando a ligação exige responsabilidade emocional.

Mas enquanto tentamos perceber porquê,
quem desaparece vai-se afastando emocionalmente, vai seguindo com a própria vida, enquanto quem f**a estagna, paralisa. ❤️‍🩹

Talvez a pergunta mais terapêutica não seja “Porque é que ele desapareceu?”, mas
“O que é que esta ausência me traz?” e
“De que tipo de presença é que eu preciso e mereço para me sentir segura numa relação?”. ❤️

Nem todas as respostas vêm da outra pessoa. Algumas aparecem quando nos escutamos.

07/01/2026

O cansaço não vem da loiça que se lava ou da roupa que se coloca a secar às onze da noite.

Vem de ser a pessoa que pensa por dois. A que antecipa, organiza, lembra, distribui, enquanto o outro aguarda instruções.

Se eu recebesse um euro por cada vez que oiço "Eu estou pronto, ela é que se atrasa"... estaria rica. É fácil estar pronto a horas quando o volume de coisas em que é preciso pensar se resume a cuidar de si.

Quando há filhos, sair de casa pode implicar uma checklist que nunca mais acaba.

"Deixa, que eu ajudo. Eu trato dos miúdos... só preciso de saber onde é que está a roupa. Como é que eu vou saber? E visto o quê? Eu não sei se amanhã é dia de Educação Física ou não. Porque é que não me avisaste?"

A isto chama-se carga mental.
E não mata o amor de forma súbita —
vai desgastando em silêncio.

E aí em casa? O que é que vos sobrecarrega?

05/01/2026

Exaustão emocional. 💥 É o nome que damos a "isto".

A crítica constante — sobretudo aquela disfarçada de “ajuda” — é um destruidor silencioso da intimidade. 💔

“Ainda não chega.”
“Nunca é suficiente.”

O corpo entende isto como ameaça. ⚠️
Às tantas, a pessoa defende-se. Fecha-se. Afasta-se.

É assim que muitos casais se perdem:
não porque deixaram de amar,
mas porque deixaram de se sentir emocionalmente seguros um com o outro. ❤️‍🩹

A mudança começa com o reconhecimento. ❤️ Fazer com que o outro se sinta visto (e não apenas corrigido).

A conexão vem antes da correção.

Agora digam-me: sentem-se vist@s na vossa relação? Ou sentem-se hipercriticad@s?

21/12/2025

Ainda não estou de férias. Há quem precise de ajuda por estes dias.

Porque o Natal não é leve para toda a gente. Para alguns, é sinónimo de muita tensão.

É silêncio à mesa. É sorrir para não estragar o ambiente.

À consulta, não chegam histórias de Natais perfeitos. Chegam pessoas exaustas de fingir que está tudo bem.

Por isso deixo já a minha mensagem de Natal:

🎄 não se comparem.
🎄 não forcem a gratidão.
🎄 não confundam um Natal difícil com falharem como pessoas.

17/12/2025

Antes de pensar “Eu só estou a tentar melhorar as coisas”, talvez valha a pena perguntar:

👉 A outra pessoa sente-se cuidada… ou examinada?

Curiosamente, este padrão é alimentado tanto por quem critica, como por quem se vai calando, adaptando, encolhendo para evitar conflitos.

Há histórias que se repetem mais do que gostaríamos de admitir.

Quem se identif**a?

16/12/2025

Há algo profundamente sedutor na linguagem de quem faz ou fez terapia. 🔥

Ela soa cuidada. Consciente. Evoluída.✨️
E talvez por isso seja tão fácil usá-la… como disfarce.

Tenho visto, cada vez mais, relações onde as palavras são terapêuticas —
mas os comportamentos continuam a ferir.

Chamam limites ao controlo.
Chamam regulação emocional à frieza.
Chamam autocuidado ao egoísmo.
Chamam maturidade à incapacidade de pedir desculpa.

Na terapia não aprendemos a ganhar discussões. 🚫 Aprendemos a tolerar o desconforto. A ouvir sem nos defendermos de imediato. ❤️

Quando alguém usa palavras bonitas para evitar diálogo, para se colocar numa posição moralmente superior ou para silenciar a dor do outro, isso não é desenvolvimento pessoal. ⚠️

É apenas abuso mais sofisticado. 🪞✨

09/12/2025

💬 Quando não nos sentimos vistos, qualquer detalhe se transforma num gatilho.

Não porque o tema seja o mais importante… mas porque a falta de resposta emocional começa a doer.

E é aqui que se eleva o tom de voz, fecha-se a cara, e o coração acelera.

É o sistema de ameaça a tentar proteger o vínculo.

Mas o caminho não é provar que se tem razão. É tentar ouvir o que está por detrás: necessidade de reconhecimento, validação, presença.

Quando o casal consegue responder a essa camada — com escuta curiosa, com um “eu entendo que isto te magoe” — a discussão deixa de ser um campo de batalha. 💛
✨ Há 25 anos que trabalho com casais e, quase sempre, a raiz do problema é esta:
não é o tema da discussão… é a sensação de invisibilidade.

Quando isso muda, tudo o resto muda também.

03/12/2025

Estes padrões dizem mais sobre medo do que sobre falta de amor.

Quando o casal os reconhece, o vínculo reorganiza-se.
E aquilo que parecia “o fim” torna-se apenas um pedido de mudança.

Endereço

Rua Marcelino Mesquita, N. 11, Loja 8, Sala 3, Linda-a-Velha
Lisbon
2795-134

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 18:30
Terça-feira 09:00 - 18:30
Quarta-feira 09:00 - 16:30
Quinta-feira 09:00 - 16:30
Sexta-feira 09:00 - 16:30

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Categoria

Psicologia clínica e terapia familiar

Cláudia Morais é Psicóloga e Terapeuta Familiar. Colabora com regularidade com a imprensa e com a televisão em temas relacionados com a família e o casamento. É autora dos livros “Os 25 Hábitos dos Casais Felizes”, “Continuar a Ser Família Depois do Divórcio”, "O Amor e o Facebook" e "Sobreviver à Crise Conjugal". Publica textos e vídeos no blogue "A Psicóloga". Escreve para o Simply Flow by Fátima Lopes.