16/02/2026
Vivemos numa época em que muitos adolescentes recorrem cada vez mais à Inteligência Artificial para estudar, esclarecer dúvidas… e, por vezes, para falar sobre o que sentem.
À primeira vista, pode parecer inofensivo: é rápido, acessível e está sempre disponível.
Mas é importante sabermos que estes sistemas não foram concebidos para cuidar da saúde mental dos jovens. Não têm consciência emocional, não compreendem o contexto de vida de cada criança ou adolescente, nem conseguem oferecer verdadeira contenção afetiva.
A adolescência é uma fase marcada pela procura de autonomia, privacidade e identidade. É natural que os jovens queiram espaços “só deles”. A IA pode dar uma sensação de segurança e ausência de julgamento.
Mas segurança percebida não é o mesmo que segurança real.
Quando um adolescente passa a procurar mais uma máquina do que os pais, professores ou outras figuras de referência, isso não deve ser visto como falha parental — é um sinal de que precisamos de reforçar a ligação.
Alguns pontos essenciais para as famílias:
🔹 Construir relação antes de corrigir
🔹 Falar abertamente sobre privacidade e dados pessoais
🔹 Explorar estas tecnologias em conjunto
🔹 Definir limites de forma dialogada
🔹 Estar atento a sinais de alerta: isolamento, privação de sono, queda no rendimento, afastamento social
A tecnologia pode ser uma ferramenta útil.
Mas nunca deve substituir a relação humana.
Nenhum algoritmo consegue ler um olhar triste, perceber um silêncio carregado, ajustar a palavra certa no momento certo.
Os adolescentes não precisam apenas de respostas.
Precisam de presença.
De escuta.
De vínculo.
E isso, felizmente, continua a ser insubstituível. 💛