23/03/2025
CONTIGO NA CAMA
Uma mão, um corpo, um arrepio inicial e sucede-se uma sensação de bem-estar.
Quando tocamos noutra pessoa, comunicamos a um nível muito íntimo, pois fundimos os nossos campos eletromagnéticos, os quais alteram a carga dos iões negativos e é essa mudança que provoca o estado de bem-estar.
Não se trata de um ato sexual ou sensual, mas de algo bem mais amplo e com um poder de cura avassalador, o toque.
O contacto físico é uma das formas mais antigas de cura. Através do toque, transmitimos o que realmente sentimos e o que estamos a pensar.
Ao ler estas palavras, estará a viajar até alguma das suas boas memórias, seja ela a de um abraço de mãe, ou de uma carícia do seu amor, e ambas o deixarão com um sorriso de conforto...
É este o poder da intimidade. Ser íntimo de alguém é um estado sublime de prazer e cumplicidade, é um estado de magia que nos transmite a mensagem de que alguém nos ama e de que nós amamos.
A natureza deu-nos um dom único, chamado tato. Através das mãos e da pele, podemos transmitir e receber mensagens. A nossa pele é repleta de sensores que vão além da sobrevivência e da autorregulação térmica do corpo. Quando associamos o tato apenas ao ato sexual, estamos a deixar de participar no gozo da vida. É preciso aprendermos a fazer uso de toda a superfície da pele, pois ela armazena os nossos sentimentos e a nossa identidade.
Numa relação a dois, a sensibilidade da pele desempenha provavelmente o papel mais importante na atração e na cumplicidade. Aqui, a ternura é transmitida pelo toque e revela-se através de mimos e carícias, entre amantes, pais e filhos, entre amigos, pois torna-se quase como uma comunicação espiritual. O poder de um gesto de ternura não se ensina nos livros, depende da intuição individual de cada um, mas pode ser desenvolvido pelo toque.
Sendo a pele o maior órgão do nosso corpo, torna-se vital para o organismo. Ela respira, produz calor, eletricidade, radiações e reações bioquímicas que permitem as trocas entre o sangue e o meio externo.
Graças às glândulas sudoríparas, ela absorve todas as substância, sobretudo a água do mar.
A pele é, na verdade, o nosso coração periférico, porque funciona como se fosse uma máquina de reflexos cutâneo-musculares, simpáticos o reflexos de recuperação das forças vitais do organismo, que emitem estímulos para produzirmos anticorpos de resistência a qualquer infeção microbiana.
Posso afirmar que grande parte da nossa saúde depende do estado da nossa pele. Por isso, devemos mimá-la, hidratá-la, alimentá-la e conserva-la, além de mantê-la limpa, quer no tecido interno, quer no externo.
São várias as formas de preservar a saúde deste órgão chamado pele e a sua hidratação pela água desempenha um papel vital no seu equilíbrio biológico total.
Melhore a sua saúde e toque-se ou peça ao seu par que faça consigo este exercício de cumplicidade com o seu corpo. Descubra as suas zonas de sensibilidade mais apurada sem se esquecer do cabelo, dispa-se de sentimentos de malícia e dê as boas vindas a esta sensação agradável, ao deixar-se guiar pelo instinto. Estimule os seus reflexos, desperte zonas do seu corpo esquecidas, como por exemplo a palma dos pés ou os tornozelos, A sós ou acompanhado(a), tome um bom d***e e esfregue o corpo com sal grosso e um óleo essencial a seu gosto. Termine com água fria, de forma a estimular todo o seu organismo e, para o oxigenar ainda mais, aplique um bom hidratante usando movimentos circulares no sentido do relógio.
A pele torna-nos seres física e psicologicamente permeáveis, pois ao ser estimulada ela aciona o sistema límbico do córtex cerebral e abre-nos a porta para o despertar dos nossos sentidos e para a revitalização do corpo através de um comando chamado sensualidade. E esta conexão com a sensualidade transforma-nos em seres mais saudáveis.
Se soubermos preservar uma boa oxigenação da pele, estamos a contribuir para o equilíbrio da nossa saúde, além de transmitirmos uma mensagem de amor e de bem-estar que nos relaxa e nos faz sentir mais E, sem sair de casa, vá para a cama em busca desta aventura, sozinho (a) ou com o seu par... a sua pele agradece.
Paula Gabriel Mouta
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