Cleópatra Almada

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Há medos que raramente chegam à consulta em forma de frase clara. Chegam em silêncio. Chegam diluídos em desvalorização,...
06/03/2026

Há medos que raramente chegam à consulta em forma de frase clara. Chegam em silêncio. Chegam diluídos em desvalorização, em humor defensivo, em “não é assim tão grave”.
O medo de deixar de acompanhar os outros.
O medo de evitar convites porque o corpo já não responde como antes.
O medo de perder autonomia.
O medo de um dia perceber que a vida ficou mais pequena.
Estes medos não são dramatização. São coerentes com a experiência de viver num corpo que começa a dar sinais. Falta de ar ao esforço, dores articulares persistentes, fadiga constante, alterações do sono. Pequenos sintomas que, quando se acumulam, têm impacto real na qualidade de vida.
Do ponto de vista clínico, este medo tem fundamento. A obesidade é uma condição crónica, com implicações metabólicas, funcionais e emocionais. Pode comprometer mobilidade, saúde cardiovascular, energia, participação social e até a forma como a pessoa se percebe a si própria. Negar isto não protege. Apenas adia intervenção.
Muitas vezes, o medo não é apenas de perder capacidade física. É o receio de perder identidade. De deixar de ser quem sempre se foi. De depender. De ficar à margem.
Quando este medo é ignorado, transforma se em vergonha. E a vergonha paralisa.
Quando é reconhecido, pode transformar se em decisão clínica.
Na medicina, ignorar sinais é o início do erro. Escutá los é o início do cuidado.
Se este medo vive em ti, ele não é fraqueza. É informação. E pode ser o ponto de partida para um acompanhamento estruturado, sustentado em evidência científica e respeito pelo teu corpo e pela tua história.

A vontade de comer nem sempre nasce da necessidade fisiológica de energia. Muitas vezes é a manifestação silenciosa de u...
03/03/2026

A vontade de comer nem sempre nasce da necessidade fisiológica de energia. Muitas vezes é a manifestação silenciosa de um sistema nervoso em sobrecarga, de noites mal dormidas, de dias emocionalmente exigentes ou de níveis de stress persistentemente elevados. 🍃

Na consulta, é frequente ouvir a narrativa da “falta de controlo”, quando na verdade o que está presente é um organismo biologicamente ativado. A fome fisiológica surge de forma gradual, acompanha-se de sinais corporais claros e resolve-se quando há ingestão adequada de alimento. Já a chamada fome emocional instala-se de forma súbita, intensa e direcionada para alimentos altamente palatáveis, porque o cérebro procura regulação rápida através do sistema de recompensa. 🧠

A privação de sono aumenta grelina, reduz leptina e altera a sensibilidade à insulina. O cortisol elevado intensifica a procura por estímulos que ofereçam alívio imediato. Não estamos a falar de força de vontade; estamos a falar de neurobiologia. 🔬

Por isso, quando a vontade surgir, a pausa é uma intervenção clínica simples, mas poderosa. Perguntar a si mesma se está perante fome real ou perante cansaço, ansiedade ou sobrecarga é um exercício de autorregulação que devolve consciência ao processo. 🌿

Se for fome fisiológica, alimente-se com estrutura e sem culpa. Se for emoção, regule primeiro o sistema nervoso: respiração lenta, hidratação, breve caminhada, mudança de ambiente. Pequenos gestos que reduzem ativação simpática e restauram clareza decisional.

A mudança sustentável não começa na restrição, começa na consciência. E consciência é sempre o primeiro passo para um tratamento verdadeiramente eficaz. ✨

O exercício físico não é um castigo.Não é uma forma de “pagar” o que se comeu.E definitivamente não é apenas uma ferrame...
27/02/2026

O exercício físico não é um castigo.
Não é uma forma de “pagar” o que se comeu.
E definitivamente não é apenas uma ferramenta estética.

No tratamento da obesidade, falamos de uma condição metabólica e neuro-hormonal complexa 🧠⚖️

O treino de força melhora a sensibilidade à insulina, reduz inflamação e preserva massa muscular funcional.
O movimento consistente regula o cortisol, melhora o sono e influencia neurotransmissores ligados ao apetite e ao humor.

Menos stress fisiológico = melhor resposta metabólica.

Quando prescrevo exercício, não é para compensar.
É para restaurar função, preservar autonomia e sustentar resultados a longo prazo 🏋🏻‍♀️✨

Porque tratar obesidade é cuidar do corpo como um sistema integrado e não apenas do número na balança.

Se está em processo de tratamento, o movimento certo, na dose certa, faz parte da terapêutica 🤍

25/02/2026

Os hábitos de uma médica não são só um detalhe da vida pessoal, são também parte da responsabilidade clínica.

Não acredito que para cuidar dos outros seja preciso ser perfeita, mas acredito que é preciso coerência.

Quando falo de sono, eu respeito o meu.
Quando explico a importância de treinar, eu pratico.
Quando reforço a necessidade de regulação do stress, eu também trabalho a minha.

Não porque seja fácil, mas porque a fisiologia não negocia com discursos.

Enquanto médica de gestão de peso, sei que não posso pedir disciplina, estrutura e compromisso a quem me procura se eu própria não valorizo os pilares básicos da saúde metabólica.

Os meus hábitos não me tornam superior, tornam-me mais consciente daquilo que prescrevo.

E isso influencia diretamente a qualidade dos cuidados que entrego.

Já tiveram uma situação de vida que vos fez crescer de forma quase quântica em tão pouco tempo? Um antes e depois enquan...
24/02/2026

Já tiveram uma situação de vida que vos fez crescer de forma quase quântica em tão pouco tempo? Um antes e depois enquanto Ser Humano? 🌷

Eu já.

Somos quase todos o macaquinho que foi buscar o peluche. 🧸

As relações humanas são autênticos portais de desenvolvimento pessoal quando nos permitimos vulnerabilizar ao processo de Sentir. Buscamos conexão. Buscamos vínculo. Buscamos pertença.

Os estudos mostram que uma das maiores fontes de longevidade está nas relações sociais. Curamo-nos em relação porque foi através dela que muitos dos nossos traumas nasceram — e é também nela que encontramos caminhos de cura.

Aprendi que não é qualquer ligação que cura.
Aprendi que não é a intensidade que regula o sistema nervoso — é a reciprocidade.
Existe uma diferença silenciosa entre intensidade e segurança. Entre aquilo que nos agita e aquilo que nos sustenta. Entre o que ativa a ferida e o que promove regulação emocional.

Amar é estar num espaço seguro.
Com os desafios inerentes à vida, sim — mas num lugar onde sabemos que o chão não se vai mover sob os nossos pés ao sabor da instabilidade emocional de quem pensávamos que nos iria proteger.

Aprendi que a reciprocidade é o que permite ao corpo relaxar. Que quando somos escolhidos de forma inteira e consistente, algo dentro de nós assenta. A ansiedade diminui, a vigilância abranda e o coração deixa de estar em modo sobrevivência.

Aprendi que mereço ocupar o meu lugar ao lado da certeza. Não da perfeição — mas da decisão consciente diária.
Aprendi que não somos laboratório emocional de ninguém, nem precisamos transformar o coração de outrem em experimento do ego.

Quando entendemos isto, algo muda.
Quebramos um padrão: a dúvida deixa de ser romantizada. A clareza passa a ser preciosa. A indisponibilidade emocional deixa de ser desafio para ser ausência.

Merecemos um amor que seja casa — não um lugar de passagem. 🦋
Vínculos seguros não são os que mais aceleram o coração — são os que nos permitem respirar. Podem despertar intensidade, mas nunca sufocar na imprevisibilidade.

No fim, é sobre reciprocidade.
É sobre regulação. É sobre expansão.
E quem escolhe, expande. E esse é o meu lugar. 🧡💫

1: fim-de-semana de riso terapêutico, em modo morena Columbiana 🫶🏼🌷2: My fav doc 🐈  - dupla de médicos que fazem muita g...
22/02/2026

1: fim-de-semana de riso terapêutico, em modo morena Columbiana 🫶🏼🌷

2: My fav doc 🐈 - dupla de médicos que fazem muita ginástica 🤸🏻‍♀️

3 and so on:
pessoas que aquecem-me este coração ♥️🏝️

No meio da responsabilidade, da entrega e do cuidado, há espaço para sorrir.
Ser médica é mais do que tratar — é sentir, partilhar e viver cada dia com propósito.
Que nunca nos falte leveza na rotina e alegria no caminho. 🌿💫

🎭🎉🥁❤️

Comer sem fome raramente é sobre comida.É sobre o que ficou por sentir.Sobre o que foi engolido em silêncio ao longo do ...
20/02/2026

Comer sem fome raramente é sobre comida.

É sobre o que ficou por sentir.
Sobre o que foi engolido em silêncio ao longo do dia.
Sobre o stress que não teve pausa, o medo que não teve nome, o vazio que não teve espaço.

A compulsão alimentar quase nunca aparece “do nada”. Ela é uma resposta. Automática. Aprendida. Repetida tantas vezes que o corpo já reage antes de tu perceberes o que estás a sentir.

Sob stress, o sistema nervoso procura alívio.
Perante o medo, procura segurança.
No tédio, procura estímulo.
Na tristeza, procura conforto.

E a comida é rápida, acessível e eficaz… por minutos.

O problema não está na falta de força de vontade.
Está nos gatilhos que continuam ativos e não são trabalhados.

Mudanças físicas não reescrevem padrões emocionais.
E enquanto a relação com a comida não é compreendida, os impulsos mantêm-se — mesmo depois de dietas, mesmo depois de cirurgias, mesmo depois de promessas feitas a ti própria.

Não precisas de controlar mais o prato.
Precisas de entender o que o teu corpo está a tentar regular.

E isso faz-se com acompanhamento, estratégia clínica e um trabalho real sobre os gatilhos que estão por trás do comportamento.

Se te revês nisto, não estás sozinha. 💙

Hamnet - o filme que me tirou daqui ✨O mundo precisa de ver este filme. Mas levem lenços, muitos. Hoje fui ver Hamnet e ...
16/02/2026

Hamnet - o filme que me tirou daqui ✨

O mundo precisa de ver este filme.
Mas levem lenços, muitos. Hoje fui ver Hamnet e ainda tenho dificuldade em exprimir em palavras o que foi isto. O final é um soco no cérebro.

Não sou crítica de cinema, nem nada que se pareça — mas isto é uma obra de arte daquelas que nos lembram o porquê do cinema existir. Ainda não sei explicar o que aconteceu, mas saí diferente.
São 2 horas de um mergulho no Amor, nos sonhos. Na dor e no luto. E depois ainda na dor profunda, novamente.

Houve momentos em que levei a mão ao coração com uma ligeira dor — e ao mesmo tempo fascinada. Jessie Buckle, a mulher Agnes, faz uma interpretação que nos faz ajoelhar. A empatia daquela mulher para ter sensibilidade suficiente para entender que o marido era um génio que não cabia em espaços pequenos e precisava de voar mais alto - mesmo quando isso significava ficar sozinha.
Depois fascinei-me pelo amor dele pela família e especialmente pela sua mulher - desde o início. 🤍

Mas o que verdadeiramente me arrebatou foi a dor que aquele homem carregava — e a capacidade brutal de transformar essa dor em arte. Uma arte que nos faz querer também estender a mão a Hamnet. E chorar com aquela mãe.
William (o marido) fez algo poderosíssimo:
ele viu a dor dela no meio da dor dilacerante dele.
E fez algo ainda mais estratosférico — fez com que o mundo reconhecesse a dor dela.
E quando a dor é reconhecida, o coração encontra um lugar onde pousar. 💫

Este filme é, em si, um movimento sistémico também: a nossa dor precisa de ser reconhecida, há algo profundamente humano nisso. Precisamos que alguém a veja. Que lhe dê nome. Que a segure connosco. O olhar de William para Agnes foi traduzido em: “Eu vejo-te. Não estás sozinha.”

Talvez seja por isso que o Amor e Arte andem sempre de mãos dadas.
Talvez o amor, quando atravessa o luto, seja isto: permanecer. Ver. Dar nome. E segurar.

E depois.. “ O resto é silêncio.” ✨

O Amor inicia mas só os Adultos permanecem. 🫂Hoje celebrou-se o Amor, em todas as suas formas, mas a minha reflexão hoje...
14/02/2026

O Amor inicia mas só os Adultos permanecem. 🫂

Hoje celebrou-se o Amor, em todas as suas formas, mas a minha reflexão hoje vai para o Amor como caminho de iniciação. Como passagem. Como ritual silencioso que nos convida a deixar para trás o menino e a menina que fomos, para nos tornarmos verdadeiramente Homem e Mulher. Porque a relação é território de adultos.

Meninos precisam de se fazer Homens.
Meninas precisam de se fazer Mulheres.

Enquanto houver imaturidade, haverá disputa. Onde houver carência, haverá cobrança. O Amor não é palco para feridas inconscientes — é espaço sagrado para consciência, responsabilidade e verdade.

Para ter a honra de caminhar com um Homem ao lado, é preciso sustentar o que é ser Mulher. E sustentar o que é ser Mulher também é saber reconhecer quando ainda estamos diante de um menino — e ter maturidade para nos posicionarmos sem confronto mas com clareza. Porque ser Mulher não é endurecer para competir, nem usar a força para dominar. É ocupar o seu lugar com sabedoria. 💟 É saber quem se é, conhecer o próprio valor, pertencer a si mesma antes de pertencer a qualquer vínculo.

O verdadeiro poder feminino não grita — irradia. Não impõe — orienta. Não força — transforma.

Existe uma força ancestral na Mulher que habita a sua essência. Uma força que acolhe sem se anular. Que direciona sem controlar. Que sustenta sem se perder. Quando uma Mulher se reconhece nesse lugar, ela não disputa poder com um Homem — ela convida-o a crescer. E um Homem inteiro responde. Porque apenas um Homem que se fez Homem consegue permanecer diante de uma Mulher que se fez Mulher. ☯️

O Amor verdadeiro não é dependência, é escolha. Não é necessidade, é encontro. Não é batalha de egos, é aliança de consciências. É quando dois adultos se olham sem máscaras e dizem: eu assumo a minha parte.

Hoje celebro o Amor que nos amadurece. O Amor que nos chama à responsabilidade. O Amor que nos pede coragem para abandonar versões imaturas de nós mesmos. Porque amar, na sua forma mais elevada, é um ato de consciência e de criação.

E criar, juntos, é um privilégio que só os adultos sabem sustentar.

Feliz Dia do Amor — em todas as suas formas. 🩷

“Emagrecer para mim é…” Na minha consulta de Obesidade, o peso é um desfecho clínico — não o ponto de partida. Costumo d...
13/02/2026

“Emagrecer para mim é…”

Na minha consulta de Obesidade, o peso é um desfecho clínico — não o ponto de partida.

Costumo dar alguns “trabalhos de casa” aos meus utentes — muitas vezes através da escrita terapêutica com questões poderosas a quem se atreve a mergulhar no processo. Quem é acompanhado/a por mim sabe o quão verdade isto é 🤍

“Emagrecer para mim é…” - a resposta diz muito mais sobre cada pessoa do que qualquer número na balança.

E se eu te disser que, na minha prática clínica, o peso é um dos últimos outcomes que valorizamos?
Os números são consequência da jornada que percorremos juntos.

Durante anos, fomos ensinados a associar emagrecimento a estética, aprovação ou comparação. Mas, na prática clínica, vejo algo diferente todos os dias. Para muitas pessoas, emagrecer é voltar a ter energia para viver, é conseguir atar os seus próprios sapatos, é poder cruzar as pernas, é poder brincar novamente (ou pela primeira vez) com os seus filhos. É ainda regular a saúde metabólica, reduzir dor, melhorar o sono, estabilizar o humor ou recuperar a confiança no próprio corpo e em si mesmo 🧠. É poder subir escadas sem cansaço, vestir uma roupa sem vergonha, olhar-se ao espelho sem crítica constante.

F**a com um dos mantras que eu utilizo: quando o emagrecimento nasce da punição, ele esgota. Quando nasce do cuidado, ele sustenta.
Por isso, antes de pensar em metas ou números, vale a pena perguntar: o que significa, verdadeiramente, emagrecer para ti? 🌿

Responde nos comentários. Quero ler-te 🤍

O PODER DA RAIZ 🌳Por estes dias voltei a revisitar o meu filme favorito de infância: Pocahontas. 🌿🪶Sempre que tenho gran...
11/02/2026

O PODER DA RAIZ 🌳

Por estes dias voltei a revisitar o meu filme favorito de infância: Pocahontas. 🌿🪶
Sempre que tenho grandes questões ou dúvidas, volto a ele.

Desde pequenina diziam que eu tinha alma de Pocahontas — espírito livre, aventureiro, rebelde… mas guiado pelo coração.

Num ano que pede decisões, hoje as palavras da Avó Willow ecoaram mais alto:

🍃 “Escuta com o teu coração.”
🤍 “Se ouvires bem, vais encontrar o teu caminho.”
🍃 “O vento pode guiar-te.”

E eu acrescento:

Stay rooted in who you are, and let your heart guide you toward where you’re meant to grow. 🍃🌍

E o resto da sabedoria está nesta letra. 🦋

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