12/02/2026
Não somos ilhas.
Ninguém existe ou cresce num vácuo.
Somos parte de uma teia complexa de relações que nos molda desde o primeiro dia, nos sustenta nos momentos de queda ou, por vezes, nos prende a versões de nós próprios que já não nos servem.
Sabemos que às vezes olhas para as tuas dificuldades como se fossem apenas falhas internas, e esqueces-te que estás inserido num sistema.
Mas deixa-nos dizer-te: o ambiente onde te moves também tem (muita) força.
Estar preso nesta teia não significa que as relações sejam más por natureza.
Significa, muitas vezes, que os papéis que desempenhaste durante anos — o de cuidador, o de quem nunca erra ou falha — se tornaram demasiado estreitos para a pessoa que és hoje.
Reconhecer que fazes parte desta rede não te retira a responsabilidade pela tua mudança, mas dá-te uma nova perspetiva. A de que evoluir implica também renegociar o espaço que ocupas na vida dos outros.
No fundo, é perceberes que, se a teia te prende, tens o direito de a transformar. Se ela te sustenta, tens o dever de a nutrir.
💌 A nossa identidade não é um ponto fixo, mas sim algo que se vai tecendo na relação entre quem somos, e quem deixamos que os outros sejam para nós.