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Ybicoach Success Career & Life Strategy Coach Transformacional, Hipnoterapia, Mindfulness, Reiki Healing, Flow Coach, Formação

04/01/2026

21/12/2025
16/12/2025

A sociedade de mercado, gostemos ou não, produz ressentimento de forma quase inevitável. Isso acontece porque ela se estrutura a partir da comparação constante. Há pessoas mais capazes do que outras, mais inteligentes, mais bonitas, mais bem-sucedidas. Hoje está na moda repetir que “todo mundo é legal”, que todos são igualmente bons, mas ninguém acredita de verdade nisso. No fundo, todos sabem que é uma mentira conveniente.

Para compreender o ressentimento, é preciso lembrar da própria vida. Todo mundo já conviveu com alguém que era melhor em alguma coisa. Na escola, no trabalho, na vida social. Alguém que se destacava mais, que parecia ter mais facilidade, mais reconhecimento. A reação espontânea, muitas vezes, não é admiração, mas raiva. Dizer que isso não acontece é hipocrisia travestida de bons sentimentos.

Vivemos num mundo que se apresenta como cheio de empatia, acolhimento e virtude. Um mundo tão repleto de bons sentimentos que, em tese, as pessoas deveriam andar pelas ruas se abraçando. Mas, na prática, esses discursos muitas vezes funcionam como marketing moral. Quando levados às últimas consequências, revelam relações profundamente desiguais disfarçadas de empoderamento mútuo, quando na verdade reproduzem dependência, exploração e ressentimento.

O ressentimento nasce justamente desse choque entre o que se acredita merecer e o que se tem. Quando alguém encarna aquilo que julgamos impossível ou injusto, o incômodo se intensifica. A pessoa não é apenas competente, ela é competente demais. Não é apenas feliz, é feliz demais. Isso se torna insuportável.

Há um filme que ilustra bem essa dinâmica. Nele, um vendedor de carros simples, já com mais de cinquenta anos, é extremamente bem-sucedido no trabalho, querido pelos clientes e, além disso, feliz na vida pessoal. Toda sexta-feira, leva flores para a esposa, com quem está casado há décadas. O chefe, um homem amargurado, divorciado várias vezes, não suporta aquilo. Ele se convence de que aquela felicidade é falsa, que algo está errado, que aquela mulher “não pode existir”.

Movido pelo ressentimento, o chefe passa a perseguir o funcionário até demiti-lo. A demissão lhe traz alívio, como se tivesse finalmente desmascarado uma farsa. Mas o ressentimento não se encerra ali. Algum tempo depois, ele reencontra o ex-funcionário, agora dono de uma loja própria, ainda mais feliz e bem-sucedido. O homem o abraça e agradece, dizendo que, graças à demissão, teve coragem de fazer o que sempre quis.

Essa cena revela algo profundamente perturbador. Não há humilhação maior do que não odiar quem nos odeia. Não há afronta mais radical do que agradecer a quem nos perseguiu. O ódio exige fidelidade, mais até do que o amor. Maquiavel já observava que o ódio é mais duradouro, mais constante, mais exigente. O amor precisa ser cultivado; o ódio está sempre presente.

O filme não é uma história motivacional comum. Ele expõe uma exceção, não a regra. A maioria das pessoas não reage ao ressentimento com superação. A maioria não transforma a dor em mudança. A maioria não é tão feliz assim. Justamente por isso, o ressentimento é tão difundido.

O ressentimento é essa sensação corrosiva de que se merecia mais, de que o mundo foi injusto. Quando encontramos alguém que parece ter aquilo que nos falta, o sentimento se intensifica. Se a pessoa ainda for arrogante, isso oferece algum alívio moral. Mas quando ela é feliz, generosa e discreta, o ressentimento se torna insuportável.

Por isso, a sociedade contemporânea, organizada em torno da competição, do desempenho e da comparação constante, produz ressentimento em larga escala. Um ressentimento que alimenta o culto da vítima, da vulnerabilidade e da queixa permanente. Não como superação da dor, mas como forma de justificar a incapacidade de lidar com ela.

Transcrição feita e adaptada pelo Provocações Filosóficas da fala de Luiz Felipe Pondé no trecho da palestra “Dor e mudança: a cultura da vitimização, em Maringá-PR, no Teatro Marista, no dia 12/07/2017.

✅ A AIMA está a recrutar 46 técnicos superiores📍Localidades: Norte, Centro, Grande Lisboa, Alentejo, Algarve e Madeira📅C...
16/12/2025

✅ A AIMA está a recrutar 46 técnicos superiores

📍Localidades: Norte, Centro, Grande Lisboa, Alentejo, Algarve e Madeira

📅Candidatura até: 02 janeiro de 2026

Saiba mais: https://aima.gov.pt/pt/a-aima/recursos-humanos/procedimentos-concursais

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✅ AIMA is recruiting 46 senior technicians

📍Places: North, Centre, Lisbon, Alentejo, Algarve & Madeira

📅Application deadline: 2 January 2026

Find out more:
https://aima.gov.pt/pt/a-aima/recursos-humanos/procedimentos-concursais

26/10/2025

Não romantizes famílias tóxicas. A família pode ser a melhor coisa do mundo como também pode ser a pior. Também pode dar cabo de ti. Não romantizes o que te faz mal. Não é por ser sangue do teu sangue que tens de aguentar tudo, de suportar tudo, de dar cabo de ti para que a família não se desmorone. Há construções que exigem demolições antes. Tem coragem de mexer na ferida, é só assim que se cura. Não normalizes famílias tóxicas. Ninguém tem o direito de ferir-te só porque sim. Pode ser irmão, tio, sobrinho, neto, avô, marido ou mulher. Ninguém tem o direito de ferir só porque sim, de desrespeitar só porque sim. Não digas que é normal seres ferido por quem só devia amar-te. Não romantizes o mal. Quem te ama, seja família ou não, não quer ferir-te, agredir-te, magoar-te. Não fiques onde só te atacam. Não dês ouvidos, e tempo, a quem faz questão de colocar agressividade onde só devia estar empatia, ameaça onde só devia estar compreensão. Não chames amor ao que é só dor, conflito, guerra. Isso não é amor nenhum. Livra-te dele. Já.

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O HOSPITAL DE ALFACES

Disponível em todos os hipermercados e livrarias

(imagem: )

Fomos programados desde cedo para ser boazinhas, meigas e obedientes. E no final as histórias terminavam sempre bem. " e...
25/10/2025

Fomos programados desde cedo para ser boazinhas, meigas e obedientes. E no final as histórias terminavam sempre bem. " e eram felizes para sempre"

Crescemos e reparámos que, inconscientemente, temos o mesmo padrão de comportamento, atraímos o mesmo tipo de pessoas, porque será?

Esquecemos de ouvir o nosso corpo, a nossa intuição que nos fará mudar certos comportamentos, certos ambientes...

Expressar sem medo, a nossa vontade ou opinião, sem precisar da aprovação de ninguém. Todos gostamos de ser amados e aceites e seremos, pelas pessoas certas, não pelas que não estão na nossa sintonia.

Nós também precisamos de aceitar o que realmente somos, imperfeitos e humanos.

A nossa felicidade, reside aí, na liberdade da simplicidade de SER e VIVER, com verdade.

Devemos isso a nós.

Desta feita o meu convidado neste episódio é Marco Rajani, Coach Transformacional, Autor, Especialista em Eneagrama e fu...
07/08/2025

Desta feita o meu convidado neste episódio é Marco Rajani, Coach Transformacional, Autor, Especialista em Eneagrama e fundador do Instituto Elevação da Consciência
Vem conhecer…
https://elevacaodaconsciencia.com/
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Blind Talks - Conversas Com Todos Os Sentidos
Um novo episódio todas as Quintas Feiras pelas 19h00 (GMT)
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Categoria

Coaching com Eneagrama. Mindfulness e Terapia Reiki

Aqueles que são bem sucedidos são os que vivem bem consigo próprios, e têm consciência de que podem sempre evoluir.

Assim como numa equipa, a produtividade nem sempre esta directamente ligada com desempenho e capacidades intelectuais dos seus elementos ou ferramentas. A formação de um Líder, não se resume às suas capacidades intelectuais, formação académica, experiência profissional ou até mesmo às ferramentas que possui ao seu dispor para ser um Líder. (L maiúsculo é de propósito)

Os grandes Lideres e empreendedores, que criaram negócios multimilionários e grandes marcas, tiveram e têm um coach, ou vários a ajuda-los a atingir os seus objectivos e a superar obstáculos. Sim obstáculos... Todos temos que os enfrentar, tanto a nível pessoal como profissional e às vezes até nas duas... Na interacção com o mundo profissional, social e familiar, muitas vezes não conseguimos atingir os níveis de bem estar que merecemos, sendo cada vez mais difícil com a grande competitividade do mercado.

Nunca se falou tanto de coaching como agora, assim com de empreendedorismo e Startups, por alguma razão, “nada acontece por acaso” penso que o coaching, Startups e os novos empreendedores deviam andar de mãos dadas, para não fazermos os mesmos erros do passado.