22/02/2026
💔❤️🩹21 de fevereiro foi dia de mergulhar no universo infantil e refletir sobre feridas invisíveis!
Duas Bárbaras com uma amizade bonita voltam a encontrar-se como palestrantes no 1.º Congresso sobre Educação organizado pela !
A descreveu o impacto das experiências precoces de rejeição, abandono, humilhação, traição e injustiça e explicou como podem moldar profundamente a forma como nos vemos e nos relacionamos na vida adulta. Estás feridas influenciam a autoestima, a confiança, o medo de perder pessoas, a necessidade de controle, o perfeccionismo e a dificuldade em expressar emoções, criando padrões repetitivos nos relacionamentos e na maneira de lidar com conflitos.
A falou sobre o facto do abuso sexual infantil provocar uma das quebras de confiança mais profundas, sobretudo porque, na maioria das situações, é cometido por pessoas próximas, por familiares, amigos ou figuras de autoridade que ocupam um lugar de suposta proteção e confiança. Essa proximidade, muitas vezes acompanhada de disponibilidade extrema, criação de dependência emocional, concessão de privilégios especiais e imposição de segredos, é usada para confundir e silenciar a criança, tornando a traição ainda mais dolorosa e difícil de revelar.
Enquanto adultos, é essencial praticarmos supervisão consciente e consistente, desenvolvermos a literacia emocional das crianças, ensinarmos sobre limites corporais, diferenciação entre toques adequados e inadequados, segredos bons e maus, e reforçarmos que o corpo lhes pertence. Ser presença ativa, escutar sem julgamento e até saber dizer “não”, com amor e firmeza, a determinadas festas de pijama, acessos precoces às redes sociais ou situações que ultrapassem limites saudáveis é uma forma concreta de proteção e cuidado.
Obrigada pelo convite e reconhecimento do nosso trabalho, parabéns pela iniciativa!”