15/02/2026
Saber ler não garante, necessariamente, a plena compreensão de um texto. No Brasil, estudos sobre alfabetismo funcional mostram que essa diferença é uma realidade signif**ativa. O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), que avalia não apenas a capacidade de decodif**ar palavras, mas também de interpretar, analisar e utilizar informações, revela que apenas uma pequena parcela da população atinge o nível mais alto de proficiência.
A maioria dos brasileiros encontra-se em níveis intermediários de alfabetismo. Isso signif**a que conseguem lidar bem com textos simples e tarefas cotidianas, mas podem enfrentar dificuldades quando o conteúdo exige interpretação mais complexa, raciocínio lógico ou análise de informações numéricas.
Esse cenário não se resume à leitura tradicional. O alfabetismo funcional também envolve a capacidade de compreender instruções, avaliar dados, interpretar mensagens e tomar decisões com base em informações escritas. Em um mundo cada vez mais orientado por dados e comunicação digital, essas habilidades se tornam essenciais para autonomia, produtividade e participação social.
Compreender essa distinção entre ler e interpretar é fundamental para discutir educação, mercado de trabalho e acesso à informação de forma mais ampla e realista.