24/02/2026
Um ano passou, do dia que me desvinculei de um trabalho que fez parte de quase três décadas da minha vida como enfermeira.
Durante muito tempo, a profissão de enfermeira foi estrutura, missão, identidade e entrega.
Sair não foi uma decisão rápida, simples e leve.
Houve medo.
Houve apreensão.
Houve muitas perguntas.
Deixar aquilo que é certo e fixo mexe connosco de uma forma impactante.
No entanto, ao mesmo tempo, também havia uma voz cá dentro a dizer que era tempo.
Tempo de me escutar. Tempo de me respeitar. Tempo de dar espaço a uma nova forma de servir.
Este ano foi um ano de muita entrega, de muita descoberta.
Posso também dizer que foi um ano de desafios, sim mas desafios que me fizeram crescer, confiar e confirmar que, muitas vezes, o caminho só se revela quando temos a coragem de dar o primeiro passo e temos fé, fé que o que virá será o melhor para nós.
Nem sempre foi fácil.
Mas foi verdadeiro, sentido, honesto e sempre na humildade do que vem, vem como aprendizagem.
E isso fez toda a diferença.
Hoje olho para trás com gratidão por tudo o que vivi na enfermagem, por tudo o que aprendi, por tudo o que fui, fez de mim um ser humano diferente.
E olho para a frente com alegria e muito esperança porque este salto trouxe-me mais alinhamento, mais sentido e uma nova forma de me cuidar e de cuidar o outro.
Partilho isto não para dizer a ninguém o que deve fazer, mas para deixar uma reflexão:
Há quanto tempo estás nesse lugar e apenas estás porque é seguro, confortável mesmo quando a tua alma te pede para saires e fazeres algo diferente por ti.
Às vezes, o medo não é sinal para parar
É apenas sinal de que estamos prestes a atravessar uma porta importante.
E agradeço a mim mesma por ter tido coragem de o fazer.
Hoje sou diferente por dentro e por fora 💛