29/04/2026
E se te disser que a pessoa de quem mais foges… é de ti mesma?
Não é o passado.
Não são os outros.
Não é a falta de tempo.
És tu
quando te manténs ocupada para não pensar,
quando evitas o silêncio porque ele diz demasiado,
quando sentes tudo… mas finges que não sentes nada.
E cansa, não cansa?
Viver assim, meio desligada de ti.
Meio perdida.
Sem saber bem o que sentes… ou por onde começar.
Fugir de ti pode ter sido necessário.
Em algum momento, foi o que te manteve de pé.
Mas hoje… talvez seja isso que te mantém presa.
A verdade é simples (mesmo que custe):
enquanto continuares a fugir, vais continuar a sentir que nada muda.
Mas não precisas de dar um passo gigante.
Da próxima vez que quiseres distrair-te, pára…
e f**a contigo por 1 minuto.
Sem resolver.
Sem julgar.
Só respira.
É assim que começas a voltar a casa.
Se isto ressoou contigo, talvez só ainda não tenhas aprendido a escutar-te. Se quiseres eu posso acompanhar-te.