02/01/2026
Em 2025 li a frase "pareço um disco riscado!" mas noutro contexto.A verdade é que muitas vezes é assim que nos sentimos. Um disco riscado que diz que amanhã será melhor, que para a semana começamos uma alimentação + saudável, "quando terminar isto, começo aquilo" e parece que o ano que vem continua igual ao anterior. Há todo um conjunto de palavras, pensamentos, autosabotagens que fazem parte da lista de padrões, crenças, vivencias e raízes que carregamos ou dos obstáculos que nos vão colocando encima. Parece que o disco toca mas a música é sempre a mesma. E é dificil mudar a música.
Somos um bocadinho de tanta gente.Da herança genética, epigenética e familiar que carregamos desde antes de nascermos. Um bocadinho de cada trauma, de cada conquista. Somos no fundo a nossa própria verdade.
Essa mesma verdade... a ESSÊNCIA, o REENCONTRO continua sempre lá em cada PAUSA, em cada silêncio, em cada vez que somos NATURALMENTE + SAUDÁVEIS á nossa forma através de várias NATURMORFOSES que nos fazem vislumbrar cada ARCO-IRIS, cada GIRASSOL e nos fazem também renascer das cinzas e florescer.
O ano novo para muitos começa em 365 dias. Para os chineses o calendário é diferente. Para a astrologia também.
Eu não ligo a esta data do calendário. Valorizo 3x mais aquilo que sinto. E sei sentir quando termina um ciclo e outro está para vir. Sentir o meu próprio ciclo e viver de acordo com ele faz-me mais sentido a mim.
Este ano vivi tanto! Bom e mau. Mas vivi! Em verdade para comigo e com outros. A minha forma de ver algumas coisas mudaram em abril. Em Maio fiz pausa. Em Junho desafiei-me. Surpreendi-me e celebrei muito em Agosto. O meu ciclo mudou em Setembro. Essa foi a minha passagem de ano!
Em 2025 aprendi que a vida é feita de exploração, ajustes, autoconhecimento.E é quando dizemos sim à verdade,ousamos fazer diferente, que o disco deixa de estar riscado e aprendemos que há mais melodias.
Que saibamos viver ao nosso ritmo e que sejamos capazes de escutar a luz que nos guia e brilhemos até nos momentos + dificeis porque o disco muda quando sentimos e não quando muda o ano!
Com presença,
Ana Gonçalves