12/02/2026
Arte é uma forma de comunicar. Não consensual pelo facto de que cada um faz a sua interpretação conforme o prisma em que vê. Não há uma interpretação definitiva.
Na sexualidade, assim como na arte, o signif**ado não é fechado.
Ambas recaem na zona frágil entre aceitação e julgamento. Todos os ingredientes para que as opiniões mudem conforme a época, cultura, religião e classe social estão aqui reunidos.
A liberdade pode ser vista como escândalo. A expressão como ameaça. E o desejo como lascivo.
Como profissional de saúde é essencial o despir da camada “eu como pessoa”, esquecer a caixinha de crenças e aceitar todas as reformas e atualizações desta área tão peculiar que é a s3xualidade. E quando me dizem que falo de uma maneira super natural sobre s3xualidade, aquilo que pergunto é: fará algum sentido falar sobre ela com uma carga de repreensão e moralidade quando estamos a atingir diretamente uma pessoa, o seu íntimo, a sua expressão, o seu prazer? O ponto imperativo é o consentimento. A partir daí, o jogo está nas mãos de cada pessoa envolvida.
Uma exposição provocativa no Porto super interessante onde se aprende bastante sobre a história da s3xualidade. E que faz todo sentido.