Bruno Teixeira

Bruno Teixeira Psiquiatra

É com grande contentamento que convido todos a estarem presentes no lançamento da segunda edição revista do livro “Mindf...
19/10/2025

É com grande contentamento que convido todos a estarem presentes no lançamento da segunda edição revista do livro “Mindfulness, Os Benefícios da Atenção Plena na Saúde Mental”, no próximo dia 22 de Novembro, às 16h, num encontro que celebra a confluência entre ciência, prática e presença.
Esta nova edição, actualizada à luz dos mais recentes conhecimentos científicos, propõe uma leitura renovada sobre o papel do mindfulness na transformação da mente e na promoção da saúde mental. Conta com o prefácio da querida Catarina Lorvão, nossa colega de jornada.
A sessão contará com a apresentação de Mikaela Övén, cuja perspectiva profunda e sensível enriquecerá o diálogo em torno desta obra.
Um convite à pausa, à reflexão e ao reencontro com a atenção plena, dentro e fora das páginas.

Está aberto, até 19 de Setembro, o período de candidaturas à 2ª fase da 7ª edição do curso “Mindfulness em Contextos de ...
08/09/2024

Está aberto, até 19 de Setembro, o período de candidaturas à 2ª fase da 7ª edição do curso “Mindfulness em Contextos de Saúde”.
O percurso de 7 anos feito até aqui prova que, na Saúde, a Atenção Plena importa.
Isaura Tavares Dr João Perestrelo Nuno Rodrigues Silva

20/07/2024

A Mind House foi desenhada para si, desde o princípio quando ainda era apenas um esboço no pensamento. Ao longo dos anos, e fruto das nossas vivências pessoais e aprendizagens, quisemos criar algo ousado, pensando no que ainda faltava fazer no campo da saúde mental.
Dentro destas paredes, acolhemos a dificuldade e o sofrimento, mas também a beleza de resgatar um propósito e potenciar o desenvolvimento pessoal de quem nos procura.
Num mundo cada vez mais frenético e sobrelotado de metas, aqui privilegiamos o tempo, o cuidado com o outro, a promoção da saúde mental e a prevenção da doença.
Estamos prontos para recebê-lo nesta casa, nas nossas consultas de especialidade, nos grupos terapêuticos, nos programas de Mindfulness, nos workshops e formações, presencialmente ou à distância. Onde quer que esteja vamos até si e estaremos consigo com a convicção de que, aqui, a ciência andará sempre de mãos dadas com o seu processo terapêutico de crescimento, integração e mudança.
Mind House, a nova casa para a sua mente.

19/02/2024

Partilho a nova página de Facebook do João Perestrelo, que, após uma hecatombe digital, ficou sem o seu antigo perfil profissional.
Não será necessário alongar-me em descrições para descrever a sua qualidade enquanto profissional e ser humano.
Recomendo vivamente que acompanhem o seu empenhado trabalho.

Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta. Consultas no Porto e Funchal

O PAI-NATAL EXISTEHá uns anos atrás, por esta altura, era o meu sobrinho um duende com graça, resolvi assumir as obrigaç...
23/12/2023

O PAI-NATAL EXISTE

Há uns anos atrás, por esta altura, era o meu sobrinho um duende com graça, resolvi assumir as obrigações de tio - e padrinho - e vestir-me de Pai-Natal. Foi uma experiência curiosa a de ter uma barriga redonda e barbas brancas que em nada me favorecem - como todos sabem, os raríssimos pêlos brancos que me crescem na barba são, para todos os efeitos, loiros!
Assim foi: um pouco antes da meia-noite, fardei-me a preceito e fingi entrar em casa, já que o fogão de sala da casa dos meus pais estava ocupado com revistas dos anos 80 e não teria espaço para a minha barriga improvisada. Deixei os presentes junto da árvore, como manda a tradição, mas, inexperiente no novo papel, cometi o erro de falar com a criança, que era, afinal, mais perspicaz do que a fazia. O tom roufenho mal disfarçado e um simples arrebanhar das barbas artificiais com a sua mãozinha pronta denunciou-me. Disse-me: “Tu és o tio!” Tentei compor, perguntando-lhe quem era o tio, mas não caiu na conversa. Quando regressei à sala, já vestido na minha elegância (!), fiz questão de me mostrar muito decepcionado por não ter visto o Pai-Natal, mas o Diogo nunca se deixou enganar e, daí em diante, apesar de eu nunca ter desmontado a história, afirmou que o Pai-Natal era o tio. Eu, interiormente, morri de desilusão por não ter cumprido o meu papel decentemente e ter danificado a fantasia de Natal do Diogo.
Mas, por que vos conto isto? Primeiro, porque adoro histórias (e estórias), e depois porque hoje, vários anos depois desse episódio, estou certo que o Pai-Natal existe e só precisa de ser procurado com atenção. A figura do velho bonacheirão vestido de vermelho é a personificação perfeita da bondade e do amor que devemos utilizar como combustível dos nossos dias. Nesta altura em particular, inflamar estas qualidades permite-nos encher o seu reservatório dando-nos alimento para o resto do ano e permitindo-nos resistir aos dias mais sombrios.
O Pai-Natal chega na transição dos dias, está disponível para todos e só precisa que acreditem nele. Assim é o amor.
Feliz Natal!

Hoje, no Porto, estiveram 29ºC. Sou um acérrimo defensor do Verão e das suas inúmeras maravilhas e, por mim, seria Verão...
08/10/2023

Hoje, no Porto, estiveram 29ºC. Sou um acérrimo defensor do Verão e das suas inúmeras maravilhas e, por mim, seria Verão o ano inteiro, mas estamos em pleno Outubro, já se respira o Natal e o ar está quente como se as férias grandes dos miúdos estivessem à porta.
Preocupa-me muito o rumo do nosso Planeta. Por muito que o queiram negar, o aquecimento global é uma realidade - respira-se, palpa-se, sente-se na pele - e está a ter um impacto devastador no nosso Planeta.
À medida que as temperaturas médias aumentam devido às emissões de gases com efeito de estufa, as calotas polares derretem e o nível do mar aumenta. Fenómenos climáticos extremos eclodem: furacões, incêndios, tempestades. As reservas de água potável diminuem, variadíssimas espécies animais e vegetais extinguem-se, os ecossistemas fragilizam-se.
A Terra é a nossa casa, talvez um oásis único no vasto cosmos. Hoje mesmo li que o livro “Um Ponto Azul-Claro”, de Carl Sagan, vai ser reeditado em português. Trata-se de um livro publicado em 1994, que teve como mote uma famosa fotografia tirada há 33 anos que mudou a perspectiva que tínhamos da Terra. A perto de 6 mil milhões de Km de distância, tudo o que somos, construímos, sentimos e amamos, cabia num pixel. Um pálido ponto azul perdido no Cosmos captado pela sonda espacial Voyager 1.
Os resultados do aquecimento global são visíveis todos os dias e é determinante que tenhamos em mente que se não fizermos a nossa parte iremos comprometer a vivência das próximas gerações, algo que na verdade não está no nosso direito.
O aquecimento global é um lembrete doloroso de que precisamos ser guardiões responsáveis deste tesouro precioso. Devemos agir com urgência, reduzindo as emissões de carbono e adoptando práticas sustentáveis para preservar a beleza e a sustentabilidade do nosso Planeta. É um dever moral que todos temos para com o nosso lar cósmico.

Somos perfeitos na nossa imperfeição.
23/07/2023

Somos perfeitos na nossa imperfeição.

Esta é uma partilha muito pessoal.
Ontem, durante uma consulta, vi-me uma vez mais confrontado com um sofrimento que também é meu. Para os terapeutas que leem isto, acredito que seja imediata a memória de algo semelhante.
Era ainda um jovem estudante de medicina quando, pela primeira vez, senti a força avassaladora de um ataque de pânico, durante uma aula. A partir daí, não pararam. Deixei de saber estar sozinho, o afastamento de casa era perigoso e entrar num avião, ou num comboio, eram os pensamentos mais torturantes que podia conceber na minha mente assustada.
Rejeitei qualquer tratamento na altura (e mais tarde também). Como poderia um psiquiatra ter uma perturbação mental? Seria a confirmação da fraude que acreditava ser, no meu âmago.
Ontem, questionavam-me "como posso eu sofrer desta forma e ajudar alguém com o mesmo problema?"
Isto levou-me a percorrer a minha vida nos últimos anos. Tive de aceitar, por fim, que a minha humanidade é partilhada por muitos e que, também eu, necessitava de ajuda e de tratamento. Que sou tão comum como qualquer outro ser humano, e que tornar-me terapeuta não fez de mim menos humano ou um semi-deus absolvido de qualquer tormenta. O sofrimento tornou-me consciente, mais compassivo, mais vulnerável. Abriu-me de formas que eu rejeitava, que eu não queria, mas ao fazê-lo, escancarou-me a alma para a imensidão de ser humano.
Tenho de me recordar, todos os dias, que não é minha tarefa terminar com o sofrimento alheio, mas acompanhá-lo até às profundezas e ajudar a conferir-lhe um sentido.
Dor sem sentido é doença. Dar-lhe um propósito é torná-la fortaleza.

Está aberto até 17 de Julho o período de candidaturas à 1ª fase da 6ª edição do curso “Mindfulness em Contextos de Saúde...
08/07/2023

Está aberto até 17 de Julho o período de candidaturas à 1ª fase da 6ª edição do curso “Mindfulness em Contextos de Saúde”.
O percurso de 6 anos feito até aqui prova que, na Saúde, a Atenção Plena importa.

SOBRE A BONDADEHá pessoas que nos fazem voltar a acreditar na bondade do mundo. Estávamos a percorrer uma estrada solitá...
19/06/2023

SOBRE A BONDADE

Há pessoas que nos fazem voltar a acreditar na bondade do mundo. Estávamos a percorrer uma estrada solitária, na Patagónia, de seu nome Caminho do Fim do Mundo - certamente um dos lugares mais recônditos onde pus os pés. Fazia dois graus centígrados às quatro da tarde. A estrada desfiava-se num interminável rol de inóspitas planícies cobertas de austera vegetação e rochedo. Tínhamos alugado um carro sem assinar um contrato - coisa relativamente comum na Patagónia. Foi aí, no meio do nada, que o inesperado aconteceu: um dos pneus traseiros rebentou com um estridor ensurdecedor. Macaco mecânico, ferramentas múltiplas, pneu suplente. Várias tentativas falhadas e o frio a consumir-nos o corpo e o raciocínio. Pior do que isso: no Caminho do Fim do Mundo, não havia rede móvel - que ideia louca essa a de haver rede no Fim do Mundo! Deparamo-nos, assim, com a única opção que nos restava: pedir ajuda. Mas, como podem imaginar, não há muita gente num sítio com este nome. Não consigo precisar se foi a divina providência ou a Província da Última Esperança a fazer jus ao seu nome. Certo é que a primeira pessoa a quem fizemos um desesperado sinal de paragem, encostou. Conduzia uma velha carrinha que podia bem ter perdido algumas peças nas últimas horas. Arranhamos o espanhol e o homem decidiu ajudar-nos: não sei se pelo desespero activo nas nossas vozes, se por pura generosidade. Calçou umas luvas e pôs mãos à obra. O pneu rasgado teimava em não sair e ele voltou à carrinha em busca de uma barra de ferro. Confesso que temi pelas nossas vidas, nesse momento. Pensei: é agora que vai acabar connosco. Mas não acabou. Nem mesmo quando foi em busca de um maçarico ou de um bidão de diesel para libertar o pneu do lugar onde estava empancado. Por fim, conseguiu retirá-lo e colocou o suplente. Num gesto superior de generosidade, ofereceu-se para nos seguir no seu carro até à cidade, num passo lentíssimo: foram cerca de cem quilómetros a uma velocidade máxima de 60 Km/ hora. Mas esperem, porque a bondade deste homem não conhecia limites. Tinham-nos exigido que entregássemos o carro limpo e ele estava coberto por uma espessa camada de lama - os caminhos na Patagónia são tudo menos fáceis. Disse-nos que não havia estações de lavagem abertas àquela hora e levou-nos até sua casa, oferecendo-nos a sua água para lavar o carro. Quando terminamos, já tão agradecidos, tínhamos um café à nossa espera. Tive aí um derradeiro pensamento de desconfiança. Cogitei: é agora, trouxe-nos até casa dele urdindo a sua teia e vai roubar-nos e matar-nos. Mas apenas nos sentou à mesa da sua humilde casa, querendo saber de nós e falando-nos de si. O nome deste homem era Ângelo (“Angel”, em espanhol, que se traduz para “anjo”, em português). Soube-o quando lhe disse que tinha sido o nosso anjo (fez questão de nos mostrar o seu cartão de identificação, quando abrimos a boca de espanto). Toda esta história me fez reflectir muito. Não tenho dúvidas que, num mundo tão doente como o nosso, estamos demasiado formatados para ver a maldade. Mas a bondade existe e, tal como a beleza, está nos olhos de quem a vê.

É quase Natal, de novo. Em criança via este dia com uma enorme expectativa. Durante o ano, era capaz de perguntar à minh...
24/12/2022

É quase Natal, de novo. Em criança via este dia com uma enorme expectativa. Durante o ano, era capaz de perguntar à minha mãe, centenas de vezes talvez, se ainda faltava muito para o Natal - não raramente, fazia-o por dias seguidos, queimando a paciência dela como o pavio de uma vela. Era a meio do Verão ou em plena Páscoa - tanto fazia, importante era que ela me dissesse que já faltava pouco (com muita sorte era já no dia seguinte). À medida que fui crescendo, e sobretudo depois de um movimento pessoal consciente de afastamento da religião católica, surgiu em mim uma ambivalência: como festejar uma data que, historicamente, comemora o nascimento de Cristo, um símbolo religioso incontornável? Como lidar com o contentamento que um certo acontecimento desencadeia em mim, sabendo que esse acontecimento celebra alguém que deixou de fazer parte do meu sistema de crenças? É certo, porém, que não deixei de vibrar com a magia da época e, ao longo dos anos, apesar dos presépios montados por todo o lado, continuei a esperar ansiosamente pelo Natal como se por ele perguntasse obstinadamente à minha mãe. Descobri, entretanto, que o Natal já se festejava antes de Jesus e pretendia celebrar o nascimento do Deus Sol no solstício de inverno. Comemorar o Deus Sol parece-me uma ideia magnífica, mas é certo que seja qual for a divindade a festejar, o Natal se tornou mais do que isso. Tornou-se a festa da família, a âncora da nossa vida. Tornou-se a festa do amor, que alimenta e nutre os nossos dias. Tornou-se a festa da magia e não é por acaso que esta é conhecida como a noite das causas impossíveis. O que vos desejo? Que neste Natal consigam ver para além do óbvio e se permitam preencher por aquilo que encontram de melhor nesta época.

A Maria José Cardoso escreveu um livro maravilhoso.Que a Dora Queirós tão bem ilustrou, dando vida ao que a Maria imagin...
13/11/2022

A Maria José Cardoso escreveu um livro maravilhoso.
Que a Dora Queirós tão bem ilustrou, dando vida ao que a Maria imaginou.
Não é fácil criar uma história que nos fique para sempre na memória.
Mas a Maria conseguiu esta proeza, escrevendo um livro de inigualável beleza.
A Palmira é uma menina, que tem problemas de auto-estima.
Todos querem que ela seja “normal”, como se isso fosse fundamental.
Mas a Palmira é diferente e receia ter um “defeito” permanente.
O que ela não sabe é que isso a torna especial, uma menina sem igual.
Da Cidade da Rima ela parte, em busca do seu baluarte.
Inicia essa longa e difícil jornada, à procura de ser apreciada.
Mas ao fazer esse percurso, descobre um novo e valioso recurso.
Ela encontra a verdadeira amizade, o fim para qualquer dificuldade.
A Marta Lagarta, no seu motociclo, fornece-lhe a coragem para um novo ciclo.
O Simão Sabichão, no seu bote, mostra-lhe a alegria que lhe serve de mote.
O Laurindo Lindo, no seu avião, dá-lhe acesso ao seu coração.
É então que ela se defronta com o que de verdade a amedronta.
É o receio de fracassar, que a todos nos faz vacilar.
Peço aqui uma introspecção para revermos a nossa própria condição.
Quantas vezes receamos falhar, pondo em causa o nosso lugar?
Quantas vezes surge insegurança, ameaçando a luz da esperança?
Quantas vezes sentimos ansiedade ao tentarmos criar uma ilusória realidade?
Pois a Maria dá-nos o segredo para vencermos este medo.
Ele esconde-se neste livro encantador, entre palavras de um grande valor.
Mas para isso terão de o ler, pois não há outra forma de o reconhecer.
Para já, apenas vos digo: ter este livro convosco é como ter um amigo.
O que escuta o vosso coração e vos dá uma boa lição.
O que vos faz pensar na vida, mas que amavelmente vos valida.
O que é um verdadeiro tesouro, incomparável a qualquer peso em ouro.
Então não o percam de vista, pois a sua mensagem é por de mais altruísta.
Gostaria só de vos alertar, para a possibilidade de se deixarem sonhar.
E isso certamente irá acontecer, permitindo-vos então compreender,
Que entre a realidade e a fantasia, há uma estreita e bela harmonia.
E que a Palmira é a representação de tudo o que ocorre no nosso coração.
Pelo que é claro que todos devemos, soltar alegremente a Palmira que temos.
Assim, quando o dia for duro e escuro e te sentires pouco seguro,
Lembra-te de te abraçar, pois a Palmira também encontrou o seu lugar.
E aprendeu que o verbo viver, se conjuga ao sermos capazes de entender,
Que qualquer que seja a audiência, devemos honrar a nossa essência.
E cantar, cantar, cantar, até que a vida volte a rimar.

Livro Infantil "Palmira Já Sabe Rimar" de Maria José Cardoso. Descubra este e mais livros para crianças no nosso site.

Endereço

Avenida Da Boavista 3769 Loja 5
Porto
4100-139

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