13/11/2022
A Maria José Cardoso escreveu um livro maravilhoso.
Que a Dora Queirós tão bem ilustrou, dando vida ao que a Maria imaginou.
Não é fácil criar uma história que nos fique para sempre na memória.
Mas a Maria conseguiu esta proeza, escrevendo um livro de inigualável beleza.
A Palmira é uma menina, que tem problemas de auto-estima.
Todos querem que ela seja “normal”, como se isso fosse fundamental.
Mas a Palmira é diferente e receia ter um “defeito” permanente.
O que ela não sabe é que isso a torna especial, uma menina sem igual.
Da Cidade da Rima ela parte, em busca do seu baluarte.
Inicia essa longa e difícil jornada, à procura de ser apreciada.
Mas ao fazer esse percurso, descobre um novo e valioso recurso.
Ela encontra a verdadeira amizade, o fim para qualquer dificuldade.
A Marta Lagarta, no seu motociclo, fornece-lhe a coragem para um novo ciclo.
O Simão Sabichão, no seu bote, mostra-lhe a alegria que lhe serve de mote.
O Laurindo Lindo, no seu avião, dá-lhe acesso ao seu coração.
É então que ela se defronta com o que de verdade a amedronta.
É o receio de fracassar, que a todos nos faz vacilar.
Peço aqui uma introspecção para revermos a nossa própria condição.
Quantas vezes receamos falhar, pondo em causa o nosso lugar?
Quantas vezes surge insegurança, ameaçando a luz da esperança?
Quantas vezes sentimos ansiedade ao tentarmos criar uma ilusória realidade?
Pois a Maria dá-nos o segredo para vencermos este medo.
Ele esconde-se neste livro encantador, entre palavras de um grande valor.
Mas para isso terão de o ler, pois não há outra forma de o reconhecer.
Para já, apenas vos digo: ter este livro convosco é como ter um amigo.
O que escuta o vosso coração e vos dá uma boa lição.
O que vos faz pensar na vida, mas que amavelmente vos valida.
O que é um verdadeiro tesouro, incomparável a qualquer peso em ouro.
Então não o percam de vista, pois a sua mensagem é por de mais altruísta.
Gostaria só de vos alertar, para a possibilidade de se deixarem sonhar.
E isso certamente irá acontecer, permitindo-vos então compreender,
Que entre a realidade e a fantasia, há uma estreita e bela harmonia.
E que a Palmira é a representação de tudo o que ocorre no nosso coração.
Pelo que é claro que todos devemos, soltar alegremente a Palmira que temos.
Assim, quando o dia for duro e escuro e te sentires pouco seguro,
Lembra-te de te abraçar, pois a Palmira também encontrou o seu lugar.
E aprendeu que o verbo viver, se conjuga ao sermos capazes de entender,
Que qualquer que seja a audiência, devemos honrar a nossa essência.
E cantar, cantar, cantar, até que a vida volte a rimar.
Livro Infantil "Palmira Já Sabe Rimar" de Maria José Cardoso. Descubra este e mais livros para crianças no nosso site.