João Perestrelo

João Perestrelo Psiquiatra | Psicoterapeuta Mestrado em Medicina, pela Universidade do Porto, (2006-2012). Formado em Perturbações Aditivas pela Harvard Medical School, EUA.

Médico Especialista em Psiquiatria – Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (2014-2018). Especializações:

Master em Psicofarmacologia pelo Neuroscience Education Institute (2015), Estados Unidos da América, tendo também realizado a pós-graduação em Psicofarmacologia Clínica pela Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental. Certificado em Terapia Electroconvulsiva (ECT) pelo Hospital Universitário de Bellvitge, Barcelona. Formado em Psiquiatria Nutricional pela Universidade de Deakin em parceria com o Food & Mood Centre, Austrália. Formação em Psiquiatria Perinatal pelo Instituto Europeo de Salud Mental Perinatal. Membro da British Association of Psychopharmacology. Formação em Psicoterapias:

Formação nível A de Psicoterapia Interpessoal certificada pelo Interpersonal Psychotherapy Institute e pela International Society of Interpersonal Psychotherapy (ISIPT). Formação em Director de Psicodrama pela Sociedade Portuguesa de Psicodrama, em fase final de supervisão. Membro da Sociedade Portuguesa de Psicodrama nº608. Instrutor Qualificado do Programa de Redução de Stress Baseado em Mindfulness (MBSR) pelo Center for Mindfulness da Universidade de Massachusetts, EUA. Formado em Hipnose Clínica pela Sociedade Portuguesa de Hipnose e Motivação tendo frequentado posteriormente vários cursos e workshops nacionais e internacionais na área. Formação em Psicoterapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing), nível 2, pela Associação EMDR Portugal, sócio nº 274. Formação em Terapia Brainspotting, nível 1, pelo Brainspotting UK Institute, Londres. Formação em Entrevista Motivacional pela European Psychiatry Association. Autor dos livros:

“O Mundo da Fantasia”, Editorial Calcamar, 2000.

“O Menino Especial”, Editora O Liberal, 2004.

“Tamara, A História do Céu e da Terra”, Chiado Editora, 2013.

“A Viagem, Um Olhar Mágico Sobre a Psiquiatria”, Edições Mahatma, 2014.

“Mindfulness, Os Benefícios da Atenção Plena na Saúde Mental”, Edições Mahatma, 2015.

É ainda autor de vários artigos científicos, nacionais e internacionais, e co-autor de um capítulo de Psicofarmacologia publicado no 19º volume do livro Horizons in Neuroscience Reasearch, Nova Publishers, 2015. Revisor científico em revistas de saúde mental internacionais. Projetos:

Co-fundador do Centro para o Mindfulness na Medicina e na Sociedade (CMMS). Membro da Comissão Científica e Assistente externo convidado do Curso de Mindfulness em Contextos de Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Colaborador e instrutor na app de meditação para android e iphone – B.kind

24/01/2024

Ansiedade. Incomoda e incomoda muito. Tanto, que por vezes nos falta o ar, ou o coração parece pular para fora do peito.
Enquanto mecanismo adaptativo, a ansiedade é essencial para a sobrevivência, contudo depressa pode passar de aliado a doença e inundar a vida com evitamentos e mal-estar.
Viver com ansiedade é um processo de (re)descoberta de limites e aceitação daquilo que consigo dar e de que forma me posso comprometer com uma vida mais plena.
Espero que a partilha possa ser útil.

17/01/2024

Uma singela palavra pode definir todos os nossos limites, no entanto parece que, muitas vezes, não cabe na nossa boca nem no nosso peito. É intolerável e causadora de enorme sofrimento.
Aprender a dizer "Não" é um processo com avanços e recuos, onde nos vamos aproximando, lentamente, das nossas verdadeiras necessidades, sem termos de rejeitar as do outro.

As mais belas histórias têm começo, Medo e fim.Acredito ser esta a essência de todas as experiências da vida que encerra...
08/01/2024

As mais belas histórias têm começo, Medo e fim.

Acredito ser esta a essência de todas as experiências da vida que encerram a beleza da aprendizagem e crescimento. Num mundo efémero como o nosso, todas as coisas, quer sejam belas ou difíceis, têm um começo e um final.

Cada história é um universo próprio, com um alvor, temores e epílogo. No alvor de cada fragmento de vida, há um pulsar de expectativas, um desenrolar de possibilidades que nos convida à aventura. Contudo, entrelaçado com a antecipação, surge o temor. O medo de errar, de se perder, de não alcançar. O medo do fim em si mesmo. Da morte. Da perda. É uma companhia constante, que nos desafia a enfrentar os próprios limites humanos e o (des)apego.

Mas a verdadeira essência da história não reside apenas no seu começo vibrante ou nas inquietações que nos assolam. Está também no seu término, no fechar de um ciclo que nos transformou. O fim não é meramente uma conclusão, mas um espelho que reflete o que foi vivido, aprendido e superado.

Assim, cada narrativa, com o seu início, medo e fim, é mais do que uma sequência de eventos; é um mosaico de crescimento, um testemunho da nossa capacidade de atravessar o desconhecido e de encontrar significado até no adeus. E em cada final, residem as sementes de um novo começo.

Este é um lembrete, e uma história pessoal, sobre a bondade.Nos últimos tempos, tenho tido algumas situações de extrema ...
25/12/2023

Este é um lembrete, e uma história pessoal, sobre a bondade.
Nos últimos tempos, tenho tido algumas situações de extrema vulnerabilidade. Já vos falei do que me ocorreu no aeroporto, mas não da forma como fui ajudado nesse momento. A essa partilha junto outras mais recentes.

Recordo-me de abrir os olhos e de ter um rosto sorridente com os olhos pousados em mim, enquanto segurava a minha mão. Não nos conhecíamos de parte alguma do mundo, contudo havia naquele toque uma profunda humanidade tão familiar e segura. Esse gesto, juntamente com as suas reconfortantes palavras, devolveram-me a segurança que necessitava.

Pois bem, há uma semana estava a passar numa cidade assolada por mau tempo. Recolhi-me dentro de um restaurante e decidi provar alguns pratos. Um dos gerentes, aproximou-se e meteu conversa. Os minutos seguintes foram deliciosos e de partilha. No final, ofereceu-me uma caixa de chocolates caseiros e a receita de uma deliciosa iguaria. Nada pediu em troca e, sem saber, criou um sol num céu cinzento.

Ontem, tive um furo no pneu, numa localidade isolada. Enquanto aguardei 5 horas por um reboque, o dono da casa onde pernoitava escolheu, de livre e boa vontade, vir ter connosco e acompanhar todas as difíceis partes do processo de pedir ajuda numa língua estrangeira. Foram 5 longas horas envergando um semblante bem-disposto e oferecendo toda a ajuda necessária. Uma vez mais, nada pediu em troca e acabou por nos salvar de uma noite ao relento.

Existirá beleza na adversidade?

Teria outras tantas pequenas história sobre bondade incondicional para vos contar, mas estas aquecem-me o coração e recordam-me que a bondade é gratuita e não espera nada em troca. Damos pelo simples prazer de abrir o coração e abraçar o outro na sua vulnerabilidade. Não existe nada mais belo e humano.

Quer seja nesta quadra, ou em todas as quadras, devemos manter presente o lembrete da bondade. Em todas as esquinas, a todos os momentos, um toque, um olhar, uma palavra, ou a simples presença, podem salvar alguém e devolver o conforto necessário para continuar.

A minha gratidão a tod@s aquel@s que, com a sua bondade, guiaram e tornam o meu caminho um pouco mais doce.

Feliz Natal

Peludos, patudos e afins, são um bálsamo para a alma de quem deles cuida e zela.Num mundo agitado e, muitas vezes, pouco...
07/12/2023

Peludos, patudos e afins, são um bálsamo para a alma de quem deles cuida e zela.
Num mundo agitado e, muitas vezes, pouco empático, a presença de um animal de estimação pode ser protetora e contribuir positivamente para a saúde mental.
Contudo, um vínculo demasiado forte pode também esconder uma transferência de relação de humanos para animais, algo que não é saudável e está na base de esquemas de vinculação mais inseguros.

Animais e humanos devem viver em harmonia, num sistema de cuidado e proteção. Ensinam-nos a cuidar, proteger e também a amar, trazendo agitação e tranquilidade para os nossos dias.

Fomos todos machucados, de alguma forma, no processo de amar alguém. Alguns de nós foram-no numa idade tão precoce que o...
24/11/2023

Fomos todos machucados, de alguma forma, no processo de amar alguém. Alguns de nós foram-no numa idade tão precoce que o sistema, sabiamente, arquitetou intensas defesas com vista à sobrevivência.

Estas defesas, longe de serem inúteis, acompanham muitos de nós ao longo da vida e refletem-se nas relações, causando sofrimento pessoal e ao outro.

Hoje, trago-vos uma publicação sobre três típicas resistências criadas em relação, ou vinculação, e que se podem tratar através de uma nova vinculação. "O que foi machucado no amor, pode ser curado com amor."

Esta é uma lição valiosa para todos os terapeutas e um lembrete de saber ler nas entrelinhas das resistências.

Esta publicação fala-nos sobre a primeira resistência - o isolamento do afeto.

Talvez já se tenha deparado com alguém assim, ou se reveja nestas palavras. Intelectualizar o que se sente, racionalizar sentimentos e minimizá-los é uma forma inteligente de defesa que, inúmeras vezes, visa poupar o outro do "fardo" da nossa dor (pelo menos assim é encarado).
São geralmente crianças que cresceram num ambiente traumático e que depressa se tornaram, elas mesmas, cuidadoras de quem as devia cuidar.

O último post gerou uma onda de amor e compaixão sem precedentes.Quero agradecer aos que se atreveram a partilhar, aos q...
14/11/2023

O último post gerou uma onda de amor e compaixão sem precedentes.
Quero agradecer aos que se atreveram a partilhar, aos que se identificaram, aos que me desejaram sorte ou me elogiaram a coragem (ou a loucura).
Hoje, em mais um profundo trabalho imersivo de trazer luz à minha sombra, descobri estas palavras que são tão minhas quanto vossas:

Procurei sem saber encontrar,
E esteve sempre lá,
Na palma da minha mão esquerda.
Quando o encontrei, deixei de o buscar. Afinal,
Esteve sempre lá -
O medo, plantado na minha mão esquerda.
Não era cruel, ou assustador, nem tampouco vinha para me aniquilar.
Ali estava ele,
Benevolente, paciente e atento,
Vibrando na palma da minha mão esquerda.
Pediu-me que o acolhesse, que o tomasse como meu, sem julgamentos.
Ao abrir-lhe portas, encheu-me o corpo de dor mas também de energia,
"É que sabes", disse-me ele, "há mais em mim do que uma existência vazia."
Quando deixei de procurar o seu fim,
A vida prescrutou-me nos olhos e sorriu.
Todos estes anos estiveram ambos ali. À minha espera.
Na palma da mão esquerda.
- JP -

Aos que andam de mãos dadas com o seu medo, a minha profunda gratidão e reverência.

Esta é mais uma partilha que nasce da vivência pessoal de medo.Há vários anos atrás, como já muitos sabem, comecei uma l...
12/11/2023

Esta é mais uma partilha que nasce da vivência pessoal de medo.
Há vários anos atrás, como já muitos sabem, comecei uma longa jornada de integração dos meus ataques de pânico. Quando julgava ter concluído essa tarefa, eis que a vida me trocou as voltas e mostrou que o caminho estava longe de terminar. De facto, o medo veste a pele de um camaleão e adapta-se, transforma-se e passando a revelar cores nunca antes vistas.
Quando as minhas crises epilépticas começaram, não sabia bem se estava perante ataques de pânico com somatização ou um verdadeiro quadro neurológico, foram precisos alguns exames para revelar que se tratava do último caso.
Estar sozinho, passou a ser um novo desafio com base nos esquemas cognitivos de evitamento e vigilância daquilo que me poderia acontecer.
Hoje, estava no aeroporto, entusiasmado com mais uma viagem com destino a uma formação que adoro, quando fui atacado, sem aviso, por uma crise. Não me recordo de muito, a não ser a mão de uma senhora sorridente que se apercebeu e me apoiou durante todo o processo (são estes os ‘anjos’ que nos visitam, nas alturas de maior aperto, em corpo de gente). Fui retirado do aeroporto e levado para casa.
Dentro de mim crescia a frustração de ter falhado, de não ter entrado no avião e, acima de tudo, de não ter cuidado de mim quando sabia perfeitamente que não posso fazer viagens pela madrugada, uma vez que as crises que tenho são noturnas.
Escusado será dizer, que o medo de voltar sozinho ao aeroporto começou a percorrer cada célula do meu corpo. Por segundos, sucumbi e entrei no esquema de evitamento tantas vezes já experimentado, porém há uma parte em mim, resiliente, obstinada e corajosa que não me permitiu ficar. Escutei-a claramente ‘tenta outra vez’.
Contactei a agência e reagendei o voo para as horas seguintes.
Neste momento, estou sentado no avião, o medo vai na cadeira ao lado. A coragem na outra. Juntos, são o equilíbrio perfeito e a lembrança de que qualquer experiência difícil é válida quando observada com os olhos da compaixão e da paciência. F**a o precioso lembrete de que os limites pessoais devem ser respeitados para que o sistema nervoso possa viver em harmonia.

Fui convidado a falar sobre este tema no último congresso da dor da .dor Certamente já sentiu o peito rasgar, o coração ...
26/10/2023

Fui convidado a falar sobre este tema no último congresso da dor da .dor

Certamente já sentiu o peito rasgar, o coração doer, ou a tristeza avassaladora que parece comprimir todo o corpo.
A dor é um processo físico e emocional que envolve tanto o cérebro como o coração. Este último, rei das emoções, tem o seu próprio sistema nervoso e comunica com o cérebro (e vice-versa) através de estímulos nervosos, hormonais e eletromagnéticos. Emoções negativas afetam grandemente a variabilidade da frequência cardíaca, gerando ritmos caóticos e assincronia entre o sistema nervoso simpático e parassimpático (essenciais na reação ao stress, relaxamento e conexão).

Se a dor é uma constante, o que podemos dizer sobre o sofrimento?
A dor pode ser entendida como um fenómeno agudo ou crónico, que envolve a lesão de tecidos ou que é percebida nesses termos. Já o sofrimento, é algo mais generalizado que envolve dor, mas não está restringido a ela - é possível sofrermos sem a experiência da dor, no entanto a resistência à dor é uma das principais fontes de sofrimento.

A filosofia oriental fala-nos de dukkha, a palavra que traduz sofrimento e dor. Na sua visão, a vida é permeada por sofrimento, no entanto existe um caminho que leva à sua diminuição. Esse caminho, que é mais processo do que meta, envolve uma vivência correta de valores, atencão e pensamento (aquilo a que chamaram o Nobre Caminho Óctuplo).

De facto, o sofrimento é universal e a sua linguagem é comum a todo o ser humano e todos os animais. A vida, na sua essência, é tecida pelos fios da dor que, por vezes, se emaranham num nó difícil de desatar.

Hoje assisti com imenso orgulho às palavras de um jovem ser que percebeu, com incrível nitidez, que podemos permitir que a adversidade nos transforme. Este é talvez dos maiores ensinamentos que a nossa experiência terrena encerra. Quando compreendemos a beleza, por vezes ingrata e cruel, da dor e a integramos na nossa linha biográfica, abandonamos o longo e tortuoso caminho do sofrimento.

Isto recorda-me a máxima tantas vezes repetida: a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.

Ontem foi o tão aclamado dia mundial para a saúde mental. Propositadamente, não fiz nenhuma publicação alusiva. Se, de f...
11/10/2023

Ontem foi o tão aclamado dia mundial para a saúde mental. Propositadamente, não fiz nenhuma publicação alusiva. Se, de facto, existem outras datas, ao longo do ano, que nos consciencializam para a existência da depressão, do suicídio, da PHDA, esta, é para mim, a mais desnecessária e revestida de hipocrisia.

Durante anos trabalhei num hospital público. Qual carnaval, este dia era preparado com p***a e circunstância para que depois, no resto dos dias do ano, não houvesse qualquer recordatório daqueles que padecem de doença mental. Via os pacientes internados a olharem, durante horas a fio, para as paredes despidas de tinta ou para uma televisão que repetia 24/7 o mesmo canal, sem acesso a qualquer outra estimulação cognitiva.

Esta é uma data que cai bem nos murais das redes sociais ou nos eventos públicos que se realizam um pouco por todos os hospitais. Mas é preciso mais. É urgente que se faça cumprir o Plano Nacional para a Saúde Mental que, ano após ano é esquecido. São necessários recursos materiais e humanos, maior dignidade e uma nova humanização dos serviços de psiquiatria.

São 365 os dias para a saúde mental. Hoje é dia. Amanhã também.

Está na ordem do dia e é mais falado do que nunca.Podemos vê-lo como um produto do capitalismo, de uma sociedade doente,...
02/10/2023

Está na ordem do dia e é mais falado do que nunca.
Podemos vê-lo como um produto do capitalismo, de uma sociedade doente, de ambientes laborais tóxicos onde não existe qualquer "salário emocional".
Ocorre em médicos, professores, advogados, juízes, veterinários... e a lista continua.

De facto, o termo está associado ao mundo laboral, tendo sido considerado pela Organização Mundial de Saúde como um fenómeno laboral.

Os principais sintomas incluem exaustão, redução do desempenho e distanciamento emocional das responsabilidades do trabalho, mas não se ficam por aqui. O Burnout pode originar doença mental, e geralmente esta é a regra e não a excepção, fomentando o surgimento de depressão, ansiedade, ideias de morte e eventualmente suicídio.

Não podemos falar de burnout de ânimo leve. A exaustão laboral pode matar e está a matar-nos aos poucos.

Todos os dias vejo profissionais desmotivados, sem brilho no olhar, prisioneiros de um sistema laboral do qual não se conseguem libertar. Falamos de chefias tóxicas, de imposição de limites, de encontrar propósito fora do trabalho...
Passamos longas horas nestes locais, desempenhando os nossos papéis profissionais, o que torna fácil confundir o trabalho com a nossa identidade. Esta é uma confusão perigosa.

Numa altura em que se fala de precariedade, de falta de rendimentos e habitação, não é de estranhar que as pessoas acumulem horas de trabalho, aliadas a escassas pausas, e que se mantenham em ambientes que, de outra forma, recusariam continuar.

Se reconhece estes sintomas deve procurar ajuda com urgência.

24/09/2023

Endereço

Rua De Aristídes De Sousa Mendes Nº 225
Porto
4150-008

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