04/01/2026
Nesta conversa com a psicóloga clínica Elisabete Sousa, refletimos sobre a inteligência emocional — uma dimensão muitas vezes menos valorizada do que a inteligência cognitiva, mas fundamental para o bem-estar e para a adaptação humana.
Ao longo da evolução, a nossa sobrevivência dependeu menos da capacidade de calcular ou memorizar, e mais da capacidade de reconhecer emoções, regular respostas, cooperar e manter vínculos.
A inteligência emocional está intimamente ligada à forma como lidamos com o stress, tomamos decisões, gerimos conflitos e construímos relações.
Ao contrário da inteligência a que estamos mais habituados — medida por te**es, desempenho académico ou QI — a inteligência emocional não se resume a saber mais, mas a lidar melhor com o que sentimos e com o que os outros sentem.
E a boa notícia é que pode ser desenvolvida ao longo da vida, através da reflexão, da psicoterapia e da experiência relacional.
In this conversation with clinical psychologist Elisabete Sousa, we explore emotional intelligence — often less valued than cognitive intelligence, yet essential for human adaptation and mental well-being.
From an evolutionary perspective, our survival relied less on calculation and more on the ability to recognise emotions, regulate responses, cooperate, and build social bonds.
Emotional intelligence plays a central role in how we manage stress, make decisions, resolve conflicts, and relate to others.
Unlike the intelligence we are more familiar with — measured by tests, academic performance or IQ — emotional intelligence is not about knowing more, but about relating better to our inner world and to others.
And importantly, it is a skill that can be developed throughout life, particularly through psychotherapy and reflective relationships.