ACER - Associação Cultural e de Estudos Regionais

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Em 30-10-2025 a A.C.E.R. organiza uma visita à exposição «Horizontes Partilhados. Viagens e Transformações» orientada pe...
27/10/2025

Em 30-10-2025 a A.C.E.R. organiza uma visita à exposição «Horizontes Partilhados. Viagens e Transformações» orientada pela Dr.a Maria Palmira que nos enviou o seguinte texto-síntese:

«De iniciativa do MNSR, a exposição tem as migrações como ponto de partida para o diálogo e miscigenação entre pessoas e culturas e baseia-se no seu grande acervo museológico.

Aborda, em diferentes escalas, o processo que conduziu Portugal até à presente complexidade de globalização, com os seus desafios e conquistas. Através das reservas do MNSR, iremos presenciar o acto e as consequências de viajar».

Da informação recolhida na Internet transcrevemos:

«A exposição conta com mecenato do BPI e Fundação "la Caixa", e apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.

Com comissariado literário de Gonçalo M. Tavares e comissariado científico de Ana Bárbara Barros, José da Costa Reis e Paula Fortuna Oliveira, do Museu Nacional Soares dos Reis, a mostra estrutura-se em três núcleos centrais - Objetos e Viajantes, O Olhar (d)o Outro e Contaminações, trazendo à luz do dia mais de 230 objetos que habitam as reservas, biblioteca e arquivo do Museu, bem como da Casa-Museu Fernando de Castro.

De um acervo que totaliza já mais de 18.000 bens culturais, o Museu Nacional Soares dos Reis apresenta na sua EXPOSIÇÃO DE LONGA DURAÇÃO com pouco mais de 1.400, pelo que Horizontes Partilhados: Viagens e Transformações permitirá agora dar a conhecer outros objetos de valor inestimável, numa narrativa construída a partir do tema orientador da programação do MNSR para 2025: Confluências e Criação.

No vasto acervo museológico, conservado nas reservas do MNSR, encontram-se numerosos objetos que testemunham uma longa história de contactos e de relações, diretas e indiretas, entre Portugal e diversos pontos do globo. Através deles, promove-se a reflexão, à luz da contemporaneidade, sobre as convergências e os processos de criação de que resultou tanto do que é, hoje, o nosso Património Cultural.

A organização da exposição implicou uma oportuna reflexão interna, com uma equipa técnica alargada, acerca do acervo em exposição e sobretudo em reserva no MNSR, que, resumidamente, se caracteriza por ser, em larga maioria, associado à arte (e seu ensino), aos colecionismos nacionais e à história dos portugueses até meados do século XX.»

Fonte: Museus e Monumentos (Facebook)



INSCRIÇÕES:

Dia: 30-10-2025; 15:30h, com nova edição em 06-11-2025; 15:30h

N.º máximo de participantes: 6

Para se inscrever deverá enviar e-mail para eventos@acer-pt.org mencionando o seu nome, n.º de cartão de cidadão e n.º de telefone

A visita é gratuita ao abrigo do ACESSO 52, dando na recepção do Museu (átrio da entrada) somente o número de contribuinte respectivo. ACESSO 52 signif**a o direito a 52 entradas gratuitas, por ano, em 37 Monumentos, Palácios e Museus, segundo listagem publicada em https://www2.gov.pt/noticias/museus-monumentos-e-palacios-com-entrada-gratis-52-dias-por-ano

Foi publicado o boletim Folha d'ACER nº5.
26/09/2025

Foi publicado o boletim Folha d'ACER nº5.

Visita Cultural a Tomar - 11.10.2025---------------------------------------A  A.C.E.R. organiza uma visita cultural a To...
25/09/2025

Visita Cultural a Tomar - 11.10.2025
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A A.C.E.R. organiza uma visita cultural a Tomar no dia 11 de Outubro orientada pelo Dr. Manuel Almeida Carneiro, que nos enviou a seguinte sinopse:


Castelo dos Templários e o Convento de Cristo em Tomar. Arquitetura militar e religiosa. Iconologia e simbologia.
Manuel Almeida Carneiro



A 24 de setembro de 2022, no âmbito das Jornadas de Arqueologia na Europa, a que a A.C.E.R se associou, realizámos a nossa primeira visita cultural à cidade de Tomar. Na altura, deparamos com as obras de restauro que estavam em curso no Castelo dos Templários e no Convento de Cristo, pelo que o nosso percurso deambulatório ficou limitado.

Com este novo objetivo, pretende-se fazer uma abordagem histórica da arquitetura militar dos Templários com uma análise sobre a cidadela e o castelo, pondo o enfoque nos dispositivos militares inovadores, como o alambor ou o talude que rodeia os 700 metros da muralha. A Torre de Menagem é, outrossim, um dispositivo inovador, com quatro pisos e 20 metros de altura, com a particularidade de estar posicionada junto da muralha e da porta da entrada, ao invés do que sucedia nos "castelos tradicionais", onde vemos este elemento ao centro. Estas novas soluções militares foram trazidas por Gualdim Paes, que importou elementos defensivos muçulmanos no Oriente para o Ocidente cristão.

Todavia, a grande joia deste complexo militar e monástico é o Convento de Cristo, que alberga a famosa Charola, obra românica do Século XII, com dezasseis faces e planta octogonal no interior. Situa-se sensivelmente no ângulo do edifício de planta centralizada inspirada no Templo do Domini, em Jerusalém. No século XVI, durante o reinado de D. Manuel I, foram realizadas algumas inovações decorativas, ao nível do tambor, sendo dotada de retábulos com pinturas, esculturas e talha em madeira, sendo de destacar os estuques e os guademecis ou guadamencis que são relevos ou pintura dourada feita sobre couro envernizado, para ornamentar paredes e móveis, característicos da cidade de Guadamés; (Teixeira, 1985,127).

Este complexo monástico abrange um conjunto de elementos arquitetónicos de grande relevo, como o Pórtico da Igreja manuelina, obra de João de Castilho, "entre dois contrafortes prismáticos e escalonados, unidos por um arco de asa de cesto com rosetas e encaixe vegetalista, antecedida por uma abóbada rebaixada e polinervada, cujas nervuras têm a forma de cordas" (FALO DE SÁ, 2009, 229). A Sala do Capítulo, com a célebre Janela Manuelina, obra de Diogo de Arruda, agora restaurada, cujo repertório iconográfico e simbólico Manuelino evoca a gesta dos Descobrimentos e com elementos simbólicos associados à Ordem da Jarreteira (pilar direito) concedida por Henrique VIII de Inglaterra, em 1511; o Claustro Principal, também designado Claustro de D. João III, uma obra renascentista de Diogo de Torralva, arquiteto que evidencia as ordens canonizadas de Serlio e Palladio, criando uma composição "de grande riqueza rítmica" (CORREIA, José Horta (2002, p. 34) . Acresce-se, que foi D. João III que incumbiu Frei António de Lisboa a reforma da Ordem que passou a ter um carácter militar monástico sob a Ordem de S. Bento (FALO DE SÁ, 2009, 234-235). Este percurso deambulatório abrange outros elementos dignos de interesse, como o Claustro da Lavagem, o Claustro do Cemitério, que dá acesso à riquíssima Capela dos Portocarreiros (1626), dotada com uma abóbada apainelada e com um rico revestimento azulejar. Daqui temos acesso à Sacristia Nova, com tectos abobadados em berço de caixotões (FRANÇA, (1994, p. 57-58). Os claustros da Micha, de Santa Bárbara, da Hospedaria e dos Corvos são dignos de uma observação atenta, em particular o sistema de abóbadas de cruzaria, bem como as colunas lisas e os capitéis de volutas. Outras dependências são merecedoras de atenção, como a cozinha, com os seus fornos, o refeitório e o extenso Dormitório dotado com um calefatório para assegurar o aquecimento e o conforto dos monges e o horto que bem merecia estar mais bem tratado. Integram este conjunto monástico o Aqueduto dos Pegões Altos, obra de Filippo Terzi – arquiteto-mor do Reino no período filipino (1590). Seguir-se-á o percurso pedestre para chegar à Ermida de Nossa Senhora da Conceição, obra emblemática da Renascença; a Mata dos Sete Montes e a paisagem urbana de Tomar, uma cidade enriquecida com um Património Cultural único.





FONTES
Audiovisuais:
Les Templiers: La Démesure des Bâtisseurs (Proeza da Engenharia: os Castelos dos Templários). Realização: Simonetta Cerrini, Benoît Renard. Produção: RMC Production, RMC Films, RMC Découverte, Histoire TV, 2022 [RTP2].


Manuscritas:
IAN-Torre do Tombo - Livro 4 da Estremadura, Ficheiro: PT-TT-LN-0020_m0036.jpg


Escritas:


BENTO, Maria José Travassos de Almeida Jesus (2014) – Convento de Cristo – 1420-1521, muito mais do que um século. Tese de doutoramento em Letras na área de História (…). Coimbra: Universidade de Coimbra.

Direção Geral do Património Cultural (DGPC) – Convento de Cristo Tomar. [S.d.] (Folheto desdobrável).

FALO DE SÁ, María (2009) – El Arquitecto Juan de Castillo, "El constructor del Mundo". 500 años de sus obras em Portugal. Santander.

FRANÇA, José Augusto (1994) – Tomar. 1ª Edição Lisboa: Editorial Presença.

INSTITUTO PORTUGUÊS DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO - Restauro - Abóbada da charola do Convento de Cristo (2000). Tomar: Instituto Português do Património Arquitectónico.

CORREIA, José Horta (2002) – Arquitetura Portuguesa. Renascimento, Maneirismo, Estilo Chão. Lisboa: Editorial Presença.

FALCÃO, Lina – "Os guadamecis da Charola do Convento de Cristo", in FRAZÃO, Irene; AFONSO, Luís U. [Coordenação] (2016, p.55-68) - A Charola de Tomar – novos dados, novas interpretações.

FRAZÃO, Irene; AFONSO, Luís U. [Coordenação] (2016) - A Charola de Tomar – novos dados, novas interpretações.

TEIXEIRA, (1985) - Dicionário de Ilustrado de Belas Artes. Lisboa: Editorial Presença.

ROSA, Amorim (1988) – História de Tomar. 2ª Edição. Tomar.

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INSCRIÇÕES

Para se inscrever, deverá enviar e-mail com nome completo, n.º de TM, nº. de cartão de cidadão ou de bilhete de identidade, para eventos@acer-pt.org

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Fotos de Manuel Almeida Carneiro

Evento Leiria 1890-1950 / Arquitectura e Cultura Urbana - 13.9.2025-----------------------------------------------------...
12/08/2025

Evento Leiria 1890-1950 / Arquitectura e Cultura Urbana - 13.9.2025
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A A.C.E.R. organiza em, 13-09-2025, o evento Leiria 1890-1950 / Arquitectura e Cultura Urbana, orientado pelo Arquitecto José Pedro Galhano Tenreiro, que nos enviou a seguinte sinopse:

A cidade de Leiria constitui um caso singular entre os centros urbanos de média dimensão em Portugal, distinguindo-se pela consolidação de uma cultura arquitetónica própria, alicerçada no trabalho de um conjunto notável de arquitetos, engenheiros e construtores locais. Esta especificidade encontra um dos seus principais catalisadores na instalação de uma escola industrial em finais do século XIX, instituição que viria a acolher, entre o seu corpo docente, técnicos de reconhecida competência, vários dos quais com formação estrangeira. Destaca-se, entre estes, a figura do arquiteto suíço Ernesto Korrodi, cuja atividade docente e profissional teve um impacto determinante na formação de uma linguagem arquitetónica característica da cidade.



A ação de Korrodi projeta-se, desde logo, na formação de vários discípulos e colaboradores que mais tarde fundam os seus próprios gabinetes de projeto e oficinas de construção. Entre eles, assumem especial relevância os nomes de Augusto Romão, Fernando Santa Rita e Ernesto Camilo Korrodi, filho de Ernesto Korrodi. É, em torno destes quatro protagonistas, que se estrutura grande parte do panorama arquitetónico de Leiria entre os últimos anos do século XIX e o início da década de 1940.



A produção arquitectónica destes autores atravessa diversas correntes estéticas, desde as influências da arte nova centro-europeia até aos revivalismos de matriz medieval e barroca, culminando na introdução precoce — em contexto nacional — de uma arquitectura marcada pelo Art Déco, com referências diretas aos contextos suíço, francês e belga. Neste quadro, Leiria afirma-se como um verdadeiro microclima da cultura arquitetónica portuguesa, destacando-se como um dos núcleos mais dinâmicos do período de transição entre a tradição e a modernidade arquitetónica, desde a transição de Oitocentos para Novecentos até meados do século XX.



O percurso proposto contempla alguns dos principais eixos urbanos da expansão da cidade oitocentista e novecentista, bem como zonas do centro histórico que, entre finais do século XIX e meados do século XX, são objeto de redefinição e valorização estética. Pretendemos oferecer uma leitura aprofundada da trajectória destes quatro autores e de outras figuras relevantes para a cultura local, articulando as suas obras com os processos históricos e urbanos que moldaram Leiria no limiar da contemporaneidade.

Para se inscrever deverá, até __15 de Agosto__, enviar e-mail mencionando nome completo, n.º de TM, nº de CC ou BI para eventos@acer-pt.org

Visita ao Parque D. Carlos I - Caldas da Rainha - 6.9.2025--------------------------------------------------------------...
12/08/2025

Visita ao Parque D. Carlos I - Caldas da Rainha - 6.9.2025

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A ACER promove em 06-09-2025 uma visita ao Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, orientada pelo Arquitecta Paisagista Alcide Gonçalves, que nos enviou a seguinte sinopse:

"O Parque D. Carlos I, é um valioso legado dos séculos XVIII (finais) e XIX, não só por este ter o primeiro hospital termal do mundo mandado erguer pela Rainha D. Leonor (séc. XV), mas porque nos dá a conhecer a conceção sobre a natureza e a visão integrada com a saúde e o bem-estar humanos. À época, os conceitos de lazer e de recreação integraram-se como um novo elemento, incrementando hábitos saudáveis complementares à ação terapêutica das águas termais.

Ainda é possível observar neste parque, registos dos traçados dos Passeios do parque e algumas estruturas, característicos dos períodos Barroco e Romântico, sendo que, este último período marcou fortes alterações no espaço, modernizações estas também ditadas pela grande afluência à Estância Termal.

O séc. XIX, pela emergência do novo contexto económico e social -o liberalismo-, ditou mudanças profundas na sociedade de então, surgindo novos hábitos que valorizaram o gosto pelo prazer, instaurando numa certa elite social, e quase como "por moda", a "ida às Termas". O contato com a natureza, os passeios "ar livre" e apreciação pela paisagem ganharam muita importância com o romantismo. Aqui, corpo e espírito eram tratados integralmente.

O parque conta com cerca de 11 hectares e tem vários equipamentos culturais de relevo nomeadamente o Museu Malhoa.

Nos mais de dois séculos de existência, e independentemente desta estância já ter sido alvo das muitas mudanças de mão, ao nível da sua tutela e gestão e, de variadíssimos programas e intenções de ampliação e recuperação de algumas unidades do parque, e que iremos recordar nesta visita, continuamos a poder fruir das belas sombras e frescor da esplêndida vegetação do parque que trará à nossa visita momentos de prazer e de saudável convívio."

Visita ao Museu do Vitral - 8.3.2025, 15:30Em 8 de Março, pelas 15:30h, a A.C.E.R. visitará o Museu do Vitral, situado n...
03/03/2025

Visita ao Museu do Vitral - 8.3.2025, 15:30

Em 8 de Março, pelas 15:30h, a A.C.E.R. visitará o Museu do Vitral, situado na Rua de D. Hugo n.º 2 (junto à Sé Catedral), onde se reúne a colecção de João Aquino da Costa Antunes, «o último pintor de uma família de três gerações que se dedicou inteiramente à Arte do Vitral».

«O Atelier Antunes foi fundado em 1906, no Porto e, ao longo destas 3 gerações foram criadas notáveis obras visíveis por Portugal e por todo o Mundo – desde a Tailândia aos Estados Unidos, de Timor a Angola, do Brasil à Venezuela e da Austrália à África do Sul. Espalhado pela cidade do Porto, podemos contemplar estas obras na Igreja de Santo Ildefonso, na Igreja dos Congregados, na Livraria Lello e no Hotel Infante Sagres, entre outros» (In https://museudovitral.pt/)

Poderá inscrever-se por e-mail para eventos@acer-pt.org

Iniciativa "Ano Novo das Árvores" - 15.2.2025 - 15:00==================================A  A.C.E.R. irá celebrar  o Ano N...
31/01/2025

Iniciativa "Ano Novo das Árvores" - 15.2.2025 - 15:00
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A A.C.E.R. irá celebrar o Ano Novo das Árvores com uma palestra pela Arquitecta Paisagista Alcide Gonçalves e percurso nos Jardins do Palácio do Freixo em 15 de Fevereiro, pelas 15:00h.

Poderá inscrever-se enviando e-mail para eventos@acer-pt.org

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Sinopse:

"Todos os anos o Reino Vegetal se renova iniciando um novo ciclo produtivo. Esse dia especial de retorno estabelece a continuidade da vida. De novo, a seiva volta a subir despertando a vida no seu esplendor. Os brotos começam a surgir originando as folhas, seguindo-se as flores, os frutos que abrem para libertar as suas sementes, disseminando-as o mais longe possível, para irem germinar em solo fértil e enraízar, voltar a formar árvore, dar folhas, flores, frutos, sementes...

Muitas culturas ancestrais tiveram espécies de árvores como referência pelo seu elevado simbolismo de e.g. força, paz, sabedoria, poder, imortalidade, entre outros, estando intimamente relacionadas com elas também pela sua analogia com vários aspetos e dimensões da vida do Homem.

Celebrar o Ano Novo das Árvores é relembrar a sua importância e fortalecer o vínculo entre nós e a natureza.

Alcide Gonçalves"

Exposição sobre o «Ciclo do Linho» - ARCN - 8.Dezembro.2024--A  ARCN- Associação Recreativa e Cultural de Nogueira (Vila...
03/12/2024

Exposição sobre o «Ciclo do Linho» - ARCN - 8.Dezembro.2024

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A ARCN- Associação Recreativa e Cultural de Nogueira (Vila Nova de Cerveira), comemorando os seus 25 anos, irá inaugurar às 14:30h de 8 de Dezembro uma exposição sobre o «Ciclo do Linho» para a qual fomos amavelmente convidados. Muito estimaríamos a presença de associada(o)s da ACER.

A Associação Cultural e Recreativa de Nogueira com o apoio da Junta de Freguesia tem, desde há alguns anos, procurado recuperar o ciclo do linho envolvendo a população local que é convidada a participar voluntariamente dentro de um espírito de entreajuda.

Fórum do Património - Braga - 26.10.2024=================A A.C.E.R. inscreveu-se e participou no FORUM DO PATRIMÓNIO 202...
28/10/2024

Fórum do Património - Braga - 26.10.2024

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A A.C.E.R. inscreveu-se e participou no FORUM DO PATRIMÓNIO 2024 sob o lema “PATRIMÓNIO, DEMOCRACIA E CIDADANIA”, realizado em BRAGA. a 26 de outubro no Museu D. Diogo de Sousa, organizado pela ASPA (Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natura), a Fundação Bracara Augusta e o GECoRPA, com colaboração das cinco ONG promotoras do primeiro Fórum do Património (GECoRPA, APRUPP, APAI, APAC e APCH).

Dividido em 4 painéis:
A Estratégia Nacional de Salvaguarda do Património
Património, Qualif**ação e Ética
Intervenção no Património e Interesses Económicos
Gestão do Património Cultural
Teve como oradores, entre outros, Guilherme D`Oliveira Martins (Centro Nacional de Cultura); Ângelo Silveira (Património Cultural I.P); Jorge Sobrado (CCDR – Norte, Vice-Presidente para as áreas da Cultura, Património e Cooperação).

Foram apresentadas 5 moções, aprovadas por esmagadora maioria (pode consultá-las aqui - https://bit.ly/mocoes_forumpatrimonio2024):

PAINEL 1 - MOÇÃO: Por uma legislação à Altura do Valor do Património Cultural para a Sociedade;

PAINEL 2 - MOÇÃO: Por uma maior garantia da preservação dos valores do Património edif**ado corrente;

PAINEL 3 - MOÇÃO: Criar linhas de apoio e incentivos e valorização de Património Cultural Construído de natureza privada;

PAINEL 4 - MOÇÃO: O papel das ONG na regulamentação e implementação;

MOÇÃO CASTELO DE CORUTELO: Vítima de uma operação urbanística para construção de um hotel Vila Galé Paço de Corutelo

À A.C.E.R.foi disponibilizado um espaço em mesa para apresentação de conteúdos sobre as actividades e projectos desenvolvidos pela associação.

Visita cultural a Tentúgal e Montemor-o-Velho - 19.10.2024=====================A A.C.E.R. organizou uma visita cultural ...
28/10/2024

Visita cultural a Tentúgal e Montemor-o-Velho - 19.10.2024

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A A.C.E.R. organizou uma visita cultural a Tentúgal e Montemor-o-Velho em 19-10-2024 orientada pelo Dr. Manuel Almeida Carneiro que elaborou a seguinte síntese:

O Castelo de Montemor-o-Velho.

Arquitetura militar e religiosa na época medieval e moderna. Saberes e sabores tradicionais em Tentúgal (Guião da visita)

Manuel Almeida Carneiro

Linhas gerais do nosso percurso:

1. O Castelo e o porto de Montemor-o-Velho

Montemor-o-Velho situa-se no baixo-Mondego e as suas origens remontam às épocas pré-romana e romana conforme prova uma inscrição funerária conservada no Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra. A vila medieval exerceu um papel crucial durante as guerras entre o norte cristão e o sul islâmico. Em 878, Coimbra foi reconquistada pelas hostes cristãs, mas acabou dominada por Al-Mansur, em 991. Montemor-o-Velho e Coimbra foram retomadas, definitivamente, por D. Fernando Magno a 9 de julho de 1064, cujo território foi confiado ao Alvazil D. Sesnando Davides, o Moçárabe de Tentúgal. Erguido no lugar de uma antiga atalaia, sobre um afloramento rochoso, a fortif**ação é composta pelo castelejo, cerca principal, barbacã envolvente, cercado do lado norte. Entre os séculos XII e XIII assistimos à redefinição do sistema defensivo com a construção do alambor, isto é uma “base rampeada das muralhas”, uma inovação trazida pelo Mestre Templário, Gualdim Pais, à semelhança da solução existente no Castelo de Tomar. A Torre de Menagem foi erguida na mesma altura, mas ligada ao pano da muralha e integrada no recinto do castelejo. A ocidente f**a situada a Porta do Sol ou Porta do Senhor do Rosário, que f**a junto do Torreão. Na época do rei D. Manuel I, a residência palatina foi transformada segundo o programa decorativo da época, isto é, com “janelas manuelinas” e “rendilhadas cantarias”. Foi aqui que, a 6 de janeiro de 1355, o rei D. Afonso IV mandou executar Dª Inês de Castro, o que veio acontecer no dia seguinte, em Coimbra.

2. O impacto das guerras civis de 1211-1223 (D. Afonso II e Infantas) e outros acontecimentos históricos.

Um dos grandes acontecimentos históricos foi o conflito entre as Infantas Dona Teresa, Dona Sancha, Dona Branca e Dona Mafalda e o rei D. Afonso II (1211-1223). Em causa, a questão da divisão do património da coroa. O monarca exigiu às suas irmãs a entrega dos castelos de Montemor-o-Velho, de Alenquer e do local da Esgueira, nos termos da disposição testamentária do rei D. Sancho I.

3. O porto de Montemor-o-Velho e a economia agrícola

Fruto da sua posição geográf**a e económica, situada entre Coimbra e a foz do Mondego, foi sendo desenvolvido o comércio interno e externo por cabotagem. A orizicultura tornou-se expressiva e a sua origem está associada à presença muçulmana, cuja alimentação de baseava nos cereais a par das leguminosas e das ervas aromáticas A produção do arroz carolino tem aqui tem a sua génese, com o seu grão miúdo, foi ganhando relevo na dieta quotidiana. Os Frades Crúzios exerceram um papel de relevo no desenvolvimento agrícola e da culinária da região. Nos dias de hoje, a gastronomia reflete a herança do cardápio monástico, como o prato de arroz-doce que é motivo de um festival da região.

4. A vila e os seus edifícios

Em 1212 Infanta Dona Teresa outorgou a Carta de Foral a Montemor-o-Velho. A vila passou por grandes melhoramentos e obras públicas. Entre as construções mais representativas temos o Hospital da Vila (1504). O Convento de Nossa Senhora dos Anjos, fundado pelos eremitas de Santo Agostinho em 1494. O seu interior incorpora capelas renascentistas e maneiristas. A arte manuelina está presente ao nível da capela-mor em cuja chave central da abóbada de nervuras está uma inscrição: Esta obra ma(n)dou fazer d(iog)o daza(m)buja na era de 1511 anos (DIAS 1995, pp. 128-131). Diogo de Azambuja foi uma personalidade ilustre, natural Montemor-o-Velho, tal como Fernão Mendes Pinto. Esteve ao lado da causa do Infante D. Pedro, morto na Batalha de Alfarrobeira. Foi incumbido pelo rei D. João II na construção da Fortaleza de S. Jorge da Mina, a feitoria mais importante da costa ocidental africana. O seu túmulo está na capela-mor da igreja do Convento dos Anjos, cuja obra, datada de 1513, é atribuída a Diogo Pires-o-Moço, com um formato idêntico ao túmulo do Frei João Coelho no Mosteiro de Leça do Balio.

5. Igreja de Santa Maria da Alcáçova

A igreja foi fundada pelo presbítero Vermugo, após a doação feita pelo Alvazil de Coimbra. Provavelmente o templo foi construído a partir de uma construção preexistente, no lugar da antiga mesquita, à semelhança do que sucedeu em Mértola ou na Sé de Lisboa. Segundo Mário Barroca, foram recolhidos elementos em gesso que podem corresponder à primitiva mesquita e que se conservam no Museu Nacional Machado de Castro, a saber: um capitel califal de tipo coríntio e dois fragmentos de gesserias atribuíveis ao séc. XI. No século XVI o templo sofreu modif**ações. O principal destaque vai para a cabeceira da Igreja que tem três capelas absidais abobadadas. Na capela da Epístola (no lado direito a partir da observação frontal da entrada principal) f**a o retábulo do Sacramento com uma abóbada ao estilo da renascença coimbrã, em pedra de Ançã, obra de João de Ruão, que também teve a cargo obras nas áreas próximas, como na Igreja Matriz de Tentúgal e o retábulo de S. Marcos da igreja de S. Salvador. Refira-se o revestimento azulejar nas paredes, com enxaquetados em azul e branco. Na capela-mor está o altar barroco em talha dourada do século XVII. Na capela do Evangelho, pegada à sacristia, estão as imagens do Anjo da Anunciação e da Virgem da Expectação, vulgarmente conhecida pela Nossa Senhora do Ó, que são do século XIV e atribuídas a Mestre Pêro.

6. Os frescos da Capela do Evangelho

Os frescos parietais aplicados nas paredes da Capela do Evangelho suscitam atenção. O tema indicia ser de cariz religioso e militar, dentro de um programa iconográfico que se aproxima da linguagem do maneirismo da renascença, embora seja prematuro atribuir tal definição.

I I - Saberes e sabores tradicionais em Tentúgal

Tentúgal é conhecida pelos seus pastéis que “são como rebuçados em que o recheio é constituído por ovos moles. A sua originalidade reside no folhado finíssimo que embrulha o recheio, como se de papel de seda se tratasse.” Há também os suspiros e as queijadas (BORGES, 1987,135).

Este texto sintetiza um estudo elaborado e que será publicado na Folha d`Acer, com as respetivas fontes documentais e impressas. Saliento as mais signif**ativas:

Arquivo Nacional Torre do Tombo - Livro da Saída da Alfândega Buarcos de 1536, mº 7, nº 7, Armário 25 da Casa da Coroa.
BARROCA, Mário Jorge (2005) – “O Castelo de Montemor nos séculos X a XIII.” In Muçulmanos e Cristãos entre o Tejo e o Douro. Séc. VIII a XIII. Coordenação BARROCA, Mário, FERNANDES, Isabel Cristina Ferreira e Câmara Municipal de Palmela. Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Palmela, pp. 11-126.
BORGES, Nélson Correia (1980) – João de Ruão. Escultor da renascença coimbrã. Coimbra 1980 (edição bilingue).
COELHO, Maria Helena da Cruz (1983) – O Baixo Mondego nos finais da Idade Média. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2 Vols.
DIAS, Pedro (1982) – A arquitetura de Coimbra do gótico para a renascença. 1490-1540. Coimbra: EPARTUR, 1982.
FERNANDES, Isabel Cristina Ferreira (2021) – “Guerrear as matérias da guerra”. In MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA. Guerreiros e Mártires. A Cristandade e o Islão na Formação de Portugal. Lisboa, 19 de Nov. 2020– 28 de Fev. 2021, pp. 102-106 [Catálogo da Exposição].

OPINIÃO SOBRE A CASA BASTOS (LAMEGO)Em Lamego a A.C.E.R. almoçou na Casa Bastos – e muito bem.Restaurante com qualidade ...
10/10/2024

OPINIÃO SOBRE A CASA BASTOS (LAMEGO)

Em Lamego a A.C.E.R. almoçou na Casa Bastos – e muito bem.
Restaurante com qualidade na confecção, presteza e simpatia no serviço à mesa.
Aconselhado a quem tem restrições alimentares, pois o seu gerente – Sr. José Correia – procurou que fosse servido peixe fresco grelhado a alguns que o escolheram enquanto outros, não sujeitos a esse condicionalismo, optaram pelo bacalhau ou cordeiro assados.
Ainda nos ajudou na indicação do melhor local de estacionamento do autocarro, e estabeleceu contacto telefónico com motoristas de táxi para nos conduzirem à Capela de São Pedro de Balsemão (que bem merece uma visita, apesar do estado lamentável em que se encontra o seu acesso).
É pois de inteira justiça aqui deixar esta nota de apreço à Casa Bastos e a toda a sua equipa.

Cozedura artesanal da calIniciativa da JF de Alveite Grande - 5.10.2024=========================A Junta de Freguesia de ...
01/10/2024

Cozedura artesanal da cal
Iniciativa da JF de Alveite Grande - 5.10.2024

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A Junta de Freguesia de Alveite Grande - S. Miguel de Poiares (a 30km de Coimbra) irá promover a iniciativa «Da Pedra à Cal», compreendendo as fases da cozedura artesanal da cal em forno, de cujo programa destacamos, no dia 5 de Outubro, a enforna e a caminhada «Da pedreira ao forno da cal».

As inscrições deverão ser feitas através de formulário que se encontra em https://forms.gle/6VxjXdcTE4V5u1Sf6

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Porto

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