14/02/2026
Nós não escolhemos o amor ao acaso.
As nossas primeiras experiências afetivas com pai, mãe ou cuidadores, tornam-se o molde invisível das relações futuras. Foi ali que aprendemos:
• O que é amor
• O que é rejeição
• O que é segurança
• O que é abandono
• O que é ser visto
• O que é ter de lutar por atenção
E o inconsciente não procura o que é melhor.
Procura o que é familiar.
Se somos mulher, é comum que, inconscientemente, haja ecos da relação com o pai.
Se somos homem, frequentemente há padrões ligados à mãe.
Às vezes escolhemos alguém parecido.
Outras vezes escolhemos o oposto.
Mas quase sempre há uma tentativa silenciosa de resolver algo antigo.
Repetimos experiências emocionais não resolvidas, não porque gostamos de sofrer, mas porque há uma esperança inconsciente de finalmente ter um desfecho diferente.
“Desta vez vai resultar.”
“Desta vez vão escolher-me.”
“Desta vez vou ser suficiente.”
A pergunta não é: “Porque é que eu atraio sempre o mesmo tipo de pessoa?”
A pergunta é: “O que dentro de mim ainda precisa de ser visto, cuidado ou curado?”
O amor adulto saudável começa quando deixamos de tentar curar a infância através do outro e começamos a curá-la dentro de nós.
Amar também é um caminho de autoconhecimento.
E, muitas vezes, o maior ato de amor é curar aquilo que nos faz escolher sempre o mesmo.
Um Feliz São Valentim,
✨♥️