15/02/2026
É raro conhecer alguém profundamente empático. Alguém que não pareça um adivinho, que não meta medo, que não tenha o efeito de silenciar o outro.
É raro conhecer alguém que escute verdadeiramente, que ouça para além do muro das palavras, que interprete sem teorias ou preconceitos limitativos.
É raro. Mas a empatia é comum entre os humanos. Também o é entre os animais. A empatia é mais frequente do que se imagina.
💬 Então porque é raro encontrar alguém empático?
Porque a velocidade e o frenesim actual destroem a empatia, que precisa de tempo, de espaço, de um ritmo lento que lhe permita crescer. A empatia, tantas vezes confundida com magia, intuição, sorte ou sabedoria, não se coaduna com as receitas rápidas dos gurus das redes sociais. A empatia começa dentro de cada um, num espaço reflexivo, consciente, analítico. A empatia não se vende às postas num supermercado.
É por isso que se vai tornando raro conhecer alguém empático, que nos faça parar, sorrir, chorar, abraçar. Que nos confronte sem questionar, que nos olhe de frente, mas com cuidado, que nos faça sentir acompanhados mesmo quando em silêncio- alguém que nos devolva à humanidade.
Eu gosto de pessoas empáticas. São a companhia perfeita para os momentos de dor e solidão.
A empatia acontece quando alguém permanece em silêncio para além do que seria confortável, e por isso, o verdadeiro luxo de hoje não é o sucesso - mas a presença.
Rolando Andrade,
Morada
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