15/10/2021
▪️15 de Outubro ▪️Dia da Consciencialização para a perda Gestacional
Há 6 anos tive a minha primeira perda gestacional. Sim, digo primeira, pois vai fazer 1 ano que tive a minha segunda perda gestacional. Ambas foram abortos espontâneos, em tempos gestacionais diferentes e com impactos emocionais diferentes.
Quando somos saudáveis, pensamos que tudo vai correr bem, criam-se altas expectativas e sonhos. 💭 Quando acontece o inesperado, tem-se um sentimento de profunda tristeza, desilusão, vergonha, luto e também de injustiça, pois acabamos por ouvir as notícias mais bizarras, em que foram deitados no lixo bebés recém-nascidos, por exemplo.😣 Sentimentos que só sabemos o que são quando passamos por eles. 💔
Tive a sorte de ser acompanhada por ótimos profissionais👨⚕️👩⚕️, mas ainda há falhas no nosso serviço de saúde.⚕️ É preciso mais empatia pelas mulheres/casais, acompanhamento psicológico e, principalmente, perceber as causas. ⁉️Dizer que é uma situação “normal”, que a percentagens de abortos é elevada, que se calhar foi melhor assim e que para a próxima correrá melhor, são abordagens que tentam diminuir a dor, mas, sinceramente, não ajudam e não são suficientes.
Se está a ler esta publicação e já passou pela mesma situação, deixo o meu beijinho. 😘
Se está a ler esta publicação e nunca passou por isto, ainda bem. 👍 Mas deixo um conselho: nunca pergunte a um casal para quando vem o bebé. 🔇 Não sabe se estão a tentar e não conseguem, ou se já passaram por alguma perda. Parece uma pergunta inocente, mas poderá levar a mais um momento de frustração para o casal. Às vezes o silêncio vale ouro! 💰
Este assunto ainda é tabu, talvez pela dificuldade em se falar nele. Não é fácil para mim, nem sei se algum dia será. Mas espero contribuir com o meu testemunho para apaziguar a dor de quem já passou ou esteja a passar pelo mesmo. 🤗💪💗