08/03/2026
Dia Internacional da Mulher – Perimenopausa e Menopausa: de Tabu a Tema Estratégico no Local de Trabalho
No Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março, a Unidade de Saúde Pública (USP) da ULSLA reforça o compromisso com o bem-estar e a valorização dos seus profissionais, reconhecendo a importância de abordar temas que historicamente tem sido menos valorizados — entre eles, a perimenopausa e a menopausa.
Estima‑se que quase todas as mulheres venham a experienciar sintomas físicos, cognitivos e emocionais associados a esta fase de transição, como alterações do sono, fadiga, dificuldade de concentração, afrontamentos, ansiedade ou alterações de humor. Apesar de comuns, estes sintomas continuam a ser pouco discutidos no contexto laboral, com impacto no desempenho, motivação e saúde global das profissionais.
Uma realidade já presente na ULSLA
De acordo com o Plano de Desenvolvimento Organizacional (PDO) 2025–2027, 82% dos colaboradores da ULSLA são mulheres, com especial predominância nas carreiras de Enfermagem e TSDT, que apresentam médias etárias de 41 e 39 anos, respetivamente.
Este perfil demográfico significa que um número crescente de profissionais está em idade típica de perimenopausa e menopausa, tornando este um tema estratégico para a instituição.
Porquê falar sobre isto agora?
A evidência demonstra que reconhecer e apoiar esta fase da vida não é apenas uma questão de saúde — é também um fator determinante para:
Reduzir o absentismo associado a sintomas não identificados ou não acompanhados
Promover o bem-estar físico e emocional das profissionais
Garantir condições de trabalho ajustadas, inclusivas e promotoras de desempenho
Criar ambientes laborais mais saudáveis, seguros e empáticos
Contribuir para a retenção de talento e maior satisfação profissional
Compromisso institucional
Perante este cenário, a USP reconhece a necessidade de:
Integrar esta fase nas políticas de saúde ocupacional
Promover literacia organizacional sobre perimenopausa e menopausa
Criar condições laborais adaptadas, sempre que necessário, como flexibilidade ou adequações climáticas
Desenvolver medidas de bem-estar orientadas para esta etapa
Fomentar uma cultura livre de tabus, onde todos os profissionais se sintam seguros para partilhar dificuldades e procurar apoio
Ao trazer este tema para a agenda institucional, a USP reforça o seu compromisso com a equidade, a inclusão e o acesso.
Porque falar é o primeiro passo para transformar!
O Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para quebrar o silêncio, promover a normalização e construir um ambiente onde todas as fases da vida feminina são reconhecidas, respeitadas e integradas numa visão estratégica de bem-estar e sustentabilidade organizacional.
Cuidar das nossas mulheres é cuidar da saúde e do futuro da ULSLA.