22/04/2026
O seu filho passa horas fechado no quarto a jogar? E se lhe dissermos que o jogo pode ser o único "lugar seguro" dele neste momento? 🎮💔
Quando um jovem passa 8, 10 ou 12 horas focado num ecrã, a tendência natural de qualquer pai é focar-se no comportamento: as más notas, o isolamento, a falta de banho, a irritabilidade.
No entanto, no CIADIP, o nosso olhar clínico vai além do ecrã. A adição extrema aos videojogos atua, na esmagadora maioria dos casos, como uma estratégia de escapismo.
O mundo virtual é previsível. Se falhar no jogo, tem um botão de "Reiniciar". Mas na vida real, o bullying, a ansiedade social, o divórcio dos pais ou a dificuldade em fazer amigos não têm botão de reinício. Para muitos jovens, o jogo é a única anestesia disponível contra uma realidade que dói demasiado.
Arrancar o cabo da consola pela raiz, sem oferecer suporte emocional, não resolve o vício. Apenas deixa o jovem sozinho a lidar com os seus "monstros" reais.
👉 Arraste para o lado para compreender como a psicologia atua nestes casos, tratando a ferida e não apenas o penso rápido.