28/03/2019
O PONTO G
O ponto G, também conhecido como ponto de Gräfenberg, em referência ao ginecologista alemão Ernst Gräfenberg, é caracterizado como uma zona erógena da va**na que, quando estimulada, pode conduzir a elevados níveis de excitação sexual, com intensos or****os e uma potencial ejaculação feminina.
Localiza-se aproximadamente de 5,1 a 7,6 cm acima da parte frontal da parede va**nal, entre a abertura va**nal e o ca**l da uretra, sendo que é uma área sensitiva da genitália feminina.
A denominação ponto G foi criada por Addiego et al. Em 1981.
Em homenagem ao ginecologista alemão Ernst Gräfenberg, o primeiro médico da actualidade a criar a hipótese da existência de tal área, em 1950.
Existe uma grande discussão na comunidade científica sobre a real existência do ponto G.
Os mais fortes apoios partem das afirmações que provém de livros que visam o público popular.
O ponto G, somente entrou para o conhecimento do público leigo um ano mais tarde com a publicação do livro de Ladas, “The G Spot and Other Recent Discoveries About Human Sexuality.” (O Ponto G e outras recentes descobertas sobre a sexualidade humana), mas pouco tempo depois da publicação de Ladas muitos profissionais ginecologistas criticaram publicamente a sua exactidão e veracidade.
Uma das pesquisas favoráveis é a do ginecologista americano Adam Ostrzenski, que afirmou ter encontrado definitivamente a sua localização em 2012.
A pesquisadora australiana Helen O’Connell, por outro lado, garantiu em 2016 que o prazer supostamente proporcionado pelo Ponto G na verdade é fruto da “fricção entre a parte interna do clitóris, a uretra e a parede va**nal”.
Qual deles está correto?
Boa pergunta.
Mas nomenclaturas à parte, ambos os estudiosos concordam que de fato existe uma região dentro da va**na capaz de proporcionar um prazer intenso às mulheres.
Se é o Ponto G defendido por Ostrzenski, ou a parte interna do clitóris defendida por O’Connell, na verdade não faz diferença.
O que importa, afinal, é o efeito erógeno da área.
Como encontrar o ponto G
Esta zona erógena varia de mulher para mulher, tanto na localização, no tamanho, na textura ou na espessura.
Invisível aos olhos e não muito fácil ao tacto, situa-se logo abaixo do osso púbico, profundamente na parede anterior da va**na, entre a sua abertura e o colo do útero.
Primeiramente, a mulher deve estar bem relaxada para que as paredes va**nais fiquem muito bem lubrificadas, isso fará com que o ponto G fique inchado, cheio de sangue e portanto mais sensível e proeminente.
O ponto poderá então ser identificado como uma pequena saliência enrugada, uma área oval de 2 cm², localizada a baixo do osso púbico, na parede frontal interna da va**na.
Com a mulher deitada com a barriga para cima poder-se-á penetrá-la com o dedo médio e a palma da mão virada para o clitóris.
A ponta do dedo deverá então tocar o ponto G, onde sentirá uma área mais rugosa ou áspera que o normal, podendo vir a ser duro também devido à excitação feminina.
Ao ser estimulado, inicialmente, a mulher poderá sentir vontade de urinar, mas se a estimulação é contínua, pode ser sexualmente prazeroso.
Como em qualquer outro estímulo humano, pode não ser igualmente prazeroso para todas.
Antes de mais nada, saiba que o pénis não é o melhor instrumento para estimular a região.
O ideal é utilizar os dedos.
Como estimular a área?
Com o dedo dentro da va**na, dobre-o em direcção a si mesmo, como se fosse fazer um movimento de “vem cá”, e repita esse gesto num ritmo contínuo.
Para deixá-la ainda mais excitada, pode fazer esse estímulo ao mesmo que estimula o clitóris (com a boca, enquanto pratica s**o oral, ou utilizando o dedo polegar).
A hipótese da sua parceira atingir o orgasmo é bem mais alta assim.
Agora já sabe como excitar o Ponto G ou a parte interna do clitóris (dependendo da pesquisa que acredita e o nome que prefere).
Mas lembre-se da importância do diálogo.
O que funciona para uma mulher nem sempre é o melhor para a outra.
Nunca tenha vergonha de perguntar e pedir instruções à sua parceira.